Tuesday, 10 November 2009

Empresa brasileira negocia compra de mísseis com o Paquistão

fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4089756-EI306,00.html

09 de novembro de 2009
Uma empresa paulista negocia a compra de um lote de mísseis com o governo do Paquistão. No ano passado, a Mectron também comprou o armamento, mas de modelo diferente, segundo afirma o jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

A negociação ainda está nos estágios iniciais, mas pode causar constrangimento para o governo do País, uma vez que a Índia protestou contra o negócio realizado no ano passado.

A Índia é rival histórica do Paquistão e parceira estratégica do Brasil, segundo afirma a publicação. O ministro da Defesa Nelson Jobim, defensor da compra realizada anteriormente, deve visitar a Índia para contatos militares em dezembro.

Os negócios militares no Brasil devem ter a provação do Itamaraty e do Ministério da Defesa. Na compra realizada pela Mectron no ano passado, o governo do Brasil foi avalista do negócio oferecendo um seguro de 25 milhões euros concedidos pelo Banco do Brasil.

O negócio começou a ser discutido entre a empresa e o governo paquistanês há três meses, quando representantes da Mectron visitaram o Paquistão.


uhuu relações pak-e-brasil estão crescendo!

Primeiramente nos vendemos, veja aqui:http://carolpaquistao.blogspot.com/2008/12/opaaa-compramos-misseis.html (na época estava no pak então por isso coloquei compramos!)

Jornal Hoje mostra Paquistão toda semana!

Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

vi no blog da EVE

maravilhoso o videoooooooooooo
Vão falar do Paquistão a semana toda! Estou super chocada, maravilhada com a globo, simplesmente AMEI!
Assistam e mudem sua visão sobre o pak!!!
Amei o jeito o que eles dizem sobre o pak, porque tem que se visitar lá, estou super maravilhada, sem comentários!





Terça-feira, 10/11/2009

O repórter Marcos Uchôa conta os bastidores da viagem pelo país asiático. Apesar da violência dos ataques terroristas, o lugar é fascinante pelas tradições e pelo cuidado com a estética.

Diários do Paquistão: Islamabad - parte 1

Assim como Brasília, a capital do Paquistão possui apenas algumas centenas de milhares de habitantes, mas é cercada de cidades mais pobres e populosas no entorno, que lhe fornecem mão-de-obra

Por Leonardo Sakamoto

Islamabad - Uma cidade planejada, de avenidas largas e prédios públicos monumentais, foi contruída no interior do país, substituindo a antiga capital que ficava à beira-mar. O objetivo era promover a integração do país, facilitando o acesso ao poder central. Brasília? Não. Islamabad.

A construção da nova capital teve início em 1961 e, cinco anos depois, começou a funcionar o primeiro edifício governamental na cidade. Assim como Brasília, ela possui apenas algumas centenas de milhares de habitantes, mas é cercada de cidades mais pobres e populosas no entorno, que lhe fornecem mão-de-obra.

Em ambas, as contradições sociais estão escondidas dos olhos dos visitantes: enquanto não muito longe do Palácio do Planalto, temos um bairro pobre nascido de uma ocupação irregular, em Islamabad há uma favela com esgoto a céu aberto escondida em um descampado nos fundos do parlamento nacional. Islamabad, assim como Brasília, também é uma ilha de irrealidade social, com uma elite mergulhada em sua própria corrupção e no incesto do público e do privado. Mas isso é história para depois.



As crianças, brincando na frente de uma favela, não fogem das fotos como os adultos.)

Islamabad é mais cosmopolita do que as demais cidades paquistanesas, dizem seu moradores. Por isso a força de tradições religiosas, apesar de existirem, é mais amena que no interior do país. Mas a cidade também é, por assim dizer, muito chata, com a falta de alternativas culturais e de lazer, com exceção de alguns parques. Mas sair para dar uma corridinha não contribui muito para a saúde, pois a poluição é um problema. Sou paulistano e já me acostumei com o ar melequento da minha cidade. Mas o mal-estar aqui é agravado pela umidade e o calor dessa época do ano, que tornam o caldo bem indigesto.

Como comentei em outro post, no último dia 10 de julho, o governo paquistanês invadiu a Mesquita Vermelha para debelar um princípio de insurreição de grupos islâmicos radicais, deixando um rastro de mais de 100 mortos. Um leitor me mandou um e-mail dizendo que isso o fez lembrar do massacre da Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, e a ação estúpida do governo paulista, que fez 111 vítimas em 1992. É, caro leitor, a estupidez não obedece credos ou fronteiras, é universal.

Por aqui o assunto virou tabu. Não se fala no tema e desconfia-se de quem toca no assunto.

O administrador de empresas Ali diz que a razão disso é que o governo possui muitos agentes secretos e informantes que podem causar problemas caso você faça um comentário mais enfático a respeito do massacre ou dos grupos radicais que estão em conflito com o governo (ele mesmo ficou preocupado sobre o motivo da minha pergunta.)

Nosso taxista, Assef, é um sujeito extremamente simpático. Apesar de não entender muito o que a gente fala, sempre sorri. Mas quando a Mesquita Vermelha foi trazida para dentro da conversa, fechou a cara, ficou claramente contrariado e não disse mais nada.

Passamos em frente ao local do massacre hoje, mas não conseguimos entrar, nem tirar fotos. O prédio foi pintado e limpo e na praça em frente, há um grande efetivo de militares, incluindo um veículo semelhante ao "caveirão" carioca, que recepciona os visitantes na porta de entrada.

A mesquita é bem pequena e apagada, a bem da verdade. Fica perto do Enclave Diplomático - uma verdadeira cidade cercada e protegida que concentra escritórios, residências, escolas e demais facilidades para os funcionários das embaixadas - e não muito distante da sede do governo federal, do tribunal islâmico e da suprema corte. Em Brasília, por exemplo, as embaixadas ficam em um setor da cidade, mas sua porta da frente é acessível por qualquer um. Ou seja, dá para realizar manifestações em frente delas - a embaixada norte-americana que o diga...

A Mesquita Vermelha desaparece se comparada com a gigantesca Mesquita Rei Faissal, a maior do Paquistão, localizada também em Islamabad. O mármore do chão do complexo escaldado pelo sol (visitantes devem deixar os calçados na entrada) comporta de 75 a 300 mil pessoas (de acordo com a fonte de informação). Lá, conheci pessoas mais simpáticas do que no restante da cidade - achei Islamabad uma cidade fria tanto no trato com as pessoas de fora, quanto nos moradores entre si. Pode ser que a simpatia seja causada pela impressão de que eu era muçulmano. Devo confessar que comprei um livro do alcorão. Se eu tinha cara de terrorista antes, quero ver o comportamento da imigração inglesa agora.



Os quatro minaretes da mesquita, com 88 metros de altura cada, são alvo de uma teoria esquisita de alguns moradores da cidade que dizem que a CIA acha que as quatro torres são mísseis balísticos escondidos. Dá para ter uma idéia do tipo de relacionamento saudável que os Estados Unidos desenvolveram com este país.

Mas que parecem mísseis, isso parecem.

Os Estados Unidos provocam múltiplas reações e aparentemente não há um consenso sobre o aliado. Em uma das inúmeras lojas de tapetes da cidade, um vendedor diz que o modelo com bandeirinhas norte-americanas tem saída. "Tem gente que gosta."

Enquanto isso, o presidente Pervez Musharraf afirma que o governo decidiu entrar na "guerra ao terror" devido a interesses do próprio Paquistão, retrucando implicitamente quem diz que o país obedece aos EUA (ele só não falou que a fatura entregue aos EUA não foi baixa...)

Ao mesmo tempo, garantiu que vai concorrer a um novo mandato. Mas a Constituição o obriga a renunciar ao seu generalato se quiser tentar se reeleger, o que ele não quer fazer de jeito nenhum. Ou seja, as coisa vão esquentar, principalmente na já estremecida relação com a suprema corte, que teve o seu presidente destituído recentemente pelo próprio Musharraf - e depois restituído pelos colegas juízes.

Roupa demais, roupa de menos

Achei um pouco abusado as palavras e as fotos, porém a idea do autor é chocar.

Leia na integra: http://noticias.uol.com.br/monkeynews/ultnot/2009/11/09/ult2529u539.jhtm



Buemba! Simão dá dicas de roupa para frequentar a Unitaleban!
a universidade vai lá e expulsa a loira. Não é Uniban é Taleban! E esses universitários são universotários. Alguns alunos foram no programa da Lucianta Gimenez e um deles disse que estavam "defamando" a universidade. E outro disse: "eles querem 'degrenir' a faculdade".

Hoje teve umas manifestações sobre o caso, mas a melhor delas é a "pela descriminalização das gostosas". Rararará!

E com quem roupa pode ir nessa universidade? Temos algumas sugestões:
(fotos acima)
em respeito a ignorância do autor, nem sempre burca quer dizer talibã, mas era pra rimar com a piada dele, sei lá)

Monday, 9 November 2009

Diários do Paquistão: cara de terrorista

Diários do Paquistão: cara de terrorista
Não fui o primeiro nem serei o último a ser rejeitado pelos súditos da rainha. Mas, com certeza, tem um quê de paranóia pós-11 de setembro nessa recusa.

Por Leonardo Sakamoto

Islamabad - Gostaria de fazer um pequeno flash back para contar algo pitoresco. No caminho para cá, fui impedido de entrar na Inglaterra.

"Por que e para que o senhor está indo para o Paquistão?; Que interesse teria um brasileiro no Paquistão?; O que o senhor foi fazer em Frankfurt no ano passado? Trocar experiências sobre o combate ao trabalho escravo? Sei...; O senhor tem alguma prova disso que está me dizendo?"

No final, optaram, educamente, pela minha não-saída da área de embarque do aeroporto de Heatrow.

A sacanagem não está no tempo, foram apenas algumas horas até a conexão, mas a intenção. Não fui o primeiro nem serei o último a ser rejeitado pelos súditos da rainha. Mas, com certeza, tem um quê de paranóia pós-11 de setembro nessa recusa.

OK, a favor deles está o fato que um sujeito com cara de indonésio e passaporte brasileiro indo para o Paquistão para discutir trabalho escravo soa mais como desculpa esfarrapada para alguma coisa ilegal. O que talvez seja reforçado pelo fato de meu companheiro de viagem, o francês Xavier Plassat, ter passado direto pela imigração paquistanesa, enquanto eu tive que esperar... e responder perguntas.

(pior é ainda na volta, quando fazem todos abrirem as malas, perguntei se num tinha raio x... ele disse sim, mas pra frente.. aff)

continua nos próximos capítulos

Diários do Paquistão: mulheres

Diários do Paquistão: mulheres
A Justiça daqui julga uma ação contra um homem que jogou ácido no rosto de uma mulher na rua porque ele estava descoberto, o que contraria as intepretações islâmicas radicais

Por Leonardo Sakamoto
Comentários: Carolina Padovezi (em itálico)


Islamabad - No Paquistão, as mulheres têm poucos direitos. Logo no aeroporto de Islamabad, na verificação de passaportes, além de filas para estrangeiros, diplomatas e naturais do país, há outra para crianças e MULHERES desacompanhadas. Ou seja, mulheres que viajam sem os pais, maridos, irmãos ou outro responsável por elas.
(ai depende do ponto de vista de cada um, acho ótimo ter uma fila VIP, porém elas precisam de autorização para sair e entrar no país)
*

Há um julgamento em curso na Justiça daqui contra um homem que jogou ácido no rosto de uma mulher na rua porque ele estava descoberto, o que contraria as intepretações islâmicas radicais. A defesa do réu tem a seu favor o discurso da tradição.
(tenho minhas dúvidas que isso tenha ocorrido no pak)
*

Sob o sol forte e a grande umidade daqui, aquele modelo de burca preta e grossa fede à distância. Imagine, então, para as mulheres que estão dentro. Mas em Islamabad e em grandes cidades, elas são mais raras e há mais mulheres andando com rostos à mostra, com um xale na cabeça ou nos ombros.
(maioria das pak somente usam dupatta para cobrir os ombros, e os cabelos quando no chamado de oração, burcas e afim somente próximo a fronteiras)
*

Normalmente, as regras sociais são semelhantes a outros países onde a tradição islâmica tem mais força que as leis seculares: não aperte a mão de uma paquistanesa sem pedir permissão ao seu responsável. Beijar no rosto então, pode dar em morte se o deslize acontecer em partes do interior do país.
(nunca beije um homem tão pouco, um salam já estã bom, nas mulheres 2 a 3 beijinhos no rosto, no caso de nós mulheres)
*

De acordo com um relatório lançado nesta quinta pela Sociedade de Obstetras e Ginecologistas do Paquistão, três mulheres morrem a cada hora no país vítimas de complicações associadas à gravidez.
(duvido que façam pré-natal ou visita regular ao ginecologista)
*

Segundo o relatório, o governo tem recebido doações e empréstimos de organismos internacionais para melhorar a saúde das paquistanesas, mas falha na aplicação correta desses recursos. Médicos dizem que há dinheiro para comprar BMWs para os ministros, mas não para investimento em hospitais.
(ricos são muito ricos, já os pobres são miseráveis!)
*

O câncer de mama é uma das grandes causas de mortes de mulheres no Paquistão. A elite, que tem dinheiro, consegue tratamento para doença, uma vez que os hospitais públicos garantem atendimento apenas para 20% da população. Aos pobres, resta pedir a Alá.
(isso é quando é descoberto antes, em um video que eu vi na cnn mostrava o oriente médio, e um médio disse a uma paciente com câncer de mama que quando ela se casasse isso passaria!??? aff ainda existe muita ignorância!)

Rania Rainha da Jordânia



Se tem alguém do mundo Árabe que eu sou fã, é da lindíssima Rainha Rania!
Site oficial: http://www.queenrania.jo/
Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/QueenRania

(Joinha? aff)




Queen Rania has played a significant role in reaching out to the global community to foster values of tolerance and acceptance, and increase cross-cultural dialogue.

Regionally and internationally, Queen Rania has campaigned for a greater understanding between cultures in high profile forums such as the Jeddah Economic Forum, the Kennedy School of Government at Harvard University, and the Skoll Foundation in the UK.

Mulher batalhadora, preocupada, mente aberta, tenho inúmeros elogios para fazer dela.
Admiro muito o seu trabalho, ela batalha para mudar o rumo de muitas mulheres na Jordânia e em todo mundo árabe; Mudar também o olhar dos outros povos à respeito dos assustos islâmicos e sobre a mulher.
Para quem admira, ou se interessou, esse mês saiu uma reportagem dela na revista Marie Claire, e ela aparece diversas vezes na CNN e tem o seu próprio canal de comunicação no youtube, e acreditem é ela mesma quem responde, tive o prazer de conversar com ela, é um musttttt.


God save the queen =)



Ela veio a Brasil ano passado, clique aqui
Estiveram presentes no palácio do Itamaraty o rei Abdullah II Ibn Al-Hussein e sua esposa, rainha Rania Al-Hussein, ontem (23). O rei veio assinar diversos acordos com o presidente Lula, dentre os quais um acordo de cooperação econômica e comercial, um acordo sobre turismo, além de acordos nas área de cultura, ciência e tecnologia e educação.

Sunday, 8 November 2009

Feriado- 09/11 Allama Muhammad Iqbal

Poeta sonhador que almejava um estado Paquistânes; dia 9 de novembro se celebra o seu nascimento e é feriado nacional.

Allama Iqbal [1877-1938]
Allama Iqbal, great poet-philosopher and active political leader, was born at Sialkot, Punjab, in 1877. He descended from a family of Kashmiri Brahmins, who had embraced Islam about 300 years earlier.
Iqbal received his early education in the traditional maktab. Later he joined the Sialkot Mission School, from where he passed his matriculation examination. In 1897, he obtained his Bachelor of Arts Degree from Government College, Lahore. Two years later, he secured his Masters Degree and was appointed in the Oriental College, Lahore, as a lecturer of history, philosophy and English. He later proceeded to Europe for higher studies. Having obtained a degree at Cambridge, he secured his doctorate at Munich and finally qualified as a barrister.

He returned to India in 1908. Besides teaching and practicing law, Iqbal continued to write poetry. He resigned from government service in 1911 and took up the task of propagating individual thinking among the Muslims through his poetry.


Source: http://www.storyofpakistan.com/person.asp?perid=P007