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Wednesday, 2 September 2009

Ahhh o encontro e etc

ah gente fala sério, esse povo vai viajar no feriado, e todos estão me pedindo para adiar, e como ninguém confirmou 100% vou adiar até eu estar bem..

eu explico:
super confusão com a faculdade, mandei o dinheiro, documentos tudo... mas eles querem os originais,.. ha ha só rindo que eu mando meus originais pelo super correio do pak haahuhauhahauhauah
nem precisa dizer o quanto eu estou arrasada e quantas vezes nesse calor de matar do pak (mais de 45 graus), de jejum, ele foi na faculdade, em outro escritório, em outro órgão, bla bla cada um diz uma coisa, uns dizem que não precisa, outros que sim, ahhhhhhh baita enrolação!!! Mais de um mês nessa lenga lenga.. hehehehe
Só por Deus... eita país (tem acento?) desorganizadooooooooooooooo

=(
sabe quando tudo tem dado errado? Ontem quando ele me contou sobre isso (depois de dois dias quase sem nos falarmos por causa da falta de luz constante nessa M$^**@ de paísssss) eu fiquei arrasada, desnorteada.. completamente sem saber o que fazer!

Thursday, 20 August 2009

Diário de Viagem- Semana 1

Muito interessante são 4 semanas de diário de viagem, divirtam-se!

Primeira Parte
Terça-feira (30 de outubro de 2007)
Amritsar – Lahore (61 km)

Já sabia que hoje que o meu último de dia de Índia e eu não tinha como negar a felicidade que isso me trazia. Ao mesmo tempo também não podia esconder a certa apreensão que eu tinha dentro de mim por estar entrando no Paquistão, uma terra que carrega tantas histórias e lendas em seu lado de fora. Se todas elas fossem verdade eu já estaria morto antes mesmo de chegar em minha primeira cidade no país, mas precisava saber o que era verdade neste mundo feito de mentiras.

E estava disposto a pagar caro por isso. Pedalei então em direção à fronteira Índia/ Paquistão.

Despedi-me do Templo Dourado e do povo sikh. Depedi-me das hordas de turístas. Despedi-me dos hippies buscadores da felicidade. E finalmente subi na bicicleta. Antes de deixar a cidade, no entanto, eu me perdi pela última vez na Índia e então encontrei o caminho. Pouco mais de uma hora depois eu já estava na fronteira, pronto para iniciar o processo de carimbos, formulários e horas de espera.

O organização do lado indiano não conseguia ser boa mesmo, assim como a educação dos funcionários. Depois de mais de uma hora de espera, eu consegui ganhar o cartão verde para cruzar a fronteira, mas antes fui trocar minhas rúpias indianas que não valiam nada no lado de lá. Depois da troca, tive ainda que assinar mais alguns papeis e enfim cruzei o portão.

Pensei que o lado paquistanês seria pior. Apenas pensei. Com toda a educação e um ótimo inglês os policiais paquistaneses me indiacaram aonde ir. Alí um sujeito me indicou o que fazer e onde deixar a bicicleta. Preenchi o formulário e depois de ter meu passaporte carimbado dentro do centro de imigração que poderia ser de qualquer país desenvolvido, tamanha organização e limpeza, fui passar pela revista de bagagem, mas os simpáticos policiais apenas perguntaram o que eu tinha e me deixaram passar sem abrir nenhuma de minhas malas.

Pronto, estava oficialmente no Paquistão e havia sido mais fácil do que eu imaginava. Pedalei poucos metros para dentro do país e já via uma cultura diferente, um idioma diferente, trajes diferentes e rostos diferentes. Era uma diferença enorme, que não chegavam ao outro lado devido à pesada fronteira que não deixa o caminho livre entre os 2 países.

A estrada continuava boa, assim como era na Índia, masuase não havia carros na pista e os poucos que haviam quase não buzinavam. Não eram excelentes motoristas, mas pelo menos não faziam questão de mostrar suas buzinas. Isso foi um alívio para mim. A poluição continuava pesada e fiz uma breve parada perto de um posto de gasolina ao lado da pista e percebi que diversas pessoas tinham armas, que não eram, mas sim metraladoras e escopetas.

Essa imagem, numa foto tendenciosa – como as que são colocadas nas revistas –, poderia indicar o início de uma guerra, mas a realidade é que até mesmo aquelas pessoas que levavam armas eram simpáticas e educadas. Era uma cena peculiar e, de certa forma, estranha também. De toda forma, não fiquei aí para ver como eles usavam suas armas e segui em frente, na direção de Lahore, a 2ª maior cidade do país.

Na medida em que eu me aproximava de Lahore o trânsito ficava cada vez mais caótico, mas mesmo assim, sem buzinas. Ao entrar na cidade, eu sabia que seria bom ligar para o número de telefone que haviam me dado, mas para isso seria bom conseguir um telefone. Como eu já previa aqui não há telefones públicos e a melhor saída seria comprar um novo chip telefônico para mim e já ter um número paquistanês também.

Estava perdido na cidade e não tinha a menor idéia de que direção eu tinha que tomar, assim resolvi apenas procurar uma loja de celular. Em meio à confusão das ruas foi um pouco difícil me deslocar de um lugar para o outro, mas num tempo menor do que eu previa eu já tinha meu número de celular do Paquistão, por uma quantia equivalente a 6 Reais. Com o telefone funcionando eu resolvi ligar para o número que eu tinha e – sem me surpreender – descobri que o número estava desligado.

Era hora de mudar os planos. Seria bom eu ir para algum hotel da cidade. Segui então para um hotel que é uma instituição na cidade e creio que mais de 90% dos turistas estrangeiros ficam nele quando em Lahore. Vi o nome da rua e fui perguntando pelo caminho. Ao contrário da Índia, as pessoas aqui me informavam com todo o carinho e pareciam realmente preocupadas comigo. Fiquei feliz com isso, mesmo quando eu não entendi nada da informação que eles estavam me dando em urdu (idioma local).

Em pouco tempo e depois de poucas ruas eu cheguei ao local, que à primeira vista, não parecia nada agradável. Localizado numa rua pequena e suja, com apenas uma pequena porta que dizia o nome do hotel: Regale Internet Inn. Depois da porta havia um jogo de escadas que já levava para o 2º andar do prédio. Assim deixei a bicicleta no lado de fora e subi para conferir o lugar.

Os quartos estavam cheios e só havia algumas camas no dormitório. Isso não era um probelma para mim, o mais difícil mesmo foi levar a bicicleta e os alforjes para cima. Depois foi tudo tranqüilo. Conheci o dono do local, Malik, e fui aos poucos conhecendo todos os hóspedes e até mesmo os moradores do local, gente que parece que chegou para ficar. Quando arrumava minhas coisas no quarto para 6 pessoas conheci um casal canadense que estava por alí e depois 3 viajantes da Islândia, o que é realmente difícil de ver, já que este país tem apenas 300.000 habitantes.

Com os islandeses eu saí para comer. Eles eram muito simpáticos e naquele momento já estavam há mais de uma mês no Paquistão, onde ficaram em Karachi, inclusive durante o incidente da bomba. Eles não estavam apenas viajando, mas sim a procura de um outro lugar para viver, já que a Islândia parecia não agradá-los. Tudo indicava que eles não sairiam mais do Paquistão e agora eles estavam apenas escolhendo um lugar para montar uma casa.

Depois de tanto tempo de Índia, o Paqusitão parecia um milagre em meu caminho. Limpo (comparando com a Índia), sem buzinas, com pessoas educadas e até mesmo carne de vaca, era tudo o que eu queria. Podia até mesmo comer sem me preocupar tanto como na Índia, onde não me lembro de ter comido algum prato sem uma cabelo, mosquito ou algo que eu não consegui identificar. Parecia que meu caminho estava mudando e para melhor.

Quarta-feira (31 de outubro de 2007)
Lahore


Lahore pedia alguns dias para ser conhecida. Aparentemente não havia muita coisa para ser vista nesta cidade de 12 milhões de habitantes, mas fazia tempo que eu não me sentia tão bem como na hospedagem onde eu estava. No pequeno hotel onde eu estava já conhecia quase todos e me sentia em casa, o que eu poderia fazer era aproveitar um pouco dessa boa sensação que eu não conseguia sentir na Índia.

Hoje eu tirei o dia para ver alguns locais da cidade, o que eu queria fazer logo pela manhã, mas no começo do dia de hoje eu descobri que o comércio aqui abre apenas por volta das 10 horas da noite, o que fez que eu demorasse para encontrar um mercado aberto para comprar meu café da manhã. Somente depois disso é que eu saí, com rumo à cidade velha, aonde está localizado o Forte de Lahore.

Ao chegar no local tive uma surpresa, ele estava fechado. Não fazia sentido, ele não fechava para almoço, tampouco para siesta, mas os policiais não estavam deixando ninguém entrar. Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que algum político americano estava alí dentro e enquanto ele estivesse alí, ninguém poderia entrar. Como não tinha escolha, fui para o parque da cidade, logo à frente do forte, para esperar o tempo passar.

Alí vi muita gente e muitas dessas pessoas vinha conversar comigo. Nessas conversas eu fui descobrindo que o paquistanês, ao contrário do que a mídia diz, é um sujieto muito bom. Eles acreditam que a Índia é uma país bom e não tem nada contra os Estados Unidos, o que me chamou muito a atenção. Já os indianos nunca falam nada de bom do Paquistão e os americanos vêem o país como o novo celeiro de terroristas do mundo. Era interessante descobrir um pouco mais do Paquistão.

As conversas foram interessantes e me senti bem com os paqusitaneses, com quem fiquei conversando até os portões do Forte se abrirem somente após as 3 da tarde, quando os americanos resolveram deixar o local. O forte é um resquício da dinastia Mughal, a mesma que dominou a Índia durante séculos e levantou as construções mais famosas do país, entre elas o Taj Mahal. A idade precisa do forte não é sabida, mas o que se sabe é que sua forma atual foi dada pelo imperador Akbar, o qual transformou Lahore em sua capital em 1566.

Seguindo as mesmas linhas das construções muçulmanas encontradas no norte indiano, o Forte de Lahore, conta com diversas divisões, palácios e templos, incluindo até mesmo uma caminho para elefantes, o que era comum naquela época. Igualmente grandioso e mais elaborado que o forte está a Mesquita Badshasi (Badshasi Mosque), que foi finalizada em 1647 por Aurangzeb (filho de Shah Jahan), tornando-se uma das maiores mesquitas do mundo.

Estar alí durante o pôr-do-sol apenas deixou o lugar ainda mais especial. Vi o dia acabar diante daquela imponente mesquista e somente então voltei para a minha hospedagem, encontrando ainda mais gente que havia chegado hoje, especialmente para aproveitar a quinta-feira de Lahore, que trás uma agenda recheada de eventos Sufi – o misticismo muçulmano.

Depois de conversar com tanta gente comecei a perceber que eu não poderia simplesmente deixar o país sem conhecer a região norte do Paquistão, uma região conhecida pelas suas montanhas (as mais altas do mundo), pela hospitalidade das pessoas e por ter o maior números de geleiras (glaciares) do mundo, depois da Antártida. Pedalar seria praticamente impossível, levando em consideração o meu tempo no país, mas um ônibus poderia resolver isso. De qualquer forma, ainda tinha a quinta-feira em Lahore para decidir.

Quinta-feira (1º de novembro de 2007)
Lahore


Pela manhã eu saí com algumas missões a cumprir, entre elas encontrar o correio, uma bicicletaria, comprar uma roupa tradicional, chamada shalwar-kamiz (algo como “calça e camisa”), a qual todos os homens usam e assim eu poderia passar despercebido em algumas regiões do país, com os trajes tradicionais e minha barba de alguns meses.

Encontrar o correio foi fácil, as bicicletarias também, até mesmo as lojas de roupas não foi assim tão difícil, porém não consegui fazer nada. Algumas das coisas que eu queria enviar para o Brasil era proibido aqui no Paquistão, como um simples DVD, eu precisava pegar minha bicicleta e levá-la para a bicicletaria e as roupas que eu encontrei não eram bem aquelas que iriam me fazer passar despercebido, pois tinham tantos detalhes, que eu chamaria mais a atenção usando elas que não usando nada.

Quando eu voltei para a hospedagem já era depois do meio-dia e as pessoas já se preparavam para ir até uma mesquita da cidade para conferir uma série de apresentações de música devocional muçulmana, chamada de qawwali (desse gênero musical o maior expoente é, sem dúvida, Nusrat Fateh Ali Khan, que morreu há uma década mas deixou uma grande obra que ainda pode ser apreciada).

Depois de rodar pela cidade, com mais de 20 turistas, cheguei à mesquita da cidade, onde via de regra havia apenas homens, todos sentados, olhando apenas e, algumas vezes, 1 ou 2 dançado ao som da música que o grupo tocava. Os cantores eram muito bons e a aprensatação que deixava cada banda tocar apenas 1 música durou por mais de 1 hora. Depois das apresentações que eram retribuidas não com palmas, mas sim com uma banho de dinheiro (recolhido durante a performance) sobre os músicos, seguimos para uma sala do local, onde nos serviriam o almoço, que comemos com as mãos.

Após todo o processo, voltamos para a hospedagem, mas no meio do caminho os grupos se separaram e acabaram cada um seguindo um caminho diferente. Quando eu cheguei na hospedagem, fiquei boa parte do tempo conversando com algumas pessoas e buscando organizar algumas atividades que eu tinha que fazer, porém quando eu vi já estava com fome, saindo para comer mais uma vez e depois já me preparando para ir conferir uma outra apresentação de música qawwali, porém desta vez, num estilo mais ritualístico.

Todos nós subimos novamente nos pequenos rickshaws e seguimos até um ponto distante da cidade, numa mesquista diferente que mais parecia uma casa. Porém, mas diferente que a mesquita era o que estava acontecendo dentro dela. Uma multidão se concentrava dentro do local para ver 2 sujeitos tocarem tambores num ritmo frenético, que conduzia as pessoas para um estado de transe. Como se não bastanssem os tambores, todos alí na platéia fumavam hashish quase que sem parar, num ato que faz parte da religião deles.

Mesmo aqueles que não fumavam já estavam entrando em transe também com a repetição da música e a dança de alguns poucos, que me lembrava algo como um terrero de umbanda no Brasil. A atmosfera do local foi apenas quebrada quando um sujeito chegou alí para tocar seu saxofone. Nada contra saxofones, porém naquele momento onde apenas os tambores falavam, algo ao estilo de Kenny G. não parecia se encaixar muito bem no repertório.

O sujeito sofreu com seu saxofone, já que o som de seu instrumento era incompatível com o som dos tambores. Eles foi persistente, mas num determinado momento teve que desistir. A partir daquele instante os tambores passaram a tocar mais alto e os cigarros carregados de hashish voltaram a se tornar apenas fumaça. Entretanto, eu já estava cansado daquilo e resolvi ir embora de volta para a hospedagem e encerrar este dia carregado de misticismo muçulmano.

Sexta-feira (2 de novembro de 2007)
Lahore


Meus planos era de hoje já deixar a cidade, mas no decorrer do dia persebi que isso não seria possível, pelo menos não hoje. Após o café da manhã muita gente foi embora, já que muitos ficam na cidade apenas para conferir as noites de música e rituais antes de seguirem seus rumos. A hospedagem que não tinha mais espaço nos útimos dias e obrigava as pessoas a dormirem no terraço do prédio, agora estava quase vazia.

Despedi-me de todos e voltei para minhas missões de dias atrás. Agora segui para o correio do país e não perdi muito tempo alí. Depois fui até um bicicletaria e alinhei minha roda traseira, que havia se tornado oval após a Índia e, em conseqüencia disso, os raios estavam sempre quebrando. Arrumei a bicicleta também. A única coisa que ainda me faltava, mas que a essa altura eu já havia desistido era um traje paquistanês.

Decidi então almoçar antes de voltar para a hospedagem e durante o meu almoço eu conheci um juíz do tribunal de justiça de Lahore. Fomos conincidentemente colocados na mesma mesa do restaurante e acabamos conversando bastante, antes de encerrarmos nossa refeição e cada um seguir o seu rumo.

Pela tarde na hospedagem, busquei atualizar meus diários e fotos antes de deixar a cidade, o que eu faria amanhã mesmo de qualquer forma. Segui até a noite escrevendo e buscando algumas informações sobre o país e coisas do gênero, até que fui interrompido pela chegada de alguns músicos que iriam tocar (qawwali) no terraço do prédio. Segui então para o terraço e assisti à aprensatação dos músicos, que fizeram tudo de forma gratuita. Ao final do show eu voltei para o computador, mas acabei dormindo na frente da tela, tão cansado que eu estava.

Sábado (3 de novembro de 2007)
Lahore – Islamabad – caminho às montanhas do norte


Eu acordei cedo e logo comecei a separar o que eu levaria em minha curta viagem e o que eu deixaria em Lahore, quase tudo. Sabia que se eu ficasse em Lahore, cercado de tanta gente interessante, eu não conseguiria trabalhar e seria melhor eu sair dalí o quanto antes. E meu destino eu já havia decido, o norte do país.

Eu que me sentia em casa na hospedagem onde eu estava, passei a reparar um ponto interessante: o quanto o Paquistão é diferente da Índia. Mesmo estando tão perto há inúmeras diferenças, inclusive em relação aos seus turístas. Aqui ninguém vem em busca de mestre, atrás de resposta ou como marinheiro de primeira viagem, aqui só vem quem sabe viajar e, especialmente, aqueles que não acreditam em tudo o que a imprensa diz, porque os que acreditam tem medo até mesmo de pensar no nome deste país.

Todos os estrangeiros que eu conheci aqui tinham uma história incrível. Diversos viajando de bicicleta, de moto, de paraglider, ou mesmo vindo de países como Afeganistão e Iraque. Não havia como negar que as histórias que eram contadas nesta hospedagem eram as melhores que eu já havia ouvido. Além disso havia uma grande troca de informações entre os viajantes que quase sempre seguiam em direções opostas.

Mesmo atraído pelo ambiente eu deixei a hospedagem hoje, por volta do meio dia, com apenas uma mochila, uma bolsa e minha câmera. Segui para a periferia da cidade, até um terminal de ônibus, da onde eu tomaria um coletivo para Islamabad, a capital do país. Isso foi fácil, um rickshaw me levou até o terminal onde os ônibus saia para a capital do país a cada 20 minutos. O ônibus era muito melhor do que eu poderia esperar: ar condicionado, assentos espaçosos e tudo muito organizado.

Numa estrada perfeita o veículo percorreu quase 300 quilômetros em apenas 4 horas e meia. Parecia que algo estava errado, tudo estava muito perfeito. Quando eu cheguei em Islamabad, com a ajuda de um senhor que eu conhecera no ônibus eu tomei um táxi para a cidade vizinha, Rawapindi, aonde estava o terminal da NATCO (Northern Areas Transport Company), de onde partiam os ônibus para as regiões nórdicas do país.

Eu estava pensando em dormir uma noite em Islamabad, mas resolvi já reguir de uma vez para o norte do país e assim ganhar um dia de viagem. Ao chegar na estação de ônibus já era noite e eu não tinha almoçado e nem mesmo jantado e pelo visto iria seguir assim mesmo. Comprei então a minha passagem de ônibus, cuja saída estava marcada para as 8 da noite, para uma viagem nada fácil que prometia durar de 15 até 18 horas.

Seriam mais de 24 horas dentro de um ônibus e eu já sabia que não seria fácil, mas eu não tinha escolha caso quisesse mesmo chegar ao norte do país. Comprei um pacote de bolacha, uma garrafa de água e subi no ônibus para a longa jornada. A viagem começou bem, e eu não demorei muito para pegar no sono. O problema era que o meu assento quase não se reclinava, não havia muito espaço para as minhas pernas, espacialmente pelo fato de eu ter que levar minhas malas comigo, além do fato do sujeito de meu lado também gostar que de se esparramar.

No meio da noite eu já não aguentava mais ficar alí e numa das paradas do ônibus eu resolvi procurar algum assento vazio para tentar dormir. Sorte ou não, eu encontrei a última fileira de assentos vazia, o que deixaria eu dormir na horizontal alí. A desvantagem era que justamente no final do ônibus era onde o veículo mais trepidava e oscilava. De qualquer forma deitei nos assentos sujos e até me cobri com meu lençol, para ter mais conforto.

Dormir bem alí era uma missão quase impossível. O ônibus pulava tanto que eu constantemente voava dos assentos e algumas vezes até caia fora dele. Fora isso pela estrada havia uma espécie de controle policial rigoroso que me fazia descer do ônibus a todo o momento com meu passaporte para preencher um livro com minhas informações. Mesmo assim a viagem seguiu.

Domingo (4 de novembro de 2007)
À caminho das montanhas do norte – Gilgit


O dia nasceu e eu sabia que eu ainda tinha muito chão pela frente, pois não haviam se passado nem 12 horas ainda. Bastava paciência. Eu não tinha mais sono, mas me sentia cansado. Eu não queria dormir mais, mas não tinha o que fazer e no final das contas sempre acabava dormindo mais uma vez.

O ônibus parou mais uma vez para o café da manhã e naquele momento eu já sentia um pouco da região, incluindo a paisagem montanhosa e frio que fazia. Comi um ovo frito e um chapati, mais uma xícara de chá com leite e depois o ônibus seguiu em frente. Somente por volta das 13 horas, 17 horas depois da partida eu chegava em Gilgit, a maior cidade da região norte do Paquistão. A maior, mas mesmo assim apenas com cerca de 25 mil habitantes.

No momento que eu pisei na cidade meu pai me telefonou, senti que ele estava aflito, mais que o normal. Descobri então o porque: o Paquistão havia declado estado de emergência. Isso nunca é bom, mas eu ainda não sabia o quanto ruim isso era neste caso. De toda a forma, eu estava numa parte do país onde nada chegava, nem mesmo os conflitos políticos. Sabia que poderia ficar por aqui até a poeira baixar também, isto é, se houvesse mesmo poeira para baixar.

Busquei conversar com algumas pessoas sobre a situação política do país e todas já sabiam, mas não estavam se importando, pois sabiam que era apenas mais um jogo político de Musharraf, que é muito bem aceito pela população em geral, especialmente a população rural. O estado de emergência, apesar de deixar o país virtualmente “sem leis” não afetava o dia-a-dia das pessoas, muito menos dos turistas, que, por um ponto de vista, estariam ainda mais protegidos sob a asa deste Estado militar ainda mais fortalecido.

Alguns turistas, os que nem deveriam estar aqui, já estavam arrumando as malas para sair do país, como se todos fossem morrer. Estavam seguindo para a Índia em busca de segurança. Certo ou errados, na minha visão é mais fácil morrer de diarréia na Índia que por algum conflito aqui no Paquistão. De qualquer forma, eles estavam tomando as decisões deles. (huaauahauhaa)

Caminhei um pouco pela cidade e depois de alguns minutos eu decobri que não havia nada para ser visto na cidade, mas também descobri que as pessoas eram muito simpáticas e hospitaleiras nesta região do país, onde as pessoas tem outra fisionomia, mais parecida com a do centro asiático – Tajiquistão, Kazaquistão e outros “quistãos”. Descobri que na cidade eu poderia fazer uma trilha até perto de uma das mais altas e perigosas montanhas do mundo – Nanga Parbat, com seus 8.125 metros – ou assitir à uma emocionante partida de pólo, jogo comum na região.

A trilha seria interessante, mas iria me tomar muito tempo, assim resolvi amanhã mesmo sair da cidade, seguindo mais ao norte até um famoso vale da região, o Hunza Valley. Mas isso já parte da semana que vem.

Para ver fotos de mais paisagens clique aqui:
http://www.nohorizons.net/Countries/Pakistan/Files/Karimabad%20(2).htm

Monday, 13 April 2009

Por que Ele não vem?

Visto! Visa! Carol Responde novamente
Por que Ele não vem?

Olá, antes de prosseguir com os temas (aliáis tenho muitos...) gostaria de falar sobre o Visto para vir ao Brasil. Tenho recebido muitos e-mails, e acho que vou virar consultora de passagens aérea ou visto hehehehehe, adémas adorooo tudo isso!

Tia Carol, tem bom humor para algumas coisas, como isso, já para outras não! hauahuahuha

Quando eu comecei a pensar em ir ao Pak, contei com a ajuda (super ayuda) de uma Libanesa que vocês conhecem muy bien! Ela me deu várias dicas, sites, me explicou tudo desse mundão, e então como forma de agradecimento, vou repetir tudo o que já disse aqui no Blog, afinal pra mim não há problemas em ajudar vocês, porque também um dia já fui perdida hauhauahahuahaha


Bom, em primeiro lugar, ninguém gosta de ouvir a verdade cruel, mas eu sou sincera, senta que lá vem a história:



Olá Carol! td bem? Desejo que vc esteja bem. Entrei no seu blogue pra dar uma olhada nas curiosidades e fiquei encantada. Parabéns! Recentemente conheci um rapaz do Paquistão, (nos conhecemos num site islamico) ele tem 40 anos e eu 37 e a gente pretende se casar..Inshallah! Ele é divorciado, tem uma filhinha de 5 anos, que mora com os pais dele. Eu tenho 2 filhos, sou solteira (vc sabe, aki no brasil, podemos ter filhos sem casamento no papel)...Ambos somos muçulmanos, graças a Deus.. (eu sou revertida há um ano, mesmo antes de conhecê-lo)Ele pretende vir aki no Brasil para a gente se casar na Mesquita, legalizarmos a papelada por aki e então irmos juntos para o Paquistão como marido e mulher. Bem, fazemos planos para junho/2009 inshallah!Gostaria de saber, se, para ele vir para o Brasil para "visitar" - sim, pq ele não pretende morar aki nem eu quero isso.. queremos viver lá, até pq ele já tem o trabalho dele lá e aki no Brasil é complicado pra nós nativos, filhos da terra arrumármos emprego, que dirá um estrangeiro. Enfim, o que eu gostaria de saber é, se ele vai precisar de uma carta-convite para tirar o visto para o Brasil? Ou se ele pode simplesmente se dirigir a Embaixada do Brasil no Paquistão ou Consulado do Brasil no Paquistão pra tirar o Visto? Vc saberia me responder à estas perguntas, uma vez que vc já tem a experiencia de viagens para o Paquistão...Querida, desde já agradeço a sua colaboração. Desejo que vc seja muito feliz com seu amor, e que vcs possam estar juntos em breve. Amém.Deixo bjos carinhosos e desejo de muita paz!


Bom olha o tópico sobre isso:


Agora ja pra eles... tirar o visto eh muita lenga lenga...Alem de um processo longo, cheio de detalhes da conta bancaria, ainda eh necessaria a entrevista com o vice- consul... que digamos que seja nada simpatizado com os Paquistaneses, e odeia o fato deles quererem ir ao Brasil,... ou sejaaaa, o cara eh um pe no saco e ninguem sabe o que ele esta fazendo ainda trabalhando na embaixada... mas linguas dizem que ele esta piradex das ideias e ja passou da hora de se aposentar.. Melhor coisa, se vc quiser que se Pak va ao Brasil, tera que se casar com ele primeiro, se esta no Brasil tera que faze-lo por procuracao. Detalhe, mesmo casados, ele tera que passar por todas as etapas do visto, mas por lei lhe eh garantido o visto, o jeito eh manter a calma pra num socar o entrevistador, que fara perguntas absudas e possivel que o insulte.. infelizmente. Na mente desse ser, o que pode ser verdade, muitos paquistaneses querem tirar proveito de nos brasileiras, e acha que no Brasil esta faltando penis por isso ha tantas brasileiras seguindo o turismo de guerra ( Ci hehehehe), essas foram as proprias palavas dele a mim por telefone.. sem comentarios
Toda a informação necessária sobre vistos para cidadãos paquistaneses está na página da Embaixada do Brasil no Portal Consular brasileiro:
http://www.abe.mre.gov.br/mundo/asia/republica-islamica-do-paquistao/islamabade/servicos/for-non-brazilian-citizens/no link "For Pakistani citizens". Nos sublinks dos requisitos estão as normas para emissão de cartas-convite e de compromisso.

FEDERATIVE REPUBLIC OF BRAZIL
EMBASSY OF BRAZIL IN ISLAMABAD
REQUIREMENTS FOR TOURIST VISAS
1. Documents to be presented:
• visa application form, dated and signed by applicant;• passport-size photo (pasted onto form, not stapled);

• copy of passport on A4-size paper (please do not cut down to size);

• copy of NIC is not required ;

• Police Character Certificate (maximum 30 days old ), duly verified by the office of the Ministry of Foreign Affairs in the city/region;

• letter from current employer in Pakistan or elsewhere, containing applicant’s designation and salary;

• copy(ies) of international credit card(s);

• confirmed round-trip reservations (once visa is approved applicant will have to show actual round-trip ticket).

• confirmation of hotel booking (if there is no letter of invitation);

• letter of invitation from Brazil (not mandatory)*;(*) Letter of invitation(commitment) must be:
1. signed by a Brazilian citizen before Notary Public;

2. made to contain commitment to provide lodging and maintenance during applicant’s stay in Brazil;

3. duly notarized;

4. made to contain commitment to verify, to the best of one’s ability, that applicant leaves Brazil at expiration of visa;

5. sent directly to Embassy of Brazil in Islamabad (the original).

2. InterviewAll applicants will be interviewed by the Embassy of Brazil in Islamabad as a first step in the application process, except those applying abroad at any of the Brazilian Consular Network outlets.

3. Fees•US$25.00 (twenty-five US dollars) for non-refundable processing fee to be paid on presentation of application, in US cash;

•US$20 (visa fee) once visa is approved. The Embassy of Brazil reminds and warns all applicants that in accordance with Brazilian legislation it is illegal to stay in Brazil beyond the validity of any andwhile in the country. The Immigration authorities of the Federative Republic of Brazil therefore reserve themselves the right to act regarding a all visas, irrespective of their limits in number of days, as well as to change visa categories ny applicant who decides to remain past visa limits and succeeds in shifting it to that of a permanent resident: their permanent residence visas may be cancelled at any given moment and without prior notice; the offender will then be placed in the custody of the Immigration Authorities and made to leave the countryimmediately as well as permanently.

4. Sending and receiving passports to and from IslamabadAll visas are issued at the Embassy of Brazil in Islamabad. All passports are sent from the Honorary Consulates (Karachi, Lahore, Peshawar) to the Embassy of Brazil by courier, paid by applicant. The Embassy of Brazil bears no responsibility whatsoever in case of the misplacement of passport while on its way to the Embassy. Any loss incurring during transportation to / from Islamabad is the sole responsibility of the courier company commissioned to deliver and/or retrieve passport.All visa applications are submitted to the Brazilian Immigration authorities for approval and are analyzed in said authorities’ own time frame. Cases cannot be rushed. The Embassy of Brazil does not disclose visa information on the telephone:once approval is granted, applicant will be contacted directly and requested to present passport plus US$20 (cost of visa). Processing takes 48 hours. Stamped passports are ready for collection thereafter


Casamento por procuracao

Na minha opniao, pode ser uma furada se vc num conhece o moco.. faca somente em ultima opcao. Tambem acho muito trabalhoso, caro e chato... eh um casamento sem graca..Sem dizer que o correio Brasil- Paquistao num esta funcinando...terao que mandar os documentos por DHL, e custa uns 200 reais.. aff mas toda papelada de documentos traduzidos...so em caso de desespero mesmo...
Se vc tiver alguma dúvida entre em contato com:

Carlos Eduardo de Campos Armando Vice-Cônsul, Chefe do Setor ConsularVice Consul, Head of Consular & Visa Section Embaixada do Brasil - Embassy of Brazil 50 Ataturk Avenue - G-6/3 Islamabad, Pakistan tels: (9251) 227-9690 / 9691 fax:(9251) 282-3034 email: brasemb_pk_cons@yahoo.com Embassy of Pakistan, BrasíliaTel +55 61 3364 1632 / 1634Fax +55 61 3248 0246parepbrasilia@yahoo.com


Mas não aconselho vc a contar os detalhes da ida dele, ate pq acho q qq contato pode atrapalhar o visto dele. Sinceramente, visto para eles eh mto dificil. se prepare!Como vcs dois são muçulmanos, eu ouvi uma vez, que existe o casamento por procuração a distancia hehehe, ambos vao as mesquistas e se casam, mas num sei como funciona pq num sou muçulmana. hehehe Muito boa sorte pra vc tb! td de bom, mto amor e lutaobrigada pelo carinho



Carolina,

Meu nome é ** e eu estava olhando o seu blog e me identifiquei. Estou apaixonada por um paquistanes e ele esta para vir ao Brasil , eu também tenho 21 anos e ja que voce esteve no paquistão numa ardua viagem de horas e horas ...kkkkkkk, me diz valeu a pena?

Como esta sendo todo esse romance de voces. **é simplesmente lindo, maravilhoso e a cada dia me apaixono mais e mais e voce me deu uma luz, porque todo o site que procuro algo legal do Paquistão é um decepção e nada encontro a não ser tristeza, quero saber de voce como é.Ele quer casar e a paixão que sinto acho que até faria essa loucura, ja nos falamos a 1 ano e esse ano ele pretende vir ao Brasil e acredite, pedir minha mão aos meus pais.

Carol, nao sei se posso chamar vc assim, mais me de uma luz, sinceramente quero ter esperança de viver esse amor, ou se realmente nao tem como viver no Paquistão , acabar com tudo isso e nem fazer vir até ao Brasil. Me desculpe despencar um monte de coisas assim do nada, mais sei lá , achei que somos parecidas, idade, a paixão por uma paquistanes, a loucura de sair do Brasil e enfrentar hrs dentro de avião e aeroporto, mais eu gostaria muito de fazer exatamente o que voce fez, encarar uma aventura dessas. Carol, agora uma coisa voce tem razao, eu acho que em qualquer lugar do mundo, nao podemos dizer que´somos brasileiras e falar o básico do ingles , parece que chama atençao sobre qualquer outro aspecto, falar em Brasil, a unica coisa que eles querem saber é de futebol e ninguem faz mais nada no Brasil além de jogar futebol.Voce é de onde? Eu sou de Florianopolis - SC , faço faculdade de moda , trabalho em atelier de alta costura desenho vestidos de noiva e festas, atualmente estou morando em **, gostaria mto e manter contato com voce, pelo menos para tirar as minhas duvidas. Um Abração


Que bacana vc amar um pak tb, xo ver por onde eu começo..Sou de São Paulo e tenho uma grande amiga que mora ai pertinho de vc e tb tem um blog sobre o pak, chama-se goriji, veja nos meus favoritos

Minha viagem valeu mto a pena, apesar de cansar, faria isso sempre hauahauhaua

Eles são mto encatandores isso eh apaixonante mesmo =D Não sei quantos anos ele tem, mas acho q vc pode passar pelo mesmo que eu passo, ter q esperar ele terminar os estudos, até o mba, ter um trabalho fixo para a familia deixar agnt casar ( FAREI UM TÓPICO SOBRE ISSO)...E quanto a ele vir ao Brasil, vou sem bem sincera com vc, se ele eh novo, sem trabalho, e quer vira a turismo, a chance ele conseguir o visto eh mtoooooooo baixa, fiz um tópico sobre isso, procura nas TAGs = VISTO, então acho bacana vcs combirem outra coisa, europa, dubai, ou vc ir até o pak, que tal?
Olha quanto a viver no pak, isso dependerá de onde, da condição financeira de vcs, pq existe lugares maravilhosos, chiques, luxuosos, tops, gente rica..uiiiii auhauauah vou fazer um post sobre as casas de lá, vc vai ficar de boca aberta. ehhehee
Abraçoss


oi bom dia Carol!!

eu estava fazendo uma pesquisa pela net e encontrei seu blog e gostei muito, pois estou me relacionando com um paquistanês e estamos muito envolvidos ele é lindo e é muito romântico e sinto muita vontade estar com ele e eu gostaria de tirar umas duvidas com você, se você poder me ajudar, eu agradeço muito. ele quer vir ao Brasil para me ver e me pediu para ver como ele faz em relação a visto e tudo que é necessário valores a ser gastos e todas as dificuldades?se for possível me ajude!!! É muito difícil um paquistanês entrar no Brasil? ele esta estudando na Malásia mais ele é paquistanês estou aguardando sua respostaAgradeço-te amiga

beijus


Td bem aqui,que bom que vc está gostando =) welcome
Já te adianto que eh bem complicado, sempre respondo isso e ninguém gosta de ouvir... (pra vc ter noção, casados com brasileiras játiveram o visto negado) ele tem trabalho? precisa comprar renda. da uma olhadinha aqui
http://carolpaquistao.blogspot.com/search/label/visto


O preco indo pela europa eh mais caro, cerca de 5.500 reias; ja pela emirates sai por cerca de 4.300 reais. Fiz uma pesquisa ontem, e vi que de doha ate islamabad ida e volta saia por 800 reais, e de doha ate sampa saia 3000, ida e volta tb, foi o preço mais enconta que encontrei, se vc pesquisar direito ate o pak sai mais de 5500,00 facadas

Caso ele consiga vir, pode ir de PIA até a Europa, e de lá de TAM, sae mais barato, mas num tenho noçao total de preço, deve ser uns 4000 reais, (144,000 rupees) ou então vocês se encontrarem em Dubai, mais fácil para os dois hehehehe

Poxa que legal Malásia! Mas dae num faço idéia, pq conheço uma moça que tem um noivo pak que mora na irlanda e mesmo assim negaram o visto dele uns 3 vezes :S

mto complicado! Espero ter te ajudado abraços



Por que Ele não vem?

Não sei porque, mas todos pensam que o visto para o Brasil é moleza, é sim para Norte Americanos, Europeus, masssss para alguns asiáticos, latinos, africanos... é quase pior do que tentar ir para os EUA... acreditem. Por que? Porque sim, hauhuaha os EUA controla aqui de certa forma, e pensam que vão ao Brasil e depois migrar para os EUA, você já tentou ir pro México? Um saco também... oh mania de grandeza...


Bom, quando eu conheci meu amore, lindo por sinal, primeira idéia vou dele vir ao Brasil, conhecer a família, perdir minha mão, essas coisas fofas de praste. Porém, eu amo pesquisar, conheci pessoas bacanas, entrei para uma comunidade do orkut e me informei do negócio,....

Vi que era melhor eu ir lá, como você perguntou Annah, como eu fiz para ir lá, e como diz a Sheila do blog em Formol, é só guardar um pouquinho que dá sim, pra viajar, aprendi isso com a Libanesa também, às vezes agente gasta com besteiras, roupas que não precisamos, baladas, então comecei a guardar o dinheiro do lanche da facu e comer coisas que levava de casa, ou seja, guardei e emagreci; depois eu consegui um trabalho de freelancer em uma loja, trabalhava só de fim de semana e feriados; contei também com a ajuda de meus pais. Fui guardando tudo na poupança e no cofrinho, todos os trocos =) e faço assim até hoje.


Você traria o seu extrangeiro (ótimo) para viver aqui?

No que ele trabalharia? Sendo professor de Inglês? Bom, já vi vários fazendo isso, muitas das estórias não deram certo, porque homem sem trabalhar faz com que a relação fique meio xoxa.. e problemas financeiros acabam SIM com uma relação, é fato! Vamos ser conscientes! Seja realista, sem falar português as chances são quase nulas... Não sou chata, nem quero acabar com seus sonhos, já passei por tudo isso há 3 anos atrás, só quero ajudar. Faça sempre o plano A, B, C... junte dinheiro sempre! Estude! É tudo o que eu posso alertar vocês.

Monday, 5 January 2009

Correio

Um pequeno post para esclarer sobre o que passa na situacao dos Correios.
Bom, ano passado, no final de junho comprei cartoes bem fofos e escrevi uma carta bonita para colocar no correio para ele receber proximo ao dia dos namorados no Brasil. Fui toda contente e feliz aos correios na hora do meu intervalo do trabalho e bemmmmmmmmmmmmm os correios me informaram que num era possivel enviar cartas para o Paquistao. Voce pode checar essa informacao no site dos correios.
Bom, eu fiquei triste, mas desencanei na epoca porque planejava vir para o pak em outubro mesmo.
Minhas amigas que estao no brasil disseram que queriam me mandar cartoes de natal, eu disse que infelizmente num era possivel por causa dos correios... somente por DHL ou outros servicos de entrega.
Eu num sabia se ainda procedia o problema, nem o porque dos correios terem cortado relacoes pak-brasil, pelo menos foi que eu ouvi; me informaram que os correios disseram que num envia mais coisas para o pak pq o pais esta em guerra... vai entender, o que agnt pode fazer e mandar algum email reclamando ou tentar entrar em contato com eles. Pq eu mesmo precisava de algunss documentos do brasil e deixei pra la, pq num estou afim de pagar 200 reais por duas folhas de papel(pela DHL).
Alguem de outro estado, sem ser sao paulo, conseguiu enviar algo?

Antes o tempo de chegada das minhas cartas (normal internacional) demoravam cerca de 25 dias.A primeira vez que eu mandei algo pra ele demorou quase 3 meses para chegar, ai eu aprendi que tem que colocar o nome do pai dele tambem como remetente.. vai entender...(o pai dele eh falecido)
Parece que um KG por sedex eram cerca de 80 reais.
Se alguem tiver alguma informacao, por favor nos conte.

Minha mae disse que os correios pararam de funcionar por minha culpa hauahauhahau ela disse que eu mandava coisa demais e eles acharam estranho. Minha ultima carta foi com fotos, 1 nota de um dolar que eu tinha ganhado, um terco banhado a ouro, cartas e cartao.
Ele somente recebeu as cartas, fotos e cartoes.. roubaram o resto.. fiquei PUTA, entaum ja sabe cuidado com o que vc manda, eu sei que num se pode mandar objetos por carta normal, mas eu sempre dei um jeitinho, alias, foi assim que eu e ele trocamos alianca =) foi fofo

Saturday, 22 November 2008

Indo ao Correio


Hoje, fomos aos "Correios" para mandar um presentinho para uma amiga minha de Portugal....
Bom, ao chegar pergutamos quanto custava para enviar as coisas para o tal destino, ate ai tudo bem, entaum vamos mandar,...entaum o senhor nos da uma caixa de envio. -Que caixa? Num tenho. Vai num bazar e compra..!
- Como assim?????? Aqui num eh um lugar de enviar coisas?????? Tinha que ser pais de terceiro mundo mesmo.....
eu fico indignada
Ai fomos atras da tal caixa que cabesse tudo... nada nos bazares,... nada nas lojas...
Esse povo num tem pelo menos uma caixa para presentes?/?
Ai ele me diz:- ja sei compra um sapato e agente usa a caixa...
(eu mereco ouvir isso...)
- Num preciso de sapatos, obrigada.
-hummmmmmm ja sei, vamos la naquela loja buscar o cabo da internet e agente pede uma caixinha pra eles. ok then
Acabamos que achamos uma caixa simpatica pra enviar... oras

Voltamos aos Correios umas 2 horas depois ( tb paramos pra comer uma pizzinha as 4pm).

Ai eles dizem hummm vc tem q empacotar a caixa.....
(fiquei me perguntando que diabos eh isso? e eles num selam com fitas e tal????)
o tal do empacotamento era la fora, 2 senhores sentandos nuns panos rodeados de um material que eu num sei o q era...
pegaram a caixa mediram e disseram 4o rupias o pacote, ok then
ele pegou um tecido branco, linha, agulha e comecou o tal do pacote.. e eu so olhando aquilo insana
(so podia ser no paquistao...)
ele custurou o pacote, ficando ate que simpatico, passou fogo do lado e selou com cera vermelha...(estranho)
eis ai o lugar..
Pensei comigo aonde escrevo o destinatario? ai ele me da uma canetinha e diz escreve ae
Okey dokey
entrei nos correios sentei e comecei a escrever...... TOSCO
ainda mais uns formularios que vc tem q declarar o que esta mandando e escrever o endereco umas 3 vezes.. cansei e sujei a mao ( to fresca hj)
bom pelo menos ao final ele colou uma etiquetinha com codigo de barras e me deu um recibo =) wow
ficarei mesmo feliz se chegarem as coisas... vai saber ne, afinal... aqui eh o paquistao.......

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