Monday, 16 April 2012
Aqui se faz aqui se paga- VISTO EM DUBAI
aqui se paga tudo de volta hauahhahaua tendeu?
então explico
as pessoas pensam que Dubai eh uma maravilha que se ganha bem, SIM e não
os salarios sao geralmente bons, mas o aluguel é caro, comida é cara, roupa é barata, coisas compensam e outras nem tanto,... mas esse não é o tópico
VISTO EM DUBAI
ESSE TÓPICO é para ajudar aqueles que querem o visto para Dubai
então foi assim, ele pegou vários visto de VISITANTE, que podia ficar 3 meses (sem poder sair do pais) e ter que ficar 30 dias fora depois para poder reaplicar, o custo do visto era 1300 dirhans, mais 1100 dirhans de deposito (990 reembolsavéis)
pois então finalmente resolveram aceitar o meu salário para que ele pegasse o visto de residência!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! foi com muito custo, muitas idas e vindas, muitos carimbos, indo a diferntes lugares, e repito aqui em Dubai funciona no metodo: fui ou não com a sua cara.. então até achar alguém que fosse com a minha demorou hahaahhahhaha
valores:
900 dirhans por dois formulários um de aplicação do visto de residente, ou para mudança de status de VISITANTE para RESIDENTE, sem ter que sair do país,;;;
obs: mtoooo imporante saber que se pessoa esta de visto de TURISTA é diferente do visto de VISITANTE e o processo é outro, a taxa é outra e a pessoa precisa sair do país para trocar o status do visto...
depois dos 900 dos formulários, foram mais 5000 dirhans de deposito, e 500 de taxas de não sei do que
depois de aprovado, foram 300 para os MEdicals no hospital do governo, que incluem exame de sangue (aids, hepatite etc) , raio x do pulmão (turbeculose) e formularios, fotos, etc
depois dos medicals prontos levamos tudo para a imigração novamente e mais formularios, que variam de preço de acordo com a necessidade de urgência... mais 600 dirhans
mais 200 de etiquetas para o banco, taxa disso taxa daquilo e taxa de digitação...
visto pronto e colado no passaporte
mas somente nos deram 1 ano de visto e PROIBIDO TRABALHAR....
ainda essa
bom, quando ele conseguir um emprego terá que trocar de visto novamente
é essa a historinha do visto, boa sorte para quem estiver na luta também
minha dica é não desita, corra atrás, vá em diferentes postos da imigração, com gente diferente, horários diferentes, seja lá o que te empede, no meu caso era o salário abaixo de 10,000 pq pago a faculdade e vem deduzido direito do holerite
outros requerimentos são: faculdade, certidão de casamento, contrato de alguel já carimbado pelas autoridades certas, etc
tudo com seus carimbos certos, são muitos... embaixada, foreign office, real state algo...
na luta!
Wednesday, 9 November 2011
Então ele teve que ir novamente...
ele teve que ir, o visto acabou como eu já tinha postado aqui antes
em Dubai os vistos são complicados, vistos de trabalho se vc conseguir dependendo do lugar (se num for Free Zone) se o contrato for cancelado pelo empregado tem 6 meses de punição do pais... se for demitido tem ao redor de uma semana para sair do pais. Qualquer visto de turista (tanto brasileiros quanto paquistaneses) 1 ou 3 meses não se pode voltar ao pais dentro de um periodo de um mes fora.
nem tenho palavras para descrever quanto eu estou arrasada....
ainda mais quando se mora sozinha, nos montamos tudo juntos, os moveis, as coisas deles estão aqui... quando eu chego de um voo ele num está aqui para me receber
doi demais..
mesmo casados esse pais aqui num ajuda muito, especialmente quando eh uma mulher pedidndo o visto do marido, é necessario os seguintes documentos:
- bacharel (sim tem que ter faculdade)
- minimo de 10,000 de salario (aed)
- contrato de aluguel
- carta da empresa
foi o minimo que eles me pediram ate agora, e sempre acrescentando algo e colocando defeito em tudo ja fui la varias vezes para tentar o visto permanente para ele...
espero que dê certo
se num ojeito vai ser fazer o visto de 3 meses novamente e esperar para ele conseguir um emprego BOM que faça o visto de residente para ele
bom, a vida num é facil, especialmente quando se vive em um pais que não é o seu, cheio de regras que não sao as suas e que vao sempre contra voce.. desculpa, mas especialmente nesse pais machista e muçulmano parece não ajudar muitos as mulheres.. tah ae meu desabafo!
e o jeito é continuar lutando
Saturday, 5 February 2011
Tentando encontrar o meu
não tinha recebido nenhum comentário no meu email, mas quando abri o blog hoje haviam 9 sem moderação, desculpem a demora
foi triste sair de São Paulo, me encotrei com toda a familia reunida no casamento do meu irmão, e foi muito complicado ver as pessoas envelhecerem e você não estar por perto.
Esse negocio de você oferecer frango ou bife para o passageiro já me cansou... acho que o problema não é o emprego, em sim a empresa por ter os piores passageiros do mundo, os indianos, árabes e chineses....
Antes de vir para cá eu não era preconceituosa com nenhuma cultura, mas agora infelizmente sou, assim em geral, porque sempre agente encontra alguém que salve, um indiano menos feiozinho que é simpático
geralmente chinês é muito engraçado, mas é burro... cheira mal solta pum e tem muito chulé. pronto falei hauhuaahaha
árabe é grosso, burro e sem educação, é um povinho que ficou rico e num investiu no saber, só sabem mandar e não conhecem as palavrinhas mágicas, por favor, obrigada, de nada, etc tratam agente feito um lixo
o que me irrita dubai é a cultura do povo, me irrita demais a tentativa de tirar vantagem de tudo, aquilo que eu já falei sobre as filas e taxis,.. então quando eu pensava em volta e que teria um monte de indianos e chineses no vôo ao meu lado me dava vontade de chorar hehehehhe
trouxe um monte de comida do Brasil, mas todos os produtos necessários. Li no Blog da Eve (Berlin) que ela achou o seu lugar, e fico feliz por isso, sei também que ainda não achei o meu, quando em São Paulo sinto medo de sair na rua, usar qualquer coisa de valor, me estresso no trânsito etc... e já aqui em Dubai eu me adaptei, agora minha flatemate é Argentina que melhorou muito a minha vida, mas acho que só vou gostar daqui quando meu amor ficar perto e agente ter nosso canto, mas chamar aqui de pátria? Nunca.
Até porquê ninguém faz questão que você se sinta em casa...
Espero achar meu canto em breve e parar de ser homesick constante
Não que eu sinta falta de coisas materias, até porque o poder de compra aqui é grande, mas da comida saudável e com gosto, e também voar cansa muito, minha casa vive uma bagunça e eu quase nunca tenho tempo para nada.... e quando num me organizo bem me estresso ahuahuauahuahuahuhuahauh
continua a busca =)
Thursday, 23 September 2010
O que há para se fazer em Dubai?
Wednesday, 11 August 2010
Não sou daqui!
mas hoje mais que nunca eu sinto que não sou daqui!
Eu tinha lido a noticia de uma menina que tinha sido estuprada em Abu dhabi mas nem sabia que ela era brasileira e o cara paquistânes... vi hoje no blog da Eve, veja aqui... as leis aqui são uma merda se você é estrangeiro, tipo não funciona e pronto, se você é árabe daqui sua vida não terá problemas, mas já tinha alertado agente de se que algo acontecesse (estupro, molestamento,etc) que era meio para pensar duas vezes antes de denunciar.. cuma???? pois é ou o jogo iria voltar contra você... como deve ter sido o caso dessa menina.. podem alegar que ela estava vestindo algo provocante, ou ter conversado com o cara.. vai saber.. aqui é assim infelizmente.
Hoje eu já estava me sentindo péssima por ser ramadan e tals, tava com medo de sair na rua e fazer alguma cagada sem querer e acabar indo para a cadeia, vai saber.. vou meio destraída
mas ai tomei coragem e fui ao mercado e vi várias propagandas nos restaurantes sobre a quebra do jejum e comemorar o iftar com a família e aquilo foi me deixando mais depre... gosto daqui mas sei que não pertenço e parece que o governo não faz muita questão que você se sinta local ou em casa...
tipo outras coisas se juntam, do tipo quando é jejum na religião dele eu lembro, jejuo, rezo, comento... e tal mas na minha ele nem sabe qual data, o porquê e como jejuar, isso me deixa super triste e imagino como seria se fossemos casados e fosse ramadan, como seria junto com a família dele.
a desculpa dele foi que ele não tem nenhum amigo cristão e que ele nunca morou em um país cristão...etc mas eu também não, não tenho nenhum amigo muçulmano e só agora moro em um país assim.
fico super feliz no ramadan pelos muçulmanos e tal, mas sinto super mal... talvez seja porque não fiz nenhuma amizade boa por essas bandas, é dificil ter ser melhor amigo e amor via net e passar várias horas online acaba dificultando as saidas para conhecer gente bacana...
Primeiro Ramadan em um país muçulmano
Pois é hoje começou o Ramadan aqui em Dubai... a coisa aqui é mais complicada que em outros países....
leia aqui http://gulfnews.com/news/gulf/uae/crime/eating-drinking-and-smoking-in-daylight-are-punishable-offences-1.666651
é assim, você está em um país muçulmano é obvio que você tem que respeitar as leis do lugar, se vestir de maneira modesta e respeitável, até ae tudo bem.. mas eu acho que quando é ao contrário os muçulmanos não se adaptam em sua maioria, falando de vestimenta, quando se mudam para outros países.. mas isso é outro assunto..
Então, se você comer, beber, fumar, mascar chiclete etc durante o horário de jejum você vai para a cadeia... pois é.. pode soar ridiculo:- mãe fui presa... porque bebe água na rua..
mas é necessário respeitar o jejum e sacrifio dos outros, mas se eu jejuar ou não vou respeitar a religião dos outros, porém acho meio severo a penalidade, deveria ser uma multa não? dinheiro para caridade.
Outra coisa, assim como acontece no Natal ou Páscoa e outros países, são as propagandas que não tem nada a ver com o espírito do Ramadan, nas revistas: compre esse carro e aproveite o ramadan :s aff
Lembrando que o ramadan é para jejum, amor, caridade e etc
se você não sabe o que é e ramadan clique aqui
Bom ramadan para todos Ramadan Kareem
O jejum que agrada ao Senhor, "não consiste, porventura, em repartir teu alimento com o faminto, em dar abrigo aos infelizes sem asilo, em vestir os maltrapilhos? Então sim, tua luz irromperia como aurora, e tuas feridas não tardariam a cicatrizar-se" (Is 58, 7-8). Então, a "luz" da boa consciência resplandecerá diante de Deus e dos homens, e "a ferida" do pecado será curada pelo verdadeiro amor para com Deus e os irmãos.
"Quando jejuares, perfuma tua cabeça e lava teu rosto; assim não parecerá aos homens que jejuas... e teu Pai, que vê o que se passa em segredo, recompensar-te-á" (Mt 6, 17-18).
When you fast, do not look somber as the hypocrites do, for they disfigure their faces to show men they are fasting. I tell you the truth, they have received their reward in full. 17But when you fast, put oil on your head and wash your face, 18so that it will not be obvious to men that you are fasting, but only to your Father, who is unseen; and your Father, who sees what is done in secret, will reward you.
Tuesday, 13 July 2010
48 °C não me encomodam
então chegamos ao calorão.. é isso? esperava mais hauahahuahaa
Tuesday, 6 July 2010
Fila? Escada rolante? que isso?
Sujo mesmo! Nojeto! Banheiro inentráveis!
Eles são super pedintes, mandões e mal educados! É sim um super choque cultural! ( tá certo de vez em quando uns 2% são legalzinhos e bonitinhos, mas é algo ultra raro).
Quando eles veem que você é branquinha e do Ocidente então... te tratam feito lixo, especialmente na hora de recolher a bandeija, como se você fosse a emprega deles, se vê nos olhos deles o prazer de terem uma branquinha os servindo... aff
O que mais não gosto (odeio) é aquele pescocinho teek teek mexendo... assim:
- o senhor gostaria de beber alguma coisa?
- vater vater ( ou na maioria das vezes viski viski, or biir biir) errr \pq tem que falar td em dobro e fazendo teek teek com o pescoço??????????\
- vc quer gelo?
- infeliz mexe o pescoço...
errrrrrrrr isso é sim ou não?
repito: - quer gelo???
(mexe a p&*%$ de novo)
-yes or no sir???!!!!!!!!!!!
pqp custa responder.. olha o que tempo que leva,...
e essa mexidinha do pescoço não siginifica nada mesmo, é um grande tanto faz para eles, então é um tanto faz para mim também ahuahuahuahau se não responde eu não boto o gelo e se reclama e digo você não disse nada uÊ.... (tô aprendendo!)
Quando ao lado pessoal..
indo ao shopping ou qualquer outro lugar, reparo que esse povo daqui (os árabes, indianos e pakis) não tem noção do que SER FILA
são muito mal educados, vão entrando na sua frente, se acham no direito de fazer o que vem entender....
Antes eu era boazinha (trouxa), mas agora como vi que não é um ou outro, e sim todos, e logo vou e falo alto: BENHE A FILA É LÁ ATRÁS! aprende a esperar sua vez! eita povo impacienteeeeeeeeeeeeeee (para tudo mesmo, até quando fazemos o serviço eles não conseguem esperar agente terminar de servir o povo e vão logo nos dando as bandeija sujas enquanto agente ainda está entregando comida para os outros passajeiros.. aff, e ae quando servimos o café e chá e eles querem eu pergunto kd sua bandeija??? eles ficam com a cara no chão.. hahahaha bem feito! hehehehehhehehe (principalmente os libaneses)
Uma coisa engraçada que notei foi que os Indianos tem medo de escada rolante...
antes de entrar em uma, eles ficam uns segundos esperando para pisar... e isso eu reparei que é quase geral.. será que não tem escada rolante na Índia?????? e depois a mesma coisa para sair, então se você está atrás quase atola o pé! afffffffff
estou tentando ser paciente, prometo!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Thursday, 8 April 2010
Dubai- Uma ditadura disfarçada
A população Árabe local aqui é mínima, cerca de 10%, porém eles tem sobrerania total nos poderes e diretos.
Aqui se é controlado tudo, o que você vê na internet, muitos sites são bloqueados; o que você manda por sms, um casal de amantes foi preso, pois um deles era casado e mandava mensagem impróprias para uma outra; o que se assiste na tv, cenas dos filmes são cortadas.
Os locais pintam e bordam e fazem o que bem querem aqui, pois tudo é ao reino deles, eles tem o total direito, batem nos seus empregados em público, maltraram suas crianças, já vi umas gurias árabes roubando por baixo da abaya.. quem desconfiaria delas? não podem ser revistadas, e ninguém teria coragem de acusá-las né???? porque perderia o emprego na hora e seria deportado, isso se não passasse dias na prisão por ter acusado...
Visto de comparação entre os países Islamicos, Dubai é um dos mais mentes abertas ( na minha opinião só perde para a Tunísia). Nas ruas se ve as fotos das Altezas reais que governam o país, são de forma idolatradas suas figuras, nem me atrevo a pensar mal deles,... deram uma boa repaginada aqui, mas ainda falta muito para tornar esse lugar habitável!
Claro que para os paquistâneses, indianos, etc que estavam acostumados a viver em situação bem pior de submissão do governo e cultura aqui é o paraíso!!!!!!!! Para quem estava livre, é de se estranhar que não se possa abrir a boca para reclamar de alguém somente porque ele é cidadão local ( não inclui natos de pais de outras nacionalidades em terras dos Emirados Árabes, pois não possuem diretos).
Aos olhos dos Árabes, somos trabalhadores deles, meros empregados que não temos direito algum. Tanto que eles tomam os passaportes dos seus empregados para que não corram o risco de fugirem...
Uma coisa que me chocou foi o caso de uma Filipina que ficou grávida depois de se estuprada por seu patrão Árabe, e para não ser presa, eu disse presa! Por ter ficado grávida sem estar casada, ela se jogou do prédio...
Se você é estuprada, e ao te investifgar descobrem que você por exemplo, mora com seu namorado e não tem como provar que são casados, você perde totalmente os seus direitos e vai para a cadeia, de vítima você passa a ser culpada... foda!
Vejam o caso dessa comissária, que por sorte teve o bebê em outro país, caso contrário, ela e o namorado estariam presos agora:
Dubai air stewardess who gave birth to her baby in a hotel room had no idea she was even pregnant.
Liz Curry, who works for Emirates and was alone on a 24-hour layover in South Africa, had thought she was suffering from a stomach ulcer in the months leading up to the dramatic delivery.
Curry says she had no idea she was six months pregnant when she was struck by agonising cramps in her Johannesburg hotel.
“The cramps were horrendous and within a few minutes, there was a baby. It gets a bit hazy after that, I was in complete shock,” she told 7DAYS.
The unmarried stewardess has been forced to stay in South Africa while she tries to sort out all the red tape.
‘My ulcer turned out to be a baby’
As flight attendant Liz Curry writhed in agony in a hotel room in Johannesburg, she feared the worse - she would have to phone in sick ahead of her Emirates flight back to Dubai.
But before she could call a doctor, an excruciating pain ripped through her stomach and minutes later Alexandra ‘Ali’ Johanna was born weighing 1.03kg.
Curry, an Irish expat who has lived in Dubai for eight years, called the hotel’s reception and begged for an ambulance.
As she ran out of the room, a member of staff ran in and discovered the three-month premature baby girl was not breathing.
“I ran out into the corridor shouting ‘oh my god, there’s a baby, there’s a baby’ and the lady had run in,” she said.
“When I followed her (the lady) back in, she was on the phone to a paramedic who asked her to check if Ali was breathing and she wasn’t. That moment was terrifying.
But suddenly we heard a noise and it was Ali teaching herself to breathe for the first time.”
Ali, who was born on January 21, spent two months in an intensive care unit and has amazed doctors with her recovery in the face of her dramatic entrance to the world.
Curry says she had no idea she was pregnant, as she has a history of stomach ulcers and feelings of fatigue, nausea and an out-of-sync menstrual cycle are not uncommon for cabin crew.
“I’d been feeling under the weather for a while. I saw the doctor and explained how I felt and was given a blood and urine test.
That was in December. I never got the results. I asked for them but was told I should just take the ulcer medication, which is what I did. And then a month later, Ali was born.”
Ali’s father, an Australian expat, and Curry have been a couple for two years.
He had just returned to Australia and Curry now plans to emigrate there with Ali.
“I’m on unpaid leave with Emirates at the moment but I can’t come back to work in Dubai - not just because I’m a new mother but also because of the law. As I’m unmarried, if I’d had the baby in Dubai, I would have been arrested.
But now I have Ali, it is still a grey area whether I could be arrested if I ever set foot back in the country... I can’t take the risk.”
In the meantime, a dhs250,000 medical bill and a sea of red tape mean the pair will have to stay in South Africa for several more weeks
Dubai me agrada ao ser cosmopolitano, conhecer pessoas de países que eu nem sonhava que existiam ehehe, e também é bem mais seguro que São Paulo, aonde eu nem atendia o celular na rua, aqui saio tranquilamente vestida como eu quero, levando e usando o que bem intendo sem estar preocupada em ser assaltada, claro que não é como a Suiça.. aonde você poderia deixar sua bicicleta do lado de fora de casa sem corrente e três semanas depois ela estar intacta, aqui em Dubai a Kari me ensinou a não se arriscar tanto...
=)
Friday, 2 April 2010
Taxista Paquistânes filho da puta!!!!!!!!!!!
chegando lá umas 4 mil pessoas, super lotado, e somente uma igreja em Dubai! aff não tinha para aonde correr =( as portas da igreja fechadas ninguém entra e ninguém sai! aquele calorão fora ... e eu ficando chateada e preocupada porque não iria conseguir voltar para a casa depois..
Então sai e peguei um taxi facilmente, mas ...
ele começou a me encher de perguntas sobre mim, minha vida, e isso estava em encomodando muito.
até que chegamos perto de casa aonde eu desço pago, o total da corrida tinha sido 29,50 paguei com uma nota de 50 dhs, eo infeliz não queria me dar o troco!!!!!!!!!!!! FDP tirou me sério!
eu falei não não me dá meu troco!!!!!!!!!!!
ele me deu 10,00 dhs, eu disse não não não pode me dar td!!!!!!!!!!!!!!! ele dizia não vou te dar porque te peguei na igreja, estava cheia, você mora longe, você trabalha na Emirates, é rica
rica????
cuma?
pode me dar meu dinheiro
Eu liguei o mute, e fiquei repetindo meu dinheiro,meu dinheiro, meu dinheiro
até que ele fez uma cara feia e meu deu
azar o dele que tenho boa memória visual para números e decorei o número o da taxi.. e liguei para reclamar dele
mas sinceramente fiquei com medo dele me seguir ou me perseguir
ahhhhhhhhhh desculpas, mas certos paquistâneses e indianos estragam Dubai!
adoram tirar vantagem de todos! vou parar de ser boazinha....
de um e um dihan eu já perdi vários com esse povo que não gosta de dar troco! ahhhhhhhhhhhh
Mas nada mais importa! ESTOU INDO PARA PARIS HEHEHEHE
próximo post como foi o meu primeiro vôo =)
Saturday, 27 March 2010
Atlantis - Dubai
o lugar é lindão, mas se fosse para voltar eu pensaria umas 10 vezes no meu bolsinho hehehe
custa 200,00 dhs a entrada, cerca de 100,00 reais e é um parque aquático.. pronto =P
http://www.atlantisthepalm.com/


Friday, 19 March 2010
Monday, 8 March 2010
Souk Madinat Jumeirah, Taxista doido e Metro!
Hotel ao lado super cute e romantico também, preferia passar uma estadia lá do que no Burj Al Arab que é do lado..
Ahnnnnnnnnnnnn aprendi andar de Metro, e agora não me sinto mais turista! hauahahuahau ótimo, organizado, limpo..
Como fazer: verificar a estação mais próxima, porque ainda está em construção... comprar um cartão Silver por 20,00 dihrans sendo 14.00 seu crédito, e também pode ser usado no bus. Mais ou menos sai uns 4,00 por uso, então economizei muitooo!!! Mas eu tinha que pagar um mico né? Primeiro entrei na portinha errada, seria a da primeira classe (gold card) e fui logo sentando... a moça veio e perguntou, hei can i see ur card? eu mostrei o silver e nem me toquei.. fiquei lá tentando fazer uma chamada no celular.. ela disse nononono go there! ah tendi que eu tinha que passar o cartão em alguma lugar de novo (pq vc passa quando entra e quando sai da catraca, assim é feito o calculo de quanto fica sua passagem) mas ai perguntei para a moça ( que organizam os vagões) e ela me disse que não, eu somente estava na classe errada... ai ai
Mas a galera se confunde horrorres aqui, homens entram na cabine das senhoras, ai vem as mocinhas mandarem eles para a cabine mista hehe
e eu quase cai hauhauahuaha na hora que o trem foi sair eu me equilibrei na atendente e ela ficou de cara feia para mim haahahahahahah ai ai, ai a ju ficou contando umas estórias bizzaras dela e eu fiquei rindo feito bebada no trem.. aff que mico!
Quanto aos taxistas, é longo...
Primeiro que um dia peguei um taxi com um mocinho de Bangladesh, seja lá como se escreve tô com preguiça de googlar, mas eu sei aonde fica esse país tah, eh so preguiça!!! aiiiiiiiii tinha chovido muitooooo e estava tudo inundado, pq num temos bueiros... então ele começou o bate-papo por conta do transito..
BrazIIILiAnnnnnnnnnnnnNNN ohh Ronaldo.. Kaka.. etc aquele bbla blalba amo Pele.. whtever
ai ele começa a dizer que num gosta dos paquistaneses, e que gosta dos indianos, pq os paks guerreiraam e tem homens bombas... e eu disse mas vc são do mesmo país ( até 40 anos atrás), são muçulmanos, tem que ser irmãos.. e tal... ele dizia ah NONNONOO
então eu disse Oh u bad! ah tudo começou..
ele disse oh vc me chamou de malvado.. eu gosto disso, quão malvado vc acha que sou? 10%?
eu: sei lá.. pelo jeito uns 100%...
ele disse que gostou que disse isso na cara dele e não pelas costas ( cuma?)
depois ele disse se eu tinha visto a reportagem sobre ele no jornal, algo sobre o motorista louco de bangladesh.. eu disse que tinha comprado o jornal, mas que num tinha lido todo ( já há duas semanas e ainda num terminei..)
então ele abre o compartimento.. e pega algo prateado.. (aff) eu pensando que era uma arma.. mas era somente a máquina digital, ele querendo que eu visse fotos deles num festival..
motorista de taxi estranho número 2: hoje.
entrei no taxi, janelas abertas ( estranho pq geralmente é tudo fechado e ar condicionado ao máximo), ele estava ouvindo orações do Al Quran e abaixava a cabeça, fechava os olhos, colocava a mão na testa, ajeitava algo na barriga, coçava.. sei la´
ai caiu minha ficha.. Homem Bomba! não é preconceito!!!!!!! mas o cara tava de um jeito... que eu já estava cagando nas calças e me vendo morrer,.. juro.....
e ele continuava correndo muito com o taxi, e abaixando a cabeça, colocando a mão na testa como q preocupado... e eu rezando de cá para nada acontecer...
felizmente com os dois taxista nada aconteceu... o povo aqui diz mesmo para num pegar taxi sozinha e muito menos bus, mas fazer o q?
quem vem de sampa desconfia de todo mundooooooooooooooo!!
Saturday, 27 February 2010
Areia, chuva... comida
Então, estou aqui por motivo de trabalho, e estou fazendo um treinamento bem intenso, por isso desapareci..
Vamos as novidades:
Minha maquina de levar quebrou, tentei dar um jeitinho brasileiro, torcia com a mão e colocava lá fora para secar.. pois bem hoje teve uma super ventania de noite (tempestade de areia) e tudo caiu no chão, tudo ficou obvio sujo e cheioooooo areia... =( ufi tive que lavar mais duas vezes para sair
Depois da tempestade de areia o dia ficou todinho nublado, ótimooooooooo, coisa rara.. eu amo né? E agora de noite eu vejo uns trovãos.. penso: jura? nemmmmmmmmm
mais uns trovãos...
penso: será?????
e chuva para todos os lados
uhuuuu
correi para tirar o restante das roupas lá de fora! ESTOU LAVANDO PELA QUARTA VEZ huahuahahahuauaha só rindo mesmo
Por falar em areia, nunca abra suas janelas aqui, mesmo que você more no trigêsimo andar.. poruqe não sei como areia vai se ajuntar, o pó será constante, e ficará aos montinhos pretos mesmo que você varra a casa... hehehe juro!
Indo as comprinhas, amanhã dia 28 termina o Dubai Festival, estava tudo em promoção e os shoppings super mega lotados...
Frutas, legumes, etc são bem carinhos aqui.. inclui sucos também, cerc de 19 dhr (8 reais) um copo de 400ml
bom, é isso ae em breve volto com mais novidades!
Sunday, 14 February 2010
Primeiras Impressões de Dubai e fotos
Mesmo com o tempo apertado, consegui conhecer alguns lugares, e gostei muito da Palm Island! mto fofa!!!!!!!!!
Olha,.. é compicado o lance cultural, mas pak e indiano, se te falarem no problem madam, vc terá sim um problema.. ehhehehe eles não resolvem nada, estou esperando até agora eles arrumarem meu telefone.. ai aiaE outra coisa, o pak-marido de uma amiga brasileira veio aqui pegar uma coisa para outra amiga, e o porteiro (pak/ndiando?disse o endereço errado.. pura sacanagem, eeeeeee outra coisa que me irrita e o lance de 5 min.. porque eu estava esperando ele e ele dizia to perto, mais 5 min, isso eram 20 hrs.. depois mandou outro sms, mais 5 min to aqui do lado.. e assim foi ate as 22:30, quando eu disse que num podia mais esperar porque acordo todos os dias as 5 hrs, então tinha que comer, tomar banho e durmir..
Não sei porque eles num falam aonde estao, ou quanto tempo realmente vai se levar...
Os taxistas tambem sempre pak ou indianos, alguns bem chatos e querendo tirar vantagem de vc ser nova ou num na cidade. E como é dificil pegar um taxi.. aff ontem depois da missa, fiquei mais de 40 min de pé esperando, pior que eu não estava me sentido bem, e ninguém respeita fila ou sei lá, a galera somente te empurra e pega o taxi antes.. (só tem uma igreja Católica aqui, a St Mary, cheia de Filipinos, tipo 75% do povo, uns indianos.. e EU hauahauha, super lotada....)
Uma coisa chata que aconteceu foi que no dia do meu niver chamei a galera brasileira e fizemos pastelada, o povo tava roxo de saudade hehehe, massssssssss tivemos um incidente e botamos fogo no apê, nada sério, mas to mals, já bastava que não durmia bem as noites, acordava cedo, agora to dodoi, com febre, tosse, dor de estomago,... caiu minha imunidade..., e detalhe quando soou o alarme de incencio e o fogo foi controlado, desci correndo para avisar na segurança que estava tudo bem, eles estavam conversando, lendo jornal, rindo..e somente disseram, yes madam, no problem,.. aff (pak e indiano) isso é segurança? Podia ter sido sério...
Estamos no inverno, então está um tempo até que agradável, friozinho de manhã e noite, mas é muito seco! To com as mãos, boca, pés rachados e blah, vontade de beber água toda hora.
Então por enquanto é isso ae, quando mais novidades eu postarei.
obs: Eve, responderei o seu e-mail em breve, mas está td ok, relaxe, bjus!
Thursday, 11 February 2010
Dubailandiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Quem escolheu a opção Emirados Árabes acertou! hehehe
Um carnaval em Dubai...
Deira City Center!
Saturday, 22 August 2009
Escravidão moderna ainda domina no Golfo Pérsico
No Golfo Pérsico a situação de centenas de milhares de trabalhadores estrangeiros está atrelada ao empregador. Bahrein e Kuwait concederam-lhes agora mais direitos. A "escravidão moderna" chegou ao fim?

Ilhas das Palmeiras em Dubai, torres reluzentes em Qatar, plataformas de extração de petróleo em Abu Dhabi: tudo isso não seria possível sem as centenas de milhares estrangeiros que lá trabalham.
As economias das monarquias do petróleo no Golfo Pérsico se baseiam no trabalho de imigrantes. Seu visto de trabalho está acoplado ao emprego: quem quiser procurar outro trabalho necessita da permissão do empregador, que é denominado "garante" ou "patrocinador". Em árabe, o sistema se chama kafala.
Um trabalhador que é maltratado pode reclamar, mas arrisca-se a perder tudo. Sarah Leah Whitson, ativista da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), explica que "Consequentemente ele talvez perca o emprego – e o direito de viver no país. E como o visto está atrelado ao patrão, o empregado não tem direito de ir e vir nem de escolher um emprego".
O sistema kafala
O ministro do Trabalho do pequeno reino de Bahrein compara isso à escravidão e quer mudanças. Desde o início deste mês, entrou em vigor uma nova lei, segundo a qual estrangeiros têm o direito de trabalhar onde quiserem. O imigrante não precisa mais da anuência do antigo empregador para trocar de emprego.
Tarek Yousef, reitor da Escola de Governo de Dubai, diz que não é nenhuma surpresa que Bahrein seja precursor na questão. Segundo Yousef, de todos os Estados do Golfo, Bahrein é o que apresenta mais abertura política, respeita a liberdade de imprensa e tem um Parlamento que funciona, tem voz, e é receptível a opiniões externas.
O sistema kafala é criticado mundialmente como a grande mácula na imagem dos países do Golfo. O rei de Bahrein quer ir mais além e pretende adotar mais regras internacionais, como no direito trabalhista. Assim, ele pretende atenuar também o elevado nível de desemprego.
Mercado de trabalho mais eficiente
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Economia dos Estados do Golfo depende de imigrantes
O desemprego é, aliás, um problema que atinge todos os Estados do Golfo Pérsico. Para os habitantes locais, a maioria dos trabalhos executados por migrantes do Paquistão ou Bangladesh são muito mal remunerados. E os melhores empregos são ocupados, geralmente, por trabalhadores ocidentais com melhor formação profissional.
Por esse motivo, a partir de agora em Bahrein, quem empregar estrangeiros tem que pagar uma taxa. Esse dinheiro será destinado à formação profissional da população local.No entanto, a resistência dos empregadores em Bahrein é grande, afirma o reitor da Escola de Governo de Dubai, Tarek Yousef. "Eles não estão nada satisfeitos, pois agora têm que ser muito mais competitivos em termos de remuneração. Para que as pessoas continuem a trabalhar para eles, não adianta mais negar a permissão para a troca de emprego. Em minha opinião, o mercado de trabalho agora ficará mais dinâmico e eficiente".
Bom e velho capitalismo
Recentemente, o Kuwait também anunciou reformas. Quem passar dois anos trabalhando de forma íntegra no país poderá trocar o posto de trabalho à vontade, disse o ministro responsável pela questão.
Para Yousef, os Emirados Árabes Unidos (EAU) poderão ser os próximos. "No momento eles estão, segundo me consta, avaliando as opções. E se os EAU forem nesta direção, então talvez Omã e Qatar os acompanhem."
Contudo, nem todos compartilham o otimismo do politólogo. A indústria da construção civil, por exemplo, não se dará facilmente por vencida, já que o antigo sistema trazia óbvias vantagens para o setor.
Eckhart Woerz, diretor do departamento de Economia do Centro de Pesquisas do Golfo em Dubai, explica que no antigo sistema: "Não se paga pela formação profissional da força de trabalho, não se paga quando ficam desempregados, não se paga aposentadoria. Todos os encargos sociais são terceirizados, por assim dizer, de forma brutalmente capitalista. Admitamos: é o 'bom e velho' capitalismo, não há outra definição".
Autor: Carsten Kühntopp
Saturday, 20 June 2009
Dubai: Reino Islamico Moderno
As monumentais obras arquitetônicas de Dubai, no Oriente Médio, são o lado mais vistoso de uma experiência econômica e cultural que pode indicar uma resposta ao choque entre o Ocidente e o Islã. Pequeno e com o petróleo quase esgotado, o emirado cresce a um ritmo mais acelerado que a China graças à capacidade de mirar na diversificação da economia. A base da estratégia é vender o minúsculo reino como um porto seguro a empresas estrangeiras, investidores e turistas, em meio ao conturbado mundo árabe.

Nos manuais de etiqueta para executivos no exterior e em guias de viagem de Dubai, são apresentadas algumas regras que os estrangeiros em visita à cidade-estado deveriam seguir para não ferir os costumes muçulmanos. Recomenda-se, por exemplo, que as mulheres se vistam de maneira conservadora, com saias longas e mangas compridas, e que não se tente marcar compromissos de trabalho na sexta-feira, que para os muçulmanos é o dia de descanso e de rezas. Algumas horas em Dubai e logo fica claro que essas orientações são desobedecidas sem cerimônia a todo instante – e ninguém parece se incomodar seriamente com isso. O que dizer das turistas loiras passeando no shopping com as pernas vermelhas do sol e usando shortinho de dar inveja às foliãs do Carnaval de Salvador? O máximo que se ouve é algum residente local, sentado em um café de uma rede americana, dizendo quase em tom de piada: "Russas...". Tampouco alguém parece se importar quando vê casais gay trocando carícias comedidas dentro dos centros comerciais ou no hall de hotéis. Isso em um país em que um xeque tradicional tem o poder absoluto, as mulheres usam manto negro e cobrem os cabelos e as disputas familiares obedecem à sharia, o rígido conjunto de leis baseado em escritos religiosos milenares. Disneylândia árabe, Las Vegas do Oriente Médio, Xangai do deserto, Dubai merece também uma outra classificação. Para os céticos que crêem na incompatibilidade do mundo islâmico com a cultura ocidental, o pequeno e florescente emirado é apresentado como o laboratório onde está sendo criado o antídoto contra o choque de civilizações.
A fórmula de tolerância de Dubai, uma das sete cidades-estado que compõem os Emirados Árabes Unidos, confederação que tem o Golfo Pérsico de um lado, a Arábia Saudita do outro e um mar de petróleo embaixo, consiste em uma cultura disseminada entre a população de pensar com o bolso. Todos os moradores da cidade – e nisso os cidadãos de Dubai se equiparam aos estrangeiros – parecem concentrados em uma só meta: ganhar dinheiro. A intolerância cultural, nesse contexto, seria incompatível com o desejo de atrair cada vez mais investimentos externos e de aumentar o já alucinante número de turistas que visitam a cidade a cada ano – o equivalente a cinco vezes a população permanente de 1,2 milhão de pessoas. "De nossa cultura, certamente vamos conseguir manter as roupas típicas, a culinária e a música", contabiliza o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da estatal Emirates, a companhia aérea que mais cresce no mundo, com 50 bilhões de dólares investidos apenas na compra de novas aeronaves. No início de outubro(2007), a Emirates inaugura o primeiro vôo direto ligando São Paulo a Dubai, diariamente. "O mundo está mudando em relação à maneira de fazer negócios e, se queremos fazer parte dessas transformações, temos de ser abertos e tolerantes", diz o executivo, que é tio de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o chefe da família reinante em Dubai.

SOL, NEVE, COMPRAS Dubai recebe 6,1 milhões de turistas por ano, o equivalente ao número de estrangeiros que visitam o Brasil, país com território 2 200 vezes maior. A taxa de ocupação média dos hotéis é de 85% (contra 64% no Brasil). Os turistas são atraídos pelos paraísos artificiais nos hotéis imensos, pelas compras em shoppings que têm até pista de esqui e pelos eventos esportivos como o Dubai World Cup, de corrida de cavalos.
Uma boa maneira de decifrar Dubai é observar os cartazes de propaganda e as placas de rua. Logo na chegada ao moderno aeroporto internacional vêem-se os anúncios de bancos e consultorias que prometem ajudar os clientes a fazer seus negócios sem ferir as regras islâmicas – os empréstimos a juros, por exemplo, são proibidos, mas sempre se encontra um malabarismo financeiro que permite a uma empresa tomar dinheiro sem ficar mal com a lei divina. Igualmente reveladoras são as inúmeras placas que indicam o caminho para chegar a lugares que ainda não existem ou nem sequer podem ser visitados. A cidade não está pronta, mas aponta freneticamente para o futuro. Das três ilhas artificiais em forma de palmeira que vão abrigar 100 hotéis e dezenas de milhares de residências, por exemplo, apenas uma, a Palm Jumeirah, já foi parcialmente inaugurada. Qualquer mapa turístico de Dubai, no entanto, indica a localização de cada uma delas. O padrão estético desses empreendimentos é escancaradamente mirabolante – de perto, as casas parecem formar um condomínio temático das Mil e Uma Noites –, mas atende um público que parece querer exatamente isso: muito dourado, muito mármore, muita coisa gritando dinheiro. Quando começou a criar a infra-estrutura para tornar Dubai um destino turístico de luxo no Oriente Médio, na década passada, o governo dos xeques logo percebeu uma séria limitação geográfica: a natureza só lhes deu 70 quilômetros de costa (contra os 8.000 quilômetros do litoral brasileiro), constituídos de mar de um lado e deserto do outro. A construção de ilhas, no entanto, vai multiplicar a extensão de praias para 1.500 quilômetros. Isso inclui um arquipélago artificial com o formato do mapa-múndi que poderá ser visto do espaço.
De maneira tortuosa, Osama bin Laden realmente contribuiu para o boom da construção civil em Dubai. "Depois dos atentados de 11 de setembro, uma grande quantidade do dinheiro de investidores árabes que estava nos Estados Unidos e na Europa voltou para o Oriente Médio, em parte porque as restrições bancárias aumentaram", diz Mohammed Ahmed bin Abdul Aziz, subsecretário de Planejamento do Ministério da Economia dos Emirados Árabes. Esse capital precisava ser aplicado de alguma forma, e Dubai pareceu o lugar mais promissor para isso. O governo local, no entanto, cuida para que os investimentos de estrangeiros chovam apenas onde lhe convém. Empresas do exterior, por exemplo, só podem comprar propriedades em uma das 33 zonas livres de Dubai – com incentivos fiscais generosos. "Se não fosse assim, os chineses viriam para cá e comprariam cada pedacinho de nosso pequeno território", afirma Aziz.

Até meados do século passado, Dubai não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia em condições primitivas da localização marítima, da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, jorrou petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai. Ao contrário do reino vizinho, no entanto, Dubai tinha reservas muito pequenas – estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida – o que não significa que não tenha base na realidade –, o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza. Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum decidiu construir um porto artificial em Dubai. Hoje, está entre os dez mais movimentados do mundo. O xeque criou também uma zona franca vizinha ao porto, o embrião da tradição de incentivos fiscais que caracteriza o emirado hoje. Com isso, o país conseguiu se livrar da maldição da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. A filosofia dos Al Maktoum sempre foi: "Construa e eles virão". Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas. As bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis e restritas aos consumidores não muçulmanos. Alguns hotéis, no entanto, têm uma oferta tão variada de bares e casas noturnas que a função de receber hóspedes parece mais um acessório. E, em lugares mais reservados, não é difícil ver jovens árabes detonando um escocês – o uísque, claro.

MILAGRE NO DESERTO
Tanta permissividade em pleno mundo muçulmano, em um lugar onde está sendo construída a maior mesquita do globo (em Abu Dhabi), e Dubai passa imune à praga dos atentados terroristas movidos a fanatismo religioso? A realidade não é tão simples. A Al Qaeda usava bancos de Dubai para lavar dinheiro, dois dos suicidas do 11 de Setembro tinham passaporte dos Emirados Árabes e a enorme população de trabalhadores estrangeiros – os cidadãos locais são apenas 15% do total –, na maioria vindos de países muçulmanos pobres, provê um ambiente de vulnerabilidade. O fato, no entanto, é que não existem grupos terroristas com base nos Emirados Árabes, tampouco o país é um celeiro de jovens fanáticos, violentos e revoltados – um fenômeno incontrolável na vizinha Arábia Saudita, celeiro de suicidas com destino ao Iraque. Em comum, dubaienses e sauditas têm a mesma matriz cultural – descendem das tribos de beduínos do deserto –, a fartura, embora irregularmente distribuída, do petróleo e a rigidez religiosa. Os homens mantêm a tradição de usar a túnica branca chamada dishdasha e de cobrir as mulheres de negro. São governados por chefes tribais que se proclamam nobres e controlam a burocracia religiosa com fartos subsídios. Comparado com a Arábia Saudita, no entanto, Dubai é um bastião de tolerância e flexibilidade. Em relação ao restante do Oriente Médio, com o quadro de horrores do Iraque, o Líbano sendo mais uma vez sugado para o abismo e a desgraça palestina aumentada atualmente por iniciativa própria, Dubai parece um milagre.
"O governo e a população de Dubai agem com a convicção de que é preciso, antes de tudo, ter prosperidade e desenvolvimento", diz o palestino Nabil Khatib, editor executivo da Al Arabiya, um canal de notícias sediado em Dubai que disputa com a Al Jazira a audiência do público árabe. Esse modelo influencia os países vizinhos, como Omã, o Iêmen e a própria Arábia Saudita. Todos querem imitar um pouco do ar de modernidade que Dubai criou para si. A questão é saber se conseguirão transpor as enormes barreiras culturais. "Queremos estimular os outros países da região a assumir o nosso modelo de abertura e concorrência global", diz o subsecretário do Ministério da Economia Abdulla bin Ahmed Al-Saleh. "Não podemos garantir o sucesso de nossa experiência se nossos vizinhos não adotarem o princípio do desenvolvimento econômico como meio para reduzir a violência." É precipitado e arriscado dizer que Dubai poderia sinalizar um caminho para tirar o Oriente Médio de seu estado de convulsão permanente. Mas o ambiente de miragens arquitetônicas que brotam do deserto propicia um sonho assim.
ENTRE A PRESSÃO SOCIAL DA TRADIÇÃO, O SHOPPING CENTER E O NAMORO POR CELULAR
VÉU COM JEANS

Ola Al-Alawi é uma típica e rica jovem de Dubai: faz faculdade e só sai na rua maquiada, grifada e coberta de preto (na foto à direita, fazendo compras com a irmã Aldana). Por baixo da túnica preta, está sempre dentro da moda ocidental, como aqui, em sua casa em um condomínio de luxo.
Os jovens de Dubai enfrentam o dilema entre tradição e modernidade de forma intensa e constante, refletindo os valores que os Emirados Árabes têm de equilibrar como nação. Da escolha sobre o que vestir aos relacionamentos amorosos, tudo lembra que eles vivem em um país com o olhar voltado para o Ocidente e os pés fincados no mundo islâmico. É comum ver rapazes vestidos com as túnicas brancas que são o traje nacional masculino e boné de beisebol no lugar do tradicional kaffiyeh, o lenço branco na cabeça. À noite, quando vão aos bares onde se fuma narguilé, os rapazes preferem jeans e camiseta. Garotas modernas como as irmãs Ola e Aldana Al-Alawi só saem em público de lenço na cabeça e abaia – vestido negro, tradicional na Arábia Saudita e nos países do Golfo, usado sobre as outras roupas para não deixar ver o contorno do corpo das mulheres. Em Dubai, o uso da abaia não é obrigatório, mas muitas mulheres não saem de casa descobertas por pressão dos pais, do marido ou até das amigas. "O bom da abaia é que, dessa forma, o que escondemos por baixo do pano fica reservado para o futuro marido", diz Aldana, estudante de contabilidade na Universidade Americana (nas faculdades de Dubai, todas as aulas são em inglês). Elas têm abaias, feitas por estilistas locais renomados, que chegam a custar 1 000 dólares. "Pela abaia dá para saber a que classe social pertence a mulher", diz Zena, a mãe das garotas. Ela própria não se sente obrigada a usar a roupa tradicional.
As irmãs são fascinadas por bolsas e sapatos de grife, os poucos acessórios que aparecem em público. "Mas por baixo da abaia também nos preocupamos com a qualidade das roupas, porque gostamos de estar bem vestidas quando vamos à casa das amigas", diz Ola, que já morou no Canadá e hoje estuda finanças na mesma universidade que a irmã. Uma beldade de longos cabelos e olhos que evocam os mistérios do Oriente, Ola já sonhou em ser modelo – é uma admiradora da baiana Adriana Lima. Mas desistiu quando lhe disseram em uma agência que devia começar distribuindo panfletos. Apesar de acatar a pressão social para se cobrir de negro em público, ela desfruta uma liberdade inimaginável em países vizinhos como a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir e de viajar sozinhas. No frescor de seus 20 anos, Ola diz que não pretende se casar. "Os homens não são confiáveis", queixa-se. Filha de um alto executivo da indústria do aço, ela pertence a uma classe social em que os casamentos arranjados diminuem e os namoros – por celular – prosperam.

