Fonte: Blog Bairro do Oriente
Essa Khan é apenas um empregado de hotel, mas tem uma coração de ouro. O paquistanês, que trabalha no hotel Serena em Gilgit, encontrou 50 mil dólares norte-americanos enquanto limpava um quarto, e devolveu o dinheiro, que pertencia a um turista japonês - e nem recebeu recompensa. Khan, que ganha 21 mil rupias (2200 patacas) por mês, diz que "apenas foi leal com o seu hotel e a sua família", acrescentando que "os tempos são difíceis, mas isso não significa que devemos roubar". Khan foi convidado pelo governador do Punjab, Salman Taseer, para uma cerimónia especial de louvor.
PS: O dinheiro encontrado por Khan era o equivalente a 30 anos do seu trabalho.
Eu vi essa noticia quando eu estava lá, lembro que esse empregado disse que somente estava fazendo o seu trabalho, que era muçulmano e que não fazia nada mais que sua obrigação! Um super exemplo! coisas boas e ruins do pak, estou aqui para motrar os dois lados
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Saturday, 24 July 2010
Wednesday, 6 May 2009
Diários do Paquistão: Um domingo de Deus e Alá
Atendendo a pedidos da Leitora Mary:
Diários do Paquistão: Um domingo de Deus e Alá
Tanto na casa de Deus quanto no santuário de Alá, as pessoas foram extremamente simpáticas e acolhedoras. Pode ser que isso seja pelo fato de verem em nós duas pessoas que dividiam com elas o seu credo, independentemente de cor e raça
Por Leonardo Sakamoto Islamabad
- Apesar de predominantemente muçulmano, há outras religiões no Paquistão, funcionando legalmente. Hoje, pela manhã, fomos à igreja de Saint Thomas, para assistir à missa em urdu, língua oficial do país, ao lado do inglês. O cristianismo, religião dos colonizadores ingleses, mas que já havia chegado no primeiro século da era cristã, está presente com católicos e protestantes. O nome da igreja é carregado de história. A cerca de 30 quilômetros e uma hora de carro de Islamabad ficam os sítios arqueológicos de Taxila, subdistrito de Rawalpindi, a oeste da capital, considerados pela Unesco como um Patrimônio Cultural da Humanidade. Nessa região, fixaram-se persas, gregos, hindus entre os séculos V a.C e II da era cristã, que a transformaram em capital de várias dinastias e centro de estudo budista e védico. Umas razões é proximidade com fluxos de comércio, como a Rota da Seda. Dario, o Grande, e Alexandre, o Grande, conquistaram a região de Taxila durante seus reinados. A história é longa, mas vai desembocar no arqueólogo inglês John Marshall que comandou um processo de escavações, no século passado, trazendo à tona as construções soterradas pelo tempo. Estivemos lá anteontem. Segue uma foto para dar uma idéia de um dos sítios. 
Voltando à igreja. Saint Thomas, ou São Tomé, em suas perigrinações para levar a fé cristã à Ásia, se fixou na região de Taxila por volta do ano 40. Até hoje, há um festival anual em sua homenagem no mês de julho. A igreja de Saint Thomas, em Islamabad, não possui separação para homens e mulheres. A maioria deles senta à esquerda e delas à direta, mas há homens e mulheres em ambos os lados. A missa é longa (quase duas horas), mas bem animada, com músicas religiosas tocadas por instrumentos ao vivo, lembrando um pouco as missas e cultos mais modernos no Brasil. O frei Xavie Plassat, meu companheiro de viagem, fez um vídeo do momento da comunhão:
Como ontem eu havia reclamado da frieza de Islamabad, hoje eu venho dizer da simpatia demonstrada pela população mais humilde. Fomos bem recebidos na igreja, apesar de não falarmos uma palavra de urdu. É importante informar um outro dado: os cristãos estão entre os grupos mais pobres do país hoje, muitos deles vítimas de trabalho forçado. Uma boa acolhida após uma entrada um pouco tensa, uma vez que vigias com detectores de metal fazem uma revista completa. Uma das razões é o medo de atentados - houve casos de granadas que foram lançadas contra igrejas no Paquistão.
Depois, fomos até o santuário de Bari Imam na periferia da cidade. Localizado em uma região mais pobre, escondida dos olhos dos visitantes e dos altos funcionários públicos de Islamabad, o seu entorno é bem movimentado, com barracas que vendem bugingangas de plástico, comida (os doces apesar de serem extremamente gordurosos, são bons) e pétalas de rosas perfumadas para serem ofertadas. O santuário cheira a incenso, que é queimado em um forno a lenha do lado de fora. As mulheres não podem entrar na parte principal - a elas é reservado um espaço lateral, separado por um muro. Parte dos homens rezam, outra parte descansam nos tapetes, fugindo de um sol escaldante, do lado de fora. Olhares curiosos e desconfiados voltavam-se para nós o tempo inteiro - não deve ser muito comum estrangeiros em um santuário na periferia da cidade... Dois homens vieram nos perguntar de onde viemos e se éramos muçulmanos. O Xavier disse que não era, mas eu não me agüentei e disse que era muçulmano. Em um instante, um foi falando para outro, e estávamos rodeados de pessoas que vieram nos cumprimentar, oferecer água, enfim.
A verdade é que, independentemente disso, tanto na casa de Deus quanto no santuário de Alá, as pessoas foram extremamente simpáticas e acolhedoras. Pode ser que isso seja pelo fato de verem em nós duas pessoas que dividiam com elas o seu credo, independentemente de cor e raça. Ou que essas pessoas, mais humildes do que as que estão no centro de Islamabad, sejam mais alegres e hospitaleiras. Acho que os restante da viagem pode apontar uma resposta. A certeza é que, neste último dia na cidade antes da ida para o interior, fechamos o corpo com uma benção dupla. Só para garantir.

Voltando à igreja. Saint Thomas, ou São Tomé, em suas perigrinações para levar a fé cristã à Ásia, se fixou na região de Taxila por volta do ano 40. Até hoje, há um festival anual em sua homenagem no mês de julho. A igreja de Saint Thomas, em Islamabad, não possui separação para homens e mulheres. A maioria deles senta à esquerda e delas à direta, mas há homens e mulheres em ambos os lados. A missa é longa (quase duas horas), mas bem animada, com músicas religiosas tocadas por instrumentos ao vivo, lembrando um pouco as missas e cultos mais modernos no Brasil. O frei Xavie Plassat, meu companheiro de viagem, fez um vídeo do momento da comunhão:
Como ontem eu havia reclamado da frieza de Islamabad, hoje eu venho dizer da simpatia demonstrada pela população mais humilde. Fomos bem recebidos na igreja, apesar de não falarmos uma palavra de urdu. É importante informar um outro dado: os cristãos estão entre os grupos mais pobres do país hoje, muitos deles vítimas de trabalho forçado. Uma boa acolhida após uma entrada um pouco tensa, uma vez que vigias com detectores de metal fazem uma revista completa. Uma das razões é o medo de atentados - houve casos de granadas que foram lançadas contra igrejas no Paquistão.

Depois, fomos até o santuário de Bari Imam na periferia da cidade. Localizado em uma região mais pobre, escondida dos olhos dos visitantes e dos altos funcionários públicos de Islamabad, o seu entorno é bem movimentado, com barracas que vendem bugingangas de plástico, comida (os doces apesar de serem extremamente gordurosos, são bons) e pétalas de rosas perfumadas para serem ofertadas. O santuário cheira a incenso, que é queimado em um forno a lenha do lado de fora. As mulheres não podem entrar na parte principal - a elas é reservado um espaço lateral, separado por um muro. Parte dos homens rezam, outra parte descansam nos tapetes, fugindo de um sol escaldante, do lado de fora. Olhares curiosos e desconfiados voltavam-se para nós o tempo inteiro - não deve ser muito comum estrangeiros em um santuário na periferia da cidade... Dois homens vieram nos perguntar de onde viemos e se éramos muçulmanos. O Xavier disse que não era, mas eu não me agüentei e disse que era muçulmano. Em um instante, um foi falando para outro, e estávamos rodeados de pessoas que vieram nos cumprimentar, oferecer água, enfim.

A verdade é que, independentemente disso, tanto na casa de Deus quanto no santuário de Alá, as pessoas foram extremamente simpáticas e acolhedoras. Pode ser que isso seja pelo fato de verem em nós duas pessoas que dividiam com elas o seu credo, independentemente de cor e raça. Ou que essas pessoas, mais humildes do que as que estão no centro de Islamabad, sejam mais alegres e hospitaleiras. Acho que os restante da viagem pode apontar uma resposta. A certeza é que, neste último dia na cidade antes da ida para o interior, fechamos o corpo com uma benção dupla. Só para garantir.
Amei esse depoimento, eu ja fui a Taxila, eh a cidade do meu amore, eh linda, pobreza ao redor,porem riquissima culturamente e historicamente!
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Tuesday, 17 March 2009
A Perdição!
Tô passada! Cada dia é mais uma coisa do tipo que eu ouço:
* diz: Meu bofe mora nos States, ele nao respeita nem ele mesmo, nao tem mais religiao, nao se importa com os valores, principios, nada...
Um Paquistânes que foi morar fora e se perdeu? comum? SIM e muito
Pois é, não somente os que se mudam para o exterior, mesmo os que nasceram no país se "perdem"
Se perder eu significo (ahuahaua) que fazem coisas que não são dos costumes do país, pais e religião. Muitos querem ser legais, tipo sou mente aberta, já que meus amigos bebem cerveja também o faço, se roubam, se usam drogas, super cool!
A exemplo eu já havia citado o filme Yasmim, uma mulher duas histórias, ela finge ser a cool, super faço tudo, não pratico minha religião, etc.
Cansei de ver casos assim, um era o Nadeem, que havia se mudado ainda jovem para Londres e logo se juntará a uma gangue, roubou bancos, e escondeu tudo em uma conta, mas no final todos foram pressos, sua sentença? Ou 5 anos na cadeia ou que voltasse ao seu país e não regressasse
mais a Inglaterra durante certo período, mesmo que tivesse a cidadania....
Outro, foi de Umair, que começou a beber, beber, beber, depois começou com drogas, e depois a vender as drogas... e pronto deu na mesma, foi pego e teve a mesma sentença.
Ambos voltaram para o Paquistão, como uma mão na frente outra atrás, grande parte da família, se não toda teve que retornar junto, se conformaram, se casaram com Paquistanesas e isso.
Mas por que eles se "perdem"?
Tenho por mim, que os pais não sabem instruí-los, até porque no Paquistão um pai nuncaaa fala pro filho não beba, não faça sexo, não use drogas, esse tipo de diálogo quase nunca existe.. simples pelo fato que essas "perdições" são raras lá, escondidas, pouco acessíveis para eles, porém não impossíveis!
Ai chegam em um país que tudo é aberto, pode-se beber, sexo é algo livre, pode-se beijar, sair, um oba obaaaa que tanta firanghi descoberta hauhauaaua atiça tudo aquilo que era reprimido! Na tv filmes, novelas, muito beijo, muita nudez, a pessoa se vê num paraíso heehehhe, já os pais nem tem na cabeça que os filhinhos pudessem pensar nisso depois se veem perdidos como nos casos acima.
Casos que eu já tive conhecimento passam de 10...
Fala sério se não dá uma medaaa de mandar ou se mudar com eles para o estrangeiro?
A carne é fraca? Falta o livre arbitro?
Não que eu não ache que um pouco de cultura, viagens faria mal, pelo contrário iria abrir a mente deles, existe um mundo além..
Friday, 21 November 2008
Explorando Estrangeiros

foi dificil achar uma foto para esse tema, mas achei essa fofa.. desculpem os corinthianos... isso naum tem nada a ver com o tema oks?
Num somente os brasileiros gostam de tirar uma "mera" vantagem ds estrangeiros... aqui isso ocorre demaissss e comigo entaum.. vixe
Hoje mesmo eu fui buscar algo para o almoco, num lugar aonde sempre comemos, e quando fui pagar eu sabia que os dois parathas tinham que somar 170 rupias (cerca de 4,70 reais) mas disseram sao 200 rupias, sendo esse eh o preco quando se pede para entregar em casa, por isso eu tinha ido la pra buscar, assim eu fazia uma caminhadinha e guardava 30 ru
Quando ele falou o total, eu nem falei nada, porque dava pra ver nos olhos dele que estava mentindo, sao 30 rupias, quase nada pra nos, mas um dia pode me fazer falta... mesmo assim paguei e sai do restaurante. Mandei um sms pro meu Amore dizendo o ocorrido, e ele disse que vai do trabalho direntamente la falar com eles... espero que de tudo certo, era um lugar limpo e com comida boa, fico triste mas fazer o que, num sei porque pensam que nos estrangeiros somos idiotas e num sabemos quanto custa. Mas o pior fato ocorreu no dia que eu cheguei : Eu estava no aeroporto esperando ele, por causa do horario de verao a Emirates mudou diversas vezes meu horario de chegada affff entaum ocorreu que nos desencontramos e eu estava desesperada esperando ele no aeroporto entaum resolvi ligar, .. aqui o telefone publico (que num eh publico na verdade) funciona da seguinte maneira: vc chega perto do orelhao e vem um sujeito que pergunta qual o numero vc quer discar ( a primeira vez eu disse como assim? eu vou ligar sai daqui huahuaa) entaum pelos minutos e lugar que vc disca eles te cobram. Ja sabendo do esqueminha dessa vez fui eu la ligar... disse o numero e liguei,.... terminando a chamada o cara tapado me diz 10 dolares (cerca de 800 rupias) eu olhei pra cara dele e disse: - vc pensa que eu sou estupida? Eu num vou te pagar 1o dolares, essa chamada nem deve ter dado 20 rupias. Eles me olharam e disseram: - 1 ou 10 dolares vc quem sabe quanto quer pagar.
EU fiquei indignada, pq so tinha dolares na carteira, entaum ele me mostrou no visor do telefone que era 250 ruppias o total... e foi trocar meu dinheiro,....... eu fiquei roxa de raivaaaaaa desses fillhos de uma putaaaaaaaaaaaaaaaaaaa (sorry) pq cm 250 rupias eu falo quase 10 minutos pro Brasil.
Modo de compras e taxi funcionam a base de acordo e barganhar muito. Sempre peca descontos nas lojas, ou melhor va fazer compras com algum residente pq eles conseguem mais descontos, muitas coisas num tem etiqueta de preco e eles exploram mesmo... Antes de entrar no taxi pergunte quanto ele cobra pra te levar ate determinado lugar e barganhe..... ate conseguir um preco justo, num entre logo de cara e sente pq no final eles vao te pedir algo surreal.
Tenho vontade de dar um soco na cara desse povo quando eles fazem isso ( to de TPM hoje...)
se alguem puder me mandar um spray de pimenta eu agradeco... eh serio eu ando sozinha aqui e acho melhor ter esse spray do que comprar uma arma.. minha mae iria ficar assustada se eu comprasse uma arma hauhauuhauhauha
EU tinha um tecido e famos ao alfaite para fazer umas batas pra mim.. bem... me encomodou mto o fato daquele infeliz ficar me tocando, num que ele tivesse cara de safado, mas eu sei que ele estava se aproveitado do fato de eu ser estrangeira e estar de jeans... digo isso pq ele media e media.. e media.. sabe, se ele tem experiencia num precisa ficar checando toda hora, eu fiquei pessima...me senti assediada... nossa demorou demais pra pegar umas medidas.. =[ fiquei super mal... mas depois o cara nos liga e diz que o total das roupas iria ficar 2 mil rupias (55,50 reais) num que isso seja caro no Brasil, mas aqui 2 mil rupias ehhh mtoo dinheiro, ainda mais pq damos o tecido..
Eles exploram muito... se acham os espertos..quando eu vejo uma coisa dessas me da nojo da cara deles.. aff
Um dia eu fui compra um DVD numa loja que agnt tinha ido no dia anterior, quando fui pagar eu disse 45 rupias ne, ele disse num 50! eu falei ue ontem vc cobrou 45, ele disse ontem eu dei desconto... eu fiquei com mta raiva!!!!!!!!!!!!!nunca mais volto la, povo abusado
O unico lugar que eu consigo ir em paz eh no mercado, pq os precos sao fixos entuam eu fico esperta..
Se esse povo quer roubar, que roube... sabe, eu confio em Deus e sei que tudo que vai volta, desse jeito eles num vao conseguir conquistar nada de forma honesta.
Sou boazinha mas num mexe comigoooo hehehehe
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