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Saturday, 21 November 2009

Baraat- Partes do casamento


Baraat is Hindi for a marriage procession. In north Indian communities it is customary for the bridegroom to travel to the bride's house on a horse, accompanied by his family members. This often becomes a huge procession, with its own band, dancers, and budget. The groom and his horse are covered in finery and do not usually take part in the dancing and singing; that is left to the "baraatis" or people accompanying the procession. The term "baraati" is also used to describe any invitee from the groom's side. Traditionally, baraatis are pampered extensively by the bride's family.

The baraat headed by a display of fireworks, accompanied by the rhythm of the dholak or melam, reaches the meeting point, where the elders of both the families meet and welcome the groom with garlands and aarati.


Também ocorre no Paquistão, é quando a noiva vai para a casa do noivo, geralmente montados em cavalos. São 3 dias de festa o casamento tradicional, e o Baraat, geralmente ocorre após o Nikkah. E depois no 3º dia ocorre o Walima, que é a festa em si, com jantar..


1º dia- Mendhi: Com danças, brincadeiras, as mulheres fazem Henna umas nas outras, cantam e pregam peças na Noiva.

2º dia- Nikkah: Quando se assina o contrato de casamento, na presença de testemunhas. Depois como em todas as etapas, todos se reunem, comem e dançam.

3º dia- Baraat ou Walima- que podem ter a ordem de acordo com o costume da família. No baraat a noiva se despede da família e passa sua primeira noite como noivo. Ou as vezes, se o casamento ocorre em um hotel a noite de nupcias pode ser ali mesmo, e no outro dia o Walima ou vice-versa.

4º dia no Walima, é a festança, muita comida, fotos, danças típicas, família reunida.. comemoração.

O nikkah pode também ser feito no mesmo dia do baraat ou do walima.
O baraat às vezes não ocorre quando os noivos vão direto viajar em lua de mel, mas é pouco comum.
Durante o Baraat as pessoas dizem tata para a noiva, que significa bye bye. É um momente difícil e emocionante para ela e para a família.




Casamento= Shadi

Wednesday, 18 November 2009

Montanhas Hindu Kush: que raio de lugar é esse?

Montanhas Hindu Kush: que raio de lugar é esse?
Por Claudia Carmello
O destino de hoje:

As montanhas Hindu Kush, no Paquistão
Na verdade, o “destino” mesmo é a tribo Kalash, os 3 mil indivíduos que vivem ali (3 a 6 mil, não se sabe ao certo).

Eles são um grupo étnico isolado geograficamente do resto do país pelos vales selvagens (e muito férteis) das montanhas Hindu Kush. Também pela neve potente do Himalaia que bloqueia a passagem dos jipes no inverno (carros 4×4 são a única maneira de chegar lá). Também pelo fundamentalismo islâmico que domina o país e os considera uns devassos.

Eles são estranhos no ninho paquistanês porque têm feições europeias, falam um idioma próprio, são politeístas (algo gravíssimo em um país 98% muçulmano) e fazem rituais bastante imorais (para padrões judaico-islamico-cristãos).
Os Kalash se dizem descendentes de um general do exército de Alexandre, o Grande. Testes genéticos não apóiam, mas isso não importa. Essa ligação com o Ocidente faz parte de sua tradição oral, romantizada pelos olhos claros e a loirice de alguns.

Uma possível raiz helênica talvez caísse bem também para explicar algo de especial em seu modo de vida. Além do culto aos deuses pagãos, suas mulheres trabalham junto com os homens, mostram o rosto, dançam em público e até bebem vinho, nas festas.

Elas só vão para casas apartadas dos homens quando dão à luz ou estão menstruadas, dois momentos de “impureza” para a cultura Kalash.
Suas roupas também são exuberantes – túnicas pretas com largas golas, barras e punhos de um bordado colorido, mais um chapéu e muitos colares. E elas têm direto até de deixar os maridos. A fuga de uma mulher casada com outro homem é acontecimento bem comum.

Mas os rituais são o que há de mais legal para saber dos Kalash. As cabras, sua principal criação, é também a comida dos deuses: as cerimônias tradicionais são temperadas por vários sacrifícios do bicho. E também por muita dança, muita música e vestimentas especiais – até homens se vestindo de mulher e mulheres se vestindo de homem.
O festival mais importante da tribo rola durante duas semanas, incluindo o solstício de inverno (em dezembro). Um dos momentos auge dele seria uma cerimônia que os Kalash prometem ter abolido, para evitar mais escândalos entre os conterrâneos islamitas (mas também, como ela acontece numa época em que a tribo está praticamente isolada pela neve que bloqueia as estradas… quem sabe?).

Funciona assim: um jovem da tribo que foi escolhido no verão para ir passar seis meses isolado nas montanhas (supostamente ficando mais forte e saudável graças ao leite e queijo de cabra de sua dieta) volta à tribo. E a partir desse retorno, ele tem 24 horas para fazer sexo com todas as mulheres que quiser – pode escolher as virgens, as esposas de outros, até mesmo sua própria mãe. Como na cultura Kalash as crianças nascidas dessa orgia sacra são consideradas abençoadas, todas as mulheres querem mesmo ir pra cama com o sujeito.

Seria mais uma herança helênica nas montanhas Hindu Kush?
Onde raios fica isso? Coordenadas 35º 141’N, 71º 38’ L

Rá! Nos vales Bumboret, Rumbur e Birir, entre as montanhas Hindu Kush, no extremo noroeste no Paquistão (do outro lado é Afeganistão).

E como eu chego lá? Entre Islamabad, a capital paquistanesa, e Chitral, a porta de entrada para os vales dos Kalash, são 381 quilômetros de estrada. Depois, são mais duas horas de jipe até Chitral.

Alguém me leva? A operadora inglesa Wild Frontiers

Posso arrumar as malas? Yep. Só não programe a viagem para o inverno (dezembro a março), quando a neve bloqueias as estradas – não adianta querer assistir ao bacanal do solstício de inverno que não vai conseguir.

Saturday, 14 November 2009

Paquistão no Jornal Hoje- Parte 4

Mulheres paquistanesas tentam se libertar do rigor das leis do país
Quase metade das mulheres permanecem analfabetas. Preconceito e pobreza se somam para impedir que muitas meninas tenham acesso à educação.

O Paquistão viveu neste sábado (14/11) mais um dia de violência. Um atentado na cidade Peshawar deixou pelo menos 11 mortos. Entre as vítimas, seis crianças e mulheres.

Na última reportagem da série sobre o Paquistão, os repórteres Marcos Uchôa e Sérgio Gilz mostram a vida das mulheres que tentam se libertar do rigor das leis do país.

Um breve retrato/relato da situação das mulheres no Paquistão é difícil de se fazer... Dentro de uma cidade grande, a liberdade colorida de estudantes dá uma impressão de um otimismo de quem tem um mundo pela frente.

Já uma garotinha vendendo lencinhos no meio do trânsito reflete o outro lado da moeda, um outro mundo.

Quase metade das mulheres permanecem analfabetas. Preconceito e pobreza se somam para impedir que muitas meninas tenham acesso à educação.

Na região próxima ao Afeganistão a situação é muito pior. Ali a burca embrulha a mulher numa vida sem voz e sem rosto.

Às vezes, elas parecem acuadas, empurradas para um cantinho da vida em público.

No interior, onde a maioria vive, é uma vida dura parecida com gerações de mulheres que vieram antes delas. Séculos 21, 20, 19 o trabalho no campo não parece ter evoluído pra essa gente.

Entre casais e famílias muito conservadoras, o comportamento da mulher pode ser uma questão de vida ou morte.

Lavar a roupa suja muitas vezes acaba em assassinato. Cerca de mil mulheres por ano são mortas, são os chamados crimes de honra.

Quatrina Hussein tem um programa na televisão que tenta denunciar tanta violência.

"Muito do que acontece se diz que é em nome da religião, mas é tribal, cultural. Existem leis contra isso, mas não são cumpridas. Temos que punir as pessoas", ela diz.

Já a gravação de uma garota sendo chicoteada em público pelo taliban causou indignação no país e ajudou a unir a sociedade contra os terroristas.

Ao contrário do Brasil, o Paquistão teve uma mulher como líder. Benazir Bhutto foi primeira ministra duas vezes. Ia ser uma terceira quando foi assassinada.



Sábado, 14/11/2009

No Paquistão, quase metade das mulheres é analfabeta. Na região próxima do Afeganistão, elas são cobertas por uma burka, para não terem voz. Mas o país já teve Benazir Bhutto como líder duas vezes

Saturday, 12 September 2009

Blah dos relacionamentos interculturais

Eu sou teimosa! Sai de baixo!
Que saco esse tipo de relaciomento de culturas diferentes às vezes é uma grande MERDA
De boa, eu nunca serei a esposinha tontinha, que trabalha, estuda, chega em casa, limpa, cozinha, lava, passa, dá banho nos filhos, faz a janta, e serve o maridinho folgado deitado com a pança gorda vendo tv!!!!!!!!
Pior que ele espera que eu seja assim, sorry babe it won't work!
Trabalhou? Eu também!
Tá cansando? poxa eu também!
Fez filho? então tira a bunda gorda do sofá e vá criá-lo!
Tá com fome? Então cozinha, pois eu detestooooooooooo.. um ou outro dia até faço alguma coisa, mas não espere uma Amélia de segunda-a-segunda... com jantinha prontinha e toalha na mesa.

Caracaaaaaaaaa alôooo estamos nos século 21,... mulheres trabalham fora!
Você sujou o banheiro? Então limpe!
Eu disse que espero que tudo seja 50% desde limpeza da casa, filhos e comida. Ele não gostou nada, então.. disse.. ai ai se não gostou me esqueça! Porque não vou mudarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Ele veio com um bla bla que viu no filme do Rambo, que ele chegava com uns amigos, e ele pedia pra mulher fazer algo para eles comerem? kkkkkkkkkkkk vá a &%*((... disse a esposa do rambo
Eu disse claro que eu faria o mesmo, se eu estivesse com minhas amigas, e ele não fizesse parte da conversa e eu pedisse para ele cozinhar algo pra nós, .. aposto que ficaria puto! num???

Estou roja de tanta raivaaaaaaaaaaaaaaaaa
Essa sou eu! Gosta? Não? oh nem ligo!
de tonta, só tenho a cara..



SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
There's a she wolf in disguise Há uma loba disfarçada
Coming out Saindo
Coming out Saindo
Coming out Saindo

A domesticated girl that's all you ask of me Uma menina domesticada é tudo que você quer de mim
Darling it is no joke, this is lycanthropy Querido, não é brincadeira, isto é licantropia.
The moon's awake now with eyes wide open A lua está desperta agora com olhos bem abertos
My body is craving, so feed the hungry Meu corpo está ansioso, então alimente quem tem fome

I've been devoting myself to you Monday to Monday and Friday to Friday Tenho me dedicado a você de segunda a segunda e de sexta a sexta
Not getting enough retirbution or decent incentives to keep me at it Não estou tendo retribuição suficiente ou incentivos decentes para me manter assim
I'm starting to feel just a little abused like a coffee machine in an office Estou começando a me sentir um pouco abusada como uma cafeteira em um escritório
So I'm gonna go somewhere closer to get me a lover and tell you all about it Então eu irei a algum lugar aqui perto para arrumar um amante e te contar tudo

There's a she wolf in the closet Há uma loba no armário,
Open up and set her free Abra-o e a liberte
There's a she wolf in your closet Há uma loba no seu armário,
Let it out so it can breathe Deixe-a sair para respirar.

Sitting across a bar staring right at her prey Sentada em um bar e observando sua presa
It's going well so far, she's gonna get her way Até agora está indo bem, ela vai conseguir o que quer
Nocturnal creatures are not so prudent Criaturas noturnas não são muito prudentes
The moon's my teacher, and I'm her student A lua é minha professora, e eu sou sua aluna

To locate the single man, I've got on me a special radar Para procurar por homem solteiro eu tenho meu radar especial,
And the fire department hotline in case I get in trouble later E o número dos bombeiros para o caso de eu me meter em encrenca mais tarde
Not looking for cute little divas or rich city guys, I just want to enjoy Não estou procurando por divas bonitinhas ou mauricinhos, eu só quero aproveitar
By having a very good time and behave very bad in the arms of a boy Me divertindo muito e me comportando muito mal nos braços de um rapaz

There's a she wolf in the closet Há uma loba no armário,
Open up and set her free Abra-o e a liberte
There's a she wolf in your closet Há uma loba no seu armário,
Let it out so it can breathe Deixe-a sair para respirar.

SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
There's a she wolf in disguise Há uma loba disfarçada
Coming out Saindo
Coming out Saindo
Coming out Saindo

SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
SOS she's in disguise SOS ela está disfarçada
There's a she wolf in disguise Há uma loba disfarçada
Coming out Saindo
Coming out Saindo
Coming out Saindo

There's a she wolf in your closet Há uma loba no seu armário,
Let it out so it can breathe Deixe-a sair para respirar.

Thursday, 3 September 2009

Divórcio e Casamento On-Line


Choque para alguns, rotina para outros

O mundo está evoluindo, cada vez se faz mais coisas na internet, se estuda, conversa, paga as contas, namora... e sim se casa!

Já tinha visto algumas reportagens que indianos estavam se casando onlinemente (hauhaa), com as webcams ligadas, na presença de uma testemunha, pronto! ahhhh Casados! Num vejo graça nenhuma.. você se senta na cadeira do computador solteira e se levanta casada. E as tradições, e aquela emoção?

Por favor, so façam isso em último caso desesperador!!!!!! Se você não tiver como ir até ele e nem ele até você por causa de vistos negados, mas procure conhecer a pessoa antes de "assinar" algo tão sério.

Dessa maneira, alguns Muçulmanos Sunitas tem se casado, mas não sei se é aceito pela parte Xiita, ou outra religiões. Sei que na parte xiita, existe contratos de casamento temporários, mas nunca estudei a fundo sobre isso.

Lembrando, que para o casamento ter validade no Brasil, ele deve ser registrado na embaixada brasileira, e será feito uma certidão com as daqui. Se você não registra o casamento, ele não terá nenhum efeito sobre o seu estado civil, pois o Nikkah assinado é de valor religioso; será que o governo desses paises tem controle sobre quem casa mais de uma vez? Fico imaginando que não.....


Agora quem pensa que esse negócio de resolver a vida pela net é oba oba da Ásia vejam o que saiu nos jornais de hoje:

- Divócio On-line é aprovado no Senado

Essa alternativa valerá apenas para os casais que não tiverem filhos menores de idade ou incapazes.

“A separação de um casal é sempre um processo traumático, causador de muito sofrimento, e os procedimentos judiciais, na forma tradicional, muitas vezes, acabam por expor o casal e os filhos a discussões e constrangimentos desnecessários”, justifica a senadora Patrícia, no momento licenciada. De acordo com a autora, outro objetivo do projeto é a redução dos custos, pois se os casais estiverem residindo em cidades, estados ou países diferentes poderão cumprir os procedimentos necessários sem ter de arcar com as despesas de viagens. Um dos resultados é que esses processos se tornarão mais ágeis

Casamento à distância e por procuração:
Noivos brasileiros celebram casamento pela internet
O publicitário Rafael Nunez Sá Freire, 26, está em Xangai, na China. A estudante de design gráfico Sara Stultz, 26, em Nice, na França. A distância não os impediu de dizerem "sim" ao outro, num matrimônio celebrado ontem (9) na Grande SP --e transmitido por webcam, via Skype.
A união civil foi registrada no 1º cartório de Osasco, ao meio-dia. Estavam presentes fisicamente os pais do noiva, Carlos Roberto Stutz, 53, e Edna Silva Stutz, 53.
Além do casal, foram virtualmente ao casório os pais do noivo, que acompanharam tudo de Barcelona, na Espanha. A assinatura da união foi feita por meio de procurações. A interação digital demandou três notebooks no local.
"Embora o 'sim' dos procuradores seja o ato oficial que permite o casamento, o juiz concordou em também perguntar aos noivos, para tornar a cerimônia mais emocionante. Nós assistimos a tudo e vimos os pais e os padrinhos assinarem a certidão. Foi muito emocionante e ao mesmo tempo engraçado", diz Rafael, que conheceu sua mulher em São Paulo, quando tinha 13 anos de idade.
Arquivo Pessoal
União civil foi registrada no 1º cartório de Osasco, mas transmitida pela internet
Desde então, nunca perderam contato, mesmo em países diferentes.
"Não existe no Brasil ainda casamento on-line. Neste caso, fizemos por procuração, mas eles assistiram e participaram da cerimônia pela internet. Nunca vi isso, para mim é novidade", explica Alexandra Leal Musa, oficial de registro civil do do 1º cartório de Osasco.
Em agosto, o casal planeja comemorar a união numa festa (presencial), a ser realizada em São Paulo. Depois disso, os dois vão morar juntos em Xangai.
"O chato de tudo isso é que a lua de mel vai ficar para daqui quatro meses, quando nos encontrarmos no Brasil para a festa do casamento religioso", desabafa Rafael. O pai da noiva comemora, naturalmente: "Vão ficar chupando o dedo até lá."

Wednesday, 2 September 2009

Aula de Educação Sexual


Calma, eu não vou dar aula alguma sobre isso he he he (humor sarcástico)




Pensando com os meu botões, depois de ler uma reportagem sobre pedofilia, estrupo etc, no qual uma moça havia sido estrupada pelo tio, até os 11 anos ela não sabia o que estava acontecendo, pois pensava que era algum tipo de brincadeira sentar nua no colo do tio, também nú.


Após ter aulas de educação sexual na escola, ela soube que aquilo que ela fazia com ela era errado, era sexo.


As pessoas pensam que esse tipo de coisa não acontece no Paquistão ou em paises Muçulmanos, etc.. porém que primeiramente não existe aula de educação sexual, isso é uma coisa complicada, porque tudo o que eles aprendem é pela internet ou com os amigos...


Mitos, mitos e mais mitos sobre doenças, gravidez, impotência, etc chegam a serem muito hilários... e pra explicar??? As ocidentais dão aulinhas para os seus amores,....que apesar do fogo (mesmo virgens até os 30 anos e BV também) por trás de um mundo oprimido, aonde nem na tv há cena de sexo, beijos e raros abraços.. filmes com cenas de beijos já são constrangedores de se ver com a família e são raros em Bollywood e Lollywood (diga-se que bollywood anda mudando muito, cada vez mais ocidental, muita dança sensual, roupas curtas e muito jeans...).


Eu, sinceramente, prefiro ver uma coisa sem sex appeal, é mais clean, sem constrangimento... bom para todas as idades, crianças não crescem com malícia e com curiosidade antecipada.

Maasssssss, mesmo assim, aula de educação sexual é um master, porque ao meu ver, não acelera a curiosidade, como muitos pensam, que ao ensinar estariam insentivando o ato. Mas a falta de informação que esse jovens tem é complicado, muito ignorância, mesmo após adultos, poucos vão aos médicos, fazem exames preventivos de papanicolau ou de prostáta...

Sem aulas de educação sexual, e com pais oriundos de uma geração ainda mais conservadora, é impossível que os jovens descubram o que é certo ou errado por si mesmos, ou pesqusando na internet aonde milhares de coisas se misturam.
Por falar em misturar, grande parte não teria nenhum tipo de constrangimento ao ter essas aulas, porque até a faculdade, muitos cursos separam homens e mulheres, isso mesmo, escolas, salas, especiais para mulheres e outras para homens. Nenhum tipo de contato entre os sexos desde a infância, .... somente quando fosse fazer a pós graduação e olhe lá... O número de escolas aonde se separa por sexo é grande.

Sunday, 23 August 2009

Comidas típicas do Paquistão

Os paquistâneses comem muito na época do Ramadan, veja alguns pratos mais encontrados nessa época:

Fruit Chaat: uma mistura de frutas básica (nossa salada de frutas)


Pakora é um prato das culinárias da Índia e do Paquistão, muito condimentado, com vegetais, ervas (geralmente coentros) e especiarias.

Os pakoras de cebola são feitos em forma de bolas, envolvidos em farinha e fritos. São realmente apetitosos e é um prato muito forte .



Samosas :




Samosa (pastel de vegetais) o pastel mais famoso da culinária indiana e paquistanesa... Uma delícia à parte !

Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo
200 gramas de ervilhas partidas
1 couve-flor pequena
2 a 3 batatas médias
1 xícara de água morna
3 colheres de manteiga derretida
1 colherinha de cominho
1/2 colherinha de feno grego
1/2 colherinha de gengibre ralado
1/2 colherinha de curry

Preparo

Massa:

Numa tigela, coloque a farinha de trigo, três colheres de sal e a manteiga derretida. Misture com as pontas dos dedos, acrescentando água devagar. Sove até obter uma massa homogênea e leve. Deixe descansar enquanto prepara o recheio

Recheio

Cozinhe as ervilhas (deixadas de molho durante a noite) até desfazerem-se. Cozinhe as batatas e a couve-flor de preferência ao vapor. Quando estiver tudo cozido, junte em uma panela à parte. Em uma frigideira coloque duas colheres de sopa de manteiga deixe derreter, acrescente sal a gosto, os temperos e deixe dourar, despejando em seguida na panela sobre a ervilha, a batata e a couve-flor, mexendo para misturar.

O recheio deve ficar com consistência cremosa. Faça pequenas bolas com a massa, abra em círculos, coloque o recheio, feche como um pastel, molhando as bordas com água e apertando com um garfo para selar. Pode-se também fazer como mostra a figura ao lado (quadros 4, 5 e 6), juntando os lados e dobrando-os com os dedos para dar o efeito da foto acima. Em fogo brando, frite as samosas em uma panela com óleo vegetal, em quantidade suficiente para as cobrir por completo. Escorra sobre toalhas de papel para tirar o excesso de óleo. Se preferível, podem ser assadas em forno. Para isso devem ser colocadas em fôrma untada e polvilhada com trigo para não grudar ou queimar.

Friday, 21 August 2009

Diário de Viagem- Semana 3

Diário de viagem no Paquistão- Terceira Parte


Segunda-feira (12 de novembro de 2007)
Lahore


Apesar de ter traçado meus planos para sair de Lahore ainda hoje, fui – como de costume – pego por alguns imprevistos. Ficar acordado até as 3 da manhã para terminar minhas atualizações ontem, foi um; ter leves problemas digestivos foi o outro. Não me sentia disposto o suficiente para começar a pedalar hoje, já que eu quero inciar a pedalar sem a previsão de parar tão cedo, devido à grande distância que serei obrigado a percorrer em apenas 2 semanas.

Com mais um dia em Lahore eu aproveitei para ver o que eu não havia visto. Caminhei por outras ruas, enviei alguns postais e visitei o Museu de Lahore. Em minha caminhada vi hordas de fotógrafos, cada um equipado com 2 ou 3 câmeras, apenas esperando alguma coisa acontecer na cidade, como advogados brigando com a polícia ou Bhutto provocando tumulto ou atentados.

Fora isso, nada de novo. O clima parecia estar ficando mais tenso na cidade, com a presença de Benazir Bhutto e mensagens de grupos terroristas afirmando que vão matá-la num atentado à bomba em Lahore. A hospedagem que estava cheia de turistas quando eu cheguei, 2 semanas atrás, agora já estava quase vazia e os visitantes continuavam migrando para a Índia. Apesar da leve tensão no país, eu estava decidido à atravessá-lo e era melhor fazer isso o mais breve possível, ou seja, amanhã.

Terça-feira (13 de novembro de 2007)
Lahore – Bulagary (101 km)


Não acordei com o despertador e quando despertei, mais tarde do que esperava, fiz tudo da forma mais rápida possível. Fechar as malas, comer, alongar meus músculos e despedir de todos. O problema foi que mesmo assim, só consegui sair para a rua por volta das 11 da manhã, que era tarde para iniciar um pedalada de 100 quilômetros numa época em que o dia acaba às 5 da tarde.

O melhor que me aconteceu foi que ao me despedir dos funcionários da hospedagem, comentei que iria parar numa cidade chamada Pattoki. O sujeito então disse que alí não havia nem hotel nem nada do gênero, mas ao mesmo tempo disse que morava nas proximidades dessa cidade. O melhor de tudo foi que ele disse que estava voltando para sua vila hoje e que se eu quisesse poderia ficar na casa dele por algumas noites.

Aceitei o convite e fui embora para a estrada. As ruas de Lahore não eram nenhuma maravilha e me deram bastante trabalho até sair do perímetro urbano da cidade. Somente depois de 20 quilômetros foi que a estrada começou a melhorar e se tornar mais possível de ser pedalada. A partir daí eu não parei muito, apesar das diversas pessoas que me cumprimentavam e me chamavam para conversar, tomar um chá, comer um chapati ou apenas sentar e descansar.

Parei apenas um vez no meio na estrada para comer um pouco e depois continuei. Quando cheguei em Pattoki percebi que se eu estivesse disposto a ficar por alí teria problemas mesmo. Uma cidade suja de beira de estrada, sem nenhum tipo de acomodação e lotada de gente. Segui então para a próxima cidade, chamada Habibabad, onde – segundo o mapa que Khadim havia desenhado para mim – eu deveria entrar à esquerda e seguir por alguns vilarejos até a vila de Khadim, Bulagary.

Os dias estavam cada vez mais curtos e hoje não foi diferente, às 4 da tarde o sol, já baixo, começou a se esconder atrás da imensa e espessa núvens de poluição. Às 5 horas da tarde me restava apenas poucos minutos para conseguir ver o que havia à minha frente. Foi exatamente nesta hora que eu entrei no estreito caminho para a vila de Khadim. Tive a sorte de poder contar com a ajuda de algumas pessoas que seguiram para lá de carroça e me guiaram até a vila.

Quando cheguei em Bulagary já era noite e eu não tinha a mínima idéia de onde eu deveria ir dentro daquelas ruas de terra sem nome e casas de barro. O local era maior do que eu imaginava também. Perguntei então para um garoto que passava na hora e perguntei se ele sabia onde era a casa de Khadim Hussein. Ele disse que sabia e se propôs a me levar até lá. Não precisei pedalar mais que 50 metros para chegar até a casa de Khadim. O problema foi que ele ainda não havia chegado em sua casa.

Mesmo na ausência de Khadim, a família foi muito simpática comigo me convidando para dentro da casa e me deixando a vontade, ainda que houvesse quase que apenas mulheres na casa e elas não pudessem falar comigo mesmo que soubessem falar inglês, devido à conduta imposta pela religião islãmica (mulher casada não fala, não olha e, muito menos, toca um outro homem). Tomei então um banho, coloquei meu largo traje muçulmano e esperei Khadim.

Durante minha espera chegou um amigo dele, que se indentificou como irmão de Khadim. Conversamos. Bem, tentamos nos comunicar um pouco com mímica e poucas palavras até que chegaram com meu jantar: 2 chapatis, uma porção de vegetais refogados no fogo a lenha do quintal e um copo d’água. Tinha fome para mais, mas fiquei quieto, diante da situação daquele aldeia, capaz de fazer qualquer imagem das secas do nordeste parecer um passeio no parque.

Logo que terminei de comer o amigo de Khadim, me levou para fora da casa para “me mostrar o vilarejo”. Obviamente não havia mulheres nas ruas, já era noite, no entanto parecia que todos os homens estava fora de suas casas. O agrupamento desses homens era algo curioso, sempre em volta de tipo de um nargileh (instrumento usado para se fumar tabaco) típico do Paquistão, com apenas um braço metático de cerca de um metro de diâmetro, porém numa base giratória, que facilitava a socialização da fumaça.

Apesar de dentro desse gigante cachimbo só se queimar tabaco, logo descobri que por alí as pessoas queimavam algo mais. Quase todos os homens do vilarejo fumavam hashish de forma delibarada. Seria fácil julgar esses homens que fumavam essa substância, mas depois de algum tempo com eles, percebi que eles nunca fumavam sozinhos e fora hashish eles não consumiam nenhum outro tipo de droga, nem mesmo álcool, que é mais recriminado que o próprio hashish por aqui. Caso algum deles fosse pego bebendo a metade da quantidade que um adolescente de 15 anos bebe no Brasil, aqui eles já teriam grande problemas com as pessoas, sendo tratados pelo o que a nossa sociedade chama de “drogados” e correndo o risco de ir para a cadeia.

Quando estava nas ruas desta aldeia, Khadim chegou. Com ele alí eu poderia falar com as pessoas, já que ele conseguia entender e falar razoavelmente inglês. Khadim fez questão de me levar para conhecer todas as rodas de amigos de sua aldeia, todas formadas em função do tabaco ou do hashish. Somente quando já era tarde e eu já havia conhecido quase todos os homens da comunidade, fui embora para a casa de Khadim para dormir.

Quarta-feira (14 de novembro de 2007)
Bulagary – Sahiwal (84 km)

Acordei cedo, pelo menos para o Paquistão, onde as pessoas não conseguem acordar antes das 8 da manhã e as escolas começam as aulas às 9 da manhã. Khadim já estava acordado e sua mulher já preparava o café da manhã de todos no fogão a lenha instalado no chão. Comi o mesmo que no jantar de ontem, com a diferença que hoje havia um copo de lassi, que parecia estar estragado, mas o bebi mesmo assim. Logo que acabei de comer, Khadim me convidou para dar uma volta em sua vila e conhecer a vida local.

Eles começou pela sua família, que incluindo tios, primos e todos os parentes possíveis, totalizava quase que o vilarejo inteiro. Todas as casas eram feitas de barro com tijolos, ou de cocô de vaca e barro apenas. As ruas tinham uma poeira avermelhada mais fina que talco, que subia a cada vez que um pé tocava o solo. Os búfalos saiam sozinhos às ruas, onde as cabras já estavam fazia algum tempo, onde os cachorros latiam e as galinhas fugiam das pessoas.

Depois de mostra-me as ruas, Khadim foi me mostrar novamente as pessoas, que em plana manhã já se reuniam para fumar o que fosse. Cada círculo de pessoas me oferecia alguma coisa, gerelmante um copo de chai feito com leite de búfala tirado na hora. Após os amigos, seguimos para outros pontos de interesse como a escola local, a oficina do artesão e o cemitério da vila. O mais curioso foi o cemitério, pois não havia sinal algum para identificar os túmulos, sendo todos apenas um monte de terra batida num terreno repleto de montes de terra batida.

Se eu deixasse, Khadim ficaria me mostrando a vila até a noite, mas eu tinha que ir embora, caso contrário acabaria passando a noite por alí novamente. Voltei então para a casa de onde havia deixado minhas coisas e arrumei tudo para seguir em frente. Despedi-me de todos e segui em frente, com a intenção de chegar em Harappa, mas sem saber se eu chegaria ou não.

Na estrada eu apenas pedalei em direção ao oeste, contra um leve vento e entre algumas pequenas cidades e muitos postos de gasolina, quase sempre amplos e bastante organizados. Ao final da tarde eu estava em Sahiwal, a maior cidade da região, logo antes da vila de Harappa, que era o meu objetivo. Não sabia o que eu encontraria em Harappa e nem a distância que eu teria que percorrer para chegar até lá. Com o sol em já seus últimos minutos eu resolvi ficar por Sahiwal e não arriscar uma pedalada extra.

Parei então a bicicleta no acostamento da estrada, já na parte urbana da cidade, com a intenção de pensar o que eu faria. Infelizmente percebi que pensar não seria possível alí. Em poucos minutos já havia uma roda de mais de 10 pessoas ao meu redor, todas rindo ou falando algo que eu não tinha nem idéia. Isso não era comum no Paquistão, mas estava acontecendo agora. Era um momento indiano fora da Índia (mas não tão longe de lá).

Iria ficar na cidade, mas era melhor encontrar um lugar para ficar, pois já havia percebido que não teria paz com aquelas pessoas. Parei então num hotel e logo tive a resposta padrão da Índia: estamos cheios, mesmo que as chaves dos quartos estivem quase todas alí. Nunca consegui entender o porque deles fazerem isso e gostaria de descobrir. De qualquer forma, tive que procurar outra hospedagem pela beira da estrada.

Não longe de minha primeira tentativa eu encontrei outra hospedagem, um pouco mais afastada da estrada, o que amenizava o ruído dos motores. Consegui um quarto, jantei, descobri que não havia nada para ser visto na cidade e voltei para o quarto para dormir e começar outro dia amanhã.

Quinta-feira (15 de novembro de 2007)
Sahiwal – Harappa – Lahorinwala (51 km)


Sabia que Harappa não estava longe de mim, apenas não sabia o quanto. Pedalei por cerca de 20 quilômetros e resolvi perguntar para alguém. Coincidentemente eu já estava praticamente na entrada da estrada que me levaria até a vila de Harappa e depois para o museu e sítio arqueológico de Harappa. Foram mais 8 quilômetros por entre ruas estreitas e pequenos vilarejos até chegar ao sítio arqueológico de Harappa.

Parei a bicicleta na guarita de entrada, paguei 200 Rúpias e entrei no museu, onde a fotografia era estritamente proibida. O museu não era muito significante, mas bastante interessante para mim que já havia estudado um pouco da civilização do Vale do Rio Indo, a qual é a base da população do que hoje se conhece como sub-continente.

Em poucas palavras, os registro dessa civilização datam de mais de 5000 anos atrás e mostram umas das mais avançadas civilizações da ápoca. Dessa civillização, da qual as informações ainda são bastante escassas, sabe-se que a cidade de Harappa juntamente com Moenjo Daro formavam a capital dessa civilização. Em ambas escavações formam encontradas uma arquitetura avançada, com sistema de água e esgoto, que mostrava que eles se importavam com a higiêne. Também foram encontrados diversos trabalhos em pedra e selos mostrando uma espécie de culto à natureza, animais (especialmente o búfalo) e à mulher.

Depois de meu passeio pelo museu eu segui para o sítio arqueológico que ocupava uma grande área do local. As escavações não eram as melhores que eu já havia visto, já que o máximo que conseguiram reconstituir foi a base das construções. Obviamente isso era interessante, mas estava longe de ser tão cativante como Machu Picchu ou Angkor Wat, mas havia toda a história de uma civilização atrás de cada uma daqueles blocos. Blocos que até pouco tempo estavam sendo roubados para a construção de casas e até mesmo da ferrovia que pessa perto dalí.

Após a visita ao sítio arqueológico eu voltei para a minha bicicleta e fui embora. Diversas pessoas tentaram me ajudar em relação ao caminho, mas no final das contas apenas me confundiram e eu acabei tomando o mesmo caminho que eu havia usado para chegar ao local. Quando eu voltei à estrada perguntei sobre a localização de Lahorinwala e descobri que estava mais próxima do que eu imaginava.

Poucos quilômetros depois eu já estava no vilarejo, onde perguntei sobre a casa de Mohammed Ashraf e todos sabiam me indicar. Quando cheguei na casa não sabia quem procurar, muito menos o que dizer, já que eu não falo a lingüa local, o urdu. Logo M. Ashraf apareceu e me convidou para entrar, já sentando na cama em que eu dormiria nesta noite. Por algum tempo eu fiquei sozinho, mas aos poucos chegaram mais pessoas até um ponto em que o quarto estava repleto de pessoas, quase todas olhando para a minha cara e tentando se comunicar comigo de alguma forma.

Até certo ponto isso foi bastante interessante, mas quando o relógio já marcava 11 horas da noite e todos ainda estavam alí e eu já com sono, percebi que teria que fazer alguma coisa. Fui direto e disse que queria dormir, não tinha o porque de usar um caminho mais longo para dizer isso e quase todos foram embora na mesma hora. Quase todos. Alguns sujeitos ficaram por alí ainda e só me deixaram dormir quando já era quase meia-noite. (tadinho.. porque será que no pak eles tem mania disso? dormem muito tarde, acordam também... nós somos a única diversão deles hehehehe)

Sexta-feira (16 de novembro de 2007)
Lohorinwala – Multan (132 km)

Acordei cedo, hoje não poderia perder muito tempo caso quisesse pedalar uma longa distância. Arrumei tudo rapidamente e logo já estava pronto para a estrada, mas esperei o café da manhã e depois esperei todos da casa virem se despedir de mim, eu tive que esperar os que chegariam na casa para se despedir de mim. Quando já era 9:30 da manhã e eu via que já teria problemas para chegar em Multan durante o dia e decidi ir embora e não esperar mais ninguém.

A manhã estava fria e com uma névoa que não me deixava ver mais do que 10 metrso à minha frente. Precisava contar com minha audição agora. Por algum tempo foram meus ouvidos que me guiaram, mas conforme o sol se levantava, a neblina também ia embora e a temperatura se elevava.

Durante toda a manhã eu não me sentia disposto à pedalar e já previa que eu não conseguiria chegar em Multan hoje, tendo que parar no meio do caminho para continuar a viagem amanhã. Assim, parei algumas vezes para comer e beber e por fim cheguei em uma cidade chamada Khanewal, a qual ficava a apenas 40 quilômetros de Multan. Sabia que qualquer hotel da cidade seria uma porcaria e a melhor opção seria acampar.

Até entrei num hotel para ver as condições e percebi que não eram nada boas. Assim, decidi acampar num gramado de algum posto de gasolina pela estrada. Quando eu encontrei um posto de gasolina razoável, lembrei que eu não tinha comida, não havia nenhuma restaurante por perto e o posto de gasolina não contava nem com água para eu tomar banho de caneca.

O sol estava se pondo e eu percebi que mesmo que eu quisesse eu não conseguiria dormir na barulhenta lateral da estrada. Assim, tomei a decisão de pedalar nem que fosse um pouco durante a noite, mas de chegar em Multan e descansar por um dia na cidade. Subi na bicicleta, coloquei a uma lanterna em minha cabeça e outra na traseira da bicicleta, agora estava pronto para encarar a noite.

Tive luz por mais cerca de 10 quilômetros e depois já era plena noite. Continuei em frente dentro da noite, do frio e da neblina que fazia. Pedalar à noite não é das atividades mais agradáveis de se fazer, ainda mais numa estrada movimentada e num país como o Paquistão. O problema que surgia era a fome, pois eu não tinha comida e a última refeição que havia feito havia sido no café da manhã.

Agora já estava cansado, com fome, com frio e no escuro, mas de uma forma incrível, completamente calmo e tranqüilo, tão tranqüilo que até parei no acostamento 10 quilômetros antes de Multan para comer algumas bolachas que eu lembrei que tinha. Comi traqüilamente as bolachas e depois abri uma folha de papel para descobrir onde eu poderia ir em Multan e onde encontrar um hotel.

No que eu procurava, um sujeito se aproximou de mim para perguntar se estava tudo bem e se eu precisava de ajuda. Disse que estava tudo bem e que eu não precisava de nada a não ser a indicação de um hotel razoável na cidade. O sujeito disse que não sabia me indicar, mas disse que morava perto dalí e que eu poderia dormir na casa dele se eu quisesse. Ele estava de carro com sua família. Achei que não teria problemas e aceitei o convite.

Segui o carro por uma curta distância e cheguei até o vilarejo onde ele morava. No entanto, ele não era um simples morador do local, mas ele era o dono de toda a vila. Sua casa, uma espécie de mansão, ficava no centro dessa aldeia e ele tinha alguns funcionários que trabalhavam para ele, o que é raro por aqui. Logo ao chegar alí ele me deu um quarto, me mostrou o banheiro e disse que em poucos minutos o jantar estaria pronto.

Logo o jantar estava na mesa e eu tive a oportunidade de comer algo que não era bem paquistanês, uma pizza e queijo. Comi muito, como fazia tempo que eu não comia e depois fui para o quarto para uma merecida noite de sono.

Sábado (17 de novembro de 2007)
Multan


Como era sábado toda a família estava na casa, o pai, a mãe e os 3 filhos. Tomamos café da manhã juntos e depois eles foram me mostrar a vila deles, do galinheiro no fundo da casa até a fábrica de blocos e os grande terrenos para o plantio de cana-de-açúcar. Quando eu já havia visto tudo disse que iria até a cidade (Multan) para fazer algumas coisas e ver alguns dos templos da cidade.

Apesar de toda a hospitalidade da família eu não sei dizer até que ponto eles estava felizes em me receber alí. Eu sentia que eles estavam fazendo uma obrigação de me receber na casa deles, especialmente pela mãe da família que era falsa e dissimulava suas atitudes a todo o momento tentando parecer simpática. O pai da da família desde que eu havia dito que não era muçulmano já não fazia questão alguma de conversar comigo. Assim, passar o dia em Multan seria uma ótima saída para hoje.

A idéia do passeio em Multan não foi muito longe. Com alguns argumentos sem pé nem cabeça a família resolveu me levar para conhecer Multan. O passeio programado pela família não me mostrou muito da cidade, com exceção do parque, de um mausoléu e dos lugares que eles queriam ir. Após o passeio voltamos para a casa da família e teve início o momento mais emocionante do dia.

Um dos filhos da família me perguntou o que eu levava para a minha proteção. Mostrei para ele minha perigosíssima faca de menos de 10 centímetros e disse que acreditava em Deus (apesar de não ser fanático por nenhuma religião). Pensei que como bons muçulmanos, que parecem fazer tudo para Allah, eles iriam concordar. Estava enganado. Eles disseram que eu tinha que me proteger melhor, pois estava passando por longares perigosos, e começaram a mostrar a coleção de armas que eles tinham.

Começaram com uma simples espingarda de chumbo, com a qual eles brincavam dentro da casa para o meu espanto. Depois passaram para algumas carabinas e chegaram a uma escopeta e um cinto de cartuchos digno de Silvester Stallone. Passei a notar o quanto os filhos da família eram obcecados em armas. Mesmo após o show das armas eles chegaram com fotos dos melhores momentos da família. Os garotos ainda bebês, a primeira bicicleta, a primeira arma e a primeira experiência com uma metralhadora automática. (eita...)

Depois de tudo isso, eu apenas resolvi ficar sozinho um pouco e arrumar todas minhas coisas para deixar a cidade na manhã de amanhã.

Domingo (18 de novembro de 2007)
Multan – Bahawalpur (103 km)


Pela manhã eu já tinha tudo pronto para deixar a cidade. Havia arrumado minhas malas, me alongado e até passado o protetor solar, mas descobri que seria uma grande falta de educação ir embora sem tomar um café da manhã com a família. Não me sentia muito bem em relação ao estômago, mas mesmo assim sabia que teria que comer para poder conseguir pedalar uma distância de cerca de 100 quilômetros.

Após o refeição eu me despedi de todos e segui em frente, sabendo que teria muito que pedalar hoje. No entanto, antes de começar a pedalar para valer eu tive que procurar um banheiro na estrada. As estradas por aqui nem sempre possibilitam a improvisação de um banheiro devido ao grande número de pessoas que existe por toda a parte, assim tive que parar num posto de gasolina e pedir para usar o banheiro.

Depois de me aliviar emergencialmente eu sabia que estava pronto para pedalar. Com o ar parado e diversos caminhões me ajudando com o movimento de ar que geravam eu tive um empurrão extra hoje, conseguindo desenvolver uma velocidade média acima do comum. Quase não parei pelo caminho e mesmo saindo mais tarde do que eu esperava de Multan, eu consegui chegar cedo em Bahawalpur, onde logo encontrei um lugar barato para passar a noite e depois saí para comer uma boa refeição, para curar meu estômago e encerrar esta semana de boas pedaladas e algumas surpresas.


=) amooooooo
mas parece que essa parte foi meio dark! Dá pra sentir a desaminada dele.

Thursday, 20 August 2009

Diário de Viagem- Semana 1

Muito interessante são 4 semanas de diário de viagem, divirtam-se!

Primeira Parte
Terça-feira (30 de outubro de 2007)
Amritsar – Lahore (61 km)

Já sabia que hoje que o meu último de dia de Índia e eu não tinha como negar a felicidade que isso me trazia. Ao mesmo tempo também não podia esconder a certa apreensão que eu tinha dentro de mim por estar entrando no Paquistão, uma terra que carrega tantas histórias e lendas em seu lado de fora. Se todas elas fossem verdade eu já estaria morto antes mesmo de chegar em minha primeira cidade no país, mas precisava saber o que era verdade neste mundo feito de mentiras.

E estava disposto a pagar caro por isso. Pedalei então em direção à fronteira Índia/ Paquistão.

Despedi-me do Templo Dourado e do povo sikh. Depedi-me das hordas de turístas. Despedi-me dos hippies buscadores da felicidade. E finalmente subi na bicicleta. Antes de deixar a cidade, no entanto, eu me perdi pela última vez na Índia e então encontrei o caminho. Pouco mais de uma hora depois eu já estava na fronteira, pronto para iniciar o processo de carimbos, formulários e horas de espera.

O organização do lado indiano não conseguia ser boa mesmo, assim como a educação dos funcionários. Depois de mais de uma hora de espera, eu consegui ganhar o cartão verde para cruzar a fronteira, mas antes fui trocar minhas rúpias indianas que não valiam nada no lado de lá. Depois da troca, tive ainda que assinar mais alguns papeis e enfim cruzei o portão.

Pensei que o lado paquistanês seria pior. Apenas pensei. Com toda a educação e um ótimo inglês os policiais paquistaneses me indiacaram aonde ir. Alí um sujeito me indicou o que fazer e onde deixar a bicicleta. Preenchi o formulário e depois de ter meu passaporte carimbado dentro do centro de imigração que poderia ser de qualquer país desenvolvido, tamanha organização e limpeza, fui passar pela revista de bagagem, mas os simpáticos policiais apenas perguntaram o que eu tinha e me deixaram passar sem abrir nenhuma de minhas malas.

Pronto, estava oficialmente no Paquistão e havia sido mais fácil do que eu imaginava. Pedalei poucos metros para dentro do país e já via uma cultura diferente, um idioma diferente, trajes diferentes e rostos diferentes. Era uma diferença enorme, que não chegavam ao outro lado devido à pesada fronteira que não deixa o caminho livre entre os 2 países.

A estrada continuava boa, assim como era na Índia, masuase não havia carros na pista e os poucos que haviam quase não buzinavam. Não eram excelentes motoristas, mas pelo menos não faziam questão de mostrar suas buzinas. Isso foi um alívio para mim. A poluição continuava pesada e fiz uma breve parada perto de um posto de gasolina ao lado da pista e percebi que diversas pessoas tinham armas, que não eram, mas sim metraladoras e escopetas.

Essa imagem, numa foto tendenciosa – como as que são colocadas nas revistas –, poderia indicar o início de uma guerra, mas a realidade é que até mesmo aquelas pessoas que levavam armas eram simpáticas e educadas. Era uma cena peculiar e, de certa forma, estranha também. De toda forma, não fiquei aí para ver como eles usavam suas armas e segui em frente, na direção de Lahore, a 2ª maior cidade do país.

Na medida em que eu me aproximava de Lahore o trânsito ficava cada vez mais caótico, mas mesmo assim, sem buzinas. Ao entrar na cidade, eu sabia que seria bom ligar para o número de telefone que haviam me dado, mas para isso seria bom conseguir um telefone. Como eu já previa aqui não há telefones públicos e a melhor saída seria comprar um novo chip telefônico para mim e já ter um número paquistanês também.

Estava perdido na cidade e não tinha a menor idéia de que direção eu tinha que tomar, assim resolvi apenas procurar uma loja de celular. Em meio à confusão das ruas foi um pouco difícil me deslocar de um lugar para o outro, mas num tempo menor do que eu previa eu já tinha meu número de celular do Paquistão, por uma quantia equivalente a 6 Reais. Com o telefone funcionando eu resolvi ligar para o número que eu tinha e – sem me surpreender – descobri que o número estava desligado.

Era hora de mudar os planos. Seria bom eu ir para algum hotel da cidade. Segui então para um hotel que é uma instituição na cidade e creio que mais de 90% dos turistas estrangeiros ficam nele quando em Lahore. Vi o nome da rua e fui perguntando pelo caminho. Ao contrário da Índia, as pessoas aqui me informavam com todo o carinho e pareciam realmente preocupadas comigo. Fiquei feliz com isso, mesmo quando eu não entendi nada da informação que eles estavam me dando em urdu (idioma local).

Em pouco tempo e depois de poucas ruas eu cheguei ao local, que à primeira vista, não parecia nada agradável. Localizado numa rua pequena e suja, com apenas uma pequena porta que dizia o nome do hotel: Regale Internet Inn. Depois da porta havia um jogo de escadas que já levava para o 2º andar do prédio. Assim deixei a bicicleta no lado de fora e subi para conferir o lugar.

Os quartos estavam cheios e só havia algumas camas no dormitório. Isso não era um probelma para mim, o mais difícil mesmo foi levar a bicicleta e os alforjes para cima. Depois foi tudo tranqüilo. Conheci o dono do local, Malik, e fui aos poucos conhecendo todos os hóspedes e até mesmo os moradores do local, gente que parece que chegou para ficar. Quando arrumava minhas coisas no quarto para 6 pessoas conheci um casal canadense que estava por alí e depois 3 viajantes da Islândia, o que é realmente difícil de ver, já que este país tem apenas 300.000 habitantes.

Com os islandeses eu saí para comer. Eles eram muito simpáticos e naquele momento já estavam há mais de uma mês no Paquistão, onde ficaram em Karachi, inclusive durante o incidente da bomba. Eles não estavam apenas viajando, mas sim a procura de um outro lugar para viver, já que a Islândia parecia não agradá-los. Tudo indicava que eles não sairiam mais do Paquistão e agora eles estavam apenas escolhendo um lugar para montar uma casa.

Depois de tanto tempo de Índia, o Paqusitão parecia um milagre em meu caminho. Limpo (comparando com a Índia), sem buzinas, com pessoas educadas e até mesmo carne de vaca, era tudo o que eu queria. Podia até mesmo comer sem me preocupar tanto como na Índia, onde não me lembro de ter comido algum prato sem uma cabelo, mosquito ou algo que eu não consegui identificar. Parecia que meu caminho estava mudando e para melhor.

Quarta-feira (31 de outubro de 2007)
Lahore


Lahore pedia alguns dias para ser conhecida. Aparentemente não havia muita coisa para ser vista nesta cidade de 12 milhões de habitantes, mas fazia tempo que eu não me sentia tão bem como na hospedagem onde eu estava. No pequeno hotel onde eu estava já conhecia quase todos e me sentia em casa, o que eu poderia fazer era aproveitar um pouco dessa boa sensação que eu não conseguia sentir na Índia.

Hoje eu tirei o dia para ver alguns locais da cidade, o que eu queria fazer logo pela manhã, mas no começo do dia de hoje eu descobri que o comércio aqui abre apenas por volta das 10 horas da noite, o que fez que eu demorasse para encontrar um mercado aberto para comprar meu café da manhã. Somente depois disso é que eu saí, com rumo à cidade velha, aonde está localizado o Forte de Lahore.

Ao chegar no local tive uma surpresa, ele estava fechado. Não fazia sentido, ele não fechava para almoço, tampouco para siesta, mas os policiais não estavam deixando ninguém entrar. Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que algum político americano estava alí dentro e enquanto ele estivesse alí, ninguém poderia entrar. Como não tinha escolha, fui para o parque da cidade, logo à frente do forte, para esperar o tempo passar.

Alí vi muita gente e muitas dessas pessoas vinha conversar comigo. Nessas conversas eu fui descobrindo que o paquistanês, ao contrário do que a mídia diz, é um sujieto muito bom. Eles acreditam que a Índia é uma país bom e não tem nada contra os Estados Unidos, o que me chamou muito a atenção. Já os indianos nunca falam nada de bom do Paquistão e os americanos vêem o país como o novo celeiro de terroristas do mundo. Era interessante descobrir um pouco mais do Paquistão.

As conversas foram interessantes e me senti bem com os paqusitaneses, com quem fiquei conversando até os portões do Forte se abrirem somente após as 3 da tarde, quando os americanos resolveram deixar o local. O forte é um resquício da dinastia Mughal, a mesma que dominou a Índia durante séculos e levantou as construções mais famosas do país, entre elas o Taj Mahal. A idade precisa do forte não é sabida, mas o que se sabe é que sua forma atual foi dada pelo imperador Akbar, o qual transformou Lahore em sua capital em 1566.

Seguindo as mesmas linhas das construções muçulmanas encontradas no norte indiano, o Forte de Lahore, conta com diversas divisões, palácios e templos, incluindo até mesmo uma caminho para elefantes, o que era comum naquela época. Igualmente grandioso e mais elaborado que o forte está a Mesquita Badshasi (Badshasi Mosque), que foi finalizada em 1647 por Aurangzeb (filho de Shah Jahan), tornando-se uma das maiores mesquitas do mundo.

Estar alí durante o pôr-do-sol apenas deixou o lugar ainda mais especial. Vi o dia acabar diante daquela imponente mesquista e somente então voltei para a minha hospedagem, encontrando ainda mais gente que havia chegado hoje, especialmente para aproveitar a quinta-feira de Lahore, que trás uma agenda recheada de eventos Sufi – o misticismo muçulmano.

Depois de conversar com tanta gente comecei a perceber que eu não poderia simplesmente deixar o país sem conhecer a região norte do Paquistão, uma região conhecida pelas suas montanhas (as mais altas do mundo), pela hospitalidade das pessoas e por ter o maior números de geleiras (glaciares) do mundo, depois da Antártida. Pedalar seria praticamente impossível, levando em consideração o meu tempo no país, mas um ônibus poderia resolver isso. De qualquer forma, ainda tinha a quinta-feira em Lahore para decidir.

Quinta-feira (1º de novembro de 2007)
Lahore


Pela manhã eu saí com algumas missões a cumprir, entre elas encontrar o correio, uma bicicletaria, comprar uma roupa tradicional, chamada shalwar-kamiz (algo como “calça e camisa”), a qual todos os homens usam e assim eu poderia passar despercebido em algumas regiões do país, com os trajes tradicionais e minha barba de alguns meses.

Encontrar o correio foi fácil, as bicicletarias também, até mesmo as lojas de roupas não foi assim tão difícil, porém não consegui fazer nada. Algumas das coisas que eu queria enviar para o Brasil era proibido aqui no Paquistão, como um simples DVD, eu precisava pegar minha bicicleta e levá-la para a bicicletaria e as roupas que eu encontrei não eram bem aquelas que iriam me fazer passar despercebido, pois tinham tantos detalhes, que eu chamaria mais a atenção usando elas que não usando nada.

Quando eu voltei para a hospedagem já era depois do meio-dia e as pessoas já se preparavam para ir até uma mesquita da cidade para conferir uma série de apresentações de música devocional muçulmana, chamada de qawwali (desse gênero musical o maior expoente é, sem dúvida, Nusrat Fateh Ali Khan, que morreu há uma década mas deixou uma grande obra que ainda pode ser apreciada).

Depois de rodar pela cidade, com mais de 20 turistas, cheguei à mesquita da cidade, onde via de regra havia apenas homens, todos sentados, olhando apenas e, algumas vezes, 1 ou 2 dançado ao som da música que o grupo tocava. Os cantores eram muito bons e a aprensatação que deixava cada banda tocar apenas 1 música durou por mais de 1 hora. Depois das apresentações que eram retribuidas não com palmas, mas sim com uma banho de dinheiro (recolhido durante a performance) sobre os músicos, seguimos para uma sala do local, onde nos serviriam o almoço, que comemos com as mãos.

Após todo o processo, voltamos para a hospedagem, mas no meio do caminho os grupos se separaram e acabaram cada um seguindo um caminho diferente. Quando eu cheguei na hospedagem, fiquei boa parte do tempo conversando com algumas pessoas e buscando organizar algumas atividades que eu tinha que fazer, porém quando eu vi já estava com fome, saindo para comer mais uma vez e depois já me preparando para ir conferir uma outra apresentação de música qawwali, porém desta vez, num estilo mais ritualístico.

Todos nós subimos novamente nos pequenos rickshaws e seguimos até um ponto distante da cidade, numa mesquista diferente que mais parecia uma casa. Porém, mas diferente que a mesquita era o que estava acontecendo dentro dela. Uma multidão se concentrava dentro do local para ver 2 sujeitos tocarem tambores num ritmo frenético, que conduzia as pessoas para um estado de transe. Como se não bastanssem os tambores, todos alí na platéia fumavam hashish quase que sem parar, num ato que faz parte da religião deles.

Mesmo aqueles que não fumavam já estavam entrando em transe também com a repetição da música e a dança de alguns poucos, que me lembrava algo como um terrero de umbanda no Brasil. A atmosfera do local foi apenas quebrada quando um sujeito chegou alí para tocar seu saxofone. Nada contra saxofones, porém naquele momento onde apenas os tambores falavam, algo ao estilo de Kenny G. não parecia se encaixar muito bem no repertório.

O sujeito sofreu com seu saxofone, já que o som de seu instrumento era incompatível com o som dos tambores. Eles foi persistente, mas num determinado momento teve que desistir. A partir daquele instante os tambores passaram a tocar mais alto e os cigarros carregados de hashish voltaram a se tornar apenas fumaça. Entretanto, eu já estava cansado daquilo e resolvi ir embora de volta para a hospedagem e encerrar este dia carregado de misticismo muçulmano.

Sexta-feira (2 de novembro de 2007)
Lahore


Meus planos era de hoje já deixar a cidade, mas no decorrer do dia persebi que isso não seria possível, pelo menos não hoje. Após o café da manhã muita gente foi embora, já que muitos ficam na cidade apenas para conferir as noites de música e rituais antes de seguirem seus rumos. A hospedagem que não tinha mais espaço nos útimos dias e obrigava as pessoas a dormirem no terraço do prédio, agora estava quase vazia.

Despedi-me de todos e voltei para minhas missões de dias atrás. Agora segui para o correio do país e não perdi muito tempo alí. Depois fui até um bicicletaria e alinhei minha roda traseira, que havia se tornado oval após a Índia e, em conseqüencia disso, os raios estavam sempre quebrando. Arrumei a bicicleta também. A única coisa que ainda me faltava, mas que a essa altura eu já havia desistido era um traje paquistanês.

Decidi então almoçar antes de voltar para a hospedagem e durante o meu almoço eu conheci um juíz do tribunal de justiça de Lahore. Fomos conincidentemente colocados na mesma mesa do restaurante e acabamos conversando bastante, antes de encerrarmos nossa refeição e cada um seguir o seu rumo.

Pela tarde na hospedagem, busquei atualizar meus diários e fotos antes de deixar a cidade, o que eu faria amanhã mesmo de qualquer forma. Segui até a noite escrevendo e buscando algumas informações sobre o país e coisas do gênero, até que fui interrompido pela chegada de alguns músicos que iriam tocar (qawwali) no terraço do prédio. Segui então para o terraço e assisti à aprensatação dos músicos, que fizeram tudo de forma gratuita. Ao final do show eu voltei para o computador, mas acabei dormindo na frente da tela, tão cansado que eu estava.

Sábado (3 de novembro de 2007)
Lahore – Islamabad – caminho às montanhas do norte


Eu acordei cedo e logo comecei a separar o que eu levaria em minha curta viagem e o que eu deixaria em Lahore, quase tudo. Sabia que se eu ficasse em Lahore, cercado de tanta gente interessante, eu não conseguiria trabalhar e seria melhor eu sair dalí o quanto antes. E meu destino eu já havia decido, o norte do país.

Eu que me sentia em casa na hospedagem onde eu estava, passei a reparar um ponto interessante: o quanto o Paquistão é diferente da Índia. Mesmo estando tão perto há inúmeras diferenças, inclusive em relação aos seus turístas. Aqui ninguém vem em busca de mestre, atrás de resposta ou como marinheiro de primeira viagem, aqui só vem quem sabe viajar e, especialmente, aqueles que não acreditam em tudo o que a imprensa diz, porque os que acreditam tem medo até mesmo de pensar no nome deste país.

Todos os estrangeiros que eu conheci aqui tinham uma história incrível. Diversos viajando de bicicleta, de moto, de paraglider, ou mesmo vindo de países como Afeganistão e Iraque. Não havia como negar que as histórias que eram contadas nesta hospedagem eram as melhores que eu já havia ouvido. Além disso havia uma grande troca de informações entre os viajantes que quase sempre seguiam em direções opostas.

Mesmo atraído pelo ambiente eu deixei a hospedagem hoje, por volta do meio dia, com apenas uma mochila, uma bolsa e minha câmera. Segui para a periferia da cidade, até um terminal de ônibus, da onde eu tomaria um coletivo para Islamabad, a capital do país. Isso foi fácil, um rickshaw me levou até o terminal onde os ônibus saia para a capital do país a cada 20 minutos. O ônibus era muito melhor do que eu poderia esperar: ar condicionado, assentos espaçosos e tudo muito organizado.

Numa estrada perfeita o veículo percorreu quase 300 quilômetros em apenas 4 horas e meia. Parecia que algo estava errado, tudo estava muito perfeito. Quando eu cheguei em Islamabad, com a ajuda de um senhor que eu conhecera no ônibus eu tomei um táxi para a cidade vizinha, Rawapindi, aonde estava o terminal da NATCO (Northern Areas Transport Company), de onde partiam os ônibus para as regiões nórdicas do país.

Eu estava pensando em dormir uma noite em Islamabad, mas resolvi já reguir de uma vez para o norte do país e assim ganhar um dia de viagem. Ao chegar na estação de ônibus já era noite e eu não tinha almoçado e nem mesmo jantado e pelo visto iria seguir assim mesmo. Comprei então a minha passagem de ônibus, cuja saída estava marcada para as 8 da noite, para uma viagem nada fácil que prometia durar de 15 até 18 horas.

Seriam mais de 24 horas dentro de um ônibus e eu já sabia que não seria fácil, mas eu não tinha escolha caso quisesse mesmo chegar ao norte do país. Comprei um pacote de bolacha, uma garrafa de água e subi no ônibus para a longa jornada. A viagem começou bem, e eu não demorei muito para pegar no sono. O problema era que o meu assento quase não se reclinava, não havia muito espaço para as minhas pernas, espacialmente pelo fato de eu ter que levar minhas malas comigo, além do fato do sujeito de meu lado também gostar que de se esparramar.

No meio da noite eu já não aguentava mais ficar alí e numa das paradas do ônibus eu resolvi procurar algum assento vazio para tentar dormir. Sorte ou não, eu encontrei a última fileira de assentos vazia, o que deixaria eu dormir na horizontal alí. A desvantagem era que justamente no final do ônibus era onde o veículo mais trepidava e oscilava. De qualquer forma deitei nos assentos sujos e até me cobri com meu lençol, para ter mais conforto.

Dormir bem alí era uma missão quase impossível. O ônibus pulava tanto que eu constantemente voava dos assentos e algumas vezes até caia fora dele. Fora isso pela estrada havia uma espécie de controle policial rigoroso que me fazia descer do ônibus a todo o momento com meu passaporte para preencher um livro com minhas informações. Mesmo assim a viagem seguiu.

Domingo (4 de novembro de 2007)
À caminho das montanhas do norte – Gilgit


O dia nasceu e eu sabia que eu ainda tinha muito chão pela frente, pois não haviam se passado nem 12 horas ainda. Bastava paciência. Eu não tinha mais sono, mas me sentia cansado. Eu não queria dormir mais, mas não tinha o que fazer e no final das contas sempre acabava dormindo mais uma vez.

O ônibus parou mais uma vez para o café da manhã e naquele momento eu já sentia um pouco da região, incluindo a paisagem montanhosa e frio que fazia. Comi um ovo frito e um chapati, mais uma xícara de chá com leite e depois o ônibus seguiu em frente. Somente por volta das 13 horas, 17 horas depois da partida eu chegava em Gilgit, a maior cidade da região norte do Paquistão. A maior, mas mesmo assim apenas com cerca de 25 mil habitantes.

No momento que eu pisei na cidade meu pai me telefonou, senti que ele estava aflito, mais que o normal. Descobri então o porque: o Paquistão havia declado estado de emergência. Isso nunca é bom, mas eu ainda não sabia o quanto ruim isso era neste caso. De toda a forma, eu estava numa parte do país onde nada chegava, nem mesmo os conflitos políticos. Sabia que poderia ficar por aqui até a poeira baixar também, isto é, se houvesse mesmo poeira para baixar.

Busquei conversar com algumas pessoas sobre a situação política do país e todas já sabiam, mas não estavam se importando, pois sabiam que era apenas mais um jogo político de Musharraf, que é muito bem aceito pela população em geral, especialmente a população rural. O estado de emergência, apesar de deixar o país virtualmente “sem leis” não afetava o dia-a-dia das pessoas, muito menos dos turistas, que, por um ponto de vista, estariam ainda mais protegidos sob a asa deste Estado militar ainda mais fortalecido.

Alguns turistas, os que nem deveriam estar aqui, já estavam arrumando as malas para sair do país, como se todos fossem morrer. Estavam seguindo para a Índia em busca de segurança. Certo ou errados, na minha visão é mais fácil morrer de diarréia na Índia que por algum conflito aqui no Paquistão. De qualquer forma, eles estavam tomando as decisões deles. (huaauahauhaa)

Caminhei um pouco pela cidade e depois de alguns minutos eu decobri que não havia nada para ser visto na cidade, mas também descobri que as pessoas eram muito simpáticas e hospitaleiras nesta região do país, onde as pessoas tem outra fisionomia, mais parecida com a do centro asiático – Tajiquistão, Kazaquistão e outros “quistãos”. Descobri que na cidade eu poderia fazer uma trilha até perto de uma das mais altas e perigosas montanhas do mundo – Nanga Parbat, com seus 8.125 metros – ou assitir à uma emocionante partida de pólo, jogo comum na região.

A trilha seria interessante, mas iria me tomar muito tempo, assim resolvi amanhã mesmo sair da cidade, seguindo mais ao norte até um famoso vale da região, o Hunza Valley. Mas isso já parte da semana que vem.

Para ver fotos de mais paisagens clique aqui:
http://www.nohorizons.net/Countries/Pakistan/Files/Karimabad%20(2).htm

Carol fala sobre Islã e Ramadã

Olá, eu vi uns vídeos bacanas no blog da Barbrinha sobre o que foi falado sobre o Islã em um programa da tarde que eu gosto, particulamente, bastante de assistir, pois sempre falar de temas abertos e sem preconceito.
http://barbrinha.wordpress.com/2009/07/02/pq-eu-tenho-amiga-chique-benhe/

Vou postar os vídeos aqui também, para que não viu ainda dar uma olhadinha, porque vale a pena, eu digo isso, porque é examente o que EU PENSO SOBRE O ISLÃ. Que prega a paz, o amor, etc, é uma pena que algumas pessoas façam mau uso da fé para pregar oposto, como matar em nome de Deus.











Uma vez minha mãe me fez ir a um culto de um grupo de protestantes, pois alguém ali estava doente.... mas eu senti que estava traindo a Deus, que aquilo não era certo. Sempre fui muito feliz com a minha religião, sou Católica, desde que nasci, sempre participei de muitos grupos ali dentro da comunidade, e isso sempre me fez bem.
Repespeito a religião do meu futuro marido, nunca pedi para que ele se convertece, mas ou contrário, exijo (hehe) que ele cumpra o que a religião dele prega, as 5 orações diárias, jejum, etc.
Já estudando o Islã, nunca senti que era algo que não era de Deus, como citei acima, se estivesse traindo a Deus, sei lá. Mas nem por isso, senti que eu devia me converter para essa religião, até porque não completou as minhas necessidades, como a minha atual religião completa. Nós decidimos educar nossos filhos (futuroooo) em ambas religiões para que eles possam escolher a que mais lhes completarar; os nomes serão muçulmanos, mas nomes comuns como existem em ambas religiões, como Maria, Daniel, Gabriel, Marina etc (próximo post será sobre nomes muçulmanos),agradando ambos.
Nào tenho problema nenhum em ir a uma mesquista, e sempre peço pra ele rezar junto comigo. Buscamos sempre a similaridade entre nossas religiões, como a virgindade de Maria, respeito a Jesus, orações, jejum, limpeza antes das orações, Moisés, Abraão etc. Há muitas coisas que as religiões se encontram, até mais que em alguns grupos de protestantes.

Durante o Ramadã, faço sempre meu jejum, assim também como a Qaresma, sendo algo que só me agrega coisa boas. (Estou citando tudo isso, para ver que podemos conciliar e haver respeito em casamentos aonde há duas religiòes fortes e predominantes com grande tradições).

Agora voltando ao vídeo, achei muito interessante, quando eles dizem se fosse alguém que matasse muita gente com uma arma seria um "maluco", se fosse um muçulmano, ele seria um "terrorista".

Eu acho, que quem não tem uma religião e pretende se casar com um muçulmano, deve sim tentar estudar o Islã e ver se te toca realmente, não somente se converter por um amor ou modinha, com eu já vi muito. (somente o amor de Deus é para sempre)

Outra parte interessante, é quando eles falam que existem maus muçulmanos, assim como maus judeos, maus católicos, etc. Tanta gente que usa a palavra de Deus para proveito próprio, reprimindo assim o direito dos outros.

Já fui a uma mesquita (em Jundiaí), e me desculpem, mas não gostei do Sheik que conversou comigo, ele foi muito machista, sabe, nossa, passou infelizmente uma imagem ruim, e naquela época eu andava muito revoltado com o Islã, das coisas que eu lia, como o livro da Sultana, Livreiro de Kabul, são coisas reais que acontecem infelizmente, como eu citei acima, por pessoas que ignoram o verdadeiro sentido do Islã.

Bom Ramadã pra todos, aproveitem, é um tempo de pensar no próximo que passa dificuldades, que não tem comida, ajudar ao próximo, rezar muito...

Monday, 17 August 2009

Por que os indianos gostam tanto de usar bigode?


Achei ótima essa reportagem do site da Globo.com

Realmente os indianos usam bastante bigodes, principalmente os hindus. Os mulçumanos usam mais a barba em homenagem a Maomé. Dizem que os hindus usam o bigode em homenagem a Arjuna, o companheiro de Krishna no Mahabharata, um dos cinco irmãos Pandavas. Mas se for feita uma uma pesquisa, a maioria dos indianos não vai saber o porquê do uso do bigode, provavelmente vão dizer que usam porque são homens. O hábito vai passando de um para o outro, assim como já foi costume há algum tempo atrás no Brasil quase todos os homens usarem bigodes ou cavanhaques. Depois esse hábito acabou como acabou o hábito do uso do chapéu. Na Índia, a origem do uso do bigode foi para homenagear Arjuna. Os Rajputs (uma linhagem de tribos do Rajastão) usavam e continuam usando bigodes diferentes, que fazem curvas como espiral, misturados com as barbas, e até bigodes gigantescos, e eles ostentam estes bigodes com o maior orgulho de um Rajput. Confira o vídeo em que Gopal conversa com Wal sobre os bigodes dos indianos!



Tuesday, 23 June 2009

Nota

Quer agente queira, quer nao queira, essa eh a imagem que as pessoas tem do paquistao e de muitos paises islamicos, coloquei posts sobre dubai mostrando como eh moderno e um exemplo para ate o Qatar, coloquei videos sobre a verdade sobre o pak aonde mostra lugares lindos, cultura e historia dos budas, taxila, forte de lahore, eh otimo.
E ha um certo tempo tenho tentado mostrado mostrar os dois lados, o lado mais tradicional e o lado moderno, o paquistao eh assim, um mix geral.
O texto sobre violencia em mulheres no paquistao, mostra a visao de uma pessoa, assim como a de muitas. Eu tenho outros temas para falar inclusive um deles eh: o que eu aprendi com os muculmanos, meus micos, primeira vez que fui ao pak, sobre as cidades e pontos turisticos, curiosidades, etc.. mas eh pra mim esta sendo um pouco dificil falar de algumas coisas pessoais no momento, queria logo voltar pra la e fazer varios videos, falar de coisas novas, no meu caderninho ha um monteee de temas, mas me falta inspiracao, entao quando estou no trabalho tenho procurado mais noticias sobre o pak e divido com voces, cappice?


Ja havia convidado algumas pessoas para falar do paquistao, mas somente a Maria e a Cintia me responderam. Todas as pessoas que me escrevem perguntando sobre o pak e dizendo que vao ao pak e as convido para mandar fotos e relatos de como foram, e os aguardo. Como o numero de brasileiras que vao ao pak eh pequeno fica realmente estreito, e nao tenho amizade com nenhuma paquistanesa, eu tinha, mas achei elas meio blah heheheehe sorry me, mas elas sao meio invejosas, mas com certeza um dia terei mais coisas, entrevistas que iriei pessoalmente fazer =) sem dizer os videos que estou loca pra fazer ...



Fotos de familias tradicionais do Paquistao, vem o contraste, alguns de jeans, outras se cobrindo com duppatas, mas jovens somente com duppata nos ombros.. homens de terno, meninos de roupas ocidentais.. mix pak.

Monday, 22 June 2009

A verdade sobre o Paquistao

Achei esse documentario muito interessante, espero que todos possam ver os videos =)






A Truth about Pakistan.

Pakistan is a sovereign country of more than 164 million peace loving people. It is 7'th declared nuclear state in the world and has 7'th largest army equipped with latest missile defence system.

Moreover Pakistan is a rapidly developing country and a major emerging market, with an economic growth rate of 7 percent per annum for four consecutive years up to 2007.

However, the year 2008 was not good for Pakistan and it faced certain problems created by those who have no concern with the prosperity of Pakistan, but soon the brave people of Pakistan will cope up those bad guys and by the Grace of Allah almighty, Pakistan will be once again on the road of prosperity .

Best wishes for the whole world
Pakistan Zindabad

Enquanto isso eu continuo dismistificando esse lado A do Pak, mas em breve (dependendo da minha inspiracao) sobre o lado B.

Amo esse videozinhooo

Saturday, 20 June 2009

Dubai: Reino Islamico Moderno

Eu achei excelente essa materia sobre Dubai, espero que gostem:

O reino encantado
As monumentais obras arquitetônicas de Dubai, no Oriente Médio, são o lado mais vistoso de uma experiência econômica e cultural que pode indicar uma resposta ao choque entre o Ocidente e o Islã. Pequeno e com o petróleo quase esgotado, o emirado cresce a um ritmo mais acelerado que a China graças à capacidade de mirar na diversificação da economia. A base da estratégia é vender o minúsculo reino como um porto seguro a empresas estrangeiras, investidores e turistas, em meio ao conturbado mundo árabe.

As ilhas artificiais privadas do The World: a mais barata custa 10 milhões de dólares


Nos manuais de etiqueta para executivos no exterior e em guias de viagem de Dubai, são apresentadas algumas regras que os estrangeiros em visita à cidade-estado deveriam seguir para não ferir os costumes muçulmanos. Recomenda-se, por exemplo, que as mulheres se vistam de maneira conservadora, com saias longas e mangas compridas, e que não se tente marcar compromissos de trabalho na sexta-feira, que para os muçulmanos é o dia de descanso e de rezas. Algumas horas em Dubai e logo fica claro que essas orientações são desobedecidas sem cerimônia a todo instante – e ninguém parece se incomodar seriamente com isso. O que dizer das turistas loiras passeando no shopping com as pernas vermelhas do sol e usando shortinho de dar inveja às foliãs do Carnaval de Salvador? O máximo que se ouve é algum residente local, sentado em um café de uma rede americana, dizendo quase em tom de piada: "Russas...". Tampouco alguém parece se importar quando vê casais gay trocando carícias comedidas dentro dos centros comerciais ou no hall de hotéis. Isso em um país em que um xeque tradicional tem o poder absoluto, as mulheres usam manto negro e cobrem os cabelos e as disputas familiares obedecem à sharia, o rígido conjunto de leis baseado em escritos religiosos milenares. Disneylândia árabe, Las Vegas do Oriente Médio, Xangai do deserto, Dubai merece também uma outra classificação. Para os céticos que crêem na incompatibilidade do mundo islâmico com a cultura ocidental, o pequeno e florescente emirado é apresentado como o laboratório onde está sendo criado o antídoto contra o choque de civilizações.
A fórmula de tolerância de Dubai, uma das sete cidades-estado que compõem os Emirados Árabes Unidos, confederação que tem o Golfo Pérsico de um lado, a Arábia Saudita do outro e um mar de petróleo embaixo, consiste em uma cultura disseminada entre a população de pensar com o bolso. Todos os moradores da cidade – e nisso os cidadãos de Dubai se equiparam aos estrangeiros – parecem concentrados em uma só meta: ganhar dinheiro. A intolerância cultural, nesse contexto, seria incompatível com o desejo de atrair cada vez mais investimentos externos e de aumentar o já alucinante número de turistas que visitam a cidade a cada ano – o equivalente a cinco vezes a população permanente de 1,2 milhão de pessoas. "De nossa cultura, certamente vamos conseguir manter as roupas típicas, a culinária e a música", contabiliza o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da estatal Emirates, a companhia aérea que mais cresce no mundo, com 50 bilhões de dólares investidos apenas na compra de novas aeronaves. No início de outubro(2007), a Emirates inaugura o primeiro vôo direto ligando São Paulo a Dubai, diariamente. "O mundo está mudando em relação à maneira de fazer negócios e, se queremos fazer parte dessas transformações, temos de ser abertos e tolerantes", diz o executivo, que é tio de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o chefe da família reinante em Dubai.


SOL, NEVE, COMPRAS Dubai recebe 6,1 milhões de turistas por ano, o equivalente ao número de estrangeiros que visitam o Brasil, país com território 2 200 vezes maior. A taxa de ocupação média dos hotéis é de 85% (contra 64% no Brasil). Os turistas são atraídos pelos paraísos artificiais nos hotéis imensos, pelas compras em shoppings que têm até pista de esqui e pelos eventos esportivos como o Dubai World Cup, de corrida de cavalos.

O resultado dessa atmosfera pró-negócios é de fazer arrepiar o mais blasé dos estatísticos. No ano passado, o PIB de Dubai cresceu a uma taxa de 16%, enquanto o da China alcançou 10,5%. O índice de desemprego de Dubai é tecnicamente nulo (era antes da crise). A população cresce a uma taxa de 10% ao ano, principalmente devido à imigração, e a demanda por imóveis é incessante. Não há outro lugar no mundo em que a indústria da construção civil esteja tão atarefada: um terço das gruas do planeta está lá, muitas funcionando dia e noite, como na China – com a diferença de que esta tem população 1 000 vezes maior. O setor ocupa um quarto de toda a mão-de-obra, e, no total, estão sendo erguidos 110 novos arranha-céus entre o mar o deserto. O hotel mais alto do mundo fica lá, em uma pequena ilha artificial rente às águas do Golfo Pérsico (ou Golfo Árabe, segundo a terminologia local). Com 321 metros de altura e 56 andares, o Burj Al Arab é considerado um dos dois únicos hotéis sete-estrelas do mundo. O outro, o Emirates Palace, fica em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes.
Uma boa maneira de decifrar Dubai é observar os cartazes de propaganda e as placas de rua. Logo na chegada ao moderno aeroporto internacional vêem-se os anúncios de bancos e consultorias que prometem ajudar os clientes a fazer seus negócios sem ferir as regras islâmicas – os empréstimos a juros, por exemplo, são proibidos, mas sempre se encontra um malabarismo financeiro que permite a uma empresa tomar dinheiro sem ficar mal com a lei divina. Igualmente reveladoras são as inúmeras placas que indicam o caminho para chegar a lugares que ainda não existem ou nem sequer podem ser visitados. A cidade não está pronta, mas aponta freneticamente para o futuro. Das três ilhas artificiais em forma de palmeira que vão abrigar 100 hotéis e dezenas de milhares de residências, por exemplo, apenas uma, a Palm Jumeirah, já foi parcialmente inaugurada. Qualquer mapa turístico de Dubai, no entanto, indica a localização de cada uma delas. O padrão estético desses empreendimentos é escancaradamente mirabolante – de perto, as casas parecem formar um condomínio temático das Mil e Uma Noites –, mas atende um público que parece querer exatamente isso: muito dourado, muito mármore, muita coisa gritando dinheiro. Quando começou a criar a infra-estrutura para tornar Dubai um destino turístico de luxo no Oriente Médio, na década passada, o governo dos xeques logo percebeu uma séria limitação geográfica: a natureza só lhes deu 70 quilômetros de costa (contra os 8.000 quilômetros do litoral brasileiro), constituídos de mar de um lado e deserto do outro. A construção de ilhas, no entanto, vai multiplicar a extensão de praias para 1.500 quilômetros. Isso inclui um arquipélago artificial com o formato do mapa-múndi que poderá ser visto do espaço.


FUTURO COM VINTE FILHOS

Funcionário do governo central dos Emirados Árabes, o motorista Raeed Ahwadi, de 27 anos, vai se casar neste ano com uma prima do Iêmen. Seguindo a tradição, pagará um dote de 4 000 dólares ao pai da noiva, mais jóias e roupas. Ele pretende ter uma segunda esposa no futuro, porque assim fica mais fácil atingir sua meta de ter vinte filhos. "O Islã é muito bom porque permite que um homem tenha até quatro mulheres, desde que trate todas da mesma forma", diz o motorista. A ajuda que o governo dos Emirados dá aos cidadãos é importante para equilibrar as despesas: "Aqui, o governo paga a festa de casamento e ainda por cima dá 20 000 dólares e uma bela casa de presente ao casal". Sexo antes do casamento? "Nem pensar", diz Raeed.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção do Palm Jumeirah e do Palm Jebel Ali serão utilizados 100 milhões de metros cúbicos de areia e pedras, o suficiente para soterrar dezesseis vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009. A cada semana, o espigão cresce dois andares. Também estão em construção os dois shoppings que levarão o título de os maiores do planeta. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras. No Emirates Mall, uma pista de esqui indoor com temperatura ambiente de menos 4 graus reproduz o ambiente alpino mesmo que lá fora a realidade seja de fornalha. No futuro, a cidade quer sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia. Lá os turistas também poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original, de Paris. O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos. O restante dos investimentos em megaprojetos vem de empresas privadas, principalmente de países árabes. Uma das empreiteiras mais ativas é a saudita Bin Laden Group. A piada que corre entre os estrangeiros que vivem e trabalham em Dubai é que o emirado é o lugar mais seguro do mundo para investir porque a Al Qaeda não ousaria atacar o reduto dos negócios da família de seu terrorista-chefe, o barbudo Osama bin Laden.
De maneira tortuosa, Osama bin Laden realmente contribuiu para o boom da construção civil em Dubai. "Depois dos atentados de 11 de setembro, uma grande quantidade do dinheiro de investidores árabes que estava nos Estados Unidos e na Europa voltou para o Oriente Médio, em parte porque as restrições bancárias aumentaram", diz Mohammed Ahmed bin Abdul Aziz, subsecretário de Planejamento do Ministério da Economia dos Emirados Árabes. Esse capital precisava ser aplicado de alguma forma, e Dubai pareceu o lugar mais promissor para isso. O governo local, no entanto, cuida para que os investimentos de estrangeiros chovam apenas onde lhe convém. Empresas do exterior, por exemplo, só podem comprar propriedades em uma das 33 zonas livres de Dubai – com incentivos fiscais generosos. "Se não fosse assim, os chineses viriam para cá e comprariam cada pedacinho de nosso pequeno território", afirma Aziz.

Suhair Mortada é uma das apresentadoras do Al Arabiya, um canal privado de notícias por satélite com base em Dubai que disputa com a Al Jazira o posto de preferido dos telespectadores árabes. "A diferença básica entre eles e nós é que somos contra fazer uma abordagem populista de temas que possam incitar a população à violência", diz o editor executivo da Al Arabiya, o palestino Nabil Khatib. Ele cita o caso das charges de Maomé feitas por um jornal dinamarquês, no ano passado. "A Al Jazira parecia que se esforçava para atiçar os ânimos dos manifestantes", diz Khatib. No Al Arabiya, apresentadoras sem véu na cabeça são mais freqüentes do que na Al Jazira, subsidiada pelo governo do Catar.


Até meados do século passado, Dubai não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia em condições primitivas da localização marítima, da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, jorrou petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai. Ao contrário do reino vizinho, no entanto, Dubai tinha reservas muito pequenas – estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida – o que não significa que não tenha base na realidade –, o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza. Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum decidiu construir um porto artificial em Dubai. Hoje, está entre os dez mais movimentados do mundo. O xeque criou também uma zona franca vizinha ao porto, o embrião da tradição de incentivos fiscais que caracteriza o emirado hoje. Com isso, o país conseguiu se livrar da maldição da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. A filosofia dos Al Maktoum sempre foi: "Construa e eles virão". Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas. As bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis e restritas aos consumidores não muçulmanos. Alguns hotéis, no entanto, têm uma oferta tão variada de bares e casas noturnas que a função de receber hóspedes parece mais um acessório. E, em lugares mais reservados, não é difícil ver jovens árabes detonando um escocês – o uísque, claro.

MILAGRE NO DESERTO

A principal avenida de Dubai na década de 80 e hoje, margeada de arranha-céus: a meta de todos é ganhar dinheiro.

Tanta permissividade em pleno mundo muçulmano, em um lugar onde está sendo construída a maior mesquita do globo (em Abu Dhabi), e Dubai passa imune à praga dos atentados terroristas movidos a fanatismo religioso? A realidade não é tão simples. A Al Qaeda usava bancos de Dubai para lavar dinheiro, dois dos suicidas do 11 de Setembro tinham passaporte dos Emirados Árabes e a enorme população de trabalhadores estrangeiros – os cidadãos locais são apenas 15% do total –, na maioria vindos de países muçulmanos pobres, provê um ambiente de vulnerabilidade. O fato, no entanto, é que não existem grupos terroristas com base nos Emirados Árabes, tampouco o país é um celeiro de jovens fanáticos, violentos e revoltados – um fenômeno incontrolável na vizinha Arábia Saudita, celeiro de suicidas com destino ao Iraque. Em comum, dubaienses e sauditas têm a mesma matriz cultural – descendem das tribos de beduínos do deserto –, a fartura, embora irregularmente distribuída, do petróleo e a rigidez religiosa. Os homens mantêm a tradição de usar a túnica branca chamada dishdasha e de cobrir as mulheres de negro. São governados por chefes tribais que se proclamam nobres e controlam a burocracia religiosa com fartos subsídios. Comparado com a Arábia Saudita, no entanto, Dubai é um bastião de tolerância e flexibilidade. Em relação ao restante do Oriente Médio, com o quadro de horrores do Iraque, o Líbano sendo mais uma vez sugado para o abismo e a desgraça palestina aumentada atualmente por iniciativa própria, Dubai parece um milagre.
"O governo e a população de Dubai agem com a convicção de que é preciso, antes de tudo, ter prosperidade e desenvolvimento", diz o palestino Nabil Khatib, editor executivo da Al Arabiya, um canal de notícias sediado em Dubai que disputa com a Al Jazira a audiência do público árabe. Esse modelo influencia os países vizinhos, como Omã, o Iêmen e a própria Arábia Saudita. Todos querem imitar um pouco do ar de modernidade que Dubai criou para si. A questão é saber se conseguirão transpor as enormes barreiras culturais. "Queremos estimular os outros países da região a assumir o nosso modelo de abertura e concorrência global", diz o subsecretário do Ministério da Economia Abdulla bin Ahmed Al-Saleh. "Não podemos garantir o sucesso de nossa experiência se nossos vizinhos não adotarem o princípio do desenvolvimento econômico como meio para reduzir a violência." É precipitado e arriscado dizer que Dubai poderia sinalizar um caminho para tirar o Oriente Médio de seu estado de convulsão permanente. Mas o ambiente de miragens arquitetônicas que brotam do deserto propicia um sonho assim.

ENTRE A PRESSÃO SOCIAL DA TRADIÇÃO, O SHOPPING CENTER E O NAMORO POR CELULAR

VÉU COM JEANS


Ola Al-Alawi é uma típica e rica jovem de Dubai: faz faculdade e só sai na rua maquiada, grifada e coberta de preto (na foto à direita, fazendo compras com a irmã Aldana). Por baixo da túnica preta, está sempre dentro da moda ocidental, como aqui, em sua casa em um condomínio de luxo.

Os jovens de Dubai enfrentam o dilema entre tradição e modernidade de forma intensa e constante, refletindo os valores que os Emirados Árabes têm de equilibrar como nação. Da escolha sobre o que vestir aos relacionamentos amorosos, tudo lembra que eles vivem em um país com o olhar voltado para o Ocidente e os pés fincados no mundo islâmico. É comum ver rapazes vestidos com as túnicas brancas que são o traje nacional masculino e boné de beisebol no lugar do tradicional kaffiyeh, o lenço branco na cabeça. À noite, quando vão aos bares onde se fuma narguilé, os rapazes preferem jeans e camiseta. Garotas modernas como as irmãs Ola e Aldana Al-Alawi só saem em público de lenço na cabeça e abaia – vestido negro, tradicional na Arábia Saudita e nos países do Golfo, usado sobre as outras roupas para não deixar ver o contorno do corpo das mulheres. Em Dubai, o uso da abaia não é obrigatório, mas muitas mulheres não saem de casa descobertas por pressão dos pais, do marido ou até das amigas. "O bom da abaia é que, dessa forma, o que escondemos por baixo do pano fica reservado para o futuro marido", diz Aldana, estudante de contabilidade na Universidade Americana (nas faculdades de Dubai, todas as aulas são em inglês). Elas têm abaias, feitas por estilistas locais renomados, que chegam a custar 1 000 dólares. "Pela abaia dá para saber a que classe social pertence a mulher", diz Zena, a mãe das garotas. Ela própria não se sente obrigada a usar a roupa tradicional.
As irmãs são fascinadas por bolsas e sapatos de grife, os poucos acessórios que aparecem em público. "Mas por baixo da abaia também nos preocupamos com a qualidade das roupas, porque gostamos de estar bem vestidas quando vamos à casa das amigas", diz Ola, que já morou no Canadá e hoje estuda finanças na mesma universidade que a irmã. Uma beldade de longos cabelos e olhos que evocam os mistérios do Oriente, Ola já sonhou em ser modelo – é uma admiradora da baiana Adriana Lima. Mas desistiu quando lhe disseram em uma agência que devia começar distribuindo panfletos. Apesar de acatar a pressão social para se cobrir de negro em público, ela desfruta uma liberdade inimaginável em países vizinhos como a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir e de viajar sozinhas. No frescor de seus 20 anos, Ola diz que não pretende se casar. "Os homens não são confiáveis", queixa-se. Filha de um alto executivo da indústria do aço, ela pertence a uma classe social em que os casamentos arranjados diminuem e os namoros – por celular – prosperam.

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