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Thursday, 20 August 2009

Diário de Viagem- Semana 1

Muito interessante são 4 semanas de diário de viagem, divirtam-se!

Primeira Parte
Terça-feira (30 de outubro de 2007)
Amritsar – Lahore (61 km)

Já sabia que hoje que o meu último de dia de Índia e eu não tinha como negar a felicidade que isso me trazia. Ao mesmo tempo também não podia esconder a certa apreensão que eu tinha dentro de mim por estar entrando no Paquistão, uma terra que carrega tantas histórias e lendas em seu lado de fora. Se todas elas fossem verdade eu já estaria morto antes mesmo de chegar em minha primeira cidade no país, mas precisava saber o que era verdade neste mundo feito de mentiras.

E estava disposto a pagar caro por isso. Pedalei então em direção à fronteira Índia/ Paquistão.

Despedi-me do Templo Dourado e do povo sikh. Depedi-me das hordas de turístas. Despedi-me dos hippies buscadores da felicidade. E finalmente subi na bicicleta. Antes de deixar a cidade, no entanto, eu me perdi pela última vez na Índia e então encontrei o caminho. Pouco mais de uma hora depois eu já estava na fronteira, pronto para iniciar o processo de carimbos, formulários e horas de espera.

O organização do lado indiano não conseguia ser boa mesmo, assim como a educação dos funcionários. Depois de mais de uma hora de espera, eu consegui ganhar o cartão verde para cruzar a fronteira, mas antes fui trocar minhas rúpias indianas que não valiam nada no lado de lá. Depois da troca, tive ainda que assinar mais alguns papeis e enfim cruzei o portão.

Pensei que o lado paquistanês seria pior. Apenas pensei. Com toda a educação e um ótimo inglês os policiais paquistaneses me indiacaram aonde ir. Alí um sujeito me indicou o que fazer e onde deixar a bicicleta. Preenchi o formulário e depois de ter meu passaporte carimbado dentro do centro de imigração que poderia ser de qualquer país desenvolvido, tamanha organização e limpeza, fui passar pela revista de bagagem, mas os simpáticos policiais apenas perguntaram o que eu tinha e me deixaram passar sem abrir nenhuma de minhas malas.

Pronto, estava oficialmente no Paquistão e havia sido mais fácil do que eu imaginava. Pedalei poucos metros para dentro do país e já via uma cultura diferente, um idioma diferente, trajes diferentes e rostos diferentes. Era uma diferença enorme, que não chegavam ao outro lado devido à pesada fronteira que não deixa o caminho livre entre os 2 países.

A estrada continuava boa, assim como era na Índia, masuase não havia carros na pista e os poucos que haviam quase não buzinavam. Não eram excelentes motoristas, mas pelo menos não faziam questão de mostrar suas buzinas. Isso foi um alívio para mim. A poluição continuava pesada e fiz uma breve parada perto de um posto de gasolina ao lado da pista e percebi que diversas pessoas tinham armas, que não eram, mas sim metraladoras e escopetas.

Essa imagem, numa foto tendenciosa – como as que são colocadas nas revistas –, poderia indicar o início de uma guerra, mas a realidade é que até mesmo aquelas pessoas que levavam armas eram simpáticas e educadas. Era uma cena peculiar e, de certa forma, estranha também. De toda forma, não fiquei aí para ver como eles usavam suas armas e segui em frente, na direção de Lahore, a 2ª maior cidade do país.

Na medida em que eu me aproximava de Lahore o trânsito ficava cada vez mais caótico, mas mesmo assim, sem buzinas. Ao entrar na cidade, eu sabia que seria bom ligar para o número de telefone que haviam me dado, mas para isso seria bom conseguir um telefone. Como eu já previa aqui não há telefones públicos e a melhor saída seria comprar um novo chip telefônico para mim e já ter um número paquistanês também.

Estava perdido na cidade e não tinha a menor idéia de que direção eu tinha que tomar, assim resolvi apenas procurar uma loja de celular. Em meio à confusão das ruas foi um pouco difícil me deslocar de um lugar para o outro, mas num tempo menor do que eu previa eu já tinha meu número de celular do Paquistão, por uma quantia equivalente a 6 Reais. Com o telefone funcionando eu resolvi ligar para o número que eu tinha e – sem me surpreender – descobri que o número estava desligado.

Era hora de mudar os planos. Seria bom eu ir para algum hotel da cidade. Segui então para um hotel que é uma instituição na cidade e creio que mais de 90% dos turistas estrangeiros ficam nele quando em Lahore. Vi o nome da rua e fui perguntando pelo caminho. Ao contrário da Índia, as pessoas aqui me informavam com todo o carinho e pareciam realmente preocupadas comigo. Fiquei feliz com isso, mesmo quando eu não entendi nada da informação que eles estavam me dando em urdu (idioma local).

Em pouco tempo e depois de poucas ruas eu cheguei ao local, que à primeira vista, não parecia nada agradável. Localizado numa rua pequena e suja, com apenas uma pequena porta que dizia o nome do hotel: Regale Internet Inn. Depois da porta havia um jogo de escadas que já levava para o 2º andar do prédio. Assim deixei a bicicleta no lado de fora e subi para conferir o lugar.

Os quartos estavam cheios e só havia algumas camas no dormitório. Isso não era um probelma para mim, o mais difícil mesmo foi levar a bicicleta e os alforjes para cima. Depois foi tudo tranqüilo. Conheci o dono do local, Malik, e fui aos poucos conhecendo todos os hóspedes e até mesmo os moradores do local, gente que parece que chegou para ficar. Quando arrumava minhas coisas no quarto para 6 pessoas conheci um casal canadense que estava por alí e depois 3 viajantes da Islândia, o que é realmente difícil de ver, já que este país tem apenas 300.000 habitantes.

Com os islandeses eu saí para comer. Eles eram muito simpáticos e naquele momento já estavam há mais de uma mês no Paquistão, onde ficaram em Karachi, inclusive durante o incidente da bomba. Eles não estavam apenas viajando, mas sim a procura de um outro lugar para viver, já que a Islândia parecia não agradá-los. Tudo indicava que eles não sairiam mais do Paquistão e agora eles estavam apenas escolhendo um lugar para montar uma casa.

Depois de tanto tempo de Índia, o Paqusitão parecia um milagre em meu caminho. Limpo (comparando com a Índia), sem buzinas, com pessoas educadas e até mesmo carne de vaca, era tudo o que eu queria. Podia até mesmo comer sem me preocupar tanto como na Índia, onde não me lembro de ter comido algum prato sem uma cabelo, mosquito ou algo que eu não consegui identificar. Parecia que meu caminho estava mudando e para melhor.

Quarta-feira (31 de outubro de 2007)
Lahore


Lahore pedia alguns dias para ser conhecida. Aparentemente não havia muita coisa para ser vista nesta cidade de 12 milhões de habitantes, mas fazia tempo que eu não me sentia tão bem como na hospedagem onde eu estava. No pequeno hotel onde eu estava já conhecia quase todos e me sentia em casa, o que eu poderia fazer era aproveitar um pouco dessa boa sensação que eu não conseguia sentir na Índia.

Hoje eu tirei o dia para ver alguns locais da cidade, o que eu queria fazer logo pela manhã, mas no começo do dia de hoje eu descobri que o comércio aqui abre apenas por volta das 10 horas da noite, o que fez que eu demorasse para encontrar um mercado aberto para comprar meu café da manhã. Somente depois disso é que eu saí, com rumo à cidade velha, aonde está localizado o Forte de Lahore.

Ao chegar no local tive uma surpresa, ele estava fechado. Não fazia sentido, ele não fechava para almoço, tampouco para siesta, mas os policiais não estavam deixando ninguém entrar. Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que algum político americano estava alí dentro e enquanto ele estivesse alí, ninguém poderia entrar. Como não tinha escolha, fui para o parque da cidade, logo à frente do forte, para esperar o tempo passar.

Alí vi muita gente e muitas dessas pessoas vinha conversar comigo. Nessas conversas eu fui descobrindo que o paquistanês, ao contrário do que a mídia diz, é um sujieto muito bom. Eles acreditam que a Índia é uma país bom e não tem nada contra os Estados Unidos, o que me chamou muito a atenção. Já os indianos nunca falam nada de bom do Paquistão e os americanos vêem o país como o novo celeiro de terroristas do mundo. Era interessante descobrir um pouco mais do Paquistão.

As conversas foram interessantes e me senti bem com os paqusitaneses, com quem fiquei conversando até os portões do Forte se abrirem somente após as 3 da tarde, quando os americanos resolveram deixar o local. O forte é um resquício da dinastia Mughal, a mesma que dominou a Índia durante séculos e levantou as construções mais famosas do país, entre elas o Taj Mahal. A idade precisa do forte não é sabida, mas o que se sabe é que sua forma atual foi dada pelo imperador Akbar, o qual transformou Lahore em sua capital em 1566.

Seguindo as mesmas linhas das construções muçulmanas encontradas no norte indiano, o Forte de Lahore, conta com diversas divisões, palácios e templos, incluindo até mesmo uma caminho para elefantes, o que era comum naquela época. Igualmente grandioso e mais elaborado que o forte está a Mesquita Badshasi (Badshasi Mosque), que foi finalizada em 1647 por Aurangzeb (filho de Shah Jahan), tornando-se uma das maiores mesquitas do mundo.

Estar alí durante o pôr-do-sol apenas deixou o lugar ainda mais especial. Vi o dia acabar diante daquela imponente mesquista e somente então voltei para a minha hospedagem, encontrando ainda mais gente que havia chegado hoje, especialmente para aproveitar a quinta-feira de Lahore, que trás uma agenda recheada de eventos Sufi – o misticismo muçulmano.

Depois de conversar com tanta gente comecei a perceber que eu não poderia simplesmente deixar o país sem conhecer a região norte do Paquistão, uma região conhecida pelas suas montanhas (as mais altas do mundo), pela hospitalidade das pessoas e por ter o maior números de geleiras (glaciares) do mundo, depois da Antártida. Pedalar seria praticamente impossível, levando em consideração o meu tempo no país, mas um ônibus poderia resolver isso. De qualquer forma, ainda tinha a quinta-feira em Lahore para decidir.

Quinta-feira (1º de novembro de 2007)
Lahore


Pela manhã eu saí com algumas missões a cumprir, entre elas encontrar o correio, uma bicicletaria, comprar uma roupa tradicional, chamada shalwar-kamiz (algo como “calça e camisa”), a qual todos os homens usam e assim eu poderia passar despercebido em algumas regiões do país, com os trajes tradicionais e minha barba de alguns meses.

Encontrar o correio foi fácil, as bicicletarias também, até mesmo as lojas de roupas não foi assim tão difícil, porém não consegui fazer nada. Algumas das coisas que eu queria enviar para o Brasil era proibido aqui no Paquistão, como um simples DVD, eu precisava pegar minha bicicleta e levá-la para a bicicletaria e as roupas que eu encontrei não eram bem aquelas que iriam me fazer passar despercebido, pois tinham tantos detalhes, que eu chamaria mais a atenção usando elas que não usando nada.

Quando eu voltei para a hospedagem já era depois do meio-dia e as pessoas já se preparavam para ir até uma mesquita da cidade para conferir uma série de apresentações de música devocional muçulmana, chamada de qawwali (desse gênero musical o maior expoente é, sem dúvida, Nusrat Fateh Ali Khan, que morreu há uma década mas deixou uma grande obra que ainda pode ser apreciada).

Depois de rodar pela cidade, com mais de 20 turistas, cheguei à mesquita da cidade, onde via de regra havia apenas homens, todos sentados, olhando apenas e, algumas vezes, 1 ou 2 dançado ao som da música que o grupo tocava. Os cantores eram muito bons e a aprensatação que deixava cada banda tocar apenas 1 música durou por mais de 1 hora. Depois das apresentações que eram retribuidas não com palmas, mas sim com uma banho de dinheiro (recolhido durante a performance) sobre os músicos, seguimos para uma sala do local, onde nos serviriam o almoço, que comemos com as mãos.

Após todo o processo, voltamos para a hospedagem, mas no meio do caminho os grupos se separaram e acabaram cada um seguindo um caminho diferente. Quando eu cheguei na hospedagem, fiquei boa parte do tempo conversando com algumas pessoas e buscando organizar algumas atividades que eu tinha que fazer, porém quando eu vi já estava com fome, saindo para comer mais uma vez e depois já me preparando para ir conferir uma outra apresentação de música qawwali, porém desta vez, num estilo mais ritualístico.

Todos nós subimos novamente nos pequenos rickshaws e seguimos até um ponto distante da cidade, numa mesquista diferente que mais parecia uma casa. Porém, mas diferente que a mesquita era o que estava acontecendo dentro dela. Uma multidão se concentrava dentro do local para ver 2 sujeitos tocarem tambores num ritmo frenético, que conduzia as pessoas para um estado de transe. Como se não bastanssem os tambores, todos alí na platéia fumavam hashish quase que sem parar, num ato que faz parte da religião deles.

Mesmo aqueles que não fumavam já estavam entrando em transe também com a repetição da música e a dança de alguns poucos, que me lembrava algo como um terrero de umbanda no Brasil. A atmosfera do local foi apenas quebrada quando um sujeito chegou alí para tocar seu saxofone. Nada contra saxofones, porém naquele momento onde apenas os tambores falavam, algo ao estilo de Kenny G. não parecia se encaixar muito bem no repertório.

O sujeito sofreu com seu saxofone, já que o som de seu instrumento era incompatível com o som dos tambores. Eles foi persistente, mas num determinado momento teve que desistir. A partir daquele instante os tambores passaram a tocar mais alto e os cigarros carregados de hashish voltaram a se tornar apenas fumaça. Entretanto, eu já estava cansado daquilo e resolvi ir embora de volta para a hospedagem e encerrar este dia carregado de misticismo muçulmano.

Sexta-feira (2 de novembro de 2007)
Lahore


Meus planos era de hoje já deixar a cidade, mas no decorrer do dia persebi que isso não seria possível, pelo menos não hoje. Após o café da manhã muita gente foi embora, já que muitos ficam na cidade apenas para conferir as noites de música e rituais antes de seguirem seus rumos. A hospedagem que não tinha mais espaço nos útimos dias e obrigava as pessoas a dormirem no terraço do prédio, agora estava quase vazia.

Despedi-me de todos e voltei para minhas missões de dias atrás. Agora segui para o correio do país e não perdi muito tempo alí. Depois fui até um bicicletaria e alinhei minha roda traseira, que havia se tornado oval após a Índia e, em conseqüencia disso, os raios estavam sempre quebrando. Arrumei a bicicleta também. A única coisa que ainda me faltava, mas que a essa altura eu já havia desistido era um traje paquistanês.

Decidi então almoçar antes de voltar para a hospedagem e durante o meu almoço eu conheci um juíz do tribunal de justiça de Lahore. Fomos conincidentemente colocados na mesma mesa do restaurante e acabamos conversando bastante, antes de encerrarmos nossa refeição e cada um seguir o seu rumo.

Pela tarde na hospedagem, busquei atualizar meus diários e fotos antes de deixar a cidade, o que eu faria amanhã mesmo de qualquer forma. Segui até a noite escrevendo e buscando algumas informações sobre o país e coisas do gênero, até que fui interrompido pela chegada de alguns músicos que iriam tocar (qawwali) no terraço do prédio. Segui então para o terraço e assisti à aprensatação dos músicos, que fizeram tudo de forma gratuita. Ao final do show eu voltei para o computador, mas acabei dormindo na frente da tela, tão cansado que eu estava.

Sábado (3 de novembro de 2007)
Lahore – Islamabad – caminho às montanhas do norte


Eu acordei cedo e logo comecei a separar o que eu levaria em minha curta viagem e o que eu deixaria em Lahore, quase tudo. Sabia que se eu ficasse em Lahore, cercado de tanta gente interessante, eu não conseguiria trabalhar e seria melhor eu sair dalí o quanto antes. E meu destino eu já havia decido, o norte do país.

Eu que me sentia em casa na hospedagem onde eu estava, passei a reparar um ponto interessante: o quanto o Paquistão é diferente da Índia. Mesmo estando tão perto há inúmeras diferenças, inclusive em relação aos seus turístas. Aqui ninguém vem em busca de mestre, atrás de resposta ou como marinheiro de primeira viagem, aqui só vem quem sabe viajar e, especialmente, aqueles que não acreditam em tudo o que a imprensa diz, porque os que acreditam tem medo até mesmo de pensar no nome deste país.

Todos os estrangeiros que eu conheci aqui tinham uma história incrível. Diversos viajando de bicicleta, de moto, de paraglider, ou mesmo vindo de países como Afeganistão e Iraque. Não havia como negar que as histórias que eram contadas nesta hospedagem eram as melhores que eu já havia ouvido. Além disso havia uma grande troca de informações entre os viajantes que quase sempre seguiam em direções opostas.

Mesmo atraído pelo ambiente eu deixei a hospedagem hoje, por volta do meio dia, com apenas uma mochila, uma bolsa e minha câmera. Segui para a periferia da cidade, até um terminal de ônibus, da onde eu tomaria um coletivo para Islamabad, a capital do país. Isso foi fácil, um rickshaw me levou até o terminal onde os ônibus saia para a capital do país a cada 20 minutos. O ônibus era muito melhor do que eu poderia esperar: ar condicionado, assentos espaçosos e tudo muito organizado.

Numa estrada perfeita o veículo percorreu quase 300 quilômetros em apenas 4 horas e meia. Parecia que algo estava errado, tudo estava muito perfeito. Quando eu cheguei em Islamabad, com a ajuda de um senhor que eu conhecera no ônibus eu tomei um táxi para a cidade vizinha, Rawapindi, aonde estava o terminal da NATCO (Northern Areas Transport Company), de onde partiam os ônibus para as regiões nórdicas do país.

Eu estava pensando em dormir uma noite em Islamabad, mas resolvi já reguir de uma vez para o norte do país e assim ganhar um dia de viagem. Ao chegar na estação de ônibus já era noite e eu não tinha almoçado e nem mesmo jantado e pelo visto iria seguir assim mesmo. Comprei então a minha passagem de ônibus, cuja saída estava marcada para as 8 da noite, para uma viagem nada fácil que prometia durar de 15 até 18 horas.

Seriam mais de 24 horas dentro de um ônibus e eu já sabia que não seria fácil, mas eu não tinha escolha caso quisesse mesmo chegar ao norte do país. Comprei um pacote de bolacha, uma garrafa de água e subi no ônibus para a longa jornada. A viagem começou bem, e eu não demorei muito para pegar no sono. O problema era que o meu assento quase não se reclinava, não havia muito espaço para as minhas pernas, espacialmente pelo fato de eu ter que levar minhas malas comigo, além do fato do sujeito de meu lado também gostar que de se esparramar.

No meio da noite eu já não aguentava mais ficar alí e numa das paradas do ônibus eu resolvi procurar algum assento vazio para tentar dormir. Sorte ou não, eu encontrei a última fileira de assentos vazia, o que deixaria eu dormir na horizontal alí. A desvantagem era que justamente no final do ônibus era onde o veículo mais trepidava e oscilava. De qualquer forma deitei nos assentos sujos e até me cobri com meu lençol, para ter mais conforto.

Dormir bem alí era uma missão quase impossível. O ônibus pulava tanto que eu constantemente voava dos assentos e algumas vezes até caia fora dele. Fora isso pela estrada havia uma espécie de controle policial rigoroso que me fazia descer do ônibus a todo o momento com meu passaporte para preencher um livro com minhas informações. Mesmo assim a viagem seguiu.

Domingo (4 de novembro de 2007)
À caminho das montanhas do norte – Gilgit


O dia nasceu e eu sabia que eu ainda tinha muito chão pela frente, pois não haviam se passado nem 12 horas ainda. Bastava paciência. Eu não tinha mais sono, mas me sentia cansado. Eu não queria dormir mais, mas não tinha o que fazer e no final das contas sempre acabava dormindo mais uma vez.

O ônibus parou mais uma vez para o café da manhã e naquele momento eu já sentia um pouco da região, incluindo a paisagem montanhosa e frio que fazia. Comi um ovo frito e um chapati, mais uma xícara de chá com leite e depois o ônibus seguiu em frente. Somente por volta das 13 horas, 17 horas depois da partida eu chegava em Gilgit, a maior cidade da região norte do Paquistão. A maior, mas mesmo assim apenas com cerca de 25 mil habitantes.

No momento que eu pisei na cidade meu pai me telefonou, senti que ele estava aflito, mais que o normal. Descobri então o porque: o Paquistão havia declado estado de emergência. Isso nunca é bom, mas eu ainda não sabia o quanto ruim isso era neste caso. De toda a forma, eu estava numa parte do país onde nada chegava, nem mesmo os conflitos políticos. Sabia que poderia ficar por aqui até a poeira baixar também, isto é, se houvesse mesmo poeira para baixar.

Busquei conversar com algumas pessoas sobre a situação política do país e todas já sabiam, mas não estavam se importando, pois sabiam que era apenas mais um jogo político de Musharraf, que é muito bem aceito pela população em geral, especialmente a população rural. O estado de emergência, apesar de deixar o país virtualmente “sem leis” não afetava o dia-a-dia das pessoas, muito menos dos turistas, que, por um ponto de vista, estariam ainda mais protegidos sob a asa deste Estado militar ainda mais fortalecido.

Alguns turistas, os que nem deveriam estar aqui, já estavam arrumando as malas para sair do país, como se todos fossem morrer. Estavam seguindo para a Índia em busca de segurança. Certo ou errados, na minha visão é mais fácil morrer de diarréia na Índia que por algum conflito aqui no Paquistão. De qualquer forma, eles estavam tomando as decisões deles. (huaauahauhaa)

Caminhei um pouco pela cidade e depois de alguns minutos eu decobri que não havia nada para ser visto na cidade, mas também descobri que as pessoas eram muito simpáticas e hospitaleiras nesta região do país, onde as pessoas tem outra fisionomia, mais parecida com a do centro asiático – Tajiquistão, Kazaquistão e outros “quistãos”. Descobri que na cidade eu poderia fazer uma trilha até perto de uma das mais altas e perigosas montanhas do mundo – Nanga Parbat, com seus 8.125 metros – ou assitir à uma emocionante partida de pólo, jogo comum na região.

A trilha seria interessante, mas iria me tomar muito tempo, assim resolvi amanhã mesmo sair da cidade, seguindo mais ao norte até um famoso vale da região, o Hunza Valley. Mas isso já parte da semana que vem.

Para ver fotos de mais paisagens clique aqui:
http://www.nohorizons.net/Countries/Pakistan/Files/Karimabad%20(2).htm

Wednesday, 1 July 2009

Pobreza- algo a se pensar

Lado B
Nao ha muito pra se falar, talvez quase nada que possamos fazer..
80 %Pakistanis spending 50-60 % of their total income on food have been forced to curtail clothing, health education expenses to stave off starvation...


Not everyone who is poor was born into poverty. New research shows that large numbers of poor people have fallen into poverty within their lifetimes as is happening in recent months in Pakistan where poverty is on rise due to food inflation and shortages.
Any inflationary impact that increases the rates of food badly impacts majority of people living in Pakistan as more than 80 per cent of them earn less than $2 per day (isso mesmo menos de 2 dolares por dia..). They are more vulnerable than the affluent class because they spend 50-60 per cent of their total income on food. When food becomes expensive they have to curtail other essential expenses to save themselves from starvation. It is time for starvation for those 23.4 per cent of the population that the government officially recognizes at living below poverty line.
Conventionally, poverty has been measured as a stock, considering the numbers of poor people at a particular moment in time. Such stocks can be compared across two points in time and the net change calculated. Such analysis does not reveal, however, exactly how this change was derived: how many people fell into poverty within the specified time frame, and how many others concurrently escaped poverty?
Poverty is definitely on rise in Pakistan as its citizen fight to buy wheat, rice or ghee at whatever price they could get it. Price has lost significance, as it is the availability that matters. Past experience indicates that poverty rises sharply in these circumstances. This according to economic experts is the right time to assess the poverty in the country, which would give the planners an insight to the vulnerable population of the country that could fall into poverty on slightest disturbance in economic out look. The experts point out that except fixed income groups or elite class majority of families in Pakistan buy food on daily basis. There are families in poor localities that do not afford to buy as 20 kg atta bag. In normal circumstances they used to buy one or two kg of this commodity on daily basis or the shopkeeper in their neighbourhood provided them the 20 kg bag on credit.
They said now that the atta is not available through normal retail channels. They have to buy atta now at cash and that too at much higher rates. The alternate staple food to atta is rice the rates of which have risen more sharply.
Almost doubling of edible oil rates in one year and historic high rates of vegetables have further compounded the problems of lower middleclass and poor families. The poor families have been forced to neglect the health or education (acabam deixando de estudar porque nao tem como pagar..)if their children just to ensure that they are adequately fed.
Poor planning and bad governance has landed the nation in to present mess. According to economists the government�s poverty reduction strategy lacked substance. They said the government did not conduct any study (simples, se esqueceram deles, nem planos tinham) about the development and policy measures that reduce poverty. They said studies in neighboring India indicate that investment on road infrastructure reduces poverty more sharply then other developments. They said India experience shows that for every one million rupees spent on rural roads, 124 poor people could be lifted above the poverty line-the largest rate of poverty reduction among all types of investment. Furthermore, one rupee invested in rural roads would generate more than five rupees in returns from agricultural production, which is the second-largest production growth effect after agricultural research and development (R&D). Additional government spending on agricultural R&D and extension has the largest impact on production growth, with a cost- benefit ratio of 13; it also leads to large rural poverty-reduction benefits, second only to rural road investment. Additional government spending on education has the third-largest impact in reducing rural poverty, largely because of the increases in non-farm employment and rural wages that it induces. Finally, public investment in irrigation has an impact on agricultural productivity similar to that of education investments and only a small impact in reducing rural poverty. The economists regret that no such analysis is available in Pakistan.

Me diz se num eh uma droga de governo???? O cara foi capaz de matar a propria mulher (Benazir), porque ele iria se importar com seu pais?

Melhor Musharraf do que nada:

“POVERTY DECREASED DURING MUSHARRAF ERA”
According to Economic Survey 2005 & CIA Factbook 2007. Poverty in Pakistan in 2001 was 34.46%. And, now after 7 years of Musharraf; Poverty in 2005 was 23.9%. Poverty DECREASED by 10.56%.
Overall, 12 million people have been pushed out of Poverty in 2001 -2005!

No Pak existem muitas pessoas pedindo dinheiro nas ruas, mas eles num pedem como aqui, elas dizem, me de um trocado que eu te abencoo, que eu rezo por voce, ou eu preciso de um uniforme da escola, algum material, ...
Mas existem alguns tipos de exploradores, para quem assistiu `Quem quer ser um Milionario` viu que eles pegam algumas criancas e bebes e os colocam para pedir esmola, no pak acontece o mesmo, infelizmente.

Tuesday, 26 May 2009

Um Reporter no Paquistao

Arthur Veríssimo, repórter de 48 anos, acumula milhas aéreas e histórias para contar sobre os lugares e as pessoas mais incríveis do mundo
Em sua eterna busca pela luz, nosso viajante encontra uma ditadura corrupta e enfrenta alguns olhares desconfiados no Paquistão

Mesquitas, autoflagelação, Baluchistão, islamismo, bombas nucleares, dervixes, Al Qaeda, Caxemira, críquete, squash e um governo que está entre os mais corruptos do planeta. Esse é o cenário do Paquistão, que neste ano de 2007 completou 60 anos de independência, comemorada pelos seus 165 milhões de habitantes.
Para alguém na minha posição, a vida por ali não é fácil. Afinal, jornalistas, ONGs e grupos que defendem os direitos humanos são extremamente malvistos pelas autoridades de Islamabad. Segundo o ditador Pervez Musharraf, só são divulgadas barbaridades e mentiras sobre o seu país. Depois de oito anos como presidente — sempre com o auxílio americano —, Musharraf luta pela sua sobrevivência, recusando-se a ceder o poder a civis e com uma contínua pressão dos adversários políticos e dos extremistas islâmicos ao longo da fronteira com o Afeganistão.Mas esse está longe de ser o motivo que me levou até lá. Fui ao Paquistão para conhecer a majestosa e decadente cidade de Lahore e as entranhas do poder de Islamabad. Minha aventura iniciou-se no aeroporto de Nova Délhi, capital da Índia. Os funcionários da PIA (Pakistan International Airways) queriam saber o motivo da viagem e por que um brasileiro nutria o desejo de conhecer o Paquistão.

A viagem de Délhi para Lahore dura 45 minutos. Dentro do avião, quatro passageiros não tiravam os olhos de mim. Quando fui ao banheiro, a porta foi pressionada uma dezena de vezes. Foi a viagem aérea mais tensa da minha vida. Quando desembarquei em Lahore, olhares de todos os lados acompanhavam meus movimentos. Tive que mostrar meu passaporte em seis ocasiões e abri minha mala por mais uma dezena de vezes (tambem ja passei por isso). Um amigo italiano me aguardava na saída do aeroporto e, quando percebeu meu espanto terminal, deu sonoras gargalhadas.Em vez de me acalmar, Franco, o italiano, me deu um toque para ler o quadro de avisos no hotel, no qual estava escrito: “Devido à proximidade de fronteira com a Índia e as regiões tribais, locais propícios à rebelião e à guerra, é aconselhável aos hóspedes guardar seus pertences no cofre”. Depois de uma merecida noite de sono, fui comprar o clássico “Shalwar Quamiz”, uma espécie de pijamão-bata, a roupa típica que os paquistaneses usam diariamente. Tudo com o intuito de me fundir à paisagem de Lahore, que é uma cidade repleta de maravilhosas mesquitas, fortes, mercados decadentes, jardins abandonados e templos de santos sufis.
Com tempo livre, dei uma passeada em Islamabad, capital do Paquistão. É uma cidade que não deixa nada a desejar a qualquer metrópole ocidental. Carros importados, shoppings, restaurantes, galerias de arte, parques e uma certa semelhança com Brasília, com suas largas avenidas e suspeitas de corrupção. As ruas são repletas de ônibus e caminhões que mais parecem instalações.
Na volta a Lahore, resolvi caminhar pela Shahrah-e-Quaide- Azam, a Avenida Paulista de lá. Observei uma movimentação febril a duas quadras. Uma multidão se espremia para acompanhar uma romaria que entoava cânticos de lamentação. Bandeiras tremulavam por todo o ambiente. Três cores predominavam: verde (que significa o Islã), preto (luto) e vermelho (sangue derramado). De um lado, uma falange de policiais armados. Do outro, um bando de alucinados xiitas esparramando fé pelos lábios com os corpos cobertos de sangue. Centenas de homens se autoflagelavam com chicotes e correntes. O chicote possuía de cinco a dez tiras: na ponta de cada um estava engatada uma lamina afiadíssima.Depois fiquei sabendo que todos os anos é comemorado no décimo dia do mês muçulmano de Moharram o luto xiita que revive a morte violenta do imã Hussein, neto do profeta Maomé, morto pelo califa sunita Jazid em Karbala (Iraque). A tradição conta que Hussein Ibn Ali foi decapitado e mutilado no ano de 680 d.C. Esse período marcou a divisão do mundo islâmico entre os ramos sunita e xiita. No olho do furacão do martírio coletivo, observo um grupo de garotos com chicotinhos. Decido retornar ao hotel para me refazer. No dia seguinte, teria uma longa viagem de volta para o Brasil.
Longe dos olhos sinistros que o perseguiram pelo Paquistão, nosso andarilho flagrou um caminhãoinstalação e interagiu com um mascate em Islamabad (abaixo)

Friday, 15 May 2009

Interview with Musharraf

Para quem vai ficar em casa esse finde e tem tv Cnn, aproveite para ver a entrevista com o Musharraf! Domingo dia 15 as 16:00hrs no Brasil. In Pakistan at 1am
EXCLUSIVE
This week on GPS, an exclusive interview with former Pakistani President Pervez Musharraf. If Pakistan and Afghanistan are the biggest global stories of the moment (and they are), the man who can shed the most light on them is surely Pervez Musharraf - the man who resigned from power in Pakistan just nine months ago. Make sure not to miss GPS this Sunday(15th) at 1pm and 5pm.


QUESTION OF THE WEEK
Next week former Pakistani President Pervez Musharraf is on the show. What questions should Fareed ask him? Tell us what you think and why. Email us at GPS@cnn.com




Musharraf not ruling out running for office

Former Pakistani President Pervez Musharraf, who took control in a bloodless coup and left office under threat of impeachment, is not ruling out the possibility that he'll run for office once the law allows.

Musharraf, speaking on CNN's "Fareed Zakaria GPS," said he wishes the current government well and that he "would be the happiest person" if the nation deals well with threats such as the growing political and martial strength of the Taliban.
"But one is concerned about Pakistan, certainly," he said on the program, which is scheduled to air Sunday. "One does get concerned about where are we headed and what are we doing.
"If
Pakistan is in trouble and if any Pakistani, myself included -- if you can see that we can do something for it -- well ... my life is for Pakistan," he said.
Musharraf, once Pakistan's army chief, resigned under intense political pressure in August.
He had swept to power in 1999 in a bloodless coup, removing Prime Minister Nawaz Sharif and appointing himself president in 2001, while remaining the head of the military.

Considered an ally by the United States in the fight against Islamic extremists in the region, he was criticized for impeding democratic elections in 2008 -- including delaying the elections, suspending the country's constitution, restricting the media and having political protesters arrested.
Ultimately, his political party -- Muslim League-Q -- finished third in the voting and he stepped down only after the ruling coalition announced it would seek to impeach him.
But now, President Asif Ali Zardari has public approval ratings around 19 percent. When asked by Zakaria if Zardari has the public backing needed to fight the Taliban, Musharraf suggested he does not.
He noted that Zardari, the widower of former Prime Minister Benazir Bhutto, was elected by two-thirds of Pakistan's parliament.

"Democratically, he's elected by two-thirds. And these are the people who are the representatives of the same people you're talking of -- 19 percent in favor ... ," he said.
"So, there's a dichotomy. You can analyze it yourself."
Some 1.5 million people have been displaced by 10 months of fighting between the Pakistani military and the Taliban along the country's border with Afghanistan, the chief minister of North West Frontier Province estimated Thursday.
With a government offensive against the
Taliban nearly three weeks old, a spokesman for Pakistan's army insisted that the military intends to drive the Taliban out of the contested area. Musharraf said deals with the Taliban several years ago that allowed the group some power were a mistake because "it was not from a position of strength" by Pakistan
But, if the military is able to take the upper hand, more deals may be needed to calm fighting by the fundamentalist group. Any deal, Musharraf said, would require that the Taliban in Pakistan not support
Al Qaeda and not go into Afghanistan to fight against U.S. and coalition troops.
"I think the line of going for political deals, political compromises, is correct," he said. "We must do it -- even if we are doubtful of some of the people involved in the signing."
Musharraf said the laws under which he stepped down would allow him to run for office in Pakistan in six months -- although he doesn't intend to do so.

"We're not running for office in six months," he said. "I'm on lecture circuits. I'm enjoying this professional activity of giving lectures, which I could never imagine, as a military man, that I'd be doing."
Then, if Muslim League-Q asked him to run as their presidential candidate? "They haven't asked me yet," he said. "Let them ask me first and then I'll reply."



Prefiro o Musharraf no poder do que esse Zardari... todos sabem que ele matou sua esposa a Benazir... o cara esta estancado la no poder sugando tudo o que pode e nao faz nada... Musharraf foi corrupto, mas pelo menos fez algumas coisas, como o Passaporte.. nem isso o povo tinha descente.. sabe aquela coisa de 1900? Olhos: Dois, Nariz: um, Cabelo: tem... ahuahuhaa uma coisa bem assim. Tambem mandou registrar o povo, todos adquiriram a carteira de Identidade! Quem depende da Net pra falar com o namopak sabe quanto utimamente tem faltado luz la...
Ja notaram o tamanho do interesse dos EUA no Paquistao? Ja se perguntou o porque?






Sunday, 22 March 2009

Pakistani People Won =D

Topic only in English. Thanks Amor ♥for your testimonial. Here he explains what is going on in Pakistan nowadays and why Chief Justice is so important to our nation. Shukria!



мя ш i i i : Pakistani People Won.
Carol..: why?
мя ш i i i :Because, 8 years back there was army dictator who kicked the elected govt and prime minister out and took all powers with him.

Iftikhar Muhammad Chaudhry (born 12 December 1948 in Quetta) is the 20th Chief Justice of Pakistan.He was appointed as Chief Justice by Pakistani President Gen. Pervez Musharraf on May 7th, 2005. He was suspended by President General Musharraf on March 9th, 2007, when he refused to oblige Musharraf by refusing to resign.

So who is he and what happened?
The move sparked the historic Lawyers' Movement which claimed as its first victory the reinstatement of Chaudhry by an order of the Supreme Court on July 20th, 2007. This was the first recorded case of such suspension in the history of Pakistan.

After having been elected as President for second term by the Parliament, Musharraf in November 2007 pre-empted an impending court decision against his re-election and suspended the constitution and declared a state of emergency. Justice Chaudhry reacted promptly, convening a seven-member bench which issued an interim order against this action.

In March 2009, Nawaz Sharif and the Lawyers started a decisive movement to reinstate Chaudhry Iftikhar and other deposed Judges. Long March from all over the country was declared. Finally the Government reinstated Chaudhry Iftikhar and other deposed Judges on 16 March, 2009 through an excecutive order by the Prime Minister of Pakistan.


What happened between Chief justice and Musharraf
In 2007, the Supreme court ruled against the government, saying that the selling of Pakistan Steel Mills to a group including Arif Habib, former client and friend of PM Shaukat Aziz, was done in "indecent haste". Why supreme court ruled against this deal because musharaf and prime minister were selling the steel mils in almost free to their friends.

Take an example if I sell a Billion dollar land in few bucks. This decision of Chief Justice was appreciated by everyone but was hated by Musharaf and his friends. Hence it resulted in a Marshall Law on 3rd November 2007. And chief justice was sacked.



Missing People's Case

Many people in Pakistan had been allegedly kidnapped by the American agencies (FBI, CIA) and Pakistani agencies (ISI, MI, IB) in pursuance of the "War on Terror." These people were arrested without any warrant or court order and denied any access to counsel as enshrined in the Constitution of Pakistan.


These actions were challenged in the Supreme Court and a bench under the Chief Justice Iftikhar Muhammad Chaudhry took up the case. The complainants in the matter headed by Ms Amina Masood Janjua representing 254 missing persons and their families pleaded that the persons concerned be presented in front of a magistrate in line with the law and be given a trial.


The controversy over the matter increased after police baton charged demonstrators demanding released of their kin, stripping off demonstrators in the process which was pasted across the national newspapers increasing resentment against the government. The Supreme Court had the Ministry of Interior and the representatives of the military agencies directed to appear in the court and answer the issues raised causing ripples in Pakistan's powerful establishment.


Carol..: Cf wanted to back to the power or the people? Who chose?
мя ш i i i : people wanted babe, he was cj by law so he had to come back
Carol..: why is he so important to this nation?
мя ш i i i : Because he was the only and the 1st chief justice who said NO to a military dictator, he stood in front of Mush and said u are not eligible to be president according to constitution of Pakistan, According to constitution of armed force officer cant be president and army of chief at same time. Thats why people loved his stand and stood with chief justice.

Carol..: Sounds great! Now that he has back to power what u think will happen to Pakistan?
мя ш i i i : Now Pakistan is totally changed, because its the 1st time that whole nation stood against a military dictator, now we have a strong law enforcer and you know where there is law there is no more injustice.
Carol..: Congratulations, very different from Brazil.. here people don't fight against injustice...
Carol..: Zardari or Musharraf? n y?
мя ш i i i : none of them both r corrupt and CJ is about to take action against both of them
Carol..: hauhauhauhaahu so who?

мя ш i i i : Imran Khan

Carol..: Who is this?
мя ш i i i : Imran Khan former cricketer under his captaincy Pakistan was the cricket world cup in late 1992 and now he is in politics and he is very very very famous in youth. We want him to rule Pakistan.


Tuesday, 23 December 2008

Presidente Zardari


Fonte Wikipedia

Asif Ali Zardari

(Karachi, 21 de julho de 1956) é um empresário paquistanês. Viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. Co-presidente do Partido Popular do Paquistão depois de 30 de dezembro de 2007.

Em 30 de dezembro de 2007, foi nomeado em uma assembléia extraordinária como co-presidente do PPP junto a seu filho, Bilawal Bhutto Zardari.

Em 6 de Setembro de 2008, os mais de 1.000 legisladores das câmaras nacionais e provinciais do Paquistão elegeram Zardari como presidente do país, na sequência da demissão de Pervez Musharraf.

...

ardari obteve 482 votos dos 702 em jogo, segundo a fonte, que afirmou que os resultados serão revisados e divulgados oficialmente em algumas horas.

O líder do PPP venceu com grande vantagem sobre o candidato da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, o ex-chefe do Supremo Saeeduzzaman Siddiqui, que obteve 153 votos, enquanto o aspirante da Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), formação que dava apoio a Musharraf, Mushahid Hussain, obteve 45.

Enquanto os mais de mil legisladores das câmaras nacionais e regionais paquistaneses votavam para escolher o sucessor de Pervez Musharraf na Presidência do país, a explosão de um carro-bomba contra um posto policial nos arredores da cidade paquistanesa de Peshawar deixou pelo menos 13 mortos e 30 feridos. O atentado foi reivindicado pelo grupo que reúne os talebans do país, do movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP).

Percurso de Zardari

Para chegar até aqui, Zardari não duvidou em abrir mão de seu principal parceiro após a vitória eleitoral do PPP em fevereiro, o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, e afirmou que, para ele, os acordos entre os dois não eram “sagrados como o Corão”.

A ruptura era previsível, já que Zardari passou quase 11 anos na prisão por conta de acusações levantadas durante os governos de Sharif, que lhe deram sua fama de corrupto pelos supostos subornos que cobrava.

Nascido em Nawabshah, na província de Sindh (sudeste), no dia 21 de junho de 1956, em uma família de fazendeiros, o jovem Zardari cursou apenas o ensino médio.

Em 1987, casou-se de maneira arranjada com Benazir Bhutto, herdeira de uma dinastia política, educada em Oxford e que um ano depois - com apenas 35 - se transformou na primeira mulher à frente do Governo do Paquistão.

Zardari é popularmente considerado o responsável pela corrupção que pôs fim aos dois Governos de sua esposa, alternados com Executivos de Sharif.

Após a queda do primeiro Governo de Bhutto, Zardari foi acusado de extorsão e passou três anos na prisão, até ser exonerado quando sua esposa recuperou o poder, em 1993.

Bhutto caiu outra vez em outubro de 1996, e Zardari voltou para a prisão, desta vez por um período de oito anos, nos quais surgiram várias acusações contra ele, entre elas o assassinato de seu cunhado, Murtaza Bhutto.

O PPP sempre alegou que as acusações foram motivadas politicamente e que seu período na prisão e as torturas que sofreu prejudicaram gravemente a saúde de Zardari, que é diabético, tem problemas cardíacos e sofre com dores nas costas.

“A corrupção é um estado mental. Uma pessoa corrupta (…) não teria sacrificado oito anos de sua vida na prisão. Poderia ter aceitado um acordo vivido no exílio”, disse em entrevista em 2005.

A prisão, o exílio e a morte de Bhutto em um atentado no fim de 2007 separaram de vez o casal, que passou somente cinco anos realmente junto e teve três filhos: Bilawal, em 1988, Bajtawar, em 1990, e Asafa, em 1996.

Quando foi libertado em 2004, Zardari se mudou para Nova York e não para Dubai, onde sua esposa e filhos viviam no exílio desde o começo de 1999.

“Sou um completo estranho para meus filhos”, lamentou uma vez, embora as notícias da época retratem uma vida de prazer e luxo nos Estados Unidos.

No entanto, Benazir sempre defendeu em público o apoio de seu marido e negou os “rumores venenosos” sobre seu suposto afastamento.

Quando Bhutto retornou ao Paquistão, no dia 18 de outubro de 2007, após conseguir uma anistia de Musharraf, seu marido não estava ao seu lado.

Apesar de sempre ter ocupado algum posto ministerial nos dois Executivos de Benazir, Zardari não era membro do PPP nem candidato às eleições em que sua esposa tentava retornar ao Governo, no começo de 2008.

Seu assassinato em um atentado em 27 de dezembro de 2007 precipitou a ascensão de Zardari à cúpula do PPP.

Nos meses seguintes, ele se aproximou cada vez mais do poder, alternando períodos em Islamabad com viagens de negócio ao exterior, sem se esquecer de estimular o culto de muitos paquistaneses à família Bhutto.

...
Ha outdoors mostrando Zardari com sua familia.. feliz e sorrindo
Mas ele foi muito corrupito, e muitos paquistaneses acreditam que ele juntamente com a ajuda dos EUA matou sua Esposa Benazir... outro fato que prova isso eh de que ele nada faz de acordo com o que Benazir havia prometido.
Outro fato engracado.. a midia mostra ele flertando com Sarah Palin uahauahahaa
Ninguem esta satisfeito com ele... ate agora num fez nada, nem para defender o Paquistao da mida a respeito dos atentados em Mumbai. Eu vi a entrevista dele, e achei um BUNDAO, sem postura, sem conviccao..

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