Monday, 2 November 2009
Red Mosque e Extremismo
June 2007
Meet the militant schoolgirls from Pakistan who want to 'Talibanise' their country. Students from the Red Mosque are adopting vigilante tactics to punish those accused of offending Islam.
Produced by SBS/Dateline
Distributed by Journeyman Pictures
Shariah is not an extreme interpretation of the Islamic law as it was said in the video. The version of shariah that these people wanted to impose was an extreme interpretation but it was their version
Thursday, 16 July 2009
Opnião de alguém sobre o Paquistão
Fonte: http://www.tommylund.eu/?cat=475&lang=pt
Paquistão aproxima completo caos de cada dia.
O risco país, de acordo com a mídia para ser transformado em um estado talibãs dentro de um tempo curto, e uma introdução da Sharia leis extremas são apenas alguns dos talibãs terá sobre o menu para o povo paquistanês. Para o infiel cães no mundo possuem armas nucleares a oferecer. Nice né? Para citar a banda americana Timbuk3; O futuro é tão brilhante que tenho que usar sombras ...
Hillary Clinton, secretário dos Estados Unidos, mostraram uma muito sóbria e ainda buscas akende pensando durante uma audiência que foi realizada recentemente. Clinton disse os E.U. si é culpada da situação que já está ocorrendo em áreas de Paquistão e Afeganistão. - Os problemas que enfrentamos, temos de, em certa medida, assumir a responsabilidade de. Temos ajudado a criá-los. Lembremo-nos que as pessoas que estão lutando contra hoje, financiados há 20 anos. Foi Presidente Reagan, em cooperação com um Congresso liderado pelos democratas, que disse: "Sabe o quê? Parece ser uma ótima idéia. Façamos o regime com a inteligência paquistanesas e os militares paquistaneses, e vamos contratar estes mujahedinene. Deixe-os vir da Arábia Saudita e outros países, deixá-los-wahabi importar sua interpretação do Islão, para que possamos vencer a União Soviética.
Os americanos têm uma tendência para perturbar os antigos sócios são problemas. Eles têm de comprá-lo apoiantes ukritisk, dar-lhe toneladas de dinheiro, formação e outros serviços até que eles não têm mais uso para eles. Então, é fora no frio. Osama bin Laden estava lutando com o amigo dos Estados Unidos no seu tempo (e as famílias Bush / Bin Laden ainda está bom autocarros), Saddam Hussein também era um amigo com os americanos um longo tempo. Hillary Clinton tem de perceber concepção e alerta contra futuras relações pensamento vazio, - Não foi um mau investimento, quando se trata de a União Soviética, mas vamos ter cuidado com o que semeia, colhe-la para nós.
Entretanto, a passear os talibãs de baluarte para baluarte no Paquistão e está ganhando força. Ao mesmo tempo que os relatórios comecem a fluir nos sobre os novos horrores e selvjustis dos "velhos tempos", como o agrupamento é aplicado em territórios ocupados. Um jovem suspeito de adultério foi derrubado e morto sem qualquer veredicto interrogatório ou para essa matéria, os homens que ouviram a música foram violentamente raspou, e outra é o medo de cruéis reacções do Taliban no processo de disseminação, especialmente entre as mulheres. Trata-se de mulheres que recebem a pior sob o Talibã regra. Sharia Leis agora introduzida é a mesma em que foram introduzidas no âmbito do controlo dos taliban no Afeganistão, no início dos anos 90 do século.
• Todas as mulheres têm que usar todo o corpo e formløs Burke, com a tela / pano na frente de seus olhos.
• É proibido às mulheres, para o trabalho - com excepção para as mulheres nos cuidados de saúde.
• As mulheres não foram capazes de ir ao ar livre sem ser acompanhada por um parente do sexo masculino.
• Todas as meninas para a educação ao longo de sete anos foi proibida.
• sapatos de salto alto e maquiagem era estritamente proibido. Uma mulher da etapa teve que ser silenciosa, porque os passos poderiam excitar os homens.
• As mulheres não podiam intervir no domínio público, porque "não deve estranho ouvir uma voz feminina."
• Janela no primeiro e no segundo piso da casa teve de ser pintado ou coberto completamente para evitar enfrentar a mulher poderia ser visto por outros homens. "Porque a mulher do cara é uma fonte de corromper os homens que não estão relacionados a eles."
• As mulheres não podiam andar ou sentar na moto ou motocicleta - mesmo que fossem, em sessão com um parente do sexo masculino.
• Eles não puderam tomar um táxi, sem um resultado com um parente do sexo masculino.
• Foi proibida por médicos do sexo masculino para assumir uma mulher durante a consulta médica.
Não há dúvida de que ela carrega de volta ao início "Stone Age", sob o Talibã, mas ao mesmo tempo dizer que a questão sobre como irá considerar que ocidentais e, eventualmente, lidar com o que acontece. As possibilidades são várias:
Caso combate aos talibãs com armas? É tempo de passar da Allied tropas do Iraque para o Paquistão / Afeganistão para uma presença cada vez mais fortes? Caso você faça isso SV sugerir casa para berget; ir nas negociações com os talibãs que, na maioria dos casos, apenas revendedor com outros muçulmanos? Paquistão deve deixar aos seus próprios aparelhos e deixar que o inferno? Deve fazer um esforço para trazer primeiro as armas nucleares que se encontram no Paquistão e, em seguida, deixar o Talibã assumir o resto, e deixe ir Paquistão no esquecimento?
Pessoalmente, penso que a negociação não é. Ao negociar com os talibãs aceitará também que eles têm poder e influência fora do Paquistão. Em um mundo moderno em que vivemos, e com os instrumentos técnicos os E.U. tem à sua disposição deve ser capaz de usar poder millitær. Você pode querer colocar todos os panos e os talibãs para realmente mostrar que a sua visão do mundo é fressura, detritos errada. De acordo com os relatórios que vêm do Paquistão não são muitos dos talibãs, mas ainda conseguiu capturar grandes e importantes áreas no Paquistão. Qualquer negociação que eles devem manter para as zonas que têm agora é também infrutíferas. Eles não estão exatamente entre os mais confiáveis do mundo, e também que você nunca deve confiar na extremistas. É como dormir com soveromsdør aberta e um jacaré de um tempo. Jævlig inseguro e com pouco sono como um resultado.
EU gostei da visão da pessoa, mas a tradução estã meio ruim, culpa não é minha.. eheh
O que você acha? Qual visão você tem do que se passa no Paquistão atualmente?
Tuesday, 23 June 2009
O que aprendi com os muçulmanos
Por total ignorancia, realmente ignorava, eu me vestia de forma qualquer, nem tinha nocao da visao que as pessoas tinham das brasileiras, aprendi a me dar mais valor, apesar de que ao ver agora por outro angulo e nunca fui vulgar; me visto de maneira normal, porem nao me exponho, tentei me adaptar ao que ele me pediu, e nem mesmo por isso deixei de ser eu (leiam o post nao vou ceder, explico o que cedi nas roupas) ate porque pra mim foi natural, foi uma escolha minha para que agente "desse certo".
Achei muito bacana o respeito com livros sagrados, como eles respeitam, nao colocam em qualquer lugar, nao usar em baixo do braco, nem colocam em sacolas, nem usam pra se abanar (ja vi alguem fazer isso com uma parte da liturgia da Biblia), acho que eh o certo, eh um livro sagrado, inspirado e escrito por Deus tem que ser respeitado, e muitas vezes nao se eh passado, eu sei porque fui catequista.
So ha uma coisa que eu acho que falta no islamismo, pelo menos eh o que eu percebi, a falta do perdao. DENTE POR DENTE, OLHO POR OLHO.
Se tiver algo escrito errado, ai desculpa ja sao quase meia noite, estou com muito sono e amanha acordo as 5 =( fuiiii
Violência Contra as Mulheres no Paquistão

Existe Violência em todos os lugares, e contra a mulher tambem, mas quando se fala em um pais muculmano parece que ainda existe um certo preconceito, leiam:
A violência contra as mulheres no Paquistão continua sendo uma dolorosa realidade mesmo nos dias atuais quando na maioria dos países se luta pelos direitos das mulheres e todos os dias surgem novas leis como forma de assegurar as mulheres proteção e direito a liberdade. Denuncias acontecem diariamente, pois é comum vermos manchetes nas revistas e jornais do mundo inteiro a respeito do Mau trato Feminino, entretanto por mais que estas aconteçam e que para nós pareça um número significativo na realidade estas denuncias representam uma parcela muito pequena diante da enormidade do número de casos de violência contra as mulheres no Paquistão.
As Mulheres São Fortes, mas infelizmente nada podem diante desses abusos que representam uma das maiores marcas no país e o seu combate nem mesmo de longe tem acompanhado os esforços que as autoridades dizem vem sendo feitos no sentido de eliminar o terrorismo e acabar com a violência que grassa solta neste conturbado país com leis tão esdrúxulas. Enquanto nós nos sentimos orgulhosos da Beleza da Mulher Brasileira e fazemos uso de uns cem números de procedimentos estéticos com o uso de diferentes produtos como o Ácido Hialurônico para melhorar a aparência, na violência contra as mulheres no Paquistão, usam ácido para deformar-lhes o rosto principalmente.
Se você tiver oportunidade de fazer alguma viagem ao Paquistão talvez possa ver Pessoas com Partes do Corpo Bizarras e pode ter certeza de que tais deformações são causadas por atos de violência que são assustadores para qualquer um. Com certeza neste país pode se encontrar muita Mulher Bonita, porém elas são proibidas de mostrar o rosto ou o corpo e para isso usam a chamada burca que as cobre totalmente. A violência contra as mulheres no Paquistão toma diferentes formas pois as leis permitem a vingança dos homens em muitos casos e a desonra é um deles porém as vezes o simples fato de falar com um homem é considerado adultério e passível de punição inclusive com a morte.
A violência contra as mulheres no Paquistão é tradicional e muda as formas conforme os costumes de cada região, e assim lugares onde O Poder da Educação nesse sentido está muito distante e onde as mulheres são apedrejadas, são assassinadas ou simplesmente são casadas com o alcorão para que não possam se tornar herdeiras da família deixando todo o dinheiro para os homens, pois estes sim têm todos os direitos que são negados as mulheres e muitos mais uma vez que tem o direito de vida e de morte sobre suas esposas e outras mulheres da família. A violência contra as mulheres no Paquistão exige uma solução de urgência, entretanto o Parlamento sequer aprovou uma lei mais rigorosa para a punição desses crimes que em sua maioria ficam impunes e mesmo quando são presos ficam pouco tempo detidos e as autoridades colocam barreiras para impedir as mulheres que querem pedir ajuda.
Saturday, 20 June 2009
Dubai: Reino Islamico Moderno
As monumentais obras arquitetônicas de Dubai, no Oriente Médio, são o lado mais vistoso de uma experiência econômica e cultural que pode indicar uma resposta ao choque entre o Ocidente e o Islã. Pequeno e com o petróleo quase esgotado, o emirado cresce a um ritmo mais acelerado que a China graças à capacidade de mirar na diversificação da economia. A base da estratégia é vender o minúsculo reino como um porto seguro a empresas estrangeiras, investidores e turistas, em meio ao conturbado mundo árabe.

Nos manuais de etiqueta para executivos no exterior e em guias de viagem de Dubai, são apresentadas algumas regras que os estrangeiros em visita à cidade-estado deveriam seguir para não ferir os costumes muçulmanos. Recomenda-se, por exemplo, que as mulheres se vistam de maneira conservadora, com saias longas e mangas compridas, e que não se tente marcar compromissos de trabalho na sexta-feira, que para os muçulmanos é o dia de descanso e de rezas. Algumas horas em Dubai e logo fica claro que essas orientações são desobedecidas sem cerimônia a todo instante – e ninguém parece se incomodar seriamente com isso. O que dizer das turistas loiras passeando no shopping com as pernas vermelhas do sol e usando shortinho de dar inveja às foliãs do Carnaval de Salvador? O máximo que se ouve é algum residente local, sentado em um café de uma rede americana, dizendo quase em tom de piada: "Russas...". Tampouco alguém parece se importar quando vê casais gay trocando carícias comedidas dentro dos centros comerciais ou no hall de hotéis. Isso em um país em que um xeque tradicional tem o poder absoluto, as mulheres usam manto negro e cobrem os cabelos e as disputas familiares obedecem à sharia, o rígido conjunto de leis baseado em escritos religiosos milenares. Disneylândia árabe, Las Vegas do Oriente Médio, Xangai do deserto, Dubai merece também uma outra classificação. Para os céticos que crêem na incompatibilidade do mundo islâmico com a cultura ocidental, o pequeno e florescente emirado é apresentado como o laboratório onde está sendo criado o antídoto contra o choque de civilizações.
A fórmula de tolerância de Dubai, uma das sete cidades-estado que compõem os Emirados Árabes Unidos, confederação que tem o Golfo Pérsico de um lado, a Arábia Saudita do outro e um mar de petróleo embaixo, consiste em uma cultura disseminada entre a população de pensar com o bolso. Todos os moradores da cidade – e nisso os cidadãos de Dubai se equiparam aos estrangeiros – parecem concentrados em uma só meta: ganhar dinheiro. A intolerância cultural, nesse contexto, seria incompatível com o desejo de atrair cada vez mais investimentos externos e de aumentar o já alucinante número de turistas que visitam a cidade a cada ano – o equivalente a cinco vezes a população permanente de 1,2 milhão de pessoas. "De nossa cultura, certamente vamos conseguir manter as roupas típicas, a culinária e a música", contabiliza o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da estatal Emirates, a companhia aérea que mais cresce no mundo, com 50 bilhões de dólares investidos apenas na compra de novas aeronaves. No início de outubro(2007), a Emirates inaugura o primeiro vôo direto ligando São Paulo a Dubai, diariamente. "O mundo está mudando em relação à maneira de fazer negócios e, se queremos fazer parte dessas transformações, temos de ser abertos e tolerantes", diz o executivo, que é tio de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o chefe da família reinante em Dubai.

SOL, NEVE, COMPRAS Dubai recebe 6,1 milhões de turistas por ano, o equivalente ao número de estrangeiros que visitam o Brasil, país com território 2 200 vezes maior. A taxa de ocupação média dos hotéis é de 85% (contra 64% no Brasil). Os turistas são atraídos pelos paraísos artificiais nos hotéis imensos, pelas compras em shoppings que têm até pista de esqui e pelos eventos esportivos como o Dubai World Cup, de corrida de cavalos.
Uma boa maneira de decifrar Dubai é observar os cartazes de propaganda e as placas de rua. Logo na chegada ao moderno aeroporto internacional vêem-se os anúncios de bancos e consultorias que prometem ajudar os clientes a fazer seus negócios sem ferir as regras islâmicas – os empréstimos a juros, por exemplo, são proibidos, mas sempre se encontra um malabarismo financeiro que permite a uma empresa tomar dinheiro sem ficar mal com a lei divina. Igualmente reveladoras são as inúmeras placas que indicam o caminho para chegar a lugares que ainda não existem ou nem sequer podem ser visitados. A cidade não está pronta, mas aponta freneticamente para o futuro. Das três ilhas artificiais em forma de palmeira que vão abrigar 100 hotéis e dezenas de milhares de residências, por exemplo, apenas uma, a Palm Jumeirah, já foi parcialmente inaugurada. Qualquer mapa turístico de Dubai, no entanto, indica a localização de cada uma delas. O padrão estético desses empreendimentos é escancaradamente mirabolante – de perto, as casas parecem formar um condomínio temático das Mil e Uma Noites –, mas atende um público que parece querer exatamente isso: muito dourado, muito mármore, muita coisa gritando dinheiro. Quando começou a criar a infra-estrutura para tornar Dubai um destino turístico de luxo no Oriente Médio, na década passada, o governo dos xeques logo percebeu uma séria limitação geográfica: a natureza só lhes deu 70 quilômetros de costa (contra os 8.000 quilômetros do litoral brasileiro), constituídos de mar de um lado e deserto do outro. A construção de ilhas, no entanto, vai multiplicar a extensão de praias para 1.500 quilômetros. Isso inclui um arquipélago artificial com o formato do mapa-múndi que poderá ser visto do espaço.
De maneira tortuosa, Osama bin Laden realmente contribuiu para o boom da construção civil em Dubai. "Depois dos atentados de 11 de setembro, uma grande quantidade do dinheiro de investidores árabes que estava nos Estados Unidos e na Europa voltou para o Oriente Médio, em parte porque as restrições bancárias aumentaram", diz Mohammed Ahmed bin Abdul Aziz, subsecretário de Planejamento do Ministério da Economia dos Emirados Árabes. Esse capital precisava ser aplicado de alguma forma, e Dubai pareceu o lugar mais promissor para isso. O governo local, no entanto, cuida para que os investimentos de estrangeiros chovam apenas onde lhe convém. Empresas do exterior, por exemplo, só podem comprar propriedades em uma das 33 zonas livres de Dubai – com incentivos fiscais generosos. "Se não fosse assim, os chineses viriam para cá e comprariam cada pedacinho de nosso pequeno território", afirma Aziz.

Até meados do século passado, Dubai não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia em condições primitivas da localização marítima, da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, jorrou petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai. Ao contrário do reino vizinho, no entanto, Dubai tinha reservas muito pequenas – estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida – o que não significa que não tenha base na realidade –, o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza. Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum decidiu construir um porto artificial em Dubai. Hoje, está entre os dez mais movimentados do mundo. O xeque criou também uma zona franca vizinha ao porto, o embrião da tradição de incentivos fiscais que caracteriza o emirado hoje. Com isso, o país conseguiu se livrar da maldição da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. A filosofia dos Al Maktoum sempre foi: "Construa e eles virão". Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas. As bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis e restritas aos consumidores não muçulmanos. Alguns hotéis, no entanto, têm uma oferta tão variada de bares e casas noturnas que a função de receber hóspedes parece mais um acessório. E, em lugares mais reservados, não é difícil ver jovens árabes detonando um escocês – o uísque, claro.

MILAGRE NO DESERTO
Tanta permissividade em pleno mundo muçulmano, em um lugar onde está sendo construída a maior mesquita do globo (em Abu Dhabi), e Dubai passa imune à praga dos atentados terroristas movidos a fanatismo religioso? A realidade não é tão simples. A Al Qaeda usava bancos de Dubai para lavar dinheiro, dois dos suicidas do 11 de Setembro tinham passaporte dos Emirados Árabes e a enorme população de trabalhadores estrangeiros – os cidadãos locais são apenas 15% do total –, na maioria vindos de países muçulmanos pobres, provê um ambiente de vulnerabilidade. O fato, no entanto, é que não existem grupos terroristas com base nos Emirados Árabes, tampouco o país é um celeiro de jovens fanáticos, violentos e revoltados – um fenômeno incontrolável na vizinha Arábia Saudita, celeiro de suicidas com destino ao Iraque. Em comum, dubaienses e sauditas têm a mesma matriz cultural – descendem das tribos de beduínos do deserto –, a fartura, embora irregularmente distribuída, do petróleo e a rigidez religiosa. Os homens mantêm a tradição de usar a túnica branca chamada dishdasha e de cobrir as mulheres de negro. São governados por chefes tribais que se proclamam nobres e controlam a burocracia religiosa com fartos subsídios. Comparado com a Arábia Saudita, no entanto, Dubai é um bastião de tolerância e flexibilidade. Em relação ao restante do Oriente Médio, com o quadro de horrores do Iraque, o Líbano sendo mais uma vez sugado para o abismo e a desgraça palestina aumentada atualmente por iniciativa própria, Dubai parece um milagre.
"O governo e a população de Dubai agem com a convicção de que é preciso, antes de tudo, ter prosperidade e desenvolvimento", diz o palestino Nabil Khatib, editor executivo da Al Arabiya, um canal de notícias sediado em Dubai que disputa com a Al Jazira a audiência do público árabe. Esse modelo influencia os países vizinhos, como Omã, o Iêmen e a própria Arábia Saudita. Todos querem imitar um pouco do ar de modernidade que Dubai criou para si. A questão é saber se conseguirão transpor as enormes barreiras culturais. "Queremos estimular os outros países da região a assumir o nosso modelo de abertura e concorrência global", diz o subsecretário do Ministério da Economia Abdulla bin Ahmed Al-Saleh. "Não podemos garantir o sucesso de nossa experiência se nossos vizinhos não adotarem o princípio do desenvolvimento econômico como meio para reduzir a violência." É precipitado e arriscado dizer que Dubai poderia sinalizar um caminho para tirar o Oriente Médio de seu estado de convulsão permanente. Mas o ambiente de miragens arquitetônicas que brotam do deserto propicia um sonho assim.
ENTRE A PRESSÃO SOCIAL DA TRADIÇÃO, O SHOPPING CENTER E O NAMORO POR CELULAR
VÉU COM JEANS

Ola Al-Alawi é uma típica e rica jovem de Dubai: faz faculdade e só sai na rua maquiada, grifada e coberta de preto (na foto à direita, fazendo compras com a irmã Aldana). Por baixo da túnica preta, está sempre dentro da moda ocidental, como aqui, em sua casa em um condomínio de luxo.
Os jovens de Dubai enfrentam o dilema entre tradição e modernidade de forma intensa e constante, refletindo os valores que os Emirados Árabes têm de equilibrar como nação. Da escolha sobre o que vestir aos relacionamentos amorosos, tudo lembra que eles vivem em um país com o olhar voltado para o Ocidente e os pés fincados no mundo islâmico. É comum ver rapazes vestidos com as túnicas brancas que são o traje nacional masculino e boné de beisebol no lugar do tradicional kaffiyeh, o lenço branco na cabeça. À noite, quando vão aos bares onde se fuma narguilé, os rapazes preferem jeans e camiseta. Garotas modernas como as irmãs Ola e Aldana Al-Alawi só saem em público de lenço na cabeça e abaia – vestido negro, tradicional na Arábia Saudita e nos países do Golfo, usado sobre as outras roupas para não deixar ver o contorno do corpo das mulheres. Em Dubai, o uso da abaia não é obrigatório, mas muitas mulheres não saem de casa descobertas por pressão dos pais, do marido ou até das amigas. "O bom da abaia é que, dessa forma, o que escondemos por baixo do pano fica reservado para o futuro marido", diz Aldana, estudante de contabilidade na Universidade Americana (nas faculdades de Dubai, todas as aulas são em inglês). Elas têm abaias, feitas por estilistas locais renomados, que chegam a custar 1 000 dólares. "Pela abaia dá para saber a que classe social pertence a mulher", diz Zena, a mãe das garotas. Ela própria não se sente obrigada a usar a roupa tradicional.
As irmãs são fascinadas por bolsas e sapatos de grife, os poucos acessórios que aparecem em público. "Mas por baixo da abaia também nos preocupamos com a qualidade das roupas, porque gostamos de estar bem vestidas quando vamos à casa das amigas", diz Ola, que já morou no Canadá e hoje estuda finanças na mesma universidade que a irmã. Uma beldade de longos cabelos e olhos que evocam os mistérios do Oriente, Ola já sonhou em ser modelo – é uma admiradora da baiana Adriana Lima. Mas desistiu quando lhe disseram em uma agência que devia começar distribuindo panfletos. Apesar de acatar a pressão social para se cobrir de negro em público, ela desfruta uma liberdade inimaginável em países vizinhos como a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir e de viajar sozinhas. No frescor de seus 20 anos, Ola diz que não pretende se casar. "Os homens não são confiáveis", queixa-se. Filha de um alto executivo da indústria do aço, ela pertence a uma classe social em que os casamentos arranjados diminuem e os namoros – por celular – prosperam.