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Tuesday, 3 July 2012

Pensei em desistir

POis como na vida é fácil ainda mais quando se envolve um Paquistanês muçulmano e uma Brasileira católica...

Parece que quando se quer fazer a coisa certa ainda é mais complicado!
Quero muito a benção da minha igreja... quero muito ter mais essa conquista, mas como tudo foi complicado esse passo também está sendo
começou tudo de novo a junta de documentos, traduções, NOC, etc
A igreja Católica exige bastante! ufaa, é curso de noivos (que já dificil ao passo que ele não fala português) vamos fazer aqui em Dubai, e depois necessitamos outro NOC para levar tudo traduzido para o Brasil para que o Bispo de lá aprove o processo... tudo isso num curto tempo pois o casamento está marcado para esse ano e os preparativos já fazem doer o meu estomago...

Sou religiosa e para mim é importante esse passo, sem isso eu por exemplo não posso comunhar na missa pois sou casada somente no civil e no religioso da religião dele.
è também sinto muitaaaa falta dessa benção na minha vida, falou aquele momento, a promessa no altar, a presença de amigos e familiares, a festa brasileira, ....
faltoou e isso faz falta pra nós,..

existem outras coisas complicadas nesse processo,  como se já não bastava a papelada, de novo a religiao fica entre nós
existem partes na cerimonia religiosa que fica assim, digamos... meio contra a religiao dele
primeiro esse curso de noivo que o dia todo numa sexta feira do ramadan....e tem também o juramento na frente do padre no dia do casamento que temos que dizer que iremos educar nossos filhos na fé católica...e ainda mais uma parte que se fica de joelhos no altar para receber a benção... o mulçumano aqui está piradex... não quer fazer nada disso...
tentei muti jogo de cintura e em algumas partes ele cedeu em outras espera pela resposta de vários sheikhs..
nunca quis que ele fosse contra a religião dele de forma alguma, e nunca me sentia bem se isso acontecesse...
mas se ele não puder fazer eu não poderei fazer nada, não posso deixar que religião fique entre nós, mas eu cedi em várias coisas e fiz tudo na cerimonia dele, nosso casamento no Paquistão que havia sido um desastre eu mereço um casamento calmo e abençoado dessa vez para ver se as coisas vão pra frente
e ele já avisado.... se não puder fazer a cerimonia pra mim chega ao fim da linha!

Wednesday, 22 June 2011

Paquistão na Globo- sobre casamento

para quem perdeu assim como eu aqui esta o video





ficou bacana

Saturday, 18 June 2011

Não existe enfim sós no Paquistão...

entao continuando a novela mexicana
sim, eu tive sim coragem de enfrentar ela, algo me dizia que se eu não me possissionasse (escreve assim?) agora teria problemas no futuro
disse que sim, aquilo tudo tinha sido o limite, o topo de alguma coisa rude que alguem poderia fazer com uma noiva no dia do casamento, ou melhor na lua de mel de um casal, que num se entra assim no quarto, nem se usa o banheiro, nem se toma toda agua...... q isso na minha cultura eh uma das maiores ofensas.................
ela me interrompeu e me disse num me venha com isso de sua cultura ou minha cultura
... bla bla eu estava com o botão off não suportava ela ainda estar ae
nem ficar perto dela, nem olhar apra ela, nem a voz dela
acho que passou mais uma meia hora e alguem veio buscar ela, sei la sabe abstrai
so lembro que ela me deu tchau e disse boa sorte;
que bosta.. boa sorte? achei ofensivo hahuahuaahuaha
eu com a cara de cú enorme fiquei la tristona e queria durmir sozinha no sofá mas achei melhro agente conversar, eu num ia dar o gostinho para ela não! eu venci a guerra hahauha vou consumar esse casamento =P
bom no dia seguinte (ou melhor algumas horas depois) agente tinha combinado de ir para outro hotel
na manha tentei tomar banho mas nada de agua quente, foi de gato mesmo..
e pela tarde ainda esperando alguem ir buscar agente (uma merda paquistanesa eh sempre depender da familia) ja era de noite quando ele disse que o tio dele viria buscar agente para ir para outro hotel, eu fiquei brava e disseq ue queria ir de taxi que num queria ver ninguem da familia dele, num teve jeito... veio ele..... o irmao dele.... e eh claro a sogra
fala serio
eu fiquei brava de novo
o que esse povo estava fazendo la de novo, paz? enfim sós? isso é utopia no Paquistão, percebi que seria familia 24 hrs, sem dizer que durante o dia eles haviam ligado varias vezes, serio mesmo, varias pessoas da familia ligaram, fiquei chocada!
a sogra disse oi e perguntou como agente estava, se tinha ido tudo bem
o que ela quis dizer com tudo bem? to chocada com a indelicadeza
bom o motorista levou agente para pegar a malança na casa da Eve (aonde eu desabafei) e depois fomos para o novo hotel... mil vezes melhor
para resumir tuda historia, foi que todos os dias a familia aparecia, ou queria que agente fosse ajantar la, tomar cha.. qq coisa
não tivemos lua de mel nenhuma....
num viajamos
foi dificil
ligavam ou mandavam sms o tempo todo
e quando eu saia para ver algum parente a sogra sempre ia junto, conclusão num consegui ser eu mesma com tanto julgamento da parte dela, eu digo isso porque ja na bastava tudo o que tinha acontecido ela ainda me forçava a usar roupa de pak e as pulseiras, brincos, tudo oaquilo como se eu fosse a alguma festa... sendo que num ia a nenhuma
sabe eu tinha levado as coisas para usar mesmo, mas sendo forçada eu num gosto não usei duas vezes
ate contar quantas pulseiras eu usava ela fez
o que eu iria cozinhar para o filho dela
o que eu fiz para merecer isso??????????
conclusao surtei e dei todas as roupas paks que tinha embora não quero mais nada, todas as duppattas, todas coisanças

Wednesday, 15 June 2011

continuação do quase desastre...

entao la trancada no quarto e sem poder tomar banho e terei toda aquela roupança e coloquei um jeans confortavel
e ainda pude ouvir a galera conversando la na sala.. eu estava pensando pqpque pesadelo, e eu gritava alto em portugues (claro) FILHOS DA PUTA, VAO SE FUDER tamanho era minha indignação da falta de simancol desse povo! aquilo não podereia estar acontecendo.. muita falta de respeito
alguem ae importa simancol? no pak esta faltando e muito..... ja havia passado mais de meiahora e eu resolvi deitar na cama e porque não durmir, afinal minha mala estava pronta eu ja havia empacotado tudo e estavapronta para ir embora de lá... para qualquer lugar longe daquele povo
logo apos uns 10 min alguem bate na porta.. eu pergunto quem eh,digo q estou durmindo

era ele dizendo que a familia dele tinha ido embora.. mas
olho que estava sentada na sala ainda... advinha? A SOGRA
meu cara pqp ela num se toca? num tem um pingo de educação? não se enxerga?
eu fiquei loucaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
peguei minha mala e disse para ele estou pronta vamos embora daqui para qualquer lugar
ja passava das 00:30 e a veia ainda la
mandei um sms para minha mãe implorando para ela me ligar, pensei que isso não poderia estar acontencendo... estava eu fazendo drama?????????
era minha lua de mel. ( pensava se eu num escrever um livro tudo isso tera sido em vão, pq isso foi muito surreal, eh mais do qu e eu pensava que aturaria)
sai daquele quarto e fui dar uma volta la fora mais que idignada com tudo aquilo, não havia mais ninguem la fora, tinha tipo de um jardim, entao eu cai de joelhos e pedi: Deus por favor me manda um raio agora e me mata pq eu num vou aguentar isso não.. e fiquei la chorando sozinha ate que minha mae me ligou e me deu uma acalmada
ele veio atras de mim dizendo que a mae dele queria falar comigo, eu disse hj?hj??? ela num tem outro dia para falar num? num quero nem olhar na cara dela,qbostaque ela ainad esta fazendo aqui?????????????????
eh pq num tinha nenhum lugar no carro para ela entao esta esperando...
falei vai se fu¨&**4
falei pelo amor de Deus vamos embora daqui, eu num gostei de nada, isso esta pessimo, arruinaram tudo o que eu tinha preparado para nos..
ele disse que estavamos numa area militar, que o ponto de taxi era muitooooooooooo longe dali e que a essa hora num conseguiriamos nada
1:00am
tive que voltar para o quarto e a veia ainda la
encarar ela foi pessimo, nossa quanto odio daquela fdp
ela dise entao vc falou com sua mae, eh e sorrio amarelo e digo que sim
ela afirma que esta claroque eu num gostei da situação... eu penso falo agora ou me calo para sempre

(to super cansada e com pressa desculpe a historia ehhh mtooooooo longa e dramatica, volto depois com a cont....)
mexico: será que carolina terá coragem de enfrentar e sogra????
hahhaauhauhauaha
é so
comigo mesmo

Tuesday, 14 June 2011

Voce sabia? curiosidade vestido de noiva

Os vestidos da noiva devem ser comprados pela familia do noivo e a roupa do noivo dele ser dada pela familia da noiva... imagina as coisas que devem sair no caso deles não se gostarem hehehe

bom, eu escapei dessa eu escolhei o meu proprio vestido.. imagine eu a sogra me tacar um verde limao com detalhes laranjas que eles amam hauahahauahua

bom escondi meu vestido de todos ate o ultimo minuto quando cheguei de carro lá. mas a sogra e a familia dele ficaram me perguntando horrores como era o vestido, e mandaram que tinha q ter uma duppatta eles estavam super preocupados hauhauhaauh mas eu arrasei na minha escolha de Lengha e calei a boca do povo =)
afinal ver a noiva antes da azar ne? mais q ja tive hauhauhauhauhaahahuauaaua

escolhi a cor nude champanhe com delalhes dourados assim calhando com as duas culturas
roupa do nikkah +mendhi
o que vc achou?

Friday, 10 June 2011

Porquê meu casamento foi quase um pesadelo

bom continuando a saga
no dia no mendhi algumas pessoas da familia dele vieram perguntar como eu estava, se estava feliz, por estar com ele e por ser muçulmana, cuma? eu disse não sou muçulmana e nunca serei eu sou católica e meu nome é Carolina, nome que meus pais me deram então por favor tenha respeito.
disse tudo o que pensava porque desde que tinha colocado o pé no pak acreditei que eles haviam me aceitado com eu era, então iria fazer me ser aceita!
é isso mesmo cheguei chutando o pau da barraca
quem ve pensa, e até parece que sou mesmo, mas na verdade foi dificil para caramba, era para ver o nivel de estress que passei ( tanto que surgiram varias espinhas na cara, dor de estomago e ainde continuo com super diarreia =()
entao eis que chegou o dia numero 2, dia do Valima
OQUE PODERIA ARRUINAR O SEU CASAMENTO?????
o dia de uma noiva é um dia muito estressante.. muitas coisas erradas podem acontencer, e eu acho que quase bati algum recorde hauhauhauaa

quase num durmir direito e tals mas acordei tensa e fui! heheh me joguei
as 15 hrs a cabelereira iria chegar para me arrumar e agente sairia as 19 para a cerimonia
juro que se não fosse pela Everyn e já teria saido correndo pela segunda vez huhahuahahaa
bom ele me ligou e avisou que a moça estava cobrando 25 mil rupias (quase 500 reais) para ir arrumar o meu cabelo, eu estava assim doidona e disse que seja mas que ela venha... resultado ela disse que não iria...........................................pqp no.1
bom eram 15:30 e eu não tinha que fizesse meu cabelo
- massssssssssssss como eu vim preparada para a "guerra" tinha trazido tudo, chapinha, secador e babyliz =) uma Carolina prevenida =)
bom a Eve disse magina não faça o seu proprio cabelo, vamos ali dar uma olhadinha na vizinha da rua que tem um salão agente diz que vamos a uma festa vc escolhe um penteado, não diga que vaise casar porque se não é muito mais carooooooo
bora topei chegamos la a mulher não falava ingles somente a filha dela, entao apontei um penteado e elacomeçou a fazer...... cagada no.2
a pqp começou a desfiar o cabeço do topo da cabeça eu estava pior que a Amy Winehouse com cabelo afro. o desespero começou a bater por dentro, meu cabelo estava duro buaaaaaaaaaaaaaaaaaaa (para colocar a duppatta era necessario fazer um cabelo tipopreso e ainda mais por causa do calor, o coque sera bom para dar sustentação para a duppatta, e deveria ser repartido no meio por causa do bindi).
a mulher precebeu que eu não havia gostado e queria arrumar, eu disse que não e quem nem era para colocar spray que ia arrumar eu mesma. joguei praticamente o dinheiro e saimos de lá... xingando...
cheguei na casa da ever já era quse 5 da tarde, estava aos prantos, resolvi lavar o cabelo de novo e dar um jeito eu mesma.
masssssssssss o cabelo estava uma bucha, eu soluçava e a Eve ficou lá mais de umahora para tirar os nos =(
eu so ia secando e pensando sou uma guerreira, soou umaguerreira... aaahummm

mais que atrasadas um cabelo de ir para o trabalho saiu e começamos o make up (unica parte que eu sabia que não haveria problema).
ele disse que poderiamos chegar la ate as 20:30 o que foi um alivio, mas mesmo assim não foi o sulficiente =( mais que atrasadas não acertavamos na hora de colocar a duppatta, mesmo com a ajuda da vizinha, nçao tinhamos alfinetes nada para prender, mas ela foi maisque um anjo e ajudou muitoooooo
ele não parava de ligar e eu estava super nervosa, mas PRONTA
então saimos do quarto e falei para a Eve, vai chamar o seu marido vamos vamos hehehe
e ele ~havia sumido
resultado ficamos la garagem esperando por uns 15 minutos ate que ele pareceu e nos levou...

sai do carro e eles estavam filmando, era super dificil de andar com aquele vestido, muito pesado, a familia dele me ajudava, as primas uma de cada lado segurando na "cauda"
o valima foi super tranquilo, era assim somente sentar como papai noel, vc fica la com uma roupa pesada, suando e passando calor, aspessoas da fmailia se sentam ter cumprimentam e tiram fotos. com aquela luzzzzzzz super forte na cara vcs podem ver minha cara horrivel hauhau tive que aguentar umas 150 fotos e pronto, foram jantar, e foi isso.. acabou pensei todo esse sofrimento para isso???? haahahah

mas o muito pior o que estava por vir......
pqp no.1000000000 de odio
as primas dele me dissera que havia uma prenda a se fazer no noivo elas não deixariam ele entrar no quarto ate que ele pagasse um valor em dinheiro para cada uma delas huaha achei divertido e pensei que era rápido...
as coisas só foram ficando piores

todos me escoltaram até o quarto eu já estava com uma sensação muito estranha e estava achando aquilo tudo muito ridiculo...
(tah sentada? enta senta)
ao entrar no quarto estavam lá quase todos da familia dele... (a num ser pelos primos pedido prenda), pqpqqqqqqqqqqq a sogra, tias,tios dentro doquarto de um casal em lua de mel, eu já fiquei de cara feia e demuito mal humor (até aonde iria minha paciencia?)
todos bebendo minha agua mineral (nunca beba outra agua), usando o toilet,coversando e eu la olhando para eles, puta...
pensei vamos ver se eles se tocam e saem daqui
bocejo...
digo que esta calor que vou tomar um banho..
NADA
bom vou ao quarto (era duas divisoes uma com sofa e tv e outra com as camas... camas????) foi isso mais uma coisa que me emputeceu mais... duas camas de solteiro???????? o lugar era pessimo... (que logo depois eu iria descobrir que não havia agua quente para tomar banho e que logo depois nem mais haveria agua....É SOMENTE COMIGO QUE ACONTECEM ESSAS COISAS/???)
bom desisti da familia e começei a tacar as bangles que ela tinha me dado, tirando com muito odio, a familia dele percebeu, eu entao me tranquei no quarto e me troquei, coloquei jean e camiseta, super supimpa... lua de mel????

continua no prox post

Thursday, 9 June 2011

outras fotinhas

obrigada pelo super apoio

Thursday, 3 March 2011

Casamento cancelado

as coisas sao tao dificeis para mim, parece coisa de filme de bollywood de muito mau gosto..
quando a familia dele me aceita e tudo parece que ia bem as coisas num andam ...
data marcada, vestido pronto e agora tudo cancelado
=(

porque eu sempre tenho que atravessar montanhas, tudo é dficil para mim
...
que bosta viu

a familia dele quer adiar porque o lugar que eles queriam o casamento não está mais disponivel na data nem no mes de abril...
e ninguem leva em consideração a minha vontade =(
pqp e eu? e o que eu quero? eu sou a noiva..era
ninguem me ouviu quando eu disse que tinha que alugar salão com antecedencia e tals.. e agora que se fode sou eu!
desculpe mas to arrasada
querem para maio, mas porra e trabalho, num tenho ferias em maio! que bosta
=(

Saturday, 21 November 2009

Baraat- Partes do casamento


Baraat is Hindi for a marriage procession. In north Indian communities it is customary for the bridegroom to travel to the bride's house on a horse, accompanied by his family members. This often becomes a huge procession, with its own band, dancers, and budget. The groom and his horse are covered in finery and do not usually take part in the dancing and singing; that is left to the "baraatis" or people accompanying the procession. The term "baraati" is also used to describe any invitee from the groom's side. Traditionally, baraatis are pampered extensively by the bride's family.

The baraat headed by a display of fireworks, accompanied by the rhythm of the dholak or melam, reaches the meeting point, where the elders of both the families meet and welcome the groom with garlands and aarati.


Também ocorre no Paquistão, é quando a noiva vai para a casa do noivo, geralmente montados em cavalos. São 3 dias de festa o casamento tradicional, e o Baraat, geralmente ocorre após o Nikkah. E depois no 3º dia ocorre o Walima, que é a festa em si, com jantar..


1º dia- Mendhi: Com danças, brincadeiras, as mulheres fazem Henna umas nas outras, cantam e pregam peças na Noiva.

2º dia- Nikkah: Quando se assina o contrato de casamento, na presença de testemunhas. Depois como em todas as etapas, todos se reunem, comem e dançam.

3º dia- Baraat ou Walima- que podem ter a ordem de acordo com o costume da família. No baraat a noiva se despede da família e passa sua primeira noite como noivo. Ou as vezes, se o casamento ocorre em um hotel a noite de nupcias pode ser ali mesmo, e no outro dia o Walima ou vice-versa.

4º dia no Walima, é a festança, muita comida, fotos, danças típicas, família reunida.. comemoração.

O nikkah pode também ser feito no mesmo dia do baraat ou do walima.
O baraat às vezes não ocorre quando os noivos vão direto viajar em lua de mel, mas é pouco comum.
Durante o Baraat as pessoas dizem tata para a noiva, que significa bye bye. É um momente difícil e emocionante para ela e para a família.




Casamento= Shadi

Monday, 16 November 2009

Casamento pelo telefone

Coisas estranhas que acontecem..a noticia é de 2007 mas achei interessante postar aqui:


Casamento pelo telefone reconhecido em Itália
Um jovem casal paquistanês que se casou pelo telefone conseguiu ter a cerimónia reconhecida pela Justiça italiana. O noivo, um residente do norte da Itália, disse que temia perder o emprego caso viajasse ao Paquistão para o casamento.
A cerimónia foi então realizada pelo telefone e os noivos conseguiram uma certidão de casamento paquistanesa.
A embaixada italiana no Paquistão, no entanto, proibia que o noivo trouxesse a sua esposa para viver legalmente na Itália por causa da forma como os dois se casaram.
Segundo a decisão da Justiça de Milão, os diplomatas italianos agiram ilegalmente.
Para o juiz, o que importa é que o casamento por telefone é reconhecido no país de origem do casal.
O paquistanês chegou a mostrar no tribunal um vídeo da sua festa de casamento, com os seus parentes a comemorar, mas sem a presença do próprio noivo.

Já pensou se pega a moda aqui no Brasil?
Sem desespero gurias!

Sunday, 25 October 2009

Video de casamento no Paquistão




Reparou nos primos dançando? aff que micooooooo ahuahuahuahuaauhaua

Thursday, 3 September 2009

Divórcio e Casamento On-Line


Choque para alguns, rotina para outros

O mundo está evoluindo, cada vez se faz mais coisas na internet, se estuda, conversa, paga as contas, namora... e sim se casa!

Já tinha visto algumas reportagens que indianos estavam se casando onlinemente (hauhaa), com as webcams ligadas, na presença de uma testemunha, pronto! ahhhh Casados! Num vejo graça nenhuma.. você se senta na cadeira do computador solteira e se levanta casada. E as tradições, e aquela emoção?

Por favor, so façam isso em último caso desesperador!!!!!! Se você não tiver como ir até ele e nem ele até você por causa de vistos negados, mas procure conhecer a pessoa antes de "assinar" algo tão sério.

Dessa maneira, alguns Muçulmanos Sunitas tem se casado, mas não sei se é aceito pela parte Xiita, ou outra religiões. Sei que na parte xiita, existe contratos de casamento temporários, mas nunca estudei a fundo sobre isso.

Lembrando, que para o casamento ter validade no Brasil, ele deve ser registrado na embaixada brasileira, e será feito uma certidão com as daqui. Se você não registra o casamento, ele não terá nenhum efeito sobre o seu estado civil, pois o Nikkah assinado é de valor religioso; será que o governo desses paises tem controle sobre quem casa mais de uma vez? Fico imaginando que não.....


Agora quem pensa que esse negócio de resolver a vida pela net é oba oba da Ásia vejam o que saiu nos jornais de hoje:

- Divócio On-line é aprovado no Senado

Essa alternativa valerá apenas para os casais que não tiverem filhos menores de idade ou incapazes.

“A separação de um casal é sempre um processo traumático, causador de muito sofrimento, e os procedimentos judiciais, na forma tradicional, muitas vezes, acabam por expor o casal e os filhos a discussões e constrangimentos desnecessários”, justifica a senadora Patrícia, no momento licenciada. De acordo com a autora, outro objetivo do projeto é a redução dos custos, pois se os casais estiverem residindo em cidades, estados ou países diferentes poderão cumprir os procedimentos necessários sem ter de arcar com as despesas de viagens. Um dos resultados é que esses processos se tornarão mais ágeis

Casamento à distância e por procuração:
Noivos brasileiros celebram casamento pela internet
O publicitário Rafael Nunez Sá Freire, 26, está em Xangai, na China. A estudante de design gráfico Sara Stultz, 26, em Nice, na França. A distância não os impediu de dizerem "sim" ao outro, num matrimônio celebrado ontem (9) na Grande SP --e transmitido por webcam, via Skype.
A união civil foi registrada no 1º cartório de Osasco, ao meio-dia. Estavam presentes fisicamente os pais do noiva, Carlos Roberto Stutz, 53, e Edna Silva Stutz, 53.
Além do casal, foram virtualmente ao casório os pais do noivo, que acompanharam tudo de Barcelona, na Espanha. A assinatura da união foi feita por meio de procurações. A interação digital demandou três notebooks no local.
"Embora o 'sim' dos procuradores seja o ato oficial que permite o casamento, o juiz concordou em também perguntar aos noivos, para tornar a cerimônia mais emocionante. Nós assistimos a tudo e vimos os pais e os padrinhos assinarem a certidão. Foi muito emocionante e ao mesmo tempo engraçado", diz Rafael, que conheceu sua mulher em São Paulo, quando tinha 13 anos de idade.
Arquivo Pessoal
União civil foi registrada no 1º cartório de Osasco, mas transmitida pela internet
Desde então, nunca perderam contato, mesmo em países diferentes.
"Não existe no Brasil ainda casamento on-line. Neste caso, fizemos por procuração, mas eles assistiram e participaram da cerimônia pela internet. Nunca vi isso, para mim é novidade", explica Alexandra Leal Musa, oficial de registro civil do do 1º cartório de Osasco.
Em agosto, o casal planeja comemorar a união numa festa (presencial), a ser realizada em São Paulo. Depois disso, os dois vão morar juntos em Xangai.
"O chato de tudo isso é que a lua de mel vai ficar para daqui quatro meses, quando nos encontrarmos no Brasil para a festa do casamento religioso", desabafa Rafael. O pai da noiva comemora, naturalmente: "Vão ficar chupando o dedo até lá."

Saturday, 8 August 2009

Curiosidades, trânsito, cidade, tradição...

Se agente fosse comparar o Paquistão com Sampa.. ficaria devendo um pouco, algumas mudanças que foram feitas aqui tem me agradado bastante;

Por exemplo, no pak outdoors (billboards) estão em todos os lugares, assim, uma enorme poluição visual de todos os tipos e tamanhos.

Por isso fiquei muito feliz quando uma lei proibiu esse tipo de mídia, apesar de tirar o emprego de algumas pessoas e tal... mas isso já é outro assunto.

Não entendo nada de cigarro, mas percebi que no pak o cheiro dele é bem diferente, não te deixa com o cabelo e as roupas fedendo! Não sei porquê, mas tem cheiro de com se fosse um fósforo acesso, algo do tipo. Já aqui, a fumaça dessa bagaça contagia o ambiente, aff ainda bem que implantaram essa lei que proibe fumar em ambientes fechados, obrigada! Meus pulmões agradecem.

Detalhe, quem pensa que Shisha (arguile, narguile) não faz mal a saúde se equivoca..

Uma coisa que acho mais ou menos bacana no pak é que os ônibus possuem uma separação para homens e mulheres, isso mesmo, nada de se sentar ao lado do amoreco, você vai na frente com a mulherada, e tem uma gradinha que faz a separação. Alguns ônibus, aqueles coloridos, cheio de coisinha pinduradas se é permitido a mistura dos sexos, mas cuidado com a cabeça, o teto é baixo e eu bati o cabeção hahuahauauuaha.
Isso mesmo, eu experimentei vários tipos de transporte lá, desde táxis, riquixas, ônibus, carros...
e digo que a coisa é precaria, se aqui não se pode andar sem cinto de segurança, lá muitos carros nem retrovisor tem! huahuahuahuahuhaa só rindo mesmo.


Obs: existem ônibus somente para mulheres, tem cor rosa, um charme!
Cuidado com afetos nas ruas, contato entre homens e mulheres é totalmente proibido, sem beijinhos, abraçoes. etc.. Mas ele sempre pegava na minha mão para atravessar a rua.. que fofo hehehe, eu sempre queria andar com as mãos dadas, mas ele morria de vergonha, porque ai que o povo nos encarava mais.

Ao se casar, eles não trocam alianças =(, somente a noiva usa o de noivado e pronto! Um ou outro casal usa, principalmente aqueles que vieram do Afeganistão, foram criados no exterior ou se casaram com alguma extrangeira.

Os homens não usam ouro amarelo, então se você está sonhando com a aliança de casamento.. peça ouro branco... fazer o que né? Vai do gosto de cada um.
As paquistesas tentam ser sexy, mas elas acabam ficando meio vulgar, porque exageram no make e nas bijus. O tradicional Shalwar Khamiz foi mudando conforme o tempo, agora elas fazem mais justo e para passar na pancinha utilizam um ziper nas costas!!!! Tudo para ficar bem justinho e mostrar o corpo de uma forma disfarçada.....

Além disso, reparei que eles (homens) acham que rabo de cavalo é sexy! tendeu? Porque mostra o pescoço e tals; já as gurias sempre usam soltinho, não conte esse segredo pra elas.. hehehehe


Nunca fale mal da barba de um homem, para eles é como se fosse um artigo religioso, quem é muçulmano pode explicar melhor, mas eu desteto barba, pinica, encomoda, eu acho anti-higienico... Um dia estavamos num restaurante, e o cara que cozinhava tinha uma barba enormeeeeeeeee, eu falei para ele credo.. ele me repreendeu! Disse que o cara tinha direito de ser com ele quisesse, eu disse sim, claro, mas na cozinha???? E se cair algo na nossa comida? E não deu outra.... pêlo na sopa!
Detalhe: para a barba ficar charmosa, eles passam henna .. ai fica assim vermelhinha hehe



aii quanta coisa!
dei uma atuiza nos meus tópicos,... e ainda tem maisssssss aguardem!
bom finde

Saturday, 20 June 2009

Dubai: Reino Islamico Moderno

Eu achei excelente essa materia sobre Dubai, espero que gostem:

O reino encantado
As monumentais obras arquitetônicas de Dubai, no Oriente Médio, são o lado mais vistoso de uma experiência econômica e cultural que pode indicar uma resposta ao choque entre o Ocidente e o Islã. Pequeno e com o petróleo quase esgotado, o emirado cresce a um ritmo mais acelerado que a China graças à capacidade de mirar na diversificação da economia. A base da estratégia é vender o minúsculo reino como um porto seguro a empresas estrangeiras, investidores e turistas, em meio ao conturbado mundo árabe.

As ilhas artificiais privadas do The World: a mais barata custa 10 milhões de dólares


Nos manuais de etiqueta para executivos no exterior e em guias de viagem de Dubai, são apresentadas algumas regras que os estrangeiros em visita à cidade-estado deveriam seguir para não ferir os costumes muçulmanos. Recomenda-se, por exemplo, que as mulheres se vistam de maneira conservadora, com saias longas e mangas compridas, e que não se tente marcar compromissos de trabalho na sexta-feira, que para os muçulmanos é o dia de descanso e de rezas. Algumas horas em Dubai e logo fica claro que essas orientações são desobedecidas sem cerimônia a todo instante – e ninguém parece se incomodar seriamente com isso. O que dizer das turistas loiras passeando no shopping com as pernas vermelhas do sol e usando shortinho de dar inveja às foliãs do Carnaval de Salvador? O máximo que se ouve é algum residente local, sentado em um café de uma rede americana, dizendo quase em tom de piada: "Russas...". Tampouco alguém parece se importar quando vê casais gay trocando carícias comedidas dentro dos centros comerciais ou no hall de hotéis. Isso em um país em que um xeque tradicional tem o poder absoluto, as mulheres usam manto negro e cobrem os cabelos e as disputas familiares obedecem à sharia, o rígido conjunto de leis baseado em escritos religiosos milenares. Disneylândia árabe, Las Vegas do Oriente Médio, Xangai do deserto, Dubai merece também uma outra classificação. Para os céticos que crêem na incompatibilidade do mundo islâmico com a cultura ocidental, o pequeno e florescente emirado é apresentado como o laboratório onde está sendo criado o antídoto contra o choque de civilizações.
A fórmula de tolerância de Dubai, uma das sete cidades-estado que compõem os Emirados Árabes Unidos, confederação que tem o Golfo Pérsico de um lado, a Arábia Saudita do outro e um mar de petróleo embaixo, consiste em uma cultura disseminada entre a população de pensar com o bolso. Todos os moradores da cidade – e nisso os cidadãos de Dubai se equiparam aos estrangeiros – parecem concentrados em uma só meta: ganhar dinheiro. A intolerância cultural, nesse contexto, seria incompatível com o desejo de atrair cada vez mais investimentos externos e de aumentar o já alucinante número de turistas que visitam a cidade a cada ano – o equivalente a cinco vezes a população permanente de 1,2 milhão de pessoas. "De nossa cultura, certamente vamos conseguir manter as roupas típicas, a culinária e a música", contabiliza o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da estatal Emirates, a companhia aérea que mais cresce no mundo, com 50 bilhões de dólares investidos apenas na compra de novas aeronaves. No início de outubro(2007), a Emirates inaugura o primeiro vôo direto ligando São Paulo a Dubai, diariamente. "O mundo está mudando em relação à maneira de fazer negócios e, se queremos fazer parte dessas transformações, temos de ser abertos e tolerantes", diz o executivo, que é tio de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o chefe da família reinante em Dubai.


SOL, NEVE, COMPRAS Dubai recebe 6,1 milhões de turistas por ano, o equivalente ao número de estrangeiros que visitam o Brasil, país com território 2 200 vezes maior. A taxa de ocupação média dos hotéis é de 85% (contra 64% no Brasil). Os turistas são atraídos pelos paraísos artificiais nos hotéis imensos, pelas compras em shoppings que têm até pista de esqui e pelos eventos esportivos como o Dubai World Cup, de corrida de cavalos.

O resultado dessa atmosfera pró-negócios é de fazer arrepiar o mais blasé dos estatísticos. No ano passado, o PIB de Dubai cresceu a uma taxa de 16%, enquanto o da China alcançou 10,5%. O índice de desemprego de Dubai é tecnicamente nulo (era antes da crise). A população cresce a uma taxa de 10% ao ano, principalmente devido à imigração, e a demanda por imóveis é incessante. Não há outro lugar no mundo em que a indústria da construção civil esteja tão atarefada: um terço das gruas do planeta está lá, muitas funcionando dia e noite, como na China – com a diferença de que esta tem população 1 000 vezes maior. O setor ocupa um quarto de toda a mão-de-obra, e, no total, estão sendo erguidos 110 novos arranha-céus entre o mar o deserto. O hotel mais alto do mundo fica lá, em uma pequena ilha artificial rente às águas do Golfo Pérsico (ou Golfo Árabe, segundo a terminologia local). Com 321 metros de altura e 56 andares, o Burj Al Arab é considerado um dos dois únicos hotéis sete-estrelas do mundo. O outro, o Emirates Palace, fica em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes.
Uma boa maneira de decifrar Dubai é observar os cartazes de propaganda e as placas de rua. Logo na chegada ao moderno aeroporto internacional vêem-se os anúncios de bancos e consultorias que prometem ajudar os clientes a fazer seus negócios sem ferir as regras islâmicas – os empréstimos a juros, por exemplo, são proibidos, mas sempre se encontra um malabarismo financeiro que permite a uma empresa tomar dinheiro sem ficar mal com a lei divina. Igualmente reveladoras são as inúmeras placas que indicam o caminho para chegar a lugares que ainda não existem ou nem sequer podem ser visitados. A cidade não está pronta, mas aponta freneticamente para o futuro. Das três ilhas artificiais em forma de palmeira que vão abrigar 100 hotéis e dezenas de milhares de residências, por exemplo, apenas uma, a Palm Jumeirah, já foi parcialmente inaugurada. Qualquer mapa turístico de Dubai, no entanto, indica a localização de cada uma delas. O padrão estético desses empreendimentos é escancaradamente mirabolante – de perto, as casas parecem formar um condomínio temático das Mil e Uma Noites –, mas atende um público que parece querer exatamente isso: muito dourado, muito mármore, muita coisa gritando dinheiro. Quando começou a criar a infra-estrutura para tornar Dubai um destino turístico de luxo no Oriente Médio, na década passada, o governo dos xeques logo percebeu uma séria limitação geográfica: a natureza só lhes deu 70 quilômetros de costa (contra os 8.000 quilômetros do litoral brasileiro), constituídos de mar de um lado e deserto do outro. A construção de ilhas, no entanto, vai multiplicar a extensão de praias para 1.500 quilômetros. Isso inclui um arquipélago artificial com o formato do mapa-múndi que poderá ser visto do espaço.


FUTURO COM VINTE FILHOS

Funcionário do governo central dos Emirados Árabes, o motorista Raeed Ahwadi, de 27 anos, vai se casar neste ano com uma prima do Iêmen. Seguindo a tradição, pagará um dote de 4 000 dólares ao pai da noiva, mais jóias e roupas. Ele pretende ter uma segunda esposa no futuro, porque assim fica mais fácil atingir sua meta de ter vinte filhos. "O Islã é muito bom porque permite que um homem tenha até quatro mulheres, desde que trate todas da mesma forma", diz o motorista. A ajuda que o governo dos Emirados dá aos cidadãos é importante para equilibrar as despesas: "Aqui, o governo paga a festa de casamento e ainda por cima dá 20 000 dólares e uma bela casa de presente ao casal". Sexo antes do casamento? "Nem pensar", diz Raeed.

Dubai é o lugar onde as mais exacerbadas alucinações arquitetônicas se tornam realidade. Só na construção do Palm Jumeirah e do Palm Jebel Ali serão utilizados 100 milhões de metros cúbicos de areia e pedras, o suficiente para soterrar dezesseis vezes a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Já começou a sair do papel Hidrópolis, o primeiro resort subaquático do mundo, e o Burj Dubai, candidato a edifício mais alto do mundo, tem entrega marcada para 2009. A cada semana, o espigão cresce dois andares. Também estão em construção os dois shoppings que levarão o título de os maiores do planeta. Num lugar onde as compras são paixão nacional e atração turística, os shopping centers funcionam ainda como centro da vida social, inclusive por razões climáticas – no verão, a temperatura durante o dia chega a quase 50 graus e não há quem agüente ficar na rua, longe do ar-condicionado. Resultado: os shoppings de Dubai levam ao extremo o conceito de centros de entretenimento, mais do que simplesmente de compras. No Emirates Mall, uma pista de esqui indoor com temperatura ambiente de menos 4 graus reproduz o ambiente alpino mesmo que lá fora a realidade seja de fornalha. No futuro, a cidade quer sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, já que outra pista de esqui ainda maior será construída em um gigantesco parque temático chamado Dubailândia. Lá os turistas também poderão apreciar uma réplica dos Jardins Suspensos da Babilônia e uma da Torre Eiffel – 20 metros mais alta que a original, de Paris. O dinheiro para essas lucrativas excentricidades vem em sua maior parte do governo, que cria estatais para tocar os projetos. O restante dos investimentos em megaprojetos vem de empresas privadas, principalmente de países árabes. Uma das empreiteiras mais ativas é a saudita Bin Laden Group. A piada que corre entre os estrangeiros que vivem e trabalham em Dubai é que o emirado é o lugar mais seguro do mundo para investir porque a Al Qaeda não ousaria atacar o reduto dos negócios da família de seu terrorista-chefe, o barbudo Osama bin Laden.
De maneira tortuosa, Osama bin Laden realmente contribuiu para o boom da construção civil em Dubai. "Depois dos atentados de 11 de setembro, uma grande quantidade do dinheiro de investidores árabes que estava nos Estados Unidos e na Europa voltou para o Oriente Médio, em parte porque as restrições bancárias aumentaram", diz Mohammed Ahmed bin Abdul Aziz, subsecretário de Planejamento do Ministério da Economia dos Emirados Árabes. Esse capital precisava ser aplicado de alguma forma, e Dubai pareceu o lugar mais promissor para isso. O governo local, no entanto, cuida para que os investimentos de estrangeiros chovam apenas onde lhe convém. Empresas do exterior, por exemplo, só podem comprar propriedades em uma das 33 zonas livres de Dubai – com incentivos fiscais generosos. "Se não fosse assim, os chineses viriam para cá e comprariam cada pedacinho de nosso pequeno território", afirma Aziz.

Suhair Mortada é uma das apresentadoras do Al Arabiya, um canal privado de notícias por satélite com base em Dubai que disputa com a Al Jazira o posto de preferido dos telespectadores árabes. "A diferença básica entre eles e nós é que somos contra fazer uma abordagem populista de temas que possam incitar a população à violência", diz o editor executivo da Al Arabiya, o palestino Nabil Khatib. Ele cita o caso das charges de Maomé feitas por um jornal dinamarquês, no ano passado. "A Al Jazira parecia que se esforçava para atiçar os ânimos dos manifestantes", diz Khatib. No Al Arabiya, apresentadoras sem véu na cabeça são mais freqüentes do que na Al Jazira, subsidiada pelo governo do Catar.


Até meados do século passado, Dubai não passava de um pequeno entreposto comercial, que sobrevivia em condições primitivas da localização marítima, da pesca e da coleta de pérolas. Em 1958, jorrou petróleo em Abu Dhabi e, oito anos depois, em Dubai. Ao contrário do reino vizinho, no entanto, Dubai tinha reservas muito pequenas – estima-se que a última gota seja tirada em menos de uma década. Segundo a mitologia nacional fervorosamente repetida – o que não significa que não tenha base na realidade –, o grande feito da família Al Maktoum, que comanda o lugar há quase 200 anos, foi ter visão para perceber a necessidade de criar fontes alternativas de riqueza. Em 1979, o xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum decidiu construir um porto artificial em Dubai. Hoje, está entre os dez mais movimentados do mundo. O xeque criou também uma zona franca vizinha ao porto, o embrião da tradição de incentivos fiscais que caracteriza o emirado hoje. Com isso, o país conseguiu se livrar da maldição da petrodependência e se abriu para o espírito empreendedor que o tornou um lugar único. A filosofia dos Al Maktoum sempre foi: "Construa e eles virão". Diz a lenda que o xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, antes de morrer, fez com que lhe prometessem que, em sua rota irrefreável rumo ao desenvolvimento econômico, Dubai ao menos não cederia à construção de cassinos. Todo o restante cardápio de tentações do consumismo e do liberalismo que os radicais islâmicos consideram atávico ao Ocidente, no entanto, pode ser encontrado ali. Isso inclui prostitutas de luxo e, com um certo esforço, drogas. As bebidas alcoólicas são permitidas nos hotéis e restritas aos consumidores não muçulmanos. Alguns hotéis, no entanto, têm uma oferta tão variada de bares e casas noturnas que a função de receber hóspedes parece mais um acessório. E, em lugares mais reservados, não é difícil ver jovens árabes detonando um escocês – o uísque, claro.

MILAGRE NO DESERTO

A principal avenida de Dubai na década de 80 e hoje, margeada de arranha-céus: a meta de todos é ganhar dinheiro.

Tanta permissividade em pleno mundo muçulmano, em um lugar onde está sendo construída a maior mesquita do globo (em Abu Dhabi), e Dubai passa imune à praga dos atentados terroristas movidos a fanatismo religioso? A realidade não é tão simples. A Al Qaeda usava bancos de Dubai para lavar dinheiro, dois dos suicidas do 11 de Setembro tinham passaporte dos Emirados Árabes e a enorme população de trabalhadores estrangeiros – os cidadãos locais são apenas 15% do total –, na maioria vindos de países muçulmanos pobres, provê um ambiente de vulnerabilidade. O fato, no entanto, é que não existem grupos terroristas com base nos Emirados Árabes, tampouco o país é um celeiro de jovens fanáticos, violentos e revoltados – um fenômeno incontrolável na vizinha Arábia Saudita, celeiro de suicidas com destino ao Iraque. Em comum, dubaienses e sauditas têm a mesma matriz cultural – descendem das tribos de beduínos do deserto –, a fartura, embora irregularmente distribuída, do petróleo e a rigidez religiosa. Os homens mantêm a tradição de usar a túnica branca chamada dishdasha e de cobrir as mulheres de negro. São governados por chefes tribais que se proclamam nobres e controlam a burocracia religiosa com fartos subsídios. Comparado com a Arábia Saudita, no entanto, Dubai é um bastião de tolerância e flexibilidade. Em relação ao restante do Oriente Médio, com o quadro de horrores do Iraque, o Líbano sendo mais uma vez sugado para o abismo e a desgraça palestina aumentada atualmente por iniciativa própria, Dubai parece um milagre.
"O governo e a população de Dubai agem com a convicção de que é preciso, antes de tudo, ter prosperidade e desenvolvimento", diz o palestino Nabil Khatib, editor executivo da Al Arabiya, um canal de notícias sediado em Dubai que disputa com a Al Jazira a audiência do público árabe. Esse modelo influencia os países vizinhos, como Omã, o Iêmen e a própria Arábia Saudita. Todos querem imitar um pouco do ar de modernidade que Dubai criou para si. A questão é saber se conseguirão transpor as enormes barreiras culturais. "Queremos estimular os outros países da região a assumir o nosso modelo de abertura e concorrência global", diz o subsecretário do Ministério da Economia Abdulla bin Ahmed Al-Saleh. "Não podemos garantir o sucesso de nossa experiência se nossos vizinhos não adotarem o princípio do desenvolvimento econômico como meio para reduzir a violência." É precipitado e arriscado dizer que Dubai poderia sinalizar um caminho para tirar o Oriente Médio de seu estado de convulsão permanente. Mas o ambiente de miragens arquitetônicas que brotam do deserto propicia um sonho assim.

ENTRE A PRESSÃO SOCIAL DA TRADIÇÃO, O SHOPPING CENTER E O NAMORO POR CELULAR

VÉU COM JEANS


Ola Al-Alawi é uma típica e rica jovem de Dubai: faz faculdade e só sai na rua maquiada, grifada e coberta de preto (na foto à direita, fazendo compras com a irmã Aldana). Por baixo da túnica preta, está sempre dentro da moda ocidental, como aqui, em sua casa em um condomínio de luxo.

Os jovens de Dubai enfrentam o dilema entre tradição e modernidade de forma intensa e constante, refletindo os valores que os Emirados Árabes têm de equilibrar como nação. Da escolha sobre o que vestir aos relacionamentos amorosos, tudo lembra que eles vivem em um país com o olhar voltado para o Ocidente e os pés fincados no mundo islâmico. É comum ver rapazes vestidos com as túnicas brancas que são o traje nacional masculino e boné de beisebol no lugar do tradicional kaffiyeh, o lenço branco na cabeça. À noite, quando vão aos bares onde se fuma narguilé, os rapazes preferem jeans e camiseta. Garotas modernas como as irmãs Ola e Aldana Al-Alawi só saem em público de lenço na cabeça e abaia – vestido negro, tradicional na Arábia Saudita e nos países do Golfo, usado sobre as outras roupas para não deixar ver o contorno do corpo das mulheres. Em Dubai, o uso da abaia não é obrigatório, mas muitas mulheres não saem de casa descobertas por pressão dos pais, do marido ou até das amigas. "O bom da abaia é que, dessa forma, o que escondemos por baixo do pano fica reservado para o futuro marido", diz Aldana, estudante de contabilidade na Universidade Americana (nas faculdades de Dubai, todas as aulas são em inglês). Elas têm abaias, feitas por estilistas locais renomados, que chegam a custar 1 000 dólares. "Pela abaia dá para saber a que classe social pertence a mulher", diz Zena, a mãe das garotas. Ela própria não se sente obrigada a usar a roupa tradicional.
As irmãs são fascinadas por bolsas e sapatos de grife, os poucos acessórios que aparecem em público. "Mas por baixo da abaia também nos preocupamos com a qualidade das roupas, porque gostamos de estar bem vestidas quando vamos à casa das amigas", diz Ola, que já morou no Canadá e hoje estuda finanças na mesma universidade que a irmã. Uma beldade de longos cabelos e olhos que evocam os mistérios do Oriente, Ola já sonhou em ser modelo – é uma admiradora da baiana Adriana Lima. Mas desistiu quando lhe disseram em uma agência que devia começar distribuindo panfletos. Apesar de acatar a pressão social para se cobrir de negro em público, ela desfruta uma liberdade inimaginável em países vizinhos como a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir e de viajar sozinhas. No frescor de seus 20 anos, Ola diz que não pretende se casar. "Os homens não são confiáveis", queixa-se. Filha de um alto executivo da indústria do aço, ela pertence a uma classe social em que os casamentos arranjados diminuem e os namoros – por celular – prosperam.

Monday, 8 June 2009

Arte Islâmica nos EUA

Olha que bacana essa reportagem do site Uol
Artistas muçulmanas expressam conflitos políticos em um "expressionismo islâmico"

Depois de um longo namoro por telefone, a pintora Asma Ahmed, de Karachi, no Paquistão, casou-se com seu noivo, Rafi-uddin Shikoh, consultor de negócios em Nova York, numa cerimônia bicontinental, por webcam.
Quando a noiva se mudou para Queens em 2002, tentou se sentir à vontade, reivindicando seu espaço através da arte.
No Paquistão, o trabalho de Ahmed Shikoh era sócio-político e retratava sua visão de um país colonizado pelas redes de fast-food americanas em telas como "The Invasion" ["A Invasão"], na qual uma multidão de Ronald McDonalds, usando perucas de palhaço em vermelho gritante, cercam um monumento central em Karachi.
Aqui, entretanto, a arte dela foi ficando profundamente pessoal à medida que ela tentava se ajustar à sua nova identidade como imigrante e como uma muçulmana cada vez mais praticante (em sua terra natal, ela raramente punha os pés numa mesquita). Em suas primeiras pinturas feitas nos EUA, Ahmed Shikoh revestiu a Estátua da Liberdade em sua própria imagem: com um vestido de casamento paquistanês, como uma imigrante grávida e como uma mãe real, com seu bebê no colo. Depois ela usou tinta e caligrafia árabe para transformar o mapa do metrô em um manuscrito em urdu, que fez a cidade parecer mais sua.
Finalmente, em 2006, depois de tomar a difícil decisão de cobrir seu cabelo, inspirada por mulheres muçulmanas americanas que conseguiam combinar a fé e a carreira, Ahmed Shikoh começou a usar o lenço de cabeça como uma imagem recorrente em sua arte.
Aparentemente, Ahmed Shikoh, 31, tem pouca coisa em comum com Negar Ahkami, 38, uma artista iraniano-americana magra e de cabelos pretos, além do espaço na parede que elas dividem na recém-inaugurada exposição "The Seen and the Hidden: [Dis]Covering the Veil" ["O Revelado e o Velado: [Des]Cobrindo o Véu", em tradução livre], no Austrian Cultural Forum em Manhattan. Ahkami, que cresceu nos subúrbios de Nova Jersey, considera a si mesma apenas "tecnicamente muçulmana" e brinca com imagens estereotipadas de mulheres exóticas do Oriente Médio em sua arte.
Mas as duas têm em torno de 30 anos, são mães de crianças pequenas e artistas emergentes na região de Nova York. Ambas estão explorando suas identidades a partir de sua herança cultural desde o atentado de 11 de setembro. E ambas estão trabalhando para criar uma nova forma de arte islâmica que é moderna, ocidentalizada e centrada na mulher."Como mulheres artistas de descendência muçulmana, tanto Asma quanto Negar estão tentando descobrir quem elas são, olhar para si mesmas e sua herança cultural e ir além dos estereótipos", disse David Harper, curador da mostra do Austrian. "O que é mais interessante é que elas apresentam duas formas bem diferentes de examinar o assunto em solo americano.""The Hidden and the Seen", que vai até 29 de agosto, expõe obras de 15 artistas, 13 delas mulheres, entre as quais Ahmed Shikoh e Ankami são as únicas que moram nos Estados Unidos em tempo integral. A mostra é um evento-parceiro do Festival Muçulmano Vozes organizado pela Academia de Música do Brooklyn, a Asian Society e o Centro para os Diálogos da Universidade de Nova York.Nessa exposição, Ahmed Shikoh e Ahkami buscam humanizar as mulheres por trás do véu. A abordagem de Ahmed Shikoh é profundamente séria.Sua instalação, "Beehive" ["Colmeia"], é uma colmeia de abelhas de papelão cujas células estão preenchidas com os lenços coloridos que ela coletou de centenas de mulheres muçulmano-americanas que também enviaram mensagens - "Corri a maratona de Bolder Boulder usando esse lenço" - que pontuam esse trabalho intencionalmente mal-acabado.Em contraste, a peça de Ahkami é brincalhona, cáustica e bem acabada. Consiste em oito bonecas, uma dentro da outra, luxuosamente pintadas em cores brilhantes com rostos dourados, transformadas em "Persian Dolls" ["Bonecas Persas"]. A boneca de fora é austera, com sobrancelhas grossas e unidas, vestida com um xador [traje feminino muçulmano] inteiro e preto. As bonecas cada vez menores, do lado de dentro, usam lenços de cabeça Chanel ou vestidos de festa ou, a menor de todas, não usa nada além de suas próprias curvas."Sempre tive problemas com as imagens de mulheres iranianas, sóbrias, sem humor, vestidas em xador completo preto", disse Ahkami. "Para mim, essas imagens não refletem a verdadeira mulher iraniana assim como as imagens das garotas de harém feitas no século 19 não refletiam".Ahkami concedeu a entrevista recentemente em seu estúdio no Queens, sentada confortavelmente num sofá Luís 14, totalmente fechado, que ela desenhou para replicar os sofás ornamentados normalmente encontrados nas salas de estar iranianas. Ela o chama de "Suffocating Loveseat Sectional" [algo como "Namoradeira Modular Sufocante"]; sofás semelhantes aparecem, cheios de concubinas e mulheres encobertas, em suas pinturas fantásticas de cenas de harém.
Apesar de "Persian Dolls" ser uma escultura, Ahkami é principalmente uma pintora, de quadros com uma narrativa elaborada na qual ela combina a estética persa com a crueza psicológica da arte ocidental. "Sempre senti que deveria haver um expressionismo islâmico", disse ela. "Queria especialmente que a arte persa, que é tão delicada e refinada, não fosse tão distante da angústia que tantas pessoas lá sentiam.
"Ahkami também se sentiu angustiada. Filha de iranianos que emigraram nos anos 60, ela cresceu em Clifton, Jova Jersey, e se lembra de ter passado "verões mágicos" no Irã até a revolução islâmica de 1979. Com a crise dos reféns, seu mundo se dividiu em dois, fazendo com que ela se sentisse filha de um complicado divórcio público."Na época em que eu estava tentando me adequar ao ambiente, foi muito confuso para mim", disse. "Eu nasci aqui, e de repente a menina do outro lado da rua dizia: 'Você nunca me falou que era iraniana. Você disse que era persa.' E eu nunca mais a vi."Uma jovem artista supersensível, Ahkami não ficou magoada apenas com o colega de classe que sussurrou "ayatollah" para ela. Ela odiava ter que explicar como era sua família no contexto das imagens de televisão que fizeram todos os iranianos parecerem fundamentalistas que gritavam "morte aos Estados Unidos". Ela odiava a forma como a cultura que ela amava era "degradada, demonizada e reduzida a uma caricatura" tanto nos EUA quanto no Islã.
Anos mais tarde, com as habilidades que ela começou a desenvolver aos dez anos na Liga de Estudantes de Arte de Nova York, ela canalizou todos esses sentimentos em pinturas nas quais se apropriava desses estereótipos caricatos e os subvertia. Mas então ela se afastou de sua cultura. Ela se reconectou à consciência de sua herança cultural no ambiente da Universidade de Columbia no final dos anos 80. Nas aulas de história, ela percebeu conexões entre a arte ocidental e a arte persa que os acadêmicos desconsideravam, condescendentemente, na visão dela. Ela se formou em língua e cultura do Oriente Médio. Ahkami nunca deixou de fazer arte, mesmo quando "saiu do caminho" ao entrar para a faculdade de direito da Universidade Georgetown. Ao se formar, ela trabalhou primeiro numa firma de advogados da elite branca conservadora, depois no departamento jurídico do Museu de Arte Moderna. Durante o tempo em que esteve lá, ela começou a beijar papel.
Com a boca pintada de vermelho, ela usava suas impressões labiais para fazer retratos afetuosos de iranianas usando lenços na cabeça. Ela chamou essa série de "Lipstick Revolution" [ou a "Revolução do Batom"], num tributo às mulheres que procuravam se expressar através do hijab, ou vestido modesto, imposto pelo governo, usando um pouquinho de blush aqui, um pouquinho de rímel acolá.
Quando estava prestes a fazer 30 anos, Ahkami decidiu largar o emprego para pintar em tempo integral. Sua última semana de trabalho foi a semana de 11 de setembro de 2001."Depois daquilo, todas essas feridas em relação ao Irã que de fato nunca haviam sido curadas, abriram-se novamente", disse ela. "Por cerca de um ano eu trabalhei em casa, sem sair do meu apartamento por dias a fio. Eu fiz todos esses desenhos depravados em estilo caricatural, com todos esses personagens assustadores e brutos e depois, mais tarde, essas miniaturas persas coloridas."Eventualmente, conforme Ahkami passou tempo na casa de artistas, formou-se em belas artes, casou-se e teve um filho, ela elaborou um estilo único ao combinar esses dois impulsos em direção "ao visceral e ao refinado", em suas próprias palavras. Formalmente, Ahkami empresta elementos da arte persa, mas com mais entusiasmo, tornando as cores mais elétricas e a justaposição de espirais e padrões mais "cacofônicos", como ela diz. Ela também acrescenta textura com glitter, massa e camadas de tinta.Ao longo do tempo, Ahkami desenvolveu um vocabulário de ícones: déspotas de turbante, mesquitas derretendo e mulheres exóticas que ela chama de "fetiches ocidentais", como o emplumado "cabelo de Farrah Fawcett". Nas telas grandes ela coloca miniaturas de histórias dentro da narrativa central, como em "The Fall", a fantástica peça central de sua primeira exposição solo em Manhattan, que aconteceu em março na galeria Leila Taghinia-Milani Heller.
Na tela de 1,50 por 1,20 m "The Fall", ela retrata fileiras de iranianos em êxodo saindo de uma terra natal paradisíaca que derrete, passando por um cavaleiro persa sobre montanhas com padrão de tapetes persas no caminho para um futuro incerto - porém consumista.
Enquanto Ahkami, que é a primeira geração de sua família nascida nos EUA, se dispõe a olhar para o passado de sua terra natal com a complexidade de uma introspectiva habitante de Manhattan, Ahmed Shikoh, uma imigrante relativamente recente, olha principalmente para o futuro."Eu nunca me senti tão feliz ou tão livre", disse Ahmed Shikoh, na garagem de sua casa em Marlboro, Nova Jersey, onde "Beehive" ficou deitada no chão antes da abertura da exposição na Austrian. Transmitindo uma confiança serena, ela andava por sua própria célula de colmeia enquanto falava.
Em Karachi, Ahmed Shikoh considerava as mulheres que cobriam seus cabelos como relíquias do passado. Sua avó havia jogado fora o lenço de cabeça durante o período colonial britânico, e sua mãe foi a primeira mulher na família a frequentar uma universidade. Ahmed Shikoh lembra-se de uma mulher toda coberta em sua própria faculdade, uma escola de arte. Ela era uma figura espectral a quem os outros estudantes ignoravam."Ela tinha coisas belas a dizer", disse Ahmed Shikoh. "Eu sinto muito só ter percebido isso depois de me mudar para cá". Em seus trabalhos daquela época, Ahmed Shikoh depositava um olhar crítico no que ela considerava como manifestações do pós-colonialismo em seu país. Ela era particularmente obcecada com a onipresença do McDonald's e do Kentucky Fried Chicken.
Como mais tarde faria com a Estátua da Liberdade, ela refez uma imagem familiar em seu próprio país, o selo oficial em homenagem a Muhammad Ali Jinnah, fundador do Paquistão. Usando acrílico e esmalte, Ahmed Shikoh lentamente transformou Jinnah, ao longo de uma série de pinturas, no Colonel Sanders [fundador do KFC]. Da mesma forma, ela usou o estilo das pinturas indianas em miniatura para retratar um Big Mac gigante sendo transportado numa liteira real pelas ruas do Paquistão."As pessoas adoraram", disse ela. "Bem, as pessoas do McDonald's e do KFC não ficaram muito contentes, mas os outros..."Nunca tendo morado fora de Karachi até se mudar para Nova York, Ahmed Shikoh não imaginou a mistura de admiração e estranhamento que sentiria ao chegar aos EUA. "Aqui eu olhava para uma cidade imensa e nova e pensava: Onde é que eu me encaixo? Como posso tornar esse lugar minha casa e meu território?", disse.
Artisticamente, ela se voltou para sua Estátua da Liberdade e para as pinturas do mapa do metrô em urdu. Socialmente, ela começou a frequentar uma mesquita."Acho que, quando somos parte de uma minoria, começamos a procurar pessoas iguais a nós mesmos", disse ela. "Eu nunca tinha ido a uma mesquita no Paquistão. A mesquita, enquanto centro comunitário, descobri apenas aqui. Então fiz alguns amigos muçulmanos, e isso abriu meus olhos. Havia mulheres progressistas, modernas, elegantes, e que usavam o lenço na cabeça."Ao longo dos anos seguintes, Ahmed Shikoh lutou consigo mesma para não cobrir seu cabelo, pensando: Por que não usar apenas roupas modestas? Seu marido - que depois de vinte anos aqui está de certa forma mais relaxado e americanizado - ficou fora do processo de decisão. Sua mãe, cansada de ouvir ela argumentar consigo mesma,disse: "OK, o que você está esperando? Eles não farão uma festa para você começar a usar esse lenço." E então Ahmed Shikoh decidiu que Deus estava pedindo para ela usar o lenço como uma demonstração de fé."Eu tinha a liberdade para fazer a escolha nesse país", acrescentou. "Aqui as pessoas simplesmente deixam você viver sua vida."Ahmed Shikoh começou a fazer o que ela chamou de um diário do hijab [lenço]. Todos os dias, ela fazia uma pintura ou uma colagem que incorporava um modelo de lenço de cabeça, as vezes de um jeito brincalhão, como um hijab com iPod embutido ou outro, feito de massinha, na cabeça da personagem de desenho animado Dora, a Exploradora.
Depois, sentindo que estava muito concentrada em si mesma, ela espalhou entre suas amigas e na Internet a notícia de que queria fazer um trabalho artístico coletivo sobre o lenço de cabeça.
Ela recebeu 200 respostas em duas semanas, e lenços começaram a se empilhar em sua cozinha-estúdio. As mensagens anexadas eram desde banais - "Adoro lenços H&M" - até as dolorosas, como uma vinda de uma estudante do Texas, que enviou o lenço que ela usou em protesto mesmo depois que uma amiga foi "brutalmente atacada" no campus por usar o hijab. Ahmed Shikoh não estava certa sobre o que fazer com os lenços até o dia, em 2007, às vésperas de uma exposição solo na Galeria Ceres em Chelsea, ela leu um capítulo do Corão chamado "A Abelha", que a fez lembrar que as abelhas operárias são fêmeas. "Tornar esse país o meu lar foi como criar uma casa com todas essas mulheres me dando apoio", disse ela. "E então eu decidi construir uma colmeia". Ela também fez uma série de telas grandes de super-heroínas muçulmano-americanas inspiradas em suas amigas: uma médica, uma advogada e uma escritora. "Essas são as novaiorquinas muçulmanas fortes que salvam a cidade diariamente, ao contrário do que aconteceu em 11 de setembro", disse.
Assim como no Paquistão, o trabalho de Ahmed Shikoh mais uma vez se tornou político, mas de um jeito muito mais intimista.

Tuesday, 19 May 2009

Sobre o Dote

Segundo pedidos das leitoras, vou comecar uma serie de comparacoes do Pak e India relacionado tambem a novela e cultura

Bom, ja citei sobre o Sarree em outro post, hoje o tema eh DOTE:

Eis entao uma 'boa' noticia para nos amantes dos paks, nao somos nos quem pagamos o dote ebaaaaaaa, como muitas acompanham a novela Caminhos das Indias (eu tambemmm) sabe que quem paga o pato e bem eh sao as indianas, que desde cedo os pais guardam din din para o dia sonhado, isso tudo porque, pagando bem teem uma certa seguranca que sua filha sera bem tratada. Leia mais aqui.




No Pak, que paga o dote eh o noivo, a familia da noiva pede o valor que acha que 'pode', quanto vale a sua filha? De certa forma eh muito estranho para nos ver esse tipo de tradicao, parece que estao pagando para a filha e filho se casarem, que eles nao teem capacidade de conseguir alguem.. deixa eu explicar com um exemplo que presenciei:

- No pak eu fazia aula de british english, meu prof era britanico porem de familia paquistanesa, ele voltara do pak por motivos de mau comportamento, leia mais aqui. Eis que ele estava ficando noivo, de uma guria que a a familia estava arranjando. A famila da moca sabendo que ele tinha vivido muito tempo na Inglaterra, estava pedindo um dote altisssimooo, isso porque tinah medo que ele ainda tinha alguma namorada la, e pudesse deixar a filha do nada. O dote era assim um absurdo! Um carro, uma casa e mais nao sei quanto em rupias. A familia do noivo estava negociando, quase igual o Sacerdote da novela, mas era cara a cara mesmo, porque segundo o noivo nao era a noiva que queria esse valor de dote, mas sim, a familia que queria o din din pra eles, espertos nao?? Pra escapar da ciladra, estavam pensando colocar o din din em uma poupanca no nome da noiva e os bens tambem de uma forma que ficasse para ela, e tambem que depois a familia nao viesse cobrar mais...


A noiva recebe o valor estipulado no Nikkah (contrato de casamento muculmano) depois do casorio, e se caso de divorcio (depende do que consta a opcao do Nikkah) ela recebera novamente o mesmo valor. Isso foi estipulado para proteger a noiva, eh sua seguranca em caso de perder o maridex. Lembrando que esse contrato eh assinado primeiramente pelo noivo em uma sala, depois pela noiva em outra, ou seja, separadamente.. isso porque os Sheiks ficam dando conselhos ao noivo, interessante nao?

Como para nos essa tradicao nao existe (que pena?), fica-se a opcao de um valor simbolico, a nao ser, que esteja casando por interesse hauahuahuhaa..
Mas nao fique animadinha pensando que nao ira desembolsar nem um tantinho pro casorio.. eu ja citei em uns posts sobre isso, nos eh quem bancamos quase tudo viu? As familiassss, comilanca, montar a casa... essa parte ninguem gosta ne =(

Quem quiser saber mais sobre dote na India, eis aqui um blog bem legal da Gloria Perez
'Apesar de proibida por lei, a instituição do dote permanece na Índia e continua promovendo assassinatos e infanticídios, quase todos os dias estampados nos jornaisO dote é um peso, uma preocupação constante para os pais de meninas: sabem que, sem ele, as filhas provavelmente ficarão solteiras e, na melhor das hipóteses, submetidas a um casamento desigual, onde é comum que venham a ser maltratadas e humilhadas pela nova família.'


Quem quiser pesquisar sobre o assunto ou perguntar ao futuro marido, em ingles dote eh Dowry.
Leia que bacana esse texto sobre dote:

Among the many things that need to be revamped in the mainstream Pakistani society dowry would probably be one of the major ones. Sure no harm in giving the bride gifts on her wedding for her home and personal use but with the growing number of girls start staying unmarried simply because the parents don’t have the money to meet the ‘demands’ of the groom’s family, then it is a quandary that needs to be looked into. The most irksome angle of the dowry situation is that the tradition for an increasingly elaborate dowry is set by the people who don’t even need dowry’s from the girls in order to ‘run their homes’ or ‘support’ the grooms in any way. When the more educated and bourgeoisie class stoops to an all time low, the uneducated ones can only be expected to follow.
Dowry is a massive social ill on both sides of the Pakistan-India border and who hasn’t heard of the infamous bride burning where the girl who brings insufficient dowry is burnt ‘accidentally’ by her in laws so that a new ‘prey’ may be caught who can bring in a better dowry. Since there is no practice of conducting studies on this issue in Pakistan, the actual dowry related accidents have for the most part gone unrecorded. Shahnaz Bukhari is the founder of the Islamabad-based Progressive Women’s Association and has handled 17,000 cases of women who have been subjected to dowry related violence such as rapes, murders and stove burnings.
It wouldn’t be altogether fair to state that the government has remained oblivious to the disaster this dowry-demanding has caused in the society. Back in the 1970s in an attempt to curb the escalating violence over dowry, Pakistan attempted to make dowry giving or taking entirely illegal. A new law in 1976 set a certain amount of dowry to be permissible where the bridal gifts and marriage expenditure could not exceed 50,000 rupees (about $900). But as was seen in this case, the lack of social responsibility and firmly rooted trends rendered this law practically void. Copia de um Nikkah
We don’t need facts and figures to tell us about the havoc dowry is causing for the middle class and lower middle class families. All of us have undoubtedly witnessed distressing cases within our families and the families of our friends, neighbors, cleaning women etc. etc where the good looking and educated girls are unable to get married because they don’t have the dowry to fulfill the demands of the greedy, near-carnivorous grooms. We can write and preach all we want but the practice can never really go away unless we show by action that the educated class not only abhors the tradition but has decided to do away with it for good.
Not only should there be no dowry but it should be announced to everyone present at the wedding by the groom’s family that they are taking the girl home in one suitcase of clothes. If she wishes to bring along her personal stuff such as books and memorabilia, that would not constitute dowry that is currently running into lacs of rupees, with furniture for nearly the entire house, fridges, TV, DVD players, microwaves, cars, motorbikes, linen enough to cover every bed for the next generation, crockery, cutlery and what not. Not to mention the 100 dresses that is the standard now with a ton of gold. And I forgot to mention the gifts that need to be given to the groom’s parents, sisters and brothers. Dowry needs to go and it needs to go from the educated and well off families who are not giving dowries but actually competing in society to make sure no one gives better dowry than them. It has become a status symbol but their little game is ruining the lives of the poorer girls. In the process they are setting a craze that is stirring up hell for the middle class and poorer families who are unable to give so much to their daughters. They are relegated to the fate of watching their daughters get old because they don’t have the money for the dowry to satiate the needs of the grooms who get greedier and greedier by watching this ostentatious display of dowry trends set by the better off in society.

Ironically dowry seems to be a highly stable sociological trend in a country where only 56 percent of the people have access to safe drinking water and only 24 percent has satisfactory sanitation. 91 out of 1000 babies die before their first birthday and doctors and health services are available for only 53 percent of the population. So one might think that the citizenry would have other things on its mind rather than dowry? Hardly so. The leader of the CDHP, Community Health and Development program remarked, ‘We would be lecturing them about the use of oral rehyderation solution for infant diarrhea, when they were worried to death about a husband who was becoming addicted to drugs or how to raise dowries for their daughters’. So what is the solution? Though at this point where the menace has permeated into the very fabric of society it could be anyone’s guess but still the first steps need to come from the upper classes that have been at the forefront setting new and mightier traditions in giving and taking dowries.
I personally don’t think any amount of programs or education will do any good in putting a quietus to dowry unless each person stats assessing the situation for what it is and starts making attempts at the personal level to uproot the menace. Society is not the responsibility of one or two people, human rights lawyers and educators. It is the responsibility of every person who constitutes the society. Unless everyone starts making an effort to recognize the social ills that are eroding basic human values at the roots, little can be done. The question is, are we strong enough to meet the challenge??

Tuesday, 12 May 2009

Vestidos de Noiva!!!!!!

Primeiramente, uns trajes Casual, lindosss, amooo, super chic! Nossa, nao ha como se sentir mais feminina ne?













Diferente das indianas, as paquistanesas so usam sarees em casamentos, no dia a dia usam o tradicional Shalwar Kameez.
Esses bordados sao de matarrrrrrr lindosssssssssssss, amooooooooooooo, dao de 1000 a zero em muitos vestidos ocidentais ne? Preco medio: 1200 dolares.
Cor mais usada: Vermelho
Curiosidade: Branco eh usando para casamentos na Arabia Saudita











http://www.hinab.com/details.htm Amo esse site

Esse eh o meu favoritooooooooo aiiiii que lindooooooooooooooo


LINDOS d+! Qual voce gostou mais?
Amoooooooo de paixao! mto delicadooooooooooo lindoooooooooooooooooooooooooooooooooooo
amo o pak, estou morrendo de saudades =( de tudo, como eu queria que essas roupas fossem mais em conta, quem sabe assim eu aposentasse meu jeans e meu amore parasse de reclamar que o povo me encara hauhauaha

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