Primeiro aha mto mepo saiu noticia que ele e a familia teria a cidadania Britanica e que ele vivia indo la
Uns dias atras, saiu que Zardari tinha tido um ataque cardiaco
(teria vindo a Dubai no American Hospial se tratar)
Hoje mais e mais fofocas e quase se confirmam,parece que Zardari fugiu o pak
ele tem 12 processos contra ele
.. sera o motivo?
em 2012 ou 2013 teram eleções para a presidencia...sera que o pak saira o buraco???
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Friday, 9 December 2011
Tuesday, 12 April 2011
Quem era na foto? a revelação hehe
This guy who is sleeping is the ex Pakistani Cricket team captain and now Chairman of Pakistan justice Party, ready to stand for the seat of Prime Minister of Pakistan in the next election. In this pic ignoring the fact that he is rich and famous, he is living among the poorest people of Pakistan... who got effected by the floods and lost everything they have. Point to be taken is that soon and very soon there is a positive change coming in Pakistan because it has a leader like this guy Imran Khan, who sees no difference between rich and poor. ex jogador e esperamos que seja em 2013 eleito no pak parabéns para quem acertou
Wednesday, 2 December 2009
Começo a odiar o Obama....
PQP!
Que merda tem na cabeça esse governo dos Estados Unidos??????
Mandar mais tropas? Eles estão sendo massacrados lá.,.. e continuam mantendo a pose de gostosões...
aff
O Obama chegou todo pomposo, querendo dar uma de governo justo, novo, democrático.. massss no fim é a mesma porcaria do Bush! Afinal, mundam-se os meios porém não os fins...
http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/12/02/ult1859u1971.jhtm
Eis ae mais tropinhas idiotas para o Afeganistão...
ai aia ele disse estar ameaçado por eles e pelo Paquistão..
pq? a fronteira é tão próxima né?
O que o povo Americano pensa disso??????
"Eu tomo essa decisão porque estou convencido de que nossa segurança está ameaçada no Afeganistão e no Paquistão", afirmou o presidente.
E quantos inocentes eles estão matando? Buscando quem o Osama? Será que ele ainda está vivo? Ou é somente um desculpa para atacar os outros paises que possam ser mais fortes que eles?
Sabe... antes eu detestava o Lula, aff pensava, que tosco! Mas sabe que agora ele tem me surpreendido e estou vendo certo progresso no Brasil..
Que merda tem na cabeça esse governo dos Estados Unidos??????
Mandar mais tropas? Eles estão sendo massacrados lá.,.. e continuam mantendo a pose de gostosões...
aff
O Obama chegou todo pomposo, querendo dar uma de governo justo, novo, democrático.. massss no fim é a mesma porcaria do Bush! Afinal, mundam-se os meios porém não os fins...
http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/12/02/ult1859u1971.jhtm
Eis ae mais tropinhas idiotas para o Afeganistão...
ai aia ele disse estar ameaçado por eles e pelo Paquistão..
pq? a fronteira é tão próxima né?
O que o povo Americano pensa disso??????
"Eu tomo essa decisão porque estou convencido de que nossa segurança está ameaçada no Afeganistão e no Paquistão", afirmou o presidente.
E quantos inocentes eles estão matando? Buscando quem o Osama? Será que ele ainda está vivo? Ou é somente um desculpa para atacar os outros paises que possam ser mais fortes que eles?
Sabe... antes eu detestava o Lula, aff pensava, que tosco! Mas sabe que agora ele tem me surpreendido e estou vendo certo progresso no Brasil..
Thursday, 20 August 2009
Diário de Viagem- Semana 1
Muito interessante são 4 semanas de diário de viagem, divirtam-se!
Primeira Parte
Terça-feira (30 de outubro de 2007)
Amritsar – Lahore (61 km)<>
Já sabia que hoje que o meu último de dia de Índia e eu não tinha como negar a felicidade que isso me trazia. Ao mesmo tempo também não podia esconder a certa apreensão que eu tinha dentro de mim por estar entrando no Paquistão, uma terra que carrega tantas histórias e lendas em seu lado de fora. Se todas elas fossem verdade eu já estaria morto antes mesmo de chegar em minha primeira cidade no país, mas precisava saber o que era verdade neste mundo feito de mentiras.
E estava disposto a pagar caro por isso. Pedalei então em direção à fronteira Índia/ Paquistão.
Despedi-me do Templo Dourado e do povo sikh. Depedi-me das hordas de turístas. Despedi-me dos hippies buscadores da felicidade. E finalmente subi na bicicleta. Antes de deixar a cidade, no entanto, eu me perdi pela última vez na Índia e então encontrei o caminho. Pouco mais de uma hora depois eu já estava na fronteira, pronto para iniciar o processo de carimbos, formulários e horas de espera.
O organização do lado indiano não conseguia ser boa mesmo, assim como a educação dos funcionários. Depois de mais de uma hora de espera, eu consegui ganhar o cartão verde para cruzar a fronteira, mas antes fui trocar minhas rúpias indianas que não valiam nada no lado de lá. Depois da troca, tive ainda que assinar mais alguns papeis e enfim cruzei o portão.
Pensei que o lado paquistanês seria pior. Apenas pensei. Com toda a educação e um ótimo inglês os policiais paquistaneses me indiacaram aonde ir. Alí um sujeito me indicou o que fazer e onde deixar a bicicleta. Preenchi o formulário e depois de ter meu passaporte carimbado dentro do centro de imigração que poderia ser de qualquer país desenvolvido, tamanha organização e limpeza, fui passar pela revista de bagagem, mas os simpáticos policiais apenas perguntaram o que eu tinha e me deixaram passar sem abrir nenhuma de minhas malas.
Pronto, estava oficialmente no Paquistão e havia sido mais fácil do que eu imaginava. Pedalei poucos metros para dentro do país e já via uma cultura diferente, um idioma diferente, trajes diferentes e rostos diferentes. Era uma diferença enorme, que não chegavam ao outro lado devido à pesada fronteira que não deixa o caminho livre entre os 2 países.
A estrada continuava boa, assim como era na Índia, masuase não havia carros na pista e os poucos que haviam quase não buzinavam. Não eram excelentes motoristas, mas pelo menos não faziam questão de mostrar suas buzinas. Isso foi um alívio para mim. A poluição continuava pesada e fiz uma breve parada perto de um posto de gasolina ao lado da pista e percebi que diversas pessoas tinham armas, que não eram, mas sim metraladoras e escopetas.
Essa imagem, numa foto tendenciosa – como as que são colocadas nas revistas –, poderia indicar o início de uma guerra, mas a realidade é que até mesmo aquelas pessoas que levavam armas eram simpáticas e educadas. Era uma cena peculiar e, de certa forma, estranha também. De toda forma, não fiquei aí para ver como eles usavam suas armas e segui em frente, na direção de Lahore, a 2ª maior cidade do país.
Na medida em que eu me aproximava de Lahore o trânsito ficava cada vez mais caótico, mas mesmo assim, sem buzinas. Ao entrar na cidade, eu sabia que seria bom ligar para o número de telefone que haviam me dado, mas para isso seria bom conseguir um telefone. Como eu já previa aqui não há telefones públicos e a melhor saída seria comprar um novo chip telefônico para mim e já ter um número paquistanês também.
Estava perdido na cidade e não tinha a menor idéia de que direção eu tinha que tomar, assim resolvi apenas procurar uma loja de celular. Em meio à confusão das ruas foi um pouco difícil me deslocar de um lugar para o outro, mas num tempo menor do que eu previa eu já tinha meu número de celular do Paquistão, por uma quantia equivalente a 6 Reais. Com o telefone funcionando eu resolvi ligar para o número que eu tinha e – sem me surpreender – descobri que o número estava desligado.
Era hora de mudar os planos. Seria bom eu ir para algum hotel da cidade. Segui então para um hotel que é uma instituição na cidade e creio que mais de 90% dos turistas estrangeiros ficam nele quando em Lahore. Vi o nome da rua e fui perguntando pelo caminho. Ao contrário da Índia, as pessoas aqui me informavam com todo o carinho e pareciam realmente preocupadas comigo. Fiquei feliz com isso, mesmo quando eu não entendi nada da informação que eles estavam me dando em urdu (idioma local).
Em pouco tempo e depois de poucas ruas eu cheguei ao local, que à primeira vista, não parecia nada agradável. Localizado numa rua pequena e suja, com apenas uma pequena porta que dizia o nome do hotel: Regale Internet Inn. Depois da porta havia um jogo de escadas que já levava para o 2º andar do prédio. Assim deixei a bicicleta no lado de fora e subi para conferir o lugar.
Os quartos estavam cheios e só havia algumas camas no dormitório. Isso não era um probelma para mim, o mais difícil mesmo foi levar a bicicleta e os alforjes para cima. Depois foi tudo tranqüilo. Conheci o dono do local, Malik, e fui aos poucos conhecendo todos os hóspedes e até mesmo os moradores do local, gente que parece que chegou para ficar. Quando arrumava minhas coisas no quarto para 6 pessoas conheci um casal canadense que estava por alí e depois 3 viajantes da Islândia, o que é realmente difícil de ver, já que este país tem apenas 300.000 habitantes.
Com os islandeses eu saí para comer. Eles eram muito simpáticos e naquele momento já estavam há mais de uma mês no Paquistão, onde ficaram em Karachi, inclusive durante o incidente da bomba. Eles não estavam apenas viajando, mas sim a procura de um outro lugar para viver, já que a Islândia parecia não agradá-los. Tudo indicava que eles não sairiam mais do Paquistão e agora eles estavam apenas escolhendo um lugar para montar uma casa.
Depois de tanto tempo de Índia, o Paqusitão parecia um milagre em meu caminho. Limpo (comparando com a Índia), sem buzinas, com pessoas educadas e até mesmo carne de vaca, era tudo o que eu queria. Podia até mesmo comer sem me preocupar tanto como na Índia, onde não me lembro de ter comido algum prato sem uma cabelo, mosquito ou algo que eu não consegui identificar. Parecia que meu caminho estava mudando e para melhor.
Quarta-feira (31 de outubro de 2007)
Lahore
Lahore pedia alguns dias para ser conhecida. Aparentemente não havia muita coisa para ser vista nesta cidade de 12 milhões de habitantes, mas fazia tempo que eu não me sentia tão bem como na hospedagem onde eu estava. No pequeno hotel onde eu estava já conhecia quase todos e me sentia em casa, o que eu poderia fazer era aproveitar um pouco dessa boa sensação que eu não conseguia sentir na Índia.
Hoje eu tirei o dia para ver alguns locais da cidade, o que eu queria fazer logo pela manhã, mas no começo do dia de hoje eu descobri que o comércio aqui abre apenas por volta das 10 horas da noite, o que fez que eu demorasse para encontrar um mercado aberto para comprar meu café da manhã. Somente depois disso é que eu saí, com rumo à cidade velha, aonde está localizado o Forte de Lahore.
Ao chegar no local tive uma surpresa, ele estava fechado. Não fazia sentido, ele não fechava para almoço, tampouco para siesta, mas os policiais não estavam deixando ninguém entrar. Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que algum político americano estava alí dentro e enquanto ele estivesse alí, ninguém poderia entrar. Como não tinha escolha, fui para o parque da cidade, logo à frente do forte, para esperar o tempo passar.
Alí vi muita gente e muitas dessas pessoas vinha conversar comigo. Nessas conversas eu fui descobrindo que o paquistanês, ao contrário do que a mídia diz, é um sujieto muito bom. Eles acreditam que a Índia é uma país bom e não tem nada contra os Estados Unidos, o que me chamou muito a atenção. Já os indianos nunca falam nada de bom do Paquistão e os americanos vêem o país como o novo celeiro de terroristas do mundo. Era interessante descobrir um pouco mais do Paquistão.
As conversas foram interessantes e me senti bem com os paqusitaneses, com quem fiquei conversando até os portões do Forte se abrirem somente após as 3 da tarde, quando os americanos resolveram deixar o local. O forte é um resquício da dinastia Mughal, a mesma que dominou a Índia durante séculos e levantou as construções mais famosas do país, entre elas o Taj Mahal. A idade precisa do forte não é sabida, mas o que se sabe é que sua forma atual foi dada pelo imperador Akbar, o qual transformou Lahore em sua capital em 1566.
Seguindo as mesmas linhas das construções muçulmanas encontradas no norte indiano, o Forte de Lahore, conta com diversas divisões, palácios e templos, incluindo até mesmo uma caminho para elefantes, o que era comum naquela época. Igualmente grandioso e mais elaborado que o forte está a Mesquita Badshasi (Badshasi Mosque), que foi finalizada em 1647 por Aurangzeb (filho de Shah Jahan), tornando-se uma das maiores mesquitas do mundo.
Estar alí durante o pôr-do-sol apenas deixou o lugar ainda mais especial. Vi o dia acabar diante daquela imponente mesquista e somente então voltei para a minha hospedagem, encontrando ainda mais gente que havia chegado hoje, especialmente para aproveitar a quinta-feira de Lahore, que trás uma agenda recheada de eventos Sufi – o misticismo muçulmano.
Depois de conversar com tanta gente comecei a perceber que eu não poderia simplesmente deixar o país sem conhecer a região norte do Paquistão, uma região conhecida pelas suas montanhas (as mais altas do mundo), pela hospitalidade das pessoas e por ter o maior números de geleiras (glaciares) do mundo, depois da Antártida. Pedalar seria praticamente impossível, levando em consideração o meu tempo no país, mas um ônibus poderia resolver isso. De qualquer forma, ainda tinha a quinta-feira em Lahore para decidir.
Quinta-feira (1º de novembro de 2007)
Lahore
Pela manhã eu saí com algumas missões a cumprir, entre elas encontrar o correio, uma bicicletaria, comprar uma roupa tradicional, chamada shalwar-kamiz (algo como “calça e camisa”), a qual todos os homens usam e assim eu poderia passar despercebido em algumas regiões do país, com os trajes tradicionais e minha barba de alguns meses.
Encontrar o correio foi fácil, as bicicletarias também, até mesmo as lojas de roupas não foi assim tão difícil, porém não consegui fazer nada. Algumas das coisas que eu queria enviar para o Brasil era proibido aqui no Paquistão, como um simples DVD, eu precisava pegar minha bicicleta e levá-la para a bicicletaria e as roupas que eu encontrei não eram bem aquelas que iriam me fazer passar despercebido, pois tinham tantos detalhes, que eu chamaria mais a atenção usando elas que não usando nada.
Quando eu voltei para a hospedagem já era depois do meio-dia e as pessoas já se preparavam para ir até uma mesquita da cidade para conferir uma série de apresentações de música devocional muçulmana, chamada de qawwali (desse gênero musical o maior expoente é, sem dúvida, Nusrat Fateh Ali Khan, que morreu há uma década mas deixou uma grande obra que ainda pode ser apreciada).
Depois de rodar pela cidade, com mais de 20 turistas, cheguei à mesquita da cidade, onde via de regra havia apenas homens, todos sentados, olhando apenas e, algumas vezes, 1 ou 2 dançado ao som da música que o grupo tocava. Os cantores eram muito bons e a aprensatação que deixava cada banda tocar apenas 1 música durou por mais de 1 hora. Depois das apresentações que eram retribuidas não com palmas, mas sim com uma banho de dinheiro (recolhido durante a performance) sobre os músicos, seguimos para uma sala do local, onde nos serviriam o almoço, que comemos com as mãos.
Após todo o processo, voltamos para a hospedagem, mas no meio do caminho os grupos se separaram e acabaram cada um seguindo um caminho diferente. Quando eu cheguei na hospedagem, fiquei boa parte do tempo conversando com algumas pessoas e buscando organizar algumas atividades que eu tinha que fazer, porém quando eu vi já estava com fome, saindo para comer mais uma vez e depois já me preparando para ir conferir uma outra apresentação de música qawwali, porém desta vez, num estilo mais ritualístico.
Todos nós subimos novamente nos pequenos rickshaws e seguimos até um ponto distante da cidade, numa mesquista diferente que mais parecia uma casa. Porém, mas diferente que a mesquita era o que estava acontecendo dentro dela. Uma multidão se concentrava dentro do local para ver 2 sujeitos tocarem tambores num ritmo frenético, que conduzia as pessoas para um estado de transe. Como se não bastanssem os tambores, todos alí na platéia fumavam hashish quase que sem parar, num ato que faz parte da religião deles.
Mesmo aqueles que não fumavam já estavam entrando em transe também com a repetição da música e a dança de alguns poucos, que me lembrava algo como um terrero de umbanda no Brasil. A atmosfera do local foi apenas quebrada quando um sujeito chegou alí para tocar seu saxofone. Nada contra saxofones, porém naquele momento onde apenas os tambores falavam, algo ao estilo de Kenny G. não parecia se encaixar muito bem no repertório.
O sujeito sofreu com seu saxofone, já que o som de seu instrumento era incompatível com o som dos tambores. Eles foi persistente, mas num determinado momento teve que desistir. A partir daquele instante os tambores passaram a tocar mais alto e os cigarros carregados de hashish voltaram a se tornar apenas fumaça. Entretanto, eu já estava cansado daquilo e resolvi ir embora de volta para a hospedagem e encerrar este dia carregado de misticismo muçulmano.
Sexta-feira (2 de novembro de 2007)
Lahore
Meus planos era de hoje já deixar a cidade, mas no decorrer do dia persebi que isso não seria possível, pelo menos não hoje. Após o café da manhã muita gente foi embora, já que muitos ficam na cidade apenas para conferir as noites de música e rituais antes de seguirem seus rumos. A hospedagem que não tinha mais espaço nos útimos dias e obrigava as pessoas a dormirem no terraço do prédio, agora estava quase vazia.
Despedi-me de todos e voltei para minhas missões de dias atrás. Agora segui para o correio do país e não perdi muito tempo alí. Depois fui até um bicicletaria e alinhei minha roda traseira, que havia se tornado oval após a Índia e, em conseqüencia disso, os raios estavam sempre quebrando. Arrumei a bicicleta também. A única coisa que ainda me faltava, mas que a essa altura eu já havia desistido era um traje paquistanês.
Decidi então almoçar antes de voltar para a hospedagem e durante o meu almoço eu conheci um juíz do tribunal de justiça de Lahore. Fomos conincidentemente colocados na mesma mesa do restaurante e acabamos conversando bastante, antes de encerrarmos nossa refeição e cada um seguir o seu rumo.
Pela tarde na hospedagem, busquei atualizar meus diários e fotos antes de deixar a cidade, o que eu faria amanhã mesmo de qualquer forma. Segui até a noite escrevendo e buscando algumas informações sobre o país e coisas do gênero, até que fui interrompido pela chegada de alguns músicos que iriam tocar (qawwali) no terraço do prédio. Segui então para o terraço e assisti à aprensatação dos músicos, que fizeram tudo de forma gratuita. Ao final do show eu voltei para o computador, mas acabei dormindo na frente da tela, tão cansado que eu estava.
Sábado (3 de novembro de 2007)
Lahore – Islamabad – caminho às montanhas do norte
Eu acordei cedo e logo comecei a separar o que eu levaria em minha curta viagem e o que eu deixaria em Lahore, quase tudo. Sabia que se eu ficasse em Lahore, cercado de tanta gente interessante, eu não conseguiria trabalhar e seria melhor eu sair dalí o quanto antes. E meu destino eu já havia decido, o norte do país.
Eu que me sentia em casa na hospedagem onde eu estava, passei a reparar um ponto interessante: o quanto o Paquistão é diferente da Índia. Mesmo estando tão perto há inúmeras diferenças, inclusive em relação aos seus turístas. Aqui ninguém vem em busca de mestre, atrás de resposta ou como marinheiro de primeira viagem, aqui só vem quem sabe viajar e, especialmente, aqueles que não acreditam em tudo o que a imprensa diz, porque os que acreditam tem medo até mesmo de pensar no nome deste país.
Todos os estrangeiros que eu conheci aqui tinham uma história incrível. Diversos viajando de bicicleta, de moto, de paraglider, ou mesmo vindo de países como Afeganistão e Iraque. Não havia como negar que as histórias que eram contadas nesta hospedagem eram as melhores que eu já havia ouvido. Além disso havia uma grande troca de informações entre os viajantes que quase sempre seguiam em direções opostas.
Mesmo atraído pelo ambiente eu deixei a hospedagem hoje, por volta do meio dia, com apenas uma mochila, uma bolsa e minha câmera. Segui para a periferia da cidade, até um terminal de ônibus, da onde eu tomaria um coletivo para Islamabad, a capital do país. Isso foi fácil, um rickshaw me levou até o terminal onde os ônibus saia para a capital do país a cada 20 minutos. O ônibus era muito melhor do que eu poderia esperar: ar condicionado, assentos espaçosos e tudo muito organizado.
Numa estrada perfeita o veículo percorreu quase 300 quilômetros em apenas 4 horas e meia. Parecia que algo estava errado, tudo estava muito perfeito. Quando eu cheguei em Islamabad, com a ajuda de um senhor que eu conhecera no ônibus eu tomei um táxi para a cidade vizinha, Rawapindi, aonde estava o terminal da NATCO (Northern Areas Transport Company), de onde partiam os ônibus para as regiões nórdicas do país.
Eu estava pensando em dormir uma noite em Islamabad, mas resolvi já reguir de uma vez para o norte do país e assim ganhar um dia de viagem. Ao chegar na estação de ônibus já era noite e eu não tinha almoçado e nem mesmo jantado e pelo visto iria seguir assim mesmo. Comprei então a minha passagem de ônibus, cuja saída estava marcada para as 8 da noite, para uma viagem nada fácil que prometia durar de 15 até 18 horas.
Seriam mais de 24 horas dentro de um ônibus e eu já sabia que não seria fácil, mas eu não tinha escolha caso quisesse mesmo chegar ao norte do país. Comprei um pacote de bolacha, uma garrafa de água e subi no ônibus para a longa jornada. A viagem começou bem, e eu não demorei muito para pegar no sono. O problema era que o meu assento quase não se reclinava, não havia muito espaço para as minhas pernas, espacialmente pelo fato de eu ter que levar minhas malas comigo, além do fato do sujeito de meu lado também gostar que de se esparramar.
No meio da noite eu já não aguentava mais ficar alí e numa das paradas do ônibus eu resolvi procurar algum assento vazio para tentar dormir. Sorte ou não, eu encontrei a última fileira de assentos vazia, o que deixaria eu dormir na horizontal alí. A desvantagem era que justamente no final do ônibus era onde o veículo mais trepidava e oscilava. De qualquer forma deitei nos assentos sujos e até me cobri com meu lençol, para ter mais conforto.
Dormir bem alí era uma missão quase impossível. O ônibus pulava tanto que eu constantemente voava dos assentos e algumas vezes até caia fora dele. Fora isso pela estrada havia uma espécie de controle policial rigoroso que me fazia descer do ônibus a todo o momento com meu passaporte para preencher um livro com minhas informações. Mesmo assim a viagem seguiu.
Domingo (4 de novembro de 2007)
À caminho das montanhas do norte – Gilgit
O dia nasceu e eu sabia que eu ainda tinha muito chão pela frente, pois não haviam se passado nem 12 horas ainda. Bastava paciência. Eu não tinha mais sono, mas me sentia cansado. Eu não queria dormir mais, mas não tinha o que fazer e no final das contas sempre acabava dormindo mais uma vez.
O ônibus parou mais uma vez para o café da manhã e naquele momento eu já sentia um pouco da região, incluindo a paisagem montanhosa e frio que fazia. Comi um ovo frito e um chapati, mais uma xícara de chá com leite e depois o ônibus seguiu em frente. Somente por volta das 13 horas, 17 horas depois da partida eu chegava em Gilgit, a maior cidade da região norte do Paquistão. A maior, mas mesmo assim apenas com cerca de 25 mil habitantes.
No momento que eu pisei na cidade meu pai me telefonou, senti que ele estava aflito, mais que o normal. Descobri então o porque: o Paquistão havia declado estado de emergência. Isso nunca é bom, mas eu ainda não sabia o quanto ruim isso era neste caso. De toda a forma, eu estava numa parte do país onde nada chegava, nem mesmo os conflitos políticos. Sabia que poderia ficar por aqui até a poeira baixar também, isto é, se houvesse mesmo poeira para baixar.
Busquei conversar com algumas pessoas sobre a situação política do país e todas já sabiam, mas não estavam se importando, pois sabiam que era apenas mais um jogo político de Musharraf, que é muito bem aceito pela população em geral, especialmente a população rural. O estado de emergência, apesar de deixar o país virtualmente “sem leis” não afetava o dia-a-dia das pessoas, muito menos dos turistas, que, por um ponto de vista, estariam ainda mais protegidos sob a asa deste Estado militar ainda mais fortalecido.
Alguns turistas, os que nem deveriam estar aqui, já estavam arrumando as malas para sair do país, como se todos fossem morrer. Estavam seguindo para a Índia em busca de segurança. Certo ou errados, na minha visão é mais fácil morrer de diarréia na Índia que por algum conflito aqui no Paquistão. De qualquer forma, eles estavam tomando as decisões deles. (huaauahauhaa)
Caminhei um pouco pela cidade e depois de alguns minutos eu decobri que não havia nada para ser visto na cidade, mas também descobri que as pessoas eram muito simpáticas e hospitaleiras nesta região do país, onde as pessoas tem outra fisionomia, mais parecida com a do centro asiático – Tajiquistão, Kazaquistão e outros “quistãos”. Descobri que na cidade eu poderia fazer uma trilha até perto de uma das mais altas e perigosas montanhas do mundo – Nanga Parbat, com seus 8.125 metros – ou assitir à uma emocionante partida de pólo, jogo comum na região.
A trilha seria interessante, mas iria me tomar muito tempo, assim resolvi amanhã mesmo sair da cidade, seguindo mais ao norte até um famoso vale da região, o Hunza Valley. Mas isso já parte da semana que vem.
Para ver fotos de mais paisagens clique aqui:
http://www.nohorizons.net/Countries/Pakistan/Files/Karimabad%20(2).htm
Primeira Parte
Terça-feira (30 de outubro de 2007)
Amritsar – Lahore (61 km)<>
Já sabia que hoje que o meu último de dia de Índia e eu não tinha como negar a felicidade que isso me trazia. Ao mesmo tempo também não podia esconder a certa apreensão que eu tinha dentro de mim por estar entrando no Paquistão, uma terra que carrega tantas histórias e lendas em seu lado de fora. Se todas elas fossem verdade eu já estaria morto antes mesmo de chegar em minha primeira cidade no país, mas precisava saber o que era verdade neste mundo feito de mentiras.
E estava disposto a pagar caro por isso. Pedalei então em direção à fronteira Índia/ Paquistão.
Despedi-me do Templo Dourado e do povo sikh. Depedi-me das hordas de turístas. Despedi-me dos hippies buscadores da felicidade. E finalmente subi na bicicleta. Antes de deixar a cidade, no entanto, eu me perdi pela última vez na Índia e então encontrei o caminho. Pouco mais de uma hora depois eu já estava na fronteira, pronto para iniciar o processo de carimbos, formulários e horas de espera.
O organização do lado indiano não conseguia ser boa mesmo, assim como a educação dos funcionários. Depois de mais de uma hora de espera, eu consegui ganhar o cartão verde para cruzar a fronteira, mas antes fui trocar minhas rúpias indianas que não valiam nada no lado de lá. Depois da troca, tive ainda que assinar mais alguns papeis e enfim cruzei o portão.
Pensei que o lado paquistanês seria pior. Apenas pensei. Com toda a educação e um ótimo inglês os policiais paquistaneses me indiacaram aonde ir. Alí um sujeito me indicou o que fazer e onde deixar a bicicleta. Preenchi o formulário e depois de ter meu passaporte carimbado dentro do centro de imigração que poderia ser de qualquer país desenvolvido, tamanha organização e limpeza, fui passar pela revista de bagagem, mas os simpáticos policiais apenas perguntaram o que eu tinha e me deixaram passar sem abrir nenhuma de minhas malas.
Pronto, estava oficialmente no Paquistão e havia sido mais fácil do que eu imaginava. Pedalei poucos metros para dentro do país e já via uma cultura diferente, um idioma diferente, trajes diferentes e rostos diferentes. Era uma diferença enorme, que não chegavam ao outro lado devido à pesada fronteira que não deixa o caminho livre entre os 2 países.
A estrada continuava boa, assim como era na Índia, masuase não havia carros na pista e os poucos que haviam quase não buzinavam. Não eram excelentes motoristas, mas pelo menos não faziam questão de mostrar suas buzinas. Isso foi um alívio para mim. A poluição continuava pesada e fiz uma breve parada perto de um posto de gasolina ao lado da pista e percebi que diversas pessoas tinham armas, que não eram, mas sim metraladoras e escopetas.
Essa imagem, numa foto tendenciosa – como as que são colocadas nas revistas –, poderia indicar o início de uma guerra, mas a realidade é que até mesmo aquelas pessoas que levavam armas eram simpáticas e educadas. Era uma cena peculiar e, de certa forma, estranha também. De toda forma, não fiquei aí para ver como eles usavam suas armas e segui em frente, na direção de Lahore, a 2ª maior cidade do país.
Na medida em que eu me aproximava de Lahore o trânsito ficava cada vez mais caótico, mas mesmo assim, sem buzinas. Ao entrar na cidade, eu sabia que seria bom ligar para o número de telefone que haviam me dado, mas para isso seria bom conseguir um telefone. Como eu já previa aqui não há telefones públicos e a melhor saída seria comprar um novo chip telefônico para mim e já ter um número paquistanês também.
Estava perdido na cidade e não tinha a menor idéia de que direção eu tinha que tomar, assim resolvi apenas procurar uma loja de celular. Em meio à confusão das ruas foi um pouco difícil me deslocar de um lugar para o outro, mas num tempo menor do que eu previa eu já tinha meu número de celular do Paquistão, por uma quantia equivalente a 6 Reais. Com o telefone funcionando eu resolvi ligar para o número que eu tinha e – sem me surpreender – descobri que o número estava desligado.
Era hora de mudar os planos. Seria bom eu ir para algum hotel da cidade. Segui então para um hotel que é uma instituição na cidade e creio que mais de 90% dos turistas estrangeiros ficam nele quando em Lahore. Vi o nome da rua e fui perguntando pelo caminho. Ao contrário da Índia, as pessoas aqui me informavam com todo o carinho e pareciam realmente preocupadas comigo. Fiquei feliz com isso, mesmo quando eu não entendi nada da informação que eles estavam me dando em urdu (idioma local).
Em pouco tempo e depois de poucas ruas eu cheguei ao local, que à primeira vista, não parecia nada agradável. Localizado numa rua pequena e suja, com apenas uma pequena porta que dizia o nome do hotel: Regale Internet Inn. Depois da porta havia um jogo de escadas que já levava para o 2º andar do prédio. Assim deixei a bicicleta no lado de fora e subi para conferir o lugar.
Os quartos estavam cheios e só havia algumas camas no dormitório. Isso não era um probelma para mim, o mais difícil mesmo foi levar a bicicleta e os alforjes para cima. Depois foi tudo tranqüilo. Conheci o dono do local, Malik, e fui aos poucos conhecendo todos os hóspedes e até mesmo os moradores do local, gente que parece que chegou para ficar. Quando arrumava minhas coisas no quarto para 6 pessoas conheci um casal canadense que estava por alí e depois 3 viajantes da Islândia, o que é realmente difícil de ver, já que este país tem apenas 300.000 habitantes.
Com os islandeses eu saí para comer. Eles eram muito simpáticos e naquele momento já estavam há mais de uma mês no Paquistão, onde ficaram em Karachi, inclusive durante o incidente da bomba. Eles não estavam apenas viajando, mas sim a procura de um outro lugar para viver, já que a Islândia parecia não agradá-los. Tudo indicava que eles não sairiam mais do Paquistão e agora eles estavam apenas escolhendo um lugar para montar uma casa.
Depois de tanto tempo de Índia, o Paqusitão parecia um milagre em meu caminho. Limpo (comparando com a Índia), sem buzinas, com pessoas educadas e até mesmo carne de vaca, era tudo o que eu queria. Podia até mesmo comer sem me preocupar tanto como na Índia, onde não me lembro de ter comido algum prato sem uma cabelo, mosquito ou algo que eu não consegui identificar. Parecia que meu caminho estava mudando e para melhor.
Quarta-feira (31 de outubro de 2007)
Lahore
Lahore pedia alguns dias para ser conhecida. Aparentemente não havia muita coisa para ser vista nesta cidade de 12 milhões de habitantes, mas fazia tempo que eu não me sentia tão bem como na hospedagem onde eu estava. No pequeno hotel onde eu estava já conhecia quase todos e me sentia em casa, o que eu poderia fazer era aproveitar um pouco dessa boa sensação que eu não conseguia sentir na Índia.
Hoje eu tirei o dia para ver alguns locais da cidade, o que eu queria fazer logo pela manhã, mas no começo do dia de hoje eu descobri que o comércio aqui abre apenas por volta das 10 horas da noite, o que fez que eu demorasse para encontrar um mercado aberto para comprar meu café da manhã. Somente depois disso é que eu saí, com rumo à cidade velha, aonde está localizado o Forte de Lahore.
Ao chegar no local tive uma surpresa, ele estava fechado. Não fazia sentido, ele não fechava para almoço, tampouco para siesta, mas os policiais não estavam deixando ninguém entrar. Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que algum político americano estava alí dentro e enquanto ele estivesse alí, ninguém poderia entrar. Como não tinha escolha, fui para o parque da cidade, logo à frente do forte, para esperar o tempo passar.
Alí vi muita gente e muitas dessas pessoas vinha conversar comigo. Nessas conversas eu fui descobrindo que o paquistanês, ao contrário do que a mídia diz, é um sujieto muito bom. Eles acreditam que a Índia é uma país bom e não tem nada contra os Estados Unidos, o que me chamou muito a atenção. Já os indianos nunca falam nada de bom do Paquistão e os americanos vêem o país como o novo celeiro de terroristas do mundo. Era interessante descobrir um pouco mais do Paquistão.
As conversas foram interessantes e me senti bem com os paqusitaneses, com quem fiquei conversando até os portões do Forte se abrirem somente após as 3 da tarde, quando os americanos resolveram deixar o local. O forte é um resquício da dinastia Mughal, a mesma que dominou a Índia durante séculos e levantou as construções mais famosas do país, entre elas o Taj Mahal. A idade precisa do forte não é sabida, mas o que se sabe é que sua forma atual foi dada pelo imperador Akbar, o qual transformou Lahore em sua capital em 1566.
Seguindo as mesmas linhas das construções muçulmanas encontradas no norte indiano, o Forte de Lahore, conta com diversas divisões, palácios e templos, incluindo até mesmo uma caminho para elefantes, o que era comum naquela época. Igualmente grandioso e mais elaborado que o forte está a Mesquita Badshasi (Badshasi Mosque), que foi finalizada em 1647 por Aurangzeb (filho de Shah Jahan), tornando-se uma das maiores mesquitas do mundo.
Estar alí durante o pôr-do-sol apenas deixou o lugar ainda mais especial. Vi o dia acabar diante daquela imponente mesquista e somente então voltei para a minha hospedagem, encontrando ainda mais gente que havia chegado hoje, especialmente para aproveitar a quinta-feira de Lahore, que trás uma agenda recheada de eventos Sufi – o misticismo muçulmano.
Depois de conversar com tanta gente comecei a perceber que eu não poderia simplesmente deixar o país sem conhecer a região norte do Paquistão, uma região conhecida pelas suas montanhas (as mais altas do mundo), pela hospitalidade das pessoas e por ter o maior números de geleiras (glaciares) do mundo, depois da Antártida. Pedalar seria praticamente impossível, levando em consideração o meu tempo no país, mas um ônibus poderia resolver isso. De qualquer forma, ainda tinha a quinta-feira em Lahore para decidir.
Quinta-feira (1º de novembro de 2007)
Lahore
Pela manhã eu saí com algumas missões a cumprir, entre elas encontrar o correio, uma bicicletaria, comprar uma roupa tradicional, chamada shalwar-kamiz (algo como “calça e camisa”), a qual todos os homens usam e assim eu poderia passar despercebido em algumas regiões do país, com os trajes tradicionais e minha barba de alguns meses.
Encontrar o correio foi fácil, as bicicletarias também, até mesmo as lojas de roupas não foi assim tão difícil, porém não consegui fazer nada. Algumas das coisas que eu queria enviar para o Brasil era proibido aqui no Paquistão, como um simples DVD, eu precisava pegar minha bicicleta e levá-la para a bicicletaria e as roupas que eu encontrei não eram bem aquelas que iriam me fazer passar despercebido, pois tinham tantos detalhes, que eu chamaria mais a atenção usando elas que não usando nada.
Quando eu voltei para a hospedagem já era depois do meio-dia e as pessoas já se preparavam para ir até uma mesquita da cidade para conferir uma série de apresentações de música devocional muçulmana, chamada de qawwali (desse gênero musical o maior expoente é, sem dúvida, Nusrat Fateh Ali Khan, que morreu há uma década mas deixou uma grande obra que ainda pode ser apreciada).
Depois de rodar pela cidade, com mais de 20 turistas, cheguei à mesquita da cidade, onde via de regra havia apenas homens, todos sentados, olhando apenas e, algumas vezes, 1 ou 2 dançado ao som da música que o grupo tocava. Os cantores eram muito bons e a aprensatação que deixava cada banda tocar apenas 1 música durou por mais de 1 hora. Depois das apresentações que eram retribuidas não com palmas, mas sim com uma banho de dinheiro (recolhido durante a performance) sobre os músicos, seguimos para uma sala do local, onde nos serviriam o almoço, que comemos com as mãos.
Após todo o processo, voltamos para a hospedagem, mas no meio do caminho os grupos se separaram e acabaram cada um seguindo um caminho diferente. Quando eu cheguei na hospedagem, fiquei boa parte do tempo conversando com algumas pessoas e buscando organizar algumas atividades que eu tinha que fazer, porém quando eu vi já estava com fome, saindo para comer mais uma vez e depois já me preparando para ir conferir uma outra apresentação de música qawwali, porém desta vez, num estilo mais ritualístico.
Todos nós subimos novamente nos pequenos rickshaws e seguimos até um ponto distante da cidade, numa mesquista diferente que mais parecia uma casa. Porém, mas diferente que a mesquita era o que estava acontecendo dentro dela. Uma multidão se concentrava dentro do local para ver 2 sujeitos tocarem tambores num ritmo frenético, que conduzia as pessoas para um estado de transe. Como se não bastanssem os tambores, todos alí na platéia fumavam hashish quase que sem parar, num ato que faz parte da religião deles.
Mesmo aqueles que não fumavam já estavam entrando em transe também com a repetição da música e a dança de alguns poucos, que me lembrava algo como um terrero de umbanda no Brasil. A atmosfera do local foi apenas quebrada quando um sujeito chegou alí para tocar seu saxofone. Nada contra saxofones, porém naquele momento onde apenas os tambores falavam, algo ao estilo de Kenny G. não parecia se encaixar muito bem no repertório.
O sujeito sofreu com seu saxofone, já que o som de seu instrumento era incompatível com o som dos tambores. Eles foi persistente, mas num determinado momento teve que desistir. A partir daquele instante os tambores passaram a tocar mais alto e os cigarros carregados de hashish voltaram a se tornar apenas fumaça. Entretanto, eu já estava cansado daquilo e resolvi ir embora de volta para a hospedagem e encerrar este dia carregado de misticismo muçulmano.
Sexta-feira (2 de novembro de 2007)
Lahore
Meus planos era de hoje já deixar a cidade, mas no decorrer do dia persebi que isso não seria possível, pelo menos não hoje. Após o café da manhã muita gente foi embora, já que muitos ficam na cidade apenas para conferir as noites de música e rituais antes de seguirem seus rumos. A hospedagem que não tinha mais espaço nos útimos dias e obrigava as pessoas a dormirem no terraço do prédio, agora estava quase vazia.
Despedi-me de todos e voltei para minhas missões de dias atrás. Agora segui para o correio do país e não perdi muito tempo alí. Depois fui até um bicicletaria e alinhei minha roda traseira, que havia se tornado oval após a Índia e, em conseqüencia disso, os raios estavam sempre quebrando. Arrumei a bicicleta também. A única coisa que ainda me faltava, mas que a essa altura eu já havia desistido era um traje paquistanês.
Decidi então almoçar antes de voltar para a hospedagem e durante o meu almoço eu conheci um juíz do tribunal de justiça de Lahore. Fomos conincidentemente colocados na mesma mesa do restaurante e acabamos conversando bastante, antes de encerrarmos nossa refeição e cada um seguir o seu rumo.
Pela tarde na hospedagem, busquei atualizar meus diários e fotos antes de deixar a cidade, o que eu faria amanhã mesmo de qualquer forma. Segui até a noite escrevendo e buscando algumas informações sobre o país e coisas do gênero, até que fui interrompido pela chegada de alguns músicos que iriam tocar (qawwali) no terraço do prédio. Segui então para o terraço e assisti à aprensatação dos músicos, que fizeram tudo de forma gratuita. Ao final do show eu voltei para o computador, mas acabei dormindo na frente da tela, tão cansado que eu estava.
Sábado (3 de novembro de 2007)
Lahore – Islamabad – caminho às montanhas do norte
Eu acordei cedo e logo comecei a separar o que eu levaria em minha curta viagem e o que eu deixaria em Lahore, quase tudo. Sabia que se eu ficasse em Lahore, cercado de tanta gente interessante, eu não conseguiria trabalhar e seria melhor eu sair dalí o quanto antes. E meu destino eu já havia decido, o norte do país.
Eu que me sentia em casa na hospedagem onde eu estava, passei a reparar um ponto interessante: o quanto o Paquistão é diferente da Índia. Mesmo estando tão perto há inúmeras diferenças, inclusive em relação aos seus turístas. Aqui ninguém vem em busca de mestre, atrás de resposta ou como marinheiro de primeira viagem, aqui só vem quem sabe viajar e, especialmente, aqueles que não acreditam em tudo o que a imprensa diz, porque os que acreditam tem medo até mesmo de pensar no nome deste país.
Todos os estrangeiros que eu conheci aqui tinham uma história incrível. Diversos viajando de bicicleta, de moto, de paraglider, ou mesmo vindo de países como Afeganistão e Iraque. Não havia como negar que as histórias que eram contadas nesta hospedagem eram as melhores que eu já havia ouvido. Além disso havia uma grande troca de informações entre os viajantes que quase sempre seguiam em direções opostas.
Mesmo atraído pelo ambiente eu deixei a hospedagem hoje, por volta do meio dia, com apenas uma mochila, uma bolsa e minha câmera. Segui para a periferia da cidade, até um terminal de ônibus, da onde eu tomaria um coletivo para Islamabad, a capital do país. Isso foi fácil, um rickshaw me levou até o terminal onde os ônibus saia para a capital do país a cada 20 minutos. O ônibus era muito melhor do que eu poderia esperar: ar condicionado, assentos espaçosos e tudo muito organizado.
Numa estrada perfeita o veículo percorreu quase 300 quilômetros em apenas 4 horas e meia. Parecia que algo estava errado, tudo estava muito perfeito. Quando eu cheguei em Islamabad, com a ajuda de um senhor que eu conhecera no ônibus eu tomei um táxi para a cidade vizinha, Rawapindi, aonde estava o terminal da NATCO (Northern Areas Transport Company), de onde partiam os ônibus para as regiões nórdicas do país.
Eu estava pensando em dormir uma noite em Islamabad, mas resolvi já reguir de uma vez para o norte do país e assim ganhar um dia de viagem. Ao chegar na estação de ônibus já era noite e eu não tinha almoçado e nem mesmo jantado e pelo visto iria seguir assim mesmo. Comprei então a minha passagem de ônibus, cuja saída estava marcada para as 8 da noite, para uma viagem nada fácil que prometia durar de 15 até 18 horas.
Seriam mais de 24 horas dentro de um ônibus e eu já sabia que não seria fácil, mas eu não tinha escolha caso quisesse mesmo chegar ao norte do país. Comprei um pacote de bolacha, uma garrafa de água e subi no ônibus para a longa jornada. A viagem começou bem, e eu não demorei muito para pegar no sono. O problema era que o meu assento quase não se reclinava, não havia muito espaço para as minhas pernas, espacialmente pelo fato de eu ter que levar minhas malas comigo, além do fato do sujeito de meu lado também gostar que de se esparramar.
No meio da noite eu já não aguentava mais ficar alí e numa das paradas do ônibus eu resolvi procurar algum assento vazio para tentar dormir. Sorte ou não, eu encontrei a última fileira de assentos vazia, o que deixaria eu dormir na horizontal alí. A desvantagem era que justamente no final do ônibus era onde o veículo mais trepidava e oscilava. De qualquer forma deitei nos assentos sujos e até me cobri com meu lençol, para ter mais conforto.
Dormir bem alí era uma missão quase impossível. O ônibus pulava tanto que eu constantemente voava dos assentos e algumas vezes até caia fora dele. Fora isso pela estrada havia uma espécie de controle policial rigoroso que me fazia descer do ônibus a todo o momento com meu passaporte para preencher um livro com minhas informações. Mesmo assim a viagem seguiu.
Domingo (4 de novembro de 2007)
À caminho das montanhas do norte – Gilgit
O dia nasceu e eu sabia que eu ainda tinha muito chão pela frente, pois não haviam se passado nem 12 horas ainda. Bastava paciência. Eu não tinha mais sono, mas me sentia cansado. Eu não queria dormir mais, mas não tinha o que fazer e no final das contas sempre acabava dormindo mais uma vez.
O ônibus parou mais uma vez para o café da manhã e naquele momento eu já sentia um pouco da região, incluindo a paisagem montanhosa e frio que fazia. Comi um ovo frito e um chapati, mais uma xícara de chá com leite e depois o ônibus seguiu em frente. Somente por volta das 13 horas, 17 horas depois da partida eu chegava em Gilgit, a maior cidade da região norte do Paquistão. A maior, mas mesmo assim apenas com cerca de 25 mil habitantes.
No momento que eu pisei na cidade meu pai me telefonou, senti que ele estava aflito, mais que o normal. Descobri então o porque: o Paquistão havia declado estado de emergência. Isso nunca é bom, mas eu ainda não sabia o quanto ruim isso era neste caso. De toda a forma, eu estava numa parte do país onde nada chegava, nem mesmo os conflitos políticos. Sabia que poderia ficar por aqui até a poeira baixar também, isto é, se houvesse mesmo poeira para baixar.
Busquei conversar com algumas pessoas sobre a situação política do país e todas já sabiam, mas não estavam se importando, pois sabiam que era apenas mais um jogo político de Musharraf, que é muito bem aceito pela população em geral, especialmente a população rural. O estado de emergência, apesar de deixar o país virtualmente “sem leis” não afetava o dia-a-dia das pessoas, muito menos dos turistas, que, por um ponto de vista, estariam ainda mais protegidos sob a asa deste Estado militar ainda mais fortalecido.
Alguns turistas, os que nem deveriam estar aqui, já estavam arrumando as malas para sair do país, como se todos fossem morrer. Estavam seguindo para a Índia em busca de segurança. Certo ou errados, na minha visão é mais fácil morrer de diarréia na Índia que por algum conflito aqui no Paquistão. De qualquer forma, eles estavam tomando as decisões deles. (huaauahauhaa)
Caminhei um pouco pela cidade e depois de alguns minutos eu decobri que não havia nada para ser visto na cidade, mas também descobri que as pessoas eram muito simpáticas e hospitaleiras nesta região do país, onde as pessoas tem outra fisionomia, mais parecida com a do centro asiático – Tajiquistão, Kazaquistão e outros “quistãos”. Descobri que na cidade eu poderia fazer uma trilha até perto de uma das mais altas e perigosas montanhas do mundo – Nanga Parbat, com seus 8.125 metros – ou assitir à uma emocionante partida de pólo, jogo comum na região.
A trilha seria interessante, mas iria me tomar muito tempo, assim resolvi amanhã mesmo sair da cidade, seguindo mais ao norte até um famoso vale da região, o Hunza Valley. Mas isso já parte da semana que vem.
Para ver fotos de mais paisagens clique aqui:
http://www.nohorizons.net/Countries/Pakistan/Files/Karimabad%20(2).htm
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Monday, 15 June 2009
Mitos e Perguntas
Mande tambem suas duvidas e perguntas para mim, com certeza eu me divirto.. hehe
Tem amaciantes de roupas. no Pakistan .. sei lá .... depois do choque que eu tive com os banheiros fiquei meio ... sei lá ... parece que é realmente outro mundo .então quero saber pequeninos detalhes :)
tem simmmmmmm eh bemmmm barato, cheira bom!!! tem ariel! surf, hehehee varias marcas conhecidas.
Existem cremes hidratantes , protetores solar e repelentes para se comprar por lá ?
hidratantes sim, otimos, dove, etc,super barato tb, protetor solar eu num vi, mas deve ter sim,, repelentes tem sim, mas sempre levei daqui.
O sistema hospitalar lá funciona?
funciona sim, tb tinha receio ate precisar, mas procure bons bairros e fique smpre atentar a higiene, hospitais catolicos sao famosos pela excelencia.
Vc viu algum óleo de amendoas ??? ou oleos corporais lá ... Castanhas ou nozes?
tem oleo de corpo para bebe, pelo menos foi so o que euvi, esse tipos de sementes como amendoas, nozes, etc sao mto caras fora so brasill. entao acho dificil vc achar.
O policiamento lá funciona ou são corruptos como no Brasil ?? E os Politicos?
Existem varios tipos de policiais, alguns corruptos, mas os militares e os de trasitos sao muito sempre elogiados. Policia armada por todos os cantos.
Chefe de justica eh o unico em que todos confiam, o resto eh.. blah quse pior que aqui.
Faz um tópico só falando dos doces pakistan... amu doces ... eles tem muito chocolate nos doces deles ??
faco sim, mas vou prcisar de algumas ajudas pq os nomes sao dificeis, mas sao bonsssssssssssssssssssssmto choco! mas o os doces ne padaria num! sao puro acucar, bolachas hummmmmmmmmm que fome.
Vc viu pessego em calda por lá ??
Peach, essas coisas so em frutas, esses tipos de frutas "chiques" eheh como melancia, morango, pera, pessego, sao raras e caras..
e cerejas .. tem por lá ??
iche.. mira arriba, nem vi no bolo...
Gatos .. akeles de 4 patas(ahuahauahuahuaa) vc já viu por lá ??? é um habito do povo lá ter pets assim .. como gatos. (cachorro eu sei que naum é muito)
sim sim gatos e cachorros, mas eles gostam eh de gatos, dizem que aonde ha cachorros nao entra anjos, mas em um site eu vi que na verdade eh que o profeta Maome na verdade fora mordido por um uma vez. tem racao nos mercados, nao ha petshop, nunca vi, animais nao sao bem de estimacao, pouquissimassssss pessoas tem.. mto raroooooooooooo, nada desses frufrus brasileiros. Vi uns macados nos mercados.. aff um nojo! Igual na India, na coleira e tudo..
Tem cabeleireiro por lá ??? dakeles que a gente fica um dia inteiro .. e passa um dia de princesa ???
Tem sim, saloes de beleza aos montes, dias de princesa tb especialmentes antes do casario. saloes de depilex especialmente para homens, la eh tudo separado sempre.
Há crianças correndo nas ruas ?
Sim aos montes, ainda mais nos lugares mais pobres.. descalcos..
Os Pakistanys(em geral) preferem que tipo de mulher?? gorda,magra ,alta ,baixa ,etcc
Ate aonde eu sei gostam de magras, mas tudo o qeh diferente atrai mais, se loira, olhos claros chama mto mais atencao pra eles, pq eh mtoooooo raro la. as pak sao lokas para emagrecer heheh
Islamabad é uma cidade muito bagunçada ou as coisas são "arrumadinhas"?
Perto de rawalpindi eh meio zuado, mas em geral islamabad eh otimo, quase uma replica de brasilia, bem orgaizada e limpa
Exixte algum embargo de coisas "americanizadas" no Paquistão?
Ah mto, tudo que vem de fora eh melhor, amam as coisas dos americanos (mas nao a america) e ingleses... tanto nas comidas como bolachas, produtos e cosmeticos vem de la mtas roupas da china tb.
A família dele é legal com vc ???
Eh sim, me tratam mto bem, bom nao entendo urdu hehehehe espero que nao falaram mal pelas costas..
A sua Sogra ... ela é legal com vc ??? (morro de medo da minha ser uma naja igual na novela
Eh sim, ela eh uma mulher forte e viuva, criou dois filhos, apesar que ja tivemos alguns problemas(como desligar quando eu ligava la, fingir nao me entender mesmo se eu falava em urdu..-tudo isso por tel) tento respeita-la por respeito
a eleaahuahauahuahauhauhaua pois ela é indiana tbm .. xiii sei lá o que eu vou achar por lá
Todos que teem cerca de 60 anos ou mais sao indianos, mesmo que eles num gostem de ser chamados assim e terem o rg pak, mas ate 60 anos atras pak e india era um! Arebaba, esse negocio de chave do armario eu nunca vi no pak ainda bem, existem mtas coisas das quais eh diferente no pak, o que eu acho otimo!
A coisa mais estranha que vc comeu,cheirou e viu no Pakistan....
tinha um negocio que eles colocam no iorgute para se comer com a salada, parece uma sementinha, afff detestei aquilo! eu comi kebbad.. passei mal depois achei gorduroso, mas comivel. Uma coisa que eu comentei que nao gostei do cheiro foi o Ka desodorante (azul), parece que todos so usam aquilo, tudo cheiro geral da nacao paquistanesa hehehe.
O que tem na geladeira dos Pakistanys .. tipo .. o que naum pode faltar ?
frango! mto frango!, iorgute, margarina, chai (preto), leite, suco shazan, curry, pimenta, banana, laranja, manga (amam), farinha para fazer naam e rooti, mtoo ovos, oleo (em pasta que develvem a lata apos o uso.. eca isso mesmo)... so o que lembrei que eles amam!
Tem algum link para assim que vc atualizar o blog eu receber notificações no email ??
sei que vc pode se tornar seguidora(fotinhas baixo) do blog ae te aparecera algumas atualizacoes, so conheco dessa forma
Eu estou querendo entrar em contato com a embaixada do paquistão,e com o consulado em são paulo mas gostaria de saber se devo escrever o email, em ingles ou em portugues. Pois não sei se o pessoal da embaixada fala portugues, ou somente ingles.
Pode escrever ambos em ingles, esse vice consul eh brasileiro e esta em islamabad. nao ha consulado em Sao Paulo, somente embaixada em Brasilia, ate onde tenho conhecimento.
boa sorte
Carlos Eduardo de Campos Armando Vice-Cônsul, Chefe do Setor ConsularVice Consul, Head of Consular & Visa Section Embaixada do Brasil - Embassy of Brazil 50 Ataturk Avenue - G-6/3 Islamabad, Pakistan tels: (9251) 227-9690 / 9691 fax:(9251) 282-3034 email: brasemb_pk_cons@yahoo.com Embassy of Pakistan, BrasíliaTel +55 61 3364 1632 / 1634Fax +55 61 3248 0246parepbrasilia@yahoo.com
Embaixada no Brasil: Embaixada da República Islâmica do Paquistão - Brasília - DFSHIS QL 12, conj. 02, casa 19 - Lago SulCEP 71630-225 - Brasília - DF
tel. (0xx61) 3364-1632 e 3364-1761tel. 61-2252 EPAQ BRfax (0xx61) 3248-0246e-mail: parepbra@brnet.com.brExpediente(s): segunda a sexta-feira - 08:30 - 16:00 hs
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Clique em Consular Services- visa form
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Visto de entrada unica custa 50,00 reais, tem validade por 3 meses
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Monday, 8 June 2009
Entendendo os Talebans
Duvidas sobre Taleban? Mr Wiii explica pra nos

Carol.... diz:
ye
мя ш i i i diz:
And report said that material used in that suicide bomb was a thing is used to cut/blast big mountians, that was the reason that many buildings in that area blown down and left with huge damege, blasts were so strong that water from the depth of the earth may be (150 feet) came up on the main road
So uma coisa ainda paira no ar.. por aonde andas o senhor Osama Bin Laden? Provavelmente ele esteja em Copacabana vendendo agua de coco, porque da dinheiro!
Nao acredite somente na midia, veja o verdadeiro lado da historia.
Pakistan's success in cleaning up the Swat valley the Taliban were now leaving Afghanistan to head into Pakistan to help their Brother insurgents
мя ш i i i diz:
Pakistan has almost killed all talibans you know?
Carol.... diz:
is nice to kill them?
Carol.... diz:
Whether it is done in Pakistan or Afghanistan does not matter" - Bloody matters to me. I live here. a stupid guy said it.
мя ш i i i diz:
no he is right carol
Carol.... diz:
no
мя ш i i i diz:
Because fighting against talibans is causing us big big time lost of everything, you know?
мя ш i i i diz:
cricket has been finished from pak. World Cricket Cup were supposed to be held in Pak, but Cause of it, we lost the cup and billions of dollars.
Carol.... diz:
sad
мя ш i i i diz:
no team is allowed to enter here by internatinal cricket organazation
мя ш i i i diz:
everyday now a suicide bomb killling 100 ppl
Carol.... diz: =(
мя ш i i i diz:
thats why he is saying this
Carol.... diz:
humm
мя ш i i i diz:
u know
мя ш i i i diz:
a week ago a suicide bomb blast happend in Lahore
мя ш i i i diz:
killing 300 ppl
мя ш i i i diz:
Pakistan has almost killed all talibans you know?
Carol.... diz:
is nice to kill them?
Carol.... diz:
Whether it is done in Pakistan or Afghanistan does not matter" - Bloody matters to me. I live here. a stupid guy said it.
мя ш i i i diz:
no he is right carol
Carol.... diz:
no
мя ш i i i diz:
Because fighting against talibans is causing us big big time lost of everything, you know?
мя ш i i i diz:
cricket has been finished from pak. World Cricket Cup were supposed to be held in Pak, but Cause of it, we lost the cup and billions of dollars.
Carol.... diz:
sad
мя ш i i i diz:
no team is allowed to enter here by internatinal cricket organazation
мя ш i i i diz:
everyday now a suicide bomb killling 100 ppl
Carol.... diz: =(
мя ш i i i diz:
thats why he is saying this
Carol.... diz:
humm
мя ш i i i diz:
u know
мя ш i i i diz:
a week ago a suicide bomb blast happend in Lahore
мя ш i i i diz:
killing 300 ppl
ye
мя ш i i i diz:
And report said that material used in that suicide bomb was a thing is used to cut/blast big mountians, that was the reason that many buildings in that area blown down and left with huge damege, blasts were so strong that water from the depth of the earth may be (150 feet) came up on the main road
Carol.... diz:
sad =(
Carol.... diz:
Was Taleban?
мя ш i i i diz:
no
мя ш i i i diz:
India+Talibans
мя ш i i i diz:
u know India is supporting talibans?
Carol.... diz:
Why?
мя ш i i i diz:
Cuz talibans wanna distroy pak and india wanna the same
мя ш i i i diz:
so helping talibans to do it rather to attack itself
Carol.... diz:
are all Talebans from Afhganistan?
мя ш i i i diz:
cuz if India willl atack ppl will say oh idnia did it blah blah
мя ш i i i diz:
yap
мя ш i i i diz:
talibans in afghanistan are dif but same intentions
Carol.... diz:
hummm
Carol.... diz:
so pakistan are kiiling them with US' help?
мя ш i i i diz:
no alone
мя ш i i i diz:
no one is helping
Carol.... diz:
hummmm
Carol.... diz:
so why US trops said was there?
мя ш i i i diz:
US is giving money thts it
мя ш i i i diz:
its in Afghanistan babe not in pak
Carol.... diz:
hummmmmm
Carol.... diz:
Swat vally isnt in pakistan?
мя ш i i i diz:
it is in pak, it is beautiful place in whole asia
Carol.... diz:
I thought talebans were there
мя ш i i i diz:
in swat?
мя ш i i i diz:
yes they came there too na
мя ш i i i diz:
so thts y we r killing them
Carol.... diz:
hummmmmm
Carol.... diz:
sounds bad but i hope they die. hehe
мя ш i i i diz:
yes
мя ш i i i diz:
they should
мя ш i i i diz:
but today
мя ш i i i diz:
a group of talibans announced to help army to kill other talibans
Carol.... diz:
many kids of talebans?
мя ш i i i diz:
what?
Carol.... diz:
a group of them are helping pak army to kill others?
Carol.... diz:
good talebans n bad talebans?
мя ш i i i diz:
yap exactly
Carol.... diz:
hum
мя ш i i i diz:
talibans fighting in afghnistan are gud cuz they never killed innocent ppl but just us army and they announce if someone kills innocent and say tht i am talibans police should arrest them
Carol.... diz:
so y they are talebans?
мя ш i i i diz:
taliban is a word which means person who learns
мя ш i i i diz:
its not a sin to called a taliban
sad =(
Carol.... diz:
Was Taleban?
мя ш i i i diz:
no
мя ш i i i diz:
India+Talibans
мя ш i i i diz:
u know India is supporting talibans?
Carol.... diz:
Why?
мя ш i i i diz:
Cuz talibans wanna distroy pak and india wanna the same
мя ш i i i diz:
so helping talibans to do it rather to attack itself
Carol.... diz:
are all Talebans from Afhganistan?
мя ш i i i diz:
cuz if India willl atack ppl will say oh idnia did it blah blah
мя ш i i i diz:
yap
мя ш i i i diz:
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Carol.... diz:
hummm
Carol.... diz:
so pakistan are kiiling them with US' help?
мя ш i i i diz:
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мя ш i i i diz:
no one is helping
Carol.... diz:
hummmm
Carol.... diz:
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мя ш i i i diz:
US is giving money thts it
мя ш i i i diz:
its in Afghanistan babe not in pak
Carol.... diz:
hummmmmm
Carol.... diz:
Swat vally isnt in pakistan?
мя ш i i i diz:
it is in pak, it is beautiful place in whole asia
Carol.... diz:
I thought talebans were there
мя ш i i i diz:
in swat?
мя ш i i i diz:
yes they came there too na
мя ш i i i diz:
so thts y we r killing them
Carol.... diz:
hummmmmm
Carol.... diz:
sounds bad but i hope they die. hehe
мя ш i i i diz:
yes
мя ш i i i diz:
they should
мя ш i i i diz:
but today
мя ш i i i diz:
a group of talibans announced to help army to kill other talibans
Carol.... diz:
many kids of talebans?
мя ш i i i diz:
what?
Carol.... diz:
a group of them are helping pak army to kill others?
Carol.... diz:
good talebans n bad talebans?
мя ш i i i diz:
yap exactly
Carol.... diz:
hum
мя ш i i i diz:
talibans fighting in afghnistan are gud cuz they never killed innocent ppl but just us army and they announce if someone kills innocent and say tht i am talibans police should arrest them
Carol.... diz:
so y they are talebans?
мя ш i i i diz:
taliban is a word which means person who learns
мя ш i i i diz:
its not a sin to called a taliban
mя ш i i i diz:
babe they r those ppl who were bught from all muslims countries like Saudi Arabia, Bosnia, Uzbikisan, Morroco etc etc no one is pakistani in them, Usa bought them in 80s when Russia attacked Afganistan and wanted to take over all this region, so us played game and used muslims to finish super power of Russia, after muslims won there usa ignored all thse people so they start living in Afghnistan
мя ш i i i diz:
and Pak is near so they come here too
babe they r those ppl who were bught from all muslims countries like Saudi Arabia, Bosnia, Uzbikisan, Morroco etc etc no one is pakistani in them, Usa bought them in 80s when Russia attacked Afganistan and wanted to take over all this region, so us played game and used muslims to finish super power of Russia, after muslims won there usa ignored all thse people so they start living in Afghnistan
мя ш i i i diz:
and Pak is near so they come here too
мя ш i i i diz:
Another proof is that movie Rambo
Another proof is that movie Rambo
мя ш i i i diz:
they showed that Rambo helped taliban in 80s and called them heroes and fight with russia in help of talibans
they showed that Rambo helped taliban in 80s and called them heroes and fight with russia in help of talibans
мя ш i i i diz:
few days back, Hillary Clinton said waht is going on in pak and afghnistan is cuz of USA, we USA created talibans
Carol.... diz:
she said? great!
few days back, Hillary Clinton said waht is going on in pak and afghnistan is cuz of USA, we USA created talibans
Carol.... diz:
she said? great!
мя ш i i i diz:
but all world knowz this
but all world knowz this
Carol.... diz:
yes but none ever said
мя ш i i i diz:
thats true
мя ш i i i diz:
osama was best friend of usa u know?
мя ш i i i diz:
still has business in USA by name of bin laden and corporation
yes but none ever said
мя ш i i i diz:
thats true
мя ш i i i diz:
osama was best friend of usa u know?
мя ш i i i diz:
still has business in USA by name of bin laden and corporation
мя ш i i i diz:
well its not abt islam war
мя ш i i i diz:
its abt money war
well its not abt islam war
мя ш i i i diz:
its abt money war
Estados Unidos esta sofrendo com a suposta "crise" mas continua financiando muitas guerras, inclusive a inutil contra Iraque.
Como dito EUA foi quem criou os talibans para ajudar contra a Russia, lembram das aulas de historia? Pois entaum, agora eles sao "inimigos" por nao fazerem o que eles querem.
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Sunday, 22 March 2009
Pakistani People Won =D
Topic only in English. Thanks Amor ♥for your testimonial. Here he explains what is going on in Pakistan nowadays and why Chief Justice is so important to our nation. Shukria!
мя ш i i i : Pakistani People Won.
What happened between Chief justice and Musharraf
Missing People's Case
These actions were challenged in the Supreme Court and a bench under the Chief Justice Iftikhar Muhammad Chaudhry took up the case. The complainants in the matter headed by Ms Amina Masood Janjua representing 254 missing persons and their families pleaded that the persons concerned be presented in front of a magistrate in line with the law and be given a trial.
The controversy over the matter increased after police baton charged demonstrators demanding released of their kin, stripping off demonstrators in the process which was pasted across the national newspapers increasing resentment against the government. The Supreme Court had the Ministry of Interior and the representatives of the military agencies directed to appear in the court and answer the issues raised causing ripples in Pakistan's powerful establishment.
Carol..: why?
мя ш i i i :Because, 8 years back there was army dictator who kicked the elected govt and prime minister out and took all powers with him.
Iftikhar Muhammad Chaudhry (born 12 December 1948 in Quetta) is the 20th Chief Justice of Pakistan.He was appointed as Chief Justice by Pakistani President Gen. Pervez Musharraf on May 7th, 2005. He was suspended by President General Musharraf on March 9th, 2007, when he refused to oblige Musharraf by refusing to resign. So who is he and what happened?
The move sparked the historic Lawyers' Movement which claimed as its first victory the reinstatement of Chaudhry by an order of the Supreme Court on July 20th, 2007. This was the first recorded case of such suspension in the history of Pakistan.
The move sparked the historic Lawyers' Movement which claimed as its first victory the reinstatement of Chaudhry by an order of the Supreme Court on July 20th, 2007. This was the first recorded case of such suspension in the history of Pakistan.
After having been elected as President for second term by the Parliament, Musharraf in November 2007 pre-empted an impending court decision against his re-election and suspended the constitution and declared a state of emergency. Justice Chaudhry reacted promptly, convening a seven-member bench which issued an interim order against this action.
In March 2009, Nawaz Sharif and the Lawyers started a decisive movement to reinstate Chaudhry Iftikhar and other deposed Judges. Long March from all over the country was declared. Finally the Government reinstated Chaudhry Iftikhar and other deposed Judges on 16 March, 2009 through an excecutive order by the Prime Minister of Pakistan.
In 2007, the Supreme court ruled against the government, saying that the selling of Pakistan Steel Mills to a group including Arif Habib, former client and friend of PM Shaukat Aziz, was done in "indecent haste". Why supreme court ruled against this deal because musharaf and prime minister were selling the steel mils in almost free to their friends.
Take an example if I sell a Billion dollar land in few bucks. This decision of Chief Justice was appreciated by everyone but was hated by Musharaf and his friends. Hence it resulted in a Marshall Law on 3rd November 2007. And chief justice was sacked.
Missing People's Case
Many people in Pakistan had been allegedly kidnapped by the American agencies (FBI, CIA) and Pakistani agencies (ISI, MI, IB) in pursuance of the "War on Terror." These people were arrested without any warrant or court order and denied any access to counsel as enshrined in the Constitution of Pakistan.
These actions were challenged in the Supreme Court and a bench under the Chief Justice Iftikhar Muhammad Chaudhry took up the case. The complainants in the matter headed by Ms Amina Masood Janjua representing 254 missing persons and their families pleaded that the persons concerned be presented in front of a magistrate in line with the law and be given a trial.
The controversy over the matter increased after police baton charged demonstrators demanding released of their kin, stripping off demonstrators in the process which was pasted across the national newspapers increasing resentment against the government. The Supreme Court had the Ministry of Interior and the representatives of the military agencies directed to appear in the court and answer the issues raised causing ripples in Pakistan's powerful establishment.
Carol..: Cf wanted to back to the power or the people? Who chose?
мя ш i i i : people wanted babe, he was cj by law so he had to come back
Carol..: why is he so important to this nation?
мя ш i i i : Because he was the only and the 1st chief justice who said NO to a military dictator, he stood in front of Mush and said u are not eligible to be president according to constitution of Pakistan, According to constitution of armed force officer cant be president and army of chief at same time. Thats why people loved his stand and stood with chief justice.
Carol..: Sounds great! Now that he has back to power what u think will happen to Pakistan?
мя ш i i i : Now Pakistan is totally changed, because its the 1st time that whole nation stood against a military dictator, now we have a strong law enforcer and you know where there is law there is no more injustice.
Carol..: Congratulations, very different from Brazil.. here people don't fight against injustice...
мя ш i i i : none of them both r corrupt and CJ is about to take action against both of them
Carol..: hauhauhauhaahu so who?
мя ш i i i : Imran Khan
Carol..: Who is this?
мя ш i i i : Imran Khan former cricketer under his captaincy Pakistan was the cricket world cup in late 1992 and now he is in politics and he is very very very famous in youth. We want him to rule Pakistan.
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